Pular para o conteúdo principal

Nota de apoio da CONTAG ao ministro Carlos Minc

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) manifesta seu apoio ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que vem sendo duramente golpeado por setores econômicos e forças políticas que nunca assumiram compromissos com o desenvolvimento rural sustentável com base na justiça social e na preservação ambiental.

A razão desses ataques é a firme posição assumida pelo ministro durante as negociações do Grito da Terra Brasil 2009, em defesa do tratamento diferenciado da agricultura familiar na aplicação do Código Florestal e de todos os instrumentos legais de preservação ambiental.

Essa posição representa o reconhecimento por parte do governo federal de que o Estado não pode tratar de forma igual os desiguais. A legislação não pode dar o mesmo tratamento para uma propriedade familiar com, em média, cinco ou 60 hectares, que produz alimento e preserva o meio ambiente com outras que detém 400 mil ou 500 mil hectares de monocultivos, que degradam e impactam o meio ambiente.

O protagonismo do ministro Carlos Minc possui o mérito de compreender que não existe incompatibilidade entre a produção de alimentos e a preservação ambiental. Ele também revela coragem política para enfrentar tabus ideológicos e interesses poderosos do setor agroexportador, ao articular e se empenhar, juntamente com a Contag, em consolidar uma aliança estratégica entre agricultores (as) familiares e importantes setores ambientalistas para garantir o tratamento diferenciado da agricultura familiar na legislação ambiental.

A Contag considera que é necessário travar um debate no País sobre a relação entre as políticas de soberania e segurança alimentar e as estratégias de conservação ambiental. Essa discussão deve partir da constatação de que a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos que são consumidos por todos os brasileiros.

Os ataques ao ministro Minc são uma reação aos avanços obtidos nas negociações do Grito da Terra Brasil 2009 e às propostas de diferenciação da agricultura familiar. Essas medidas resultarão na agilização dos processos de assentamentos de reforma agrária, na ampliação da produção de alimentos saudáveis e na preservação e equilíbrio ambiental pela agricultura familiar.

Portanto, a Contag considera que apoiar o ministro Carlos Minc é reforçar as posições de todos que defendem a necessária e cuidadosa articulação entre proteção ambiental e o desenvolvimento social e econômico do País, e que reconhecem a agricultura familiar como uma ferramenta estratégica para um novo modelo de produção sustentável.

Diretoria da Contag

Comentários

Anônimo disse…
Onde tem a presença do agrobusiness plantando soja, trigo, arroz, feijão, não tem plantação de maconha. Será que é por isso que o ministro Minc, que costuma participar de marchas a favor da liberação geral e irrestrita da espécie, é tão contra os ruralistas? Onde a fumaça, há fogo. E otras cositas más.

Postagens mais visitadas deste blog

CHAPADINHA EM 2023: R$ 153 milhões de Fundeb, R$ 60 de FPM, R$ 46 na Saúde...

Em um ano marcado por números recordes, a gestão municipal de Chapadinha em 2023 arrecadou uma quantia impressionante em receitas vindas do governo federal.  EDUCAÇÃO A Educação de Chapadinha encerrou o ano de 2023 com receita recorde. Do início ao fim do ano foram mais de 153 milhões de reais depositados pelo governo federal na conta do Fundeb do município, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Para ser exato, foram R$ 153.172.592,06 (cinto e cinquenta e três milhões, cento e setenta e dois mil, quinhentos e noventa e dois reais e seis centavos) para o município que quintuplicou o número de alunos de EJA (Educação de Jovens e Adultos) nos últimos anos. O valor é um recorde absoluto em comparação com os anos anteriores. Em 2018, as receitas recebidas pelo mesmo fundo eram quase um terço, conforme gráfico abaixo. SAÚDE Não é só a Educação que está com muito dinheiro em caixa. O Fundo Nacional de Saúde também tr...

Só eles

De um amigo da faculdade ao comentar a decisão dos professores do DF de entrar em greve por o governador Arruda não cumprir o acordo de reajustar os salários da categoria de acordo com o reajuste do Fundo Constitucional: "Mas também... Só os professores e o Paulo Octávio acreditam em acordo com o Arruda". Foto: Agência Brasil

Compreendo, mas nem tanto

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que ainda o governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) deve se desalojar do Palácio dos Leões e dar lugar à senadora Roseana Sarney (PMDB), mas ainda não. Só quando acabarem todas as possibilidades de recurso à Justiça. Ok, compreensível. Mesmo com mais da metade do mandato de Jackson já transcorrido, a matéria ainda não "transitou em julgado", como gostam de falar. O que não dá pra entender é caber recurso ao mesmo TSE, com os mesmos ministros, no mesmo lugar, com as mesmas acusações, as mesmas provas e as mesmas defesas. Como diabos poderia o TSE decidir agora absolver Jackson? Há coisas que só fazer sentido nesta terra brasilis .