Um museu de grandes novidades

Voltar ao Brasil dos anos 70 ou dos anos 2000?

Este segundo turno presidencial é a disputa entre dois momentos do passado brasileiro. Sem ninguém olhar pra frente, Fernando Haddad representa os anos do governo Lula/Dilma e Jair Bolsonaro o tempo da ditadura militar.

Ontem, em evento no Rio de Janeiro o ex-capitão do Exército confessou que sua intenção é fazer o Brasil voltar a ser o que era há 40 ou 50 anos atrás. Talvez hoje ou amanhã a sua campanha desminta o vídeo gravado dizendo que estava fora de contexto, mas vale lembrar: Na ditadura militar, mais de 30% da população era analfabeta, a expectativa de vida era menos de 60 anos e a mortalidade infantil era maior do que hoje em Guiné ou Moçambique.

Está pouco? Escolha outro tema. Sem o SUS, só tinha acesso a consultas, exames e cirurgias quem tinha carteira assinada. As grandes cidades incharam e houve forte favelização. A marginalização de então levou à organização do crime de hoje.

A ditadura caiu explodindo o orçamento público, deixando o pais endividado e com um inflação que demoraria 15 anos para ser resolvida.

Mas nada disso importa. O negócio é derrotar o PT!

Ainda sobre eleições: Governo e oposição comemoram em Chapadinha



O resultado das eleições parlamentares é sempre tido como termômetro do que pode ser a disputa pela Prefeitura dois anos depois e é nisso que já está a cabeça das principais lideranças políticas de Chapadinha.

Belezinha não deu espaço pra ninguém e com votação consagradora no município manteve a condição de representante da oposição ao desgastado governo municipal. A candidata com mais votos para deputada estadual na história de Chapadinha havia sido Isamara Menezes (9.327 votos) numa disputa polarizada com Magno Bacelar (9.220 votos) em 2010. Pois desta vez Belezinha alcançou a impressionante marca de 12.403 votos.

O governo, por outro lado, deixou claro desde o início que não estava preocupado com a eleição de deputados estaduais. O prefeito Magno Bacelar teve lideranças do seu grupo político apoiando Dr Levi Pontes, Paulo Neto, Marcos Caldas, Fábio Braga, Pará Figueiredo e até Soliney Silva, somando 13.417 votos entre estes candidatos no município. A preocupação dele e da primeira-dama Danúbia Carneiro era entregar os 5 mil votos que prometeram ao deputado federal Victor Mendes e chegaram a 4.932 votos.

Mas a principal vitória de Magno Bacelar e Belezinha está no fracasso de quem poderia quebrar a polarização entre eles. O ex-vereador Eduardo Sá teve votação abaixo do esperado para deputado federal (4.584 votos), o ex-prefeito Isaías Fortes foi quem saiu mais enfraquecido tendo dado apenas 1.140 votos para seu candidato a deputado estadual. O deputado Paulo Neto teve votação muito abaixo da zoada e do investimento feito no município, perdendo inclusive para o deputado Levi Pontes, alvo de pesquisas falsas na reta final da campanha. Apesar da boa votação em Chapadinha, não conseguiu os votos em outros municípios para mais um mandato e dependeria do apoio do governador Flávio Dino.

O vice-prefeito Talvane Hortegal, com a eleição da filha Thaisa Hortegal para deputada estadual e sólida votação no município (3.037), talvez seja quem mais possa pensar em desafiar a dupla.

Olhando de hoje, e sempre lembrando que a política muda muito rápido, as votações de deputados parecem dizer que a Prefeitura será disputada em 2020 por Belezinha e pelo prefeito Magno Bacelar, se o TSE e TCU deixarem os dois livres para isso.

Nada contra Haddad, mas...


Ao tempo que escrevo parece evidente que o segundo turno se dará entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. Testaremos quem é mais odiado, o petismo ou o fascismo. De uma maneira ou de outra, seguirá a crise.

Fernando Haddad é um homem sério, honrado e preparado, mas ao concorrer à reeleição para a Prefeitura de São Paulo viu o números de votos brancos e nulos (1.155.850) ultrapassar a quantidade de eleitores que queriam vê-los por mais quatro anos no cargo (967.190). E olha que o PT tinha a sua disposição para substituir Lula um nome como o de Jaques Wagner, que derrotou o carlismo na Bahia, foi reeleito, fez o sucessor, tem tudo para fazer seu grupo ganhar de novo o governo e as vagas de Senado.

O PT preferiu Haddad porque nunca fez uma autocrítica sobre ter aceito a imposição do nome de Dilma em 2010. Era óbvio que ela não tinha o preparo político para o cargo e acabou dando no que deu. Outro neófito ser escolhido agora não põe o país em risco apenas de legitimar a agenda neoliberal nas urnas, mas de entregar o Brasil ao risco fascista nesta espécie de guerra final que se anuncia para o nosso segundo turno.

O lulismo não aprendeu nada e o grande risco de derrota não é apenas um episódio eleitoral, mas de consequências institucionais imprevisíveis.

Pra não dizer que não falei de Magnúbia


Por Alexandre Pinheiro 

As dificuldades que o governo Magno Bacelar enfrenta dispensam enumeração de tão notórias. Neste primeiro texto – ainda não entre nas causas e consequências da forma como Chapadinha é governada atualmente – analiso de forma breve, mas com a seriedade que o momento requer e dividindo em grupos de interesse como sendo oposição versus governistas e a parcela da população que não tem vínculo partidário.

A oposição explora como se não houvesse amanhã e como se não tivesse mazelas no passado recente em que teve a oportunidade de fazer diferente e não fez, tá no papel dela. E poderia fazer melhor se no meio dela (oposição) tivesse mais gente com vontade de fiscalizar, buscar a verdade profunda e produzir críticas pertinentes e menos aqueles tipos que usam de ataques violentos como senha para tentar entrar no governo. 

Ao povo que não é do ramo da política partidária e nada ganha com degaste deste ou daquele grupo em benefício de outro, interessa a solução dos problemas do dia-a-dia. A população quer ver o hospital e escolas funcionando, quer menos buracos nas ruas, quer salário dos funcionários em dia pra manter o comércio funcionando e assim vai... O povo pra seu próprio bem deveria ser mais participativo e organizado para além das alas partidárias, mas isso e um processo mais longo e complicado.

Por fim temos a angústia de quem – como este que vos escreve – é partidário do governo, sendo também responsável (ou culpado) pela vitória eleitoral de 2016 e pelo resultado a partir dai produzido. Não é fácil! Não é fácil constatar que a coisa não vai bem e pior é se sentir quase impotente internamente pra influenciar na melhoria.

Mas a vida me ensinou a ter lado, responsabilidade com minhas decisões e a lutar até o fim por algo que ajudei a construir e assim farei até que isso faça algum sentido político, até que a mentira não supere a confiança ou até que o conjunto da obra chegue no limite de minha consciência.

Em tempo: sobre supostas demissões de blogueiros ou comunicadores governistas, informo que não é caso do titular desta página ou pelo menos não era antes da publicação deste texto.

DEPOIS DA COPA A GENTE CONVERSA


O deputado fascista que hoje lidera as pesquisas não chegará ao segundo turno e metade de quem hoje diz apoiá-lo terá vergonha de ter pensado em votar nele.
Seu apoio vem de uma justa, porém difusa, sensação de indignação que todo brasileiro tem, mas passado o São João e a Copa do Mundo o debate começará de verdade e o eleitor será obrigado a encarar o constrangedor despreparo deste senhor.
Candidatos com algum currículo e preparo já se movimentam para herdar estes votos.