Pra não dizer que não falei de Magnúbia


Por Alexandre Pinheiro 

As dificuldades que o governo Magno Bacelar enfrenta dispensam enumeração de tão notórias. Neste primeiro texto – ainda não entre nas causas e consequências da forma como Chapadinha é governada atualmente – analiso de forma breve, mas com a seriedade que o momento requer e dividindo em grupos de interesse como sendo oposição versus governistas e a parcela da população que não tem vínculo partidário.

A oposição explora como se não houvesse amanhã e como se não tivesse mazelas no passado recente em que teve a oportunidade de fazer diferente e não fez, tá no papel dela. E poderia fazer melhor se no meio dela (oposição) tivesse mais gente com vontade de fiscalizar, buscar a verdade profunda e produzir críticas pertinentes e menos aqueles tipos que usam de ataques violentos como senha para tentar entrar no governo. 

Ao povo que não é do ramo da política partidária e nada ganha com degaste deste ou daquele grupo em benefício de outro, interessa a solução dos problemas do dia-a-dia. A população quer ver o hospital e escolas funcionando, quer menos buracos nas ruas, quer salário dos funcionários em dia pra manter o comércio funcionando e assim vai... O povo pra seu próprio bem deveria ser mais participativo e organizado para além das alas partidárias, mas isso e um processo mais longo e complicado.

Por fim temos a angústia de quem – como este que vos escreve – é partidário do governo, sendo também responsável (ou culpado) pela vitória eleitoral de 2016 e pelo resultado a partir dai produzido. Não é fácil! Não é fácil constatar que a coisa não vai bem e pior é se sentir quase impotente internamente pra influenciar na melhoria.

Mas a vida me ensinou a ter lado, responsabilidade com minhas decisões e a lutar até o fim por algo que ajudei a construir e assim farei até que isso faça algum sentido político, até que a mentira não supere a confiança ou até que o conjunto da obra chegue no limite de minha consciência.

Em tempo: sobre supostas demissões de blogueiros ou comunicadores governistas, informo que não é caso do titular desta página ou pelo menos não era antes da publicação deste texto.

DEPOIS DA COPA A GENTE CONVERSA


O deputado fascista que hoje lidera as pesquisas não chegará ao segundo turno e metade de quem hoje diz apoiá-lo terá vergonha de ter pensado em votar nele.
Seu apoio vem de uma justa, porém difusa, sensação de indignação que todo brasileiro tem, mas passado o São João e a Copa do Mundo o debate começará de verdade e o eleitor será obrigado a encarar o constrangedor despreparo deste senhor.
Candidatos com algum currículo e preparo já se movimentam para herdar estes votos.

Prefeitura entregue em desequilíbrio financeiro. Sacrifícios serão necessários

Magno dá o exemplo
O prefeito de Chapadinha, Dr. Magno Bacelar, tomou posse dos dados oficias das contas do município e encontrou uma situação de profunda irresponsabilidade com o dinheiro público na gestão anterior. 

O número de funcionários contratados no ano eleitoral fez o município extrapolar em muito o limite permitido para gastos com folha de pagamento. Depois das eleições, ainda ocorreu a convocação de mais excedentes do último concurso, sem estudo de impacto financeiro, aumentando ainda mais a pressão sobre as contas públicas.

Ao extrapolar o limite de gastos com pessoal, o município de Chapadinha fica impedido de celebrar convênios com os governos estadual e federal, piorando ainda mais a crise econômica local sem obras e outras melhorias. Para tirar o município desta situação, a nova administração municipal tomará uma série de medidas para reequilibrar as finanças. 

Além da imediata convocação para recadastramento dos servidores públicos, a gestão não realizará novas contratações, cortará gratificações e outros adicionais permitidos.

Exemplo que vem de cima

A primeira medida do prefeito, antes mesmo de tomar posse, foi pedir a redução em 30% do próprio salário, do vice-prefeito e da sua equipe de governo. "Sacrifícios vão ser necessários e eu comecei por mim mesmo. Vamos cortar o que puder para colocar as contas em dias, trazer investimentos e voltar a crescer a economia local", disse o prefeito pedindo a ajuda de todos para o município atravessar as dificuldades iniciais. 

VERA NÃO ABERA E É ELEITA PRESIDENTE COM APOIO DE MAGNO

O motivo da confusão
Mais uma vez, a madrugada de posse dos vereadores de Chapadinha teve cenas dramáticas na disputa pela presidência do Legislativo local.

O grupo da ex-prefeita Belezinha entrou no plenário com uma surpresa. O candidato a presidente havia deixado de ser Itamar Macedo, substituído por Nonato Baleco conforme o Blogue havia prevista no dia 17 de dezembro (lembre aqui). 

Depois de um dia de tensas negociações com direito a brigas, dedos na cara e batidas na mesa, os vereadores aliados ao prefeito Magno Bacelar registraram chapa encabeçada pelo vereador Netinho Gedeão. Compunham a chapa o independente Marcelo Menezes e vindos do grupo adversário Professora Vera e Marcelo Marinheiro, tornando Netinho favorito para ser eleito.

Mas o imponderável apareceu. A apuração teve uma cédula anulada por ter sido assinalada fora dos quadros de votação e entre os nomes dos candidatos acabando assim empatada em 7 a 7. O regimento interno da Câmara determina que, se nenhuma das chapas obtiver maioria absoluta, nova votação deve ser realizada.

Na nova votação, com receio do empate insistir, a chapa ligada ao governo escolheu como candidata a nova aliada Professora Vera que, por ser a mais velha, levaria vantagem em caso de empate. 

Apesar do protesto registrado pelo vereador Nonato Baleco contra a mudança na chapa, a votação terminou em 8 a 7 para os aliados de Magno, que o empossaram como novo prefeito e seguiram para a comemoração na Praça do Povo.

Ter que apoiar a dupla de ex-adversários Professora Vera e Marcelo Menezes para o comando da Câmara Municipal mostra que Magno não terá vida fácil na relação com o Legislativo, mas foi melhor do que passar pela humilhação que Belezinha teve na própria posse ao assistir a vitória da oposição.

CALOTE! BELEZINHA É ACUSADA DE NÃO PAGAR NEM OS BANCOS DAS PRAÇAS

A prefeita Belezinha vai encerrando o mandato sendo acusada de não pagar o fornecedor dos bloquetes e bancos das praças que foram reformadas.

A filha do fornecedor, Layla Dantas, utilizou o Facebook para fazer a cobrança publicamente. Avessa a exposição, Layla diz que outras tentativas de negociação foram frustadas e não gostaria de ver o próprio pai retirar das praças os materiais não pagos. 

Veja a íntegra: 

O DOUTOR E O CORONEL

O sucesso de um está amarrado ao do outro

Várias vezes aliados, noutras adversários, o prefeito eleito Dr. Magno Bacelar e o deputado estadual Dr. Levi Pontes começarão amanhã à meia-noite um novo momento na trajetória política que construíram juntos no decorrer do tempo.

Filhos de famílias locais tradicionais, colegas de estudos, os dois têm uma relação de amor e ódio que consegue bons frutos quando deixam as diferenças de lado.

Levi foi secretário de Saúde em gestão anterior de Magno, depois disputou a prefeitura contra Danúbia Carneiro. Fez oposição, virou aliado, se distanciou de novo, mas em 2016 os dois se uniram novamente. 

Depois de quase quatro anos afastado do município, Magno teve em Levi o articulador que lhe tirou do isolamento político e lhe levou a liderança da ampla aliança que o levará de volta à prefeitura. Vitorioso até aqui, precisam continuar juntos para vencer de novo. 

Magno assumirá uma prefeitura com grandes dificuldades financeiras. Precisará de suporte do governo do estado para concluir obras, trazer mais recursos e principalmente financiar a saúde pública, anunciada prioridade da sua gestão.

Esta ajuda depende de Levi, líder do maior bloco de apoio ao governo na Assembleia Legislativa e um dos principais conselheiros que o governador Flávio Dino tem no mundo político. 

Dino pode ter resistência a Magno pela sua relação histórica com a família Sarney, mas certamente deseja ver Levi reeleito e sabe que isso não será fácil.

Agora filiado ao PCdoB, Levi precisará de muito mais votos do que teve em 2014, quando entrou com a segunda menor votação dos eleitos. Para alcançar a votação necessária em Chapadinha, Levi conta com um acordo (que teria até sido feito por escrito) segundo o qual ele teria o apoio de Magno e do outro deputado do grupo, Paulo Neto, que dessa vez seria candidato a deputado federal.

Se o trato será cumprido não se sabe, mas as articulações para 2018 já começaram e se o Doutor e o Coronel novamente romperem dificilmente conseguirão ter o êxito que tiveram unidos em 2016.

REPATRIAÇÂO: ABONO OU SAÚDE?

Prefeito eleito diz que honrará
compromisso com o povo
O bloqueio judicial dos recursos que chegaram a Chapadinha consequentes da repatriação feita pelo governo federal deixará com o governo Magno Bacelar a decisão de onde e como aplicá-los. 

A prefeita Belezinha, que recebeu quase R$ 5 milhões de complementação do Fundeb em dezembro, chegou a anunciar que usaria a repatriação para pagar abono, mas a Justiça lhe tirou esse poder.

O prefeito eleito, Dr Magno Bacelar, comemora a decisão e põe em dúvida as verdadeiras intenções da prefeita com o anúncio fora de tempo. "Ela teve quatro anos para pagar abono aos servidores e nunca pagou. Agora quer inventar essa história com recursos que serão administrados pela nova gestão? Porque ela sabe que isso não existe", questionou o prefeito em conversa telefônica com o Blogue.

Com relação ao destino dos recursos, Magno garante que avaliará com sua equipe de governo e com o povo de Chapadinha como proceder. "Nós vamos assumir sem sabermos a realidade financeira do município. O caos da saúde, por exemplo, não pode ser ignorado. Não é mais importante salvar vidas?", disse o prefeito lembrando ainda que uma das primeiras ações de Belezinha foi fechar dois hospitais e ele se comprometeu com o povo de Chapadinha em reverter essa decisão, segundo ele, desastrosa. 

Servidores públicos

A valorização dos servidores públicos, segundo Magno, é uma marca de todas as suas administrações e ele garante que tratará a categoria com o respeito que ela merece. "Vamos pagar abono quando for possível, mas a prefeita precisa entender que não é mais competência dela administrar esses recursos", disse se referindo à repatriação.

ABONO? SÓ ANO QUE VEM. DE NOVO.


O secretário de Comunicação do município, William Fernandes, informa que a prefeita usou o dinheiro oriundos da repatriação de recursos feita pelo governo federal para pagar o primeiro abono salarial do seu governo.

O valor, contudo, não teria sido creditado ainda nas contas dos funcionários porque o prefeito eleito Magno Bacelar teria conseguido mais uma vitória na Justiça bloqueando os recursos na conta da prefeitura. 

A atitude, chamada de mesquinha e politiqueira pelo secretário, atrasará em alguns dias a injeção de quase R$ 2 milhões na economia local, se o prefeito eleito decidir manter o abono no início da sua gestão.

Há quatro anos, o governo Danúbia concedeu abono salarial no último dia útil e os servidores receberam já no ano seguinte. Ou seja, o governo segue sendo "xerocado" até o último dia...

JUSTIÇA SUSPENDE OCUPAÇÃO DE DEPÓSITO E PREVÊ MULTA DIÁRIA DE R$ 5 MIL

Trecho da decisão
A confusão envolvendo o depósito dos magarefes do Mercado Municipal ganhou novo episódio. 

O juiz titular da 1ª vara da Comarca de Chapadinha, Dr. Cristiano Simas, concedeu medida liminar suspendendo o Termo de Cessão que dava direito ao empresário Manoel Batista Aguiar, filho da vereadora eleita professora Vera, de ocupar o espaço.

Atendendo pedido do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas de Chapadinha, Dr Cristiano determinou a suspensão de qualquer obra ou uso do local pelo empresário e fixou em R$ 5 mil o valor da multa diária a ser paga pelo empresário e pela prefeitura em caso de descumprimento da decisão.

A liminar levou em consideração a falta de diálogo da administração pública com os trabalhadores do local, a ausência de procedimento administrativo para a concessão do espaço e possíveis riscos para a sociedade. "A conduta levada a termo pelos requeridos colocou em risco, ainda, a  própria sociedade chapadinhense que sofrerá as consequências advindas de tal ato, mormente quando a grande maioria dos açougueiros desta cidade ficarão privados, a um só momento, das condições necessárias ao pleno exercício de suas profissões", afirma trecho da peça.

O juiz ainda determinou a realização de audiência conciliatória entre as partes para encontrar uma saída para o impasse.