24.6.12

Pela Coerência


Brasil – Maranhão – Chapadinha

Depois de uma liderança carismática e com a qual o povo brasileiro se identifica como o companheiro Lula, a eleição de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, elevou ainda mais o debate político para um caráter programático. Sua eleição foi a vitória e consolidação do projeto político petista em âmbito nacional e o fortalecimento do partido para os desafios deste novo Brasil que estamos construindo. Em 2010, aumentamos nossa participação em governos estaduais, além de termos eleito a maior bancada de deputados federais e a segunda do Senado Federal, antigo guardião das forças conservadoras.

Seguindo a mesma linha política da disputa federal, a aliança PT-PMDB foi vitoriosa nas eleições estaduais maranhenses levando o companheiro petista Washington Luiz ao posto de vice-governador do nosso estado. Washington Luiz tem tido participação ativa no governo, principalmente na interlocução com a sociedade e os movimentos sociais. Essa atuação tem sido determinante para repactuar as relações internas no PT do Maranhão. Pelo seu estilo conciliador, ele foi escolhido pelo partido para disputar a eleição municipal em São Luís com o apoio de uma ampla coligação partidária e chances reais de levar o partido, pela primeira vez, ao comando da administração da nossa capital.

Este fortalecimento nacional e estadual deve ser enraizado em cada um dos 217 municípios do estado do Maranhão para viabilizarmos em longo prazo o partido também como alternativa real de poder para o estado, inclusive em Chapadinha, cidade estratégica da região do Baixo Parnaíba e em forte expansão econômica.

O PT fez uma opção histórica de ser um partido de massas, enraizado nos movimentos sociais, nos sindicatos e igrejas. Crescemos aos poucos nestes mais de 30 anos de história e reconhecemos, principalmente depois da vitória de Lula em 2002, a necessidade tática de ampliarmos no arco de alianças para vencermos eleições proporcionais e majoritárias viabilizando as mudanças sociais que o país tem vivido nesta última década.


2008-2012

Hoje, decidimos nossa tática para as eleições de 2012 reféns dos erros e dos acertos cometidos nos últimos quatro anos. Cometemos um equívoco de análise no lançamento da nossa candidatura própria nas eleições de 2008 e ao não priorizarmos a eleição de vereadores naquele ano. Lançamos sete candidatos e obtivemos 1435 votos, o que não é uma quantidade desprezível em cenários decididos cada vez mais acirradamente.

Sem representante no legislativo municipal, os candidatos do PT-MA a deputado estadual conseguiram 1.276 votos em Chapadinha e os candidatos a deputado federal 1.474 votos. Todas essas votações citadas seriam insuficientes para eleger um vereador nesta próxima eleição, já que o coeficiente eleitoral poderá chegar a 3.000 votos.

Com a vitória da chapa PT-PMDB na disputa estadual, o PT abriu diálogo com várias administrações municipais ligadas ao grupo da governadora Roseana Sarney e em Chapadinha não foi diferente. Depois de um longo processo de debates e negociações públicas, o Diretório Municipal decidiu institucionalmente pelo apoio à administração da prefeita Danúbia Carneiro. A partir daí, com o diálogo com o deputado estadual Magno Bacelar e com seu grupo político, viabilizamos a criação da agência do SINE (Sistema Nacional de Emprego) no município, dando segurança a empregados e a empregadores no processo de criação de emprego e renda pelo qual passa nosso município.

Reivindicação petista junto à administração municipal, o repasse percentual ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) foi triplicado com a entrada do partido no governo, mostrando que as bandeiras que levantamos são as mesmas quando oposição e quando governo.

O trabalho apresentado pelos nossos quadros nas Secretarias de Trabalho e Renda, Assistência Social e Projetos Especiais se destacaram e chamaram a atenção de aliados e adversários. Além disso, com o apoio do deputado estadual Magno Bacelar, conquistamos o comando da Unidade Regional de Educação de Chapadinha, reivindicada desde o início da aliança estadual PT-PMDB.


Relações históricas

Consciente de que a eleição não será uma disputa entre candidatos, mas sim uma disputa entre grupos políticos, precisamos levar em conta a incoerência histórica que seria o PT se aliar ao grupo político comandado pelo ex-prefeito Isaías Fortes, sob qual governo sofremos diversos ataques e perseguições.

O atraso dos salários do funcionalismo público, por mais absurdo que fosse, era apenas um dos sintomas do caos instalado na administração municipal da época, tempo no qual o município estagnou economicamente e a política social se baseava no assistencialismo direto aos correligionários do poder enquanto a maior parte do povo vivia na miséria.

Se nunca havíamos nos aliados a nenhum dos dois grupos, a resistência ao grupo do ex-prefeito Isaías Fortes sempre foi muito maior e seria inexplicável politicamente uma aliança justamente quando o partido está aliado ao grupo oposto, ocupando espaços nos governos municipal e estadual.

A postura recente do partido fez com que vários companheiros tenham sido alvo de duros e levianos ataques de partidários da oposição, inclusive no campo pessoal, reforçando a avaliação de que nenhuma falha do governo atual justificaria politicamente uma aliança com a oposição.


2012-2016

Com a decisão partidária de não ter candidatura própria nas eleições deste ano, devemos focar na construção de uma candidatura petista forte para disputarmos a prefeitura de Chapadinha com chances reais de vitória em 2016. Essa construção não pode esperar, sob risco de chegarmos às próximas eleições na mesma circunstância que nos encontramos hoje.

Precisamos abrir o partido a novas filiações e aumentar nossa inserção nos movimentos sociais. Além de constituir instrumento estratégico para a classe trabalhadora, precisamos mobilizar a juventude nas lutas cotidianas por uma educação pública universal e de qualidade e a geração de emprego e renda com respeito ao meio ambiente. Devemos conquistar mandatos legislativos que se destaquem pelo modo petista de legislar em diálogo permanente com as bases.

A de se considerar que na eleição passada, as coligações proporcionais que apoiaram a candidatura de Danúbia Carneiro tiveram 40,76% dos votos, a coligação que apoiou Dr. Levi teve 22,57%, a coligação que apoiou Dr. Talvane teve 13,66% e a coligação que apoiou Joana Leal teve 0,74%, somando 77,73% dos votos válidos. Com 22,27% dos votos, a chapa da oposição conseguiu duas das dez vagas em disputa.

Na eleição deste ano, a oposição deve contar com quatro partidos (PRB, PTB, PRP, PTC) e o governo 14 partidos (PR, PSB, PV, PMDB, PDT, PPS, PSDB, PP, DEM, PSD, PSC, PSDC, PRTB, PHS). Com 15 vagas em disputa e isolada, a oposição deve alcançar três vagas (no máximo quatro, com o apoio do PT).

Assim, defendemos que o PT componha uma coligação majoritariamente formada por partidos de esquerda e centro-esquerda, sem vereadores no mandato e que proporcione a eleição de companheiros petistas para a Câmara Municipal.

Se quisermos construir uma Chapadinha mais justa e organizada administrada a partir de 2017 por um governo democrático e popular petista, não podemos nos atrelar a uma candidatura na qual não há espaço de decisão para forças que não fazem parte do núcleo do grupo político liderado pelo ex-prefeito Isaías Fortes.

Uma decisão do PT de aliança com o grupo do ex-prefeito Isaías Fortes iria na contramão do momento político que vivemos, visto que mesmo os partidos da chamada “3ª via”, com os quais já estivemos em vários outros momentos e que no início do debate pré-eleitoral eram simpáticos à candidata da oposição, já decidiram pelo apoio à candidatura do governo.

Mesmo conscientes dos erros (e dos acertos) da atual administração precisamos ter maturidade política suficiente para tomar nossa decisão pensando tática e estrategicamente no melhor caminho para o partido e para a cidade a médio e longo prazo.

Somados todos esses fatores às incertezas quanto à candidatura que será escolhida pela oposição na convenção oficial defendemos que o Partido dos Trabalhadores de Chapadinha apoie a candidatura a prefeito do deputado Magno Augusto Bacelar Nunes (PV).

9.6.12

Oposição manda militante armado para inauguração no interior

O acirramento da disputa política em Chapadinha teve novo episódio preocupante na manhã deste sábado. 

As reinaugurações da Unidade Básica de Saúde e da U.I. Rosa Maciel, no povoado São José, transcorriam normalmente com a presença de autoridades e da população local quando um militante do grupo de oposição, que filmara o evento, puxou um facão escondido na roupa, ameaçou um segurança do deputado e começou uma confusão que por pouco não terminou em tragédia.

Presente ao evento e ameaçado de morte pelo líder da oposição, o deputado Magno Bacelar, reconheceu o direito do militante filmar o que quisesse e tranquilizou o rapaz durante o seu discurso. "Pode filmar, rapaz. Filme e leve tudo pra Belezinha", sendo saudado com uma salva de palmas pelos presentes.


Tragédia anunciada

O acontecimento já seria preocupante isoladamente, mas o fato de ter ocorrido depois de ameaças de morte e o reconhecido temperamento violento de militantes que já agrediram padre e adversários políticos em praça pública deve nos deixar todos preocupados.

Os líderes dos grupos políticos devem controlar os seus militantes e instrui-los ao respeito aos adversários e a disputa democrática durante a campanha antes que ocorra o pior.


Update às 16:50: Segundo relato de membro da oposição, a arma que o rapaz portava era apenas uma faca e ele a teria levado apenas por precaução. O Blogue está a disposição para qualquer esclarecimento das partes e aproveita a oportunidade para repudiar qualquer agressão física, principalmente na disputa política.

7.6.12

Dulcilene dá entrevista pra negar troca e alfineta Isamara

Disputa nos bastidores até o último minuto

A empresária e pré-candidata a prefeita pelo PRB, Maria Dulcilene, concedeu sua primeira entrevista desde que o ex-prefeito Isaías Fortes inventou sua candidatura. 

A entrevista, concedida com exclusividade ao portal Local Notícias, começou reafirmando sua condição de pré-candidata e negando os boatos que correm a cidade dando conta que poderia "desistir" até a data da convenção oficial e ser substituída pela ex-candidata a deputada estadual Isamara Menezes. 

A palavra "desistir" foi colocada por bondade de quem a entrevistou. O corre a boca pequena é que o grupo estaria desistindo dela pela falta de habilidade na condução política e por não ter conseguido até agora agregar outras forças, um dos principais argumentos pelo seu nome dentro do grupo. Ela teria garantido ao grupo que levaria o PT e os partidos da 3ª via (clique aqui para ler a importância disso), mas, ao que tudo indica, rumam para o isolamento político.


Alfinetada

Tentando demonstrar firmeza na disputa interna, Dulcilene se refere a Isamara como "a candidata com o qual os adversários gostariam de disputar". Não me parece o estilo de afirmação da pré-candidata, geralmente insegura no que diz e medindo cada palavra para não falar besteira, mas os cursinhos feitos em São Paulo podem ter tido impacto inverso na preparação para a campanha.

Politicamente, não pegaria bem uma mudança de candidata a essa altura dos acontecimentos, até porque a empresária já investiu bastante na pré-campanha, mas também não pegou bem o rompimento de acordo com Vagner Pessoa e nem por isso eles deixaram de romper.

Pode tudo não passar de boato, mas o fantasma de mudança de candidatura resistirá até o final deste mês. Ou, como diria Flávio José, "pode acontecer tudo, inclusive nada".

6.6.12

Tem ladrão que fala em corrupção

"Ao renunciar à liberdade, o homem abre mão da própria qualidade que o define como humano"

(Jean-Jacque Rousseau)

Meus amigos, minhas amigas,

Mais uma vez sou obrigado a utilizar este espaço para responder acusações leviana dirigidas a mim por consequência da minha atuação política. Como já disse antes, a eles só resta tentar atacar, já que todo aquele favoritismo que sua candidata tinha há um ano começa a ruir com a chegada da campanha eleitoral. Não sou candidato a prefeito em 2012, não serei eu que derrotarei a candidata deles, mas desperto os instintos mais primitivos naqueles que se escondem atrás do discurso de combate a corrupção para defender a mentira, a truculência, o atraso... e a corrupção.

A tática do bando não é uma tentativa de me calar, eles sabem que não têm poder pra isso. O que querem é constranger outras pessoas para que ninguém mais, assim como eu, aponte os absurdos de quem fala em corrupção subindo no palanque no qual um ex-prefeito que quase foi cassado e hoje é inelegível dá as cartas.

A publicação de um suposto contracheque meu, desrespeitando a lei, o direito a privacidade e qualquer noção de jornalismo aceitável (na linha "Se as denúncias não condizem com a verdade, eles que provem") é apenas uma mostra do que o bando é capaz de fazer contra adversários se voltar a ter o comando da prefeitura de Chapadinha. 


Contracheque verdadeiro, assinado e datado
Valor bem abaixo do publicado pelo bando

Se a tentativa era me constranger, deram com os burros n'água. Eu tenho orgulho do meu patrimônio ser justificado pela renda declarada que eu tenho, não recebo um centavo por fora pra ficar o dia todo em blog's e facebook como uns e outros que querem dar lição de moral apontando exatamente um acerto. E vamos combinar que apoiador de Dulcilene deveria fugir deste debate sobre renda, patrimônio e "por fora" como o diabo foge da cruz.

A Secretaria Municipal de Administração já se pronunciou sobre o assunto e reafirmou a legalidade da Gratificação Especial de Desempenho, instituída pela lei 1.083, de 21 de janeiro de 2009, aprovada  por unanimidade nas comissões de Orçamento, de Justiça e em plenário pela Câmara de Vereadores, inclusive com voto favorável do vereador Marcelo Menezes e da então vereadora Raimundinha, pré-candidatos pelo grupo de oposição.

Se a lei, que nunca foi questionada mesmo há mais de três anos em vigor, é constitucional, a Justiça deve se pronunciar sendo instigada pra tal. De toda forma, o grave crime que cometi foi apontar a hipocrisia dos fariseus. E não vou parar. Não temo represália, violência física ou perseguição política. Só temo um dia servir de capacho como os babões que hoje me atacam.

O surpreendente é eles acharem que estão ganhando voto com a truculência contra adversários. Já disse em outro texto que metade dos apoiadores de Dulcilene a apoia só por causa do Isaías, a outra metade só apoia porque jura que ela não tem nada a ver com Isaías. Com o chegar da campanha ficará claro para toda a sociedade que ela é apenas uma laranja (ainda vem muita coisa sobre laranjal) do seu líder maior e que sua candidatura só foi inventada porque o chefe é inelegível e precisava uma candidata com dinheiro (única qualidade que ela supostamente tem). Isto, é claro, se até as convenções não houver alguma surpresa, como se comenta nos bastidores.

Ainda os incomodarei muito.

"Se eles se importam o suficiente para se incomodar com o que eu faço, então já estou melhor do que eles"

(Marilyn Monroe)

5.6.12

Dia Mundial do Meio Ambiente e Outras Coisas Mais


Por: Juvenal Neres de Sousa - Coordenador Executivo da ASA-MA

Nos últimos tempos esta data não tem mais como passar em branco. É o Dia Internacional do Meio Ambiente. Data comemorada no intuito de acordar a população de nosso planeta para pequenas coisas antes ignoradas, mas que são vitais para a sobrevivência desta e de futuras gerações. Mas também é uma data para reflexões e lembranças.

Falando em lembranças e Meio Ambiente, não poderia deixar de me recordar de uma pessoa intrinsecamente ligada ao tema de nosso título. Hoje em dia ele já anda pelas ruas da cidade, quase despercebido, e quando reconhecido muitos indagam se mudou da cidade.

Essa pessoa que falo chegou a Chapadinha no final do ano de 2006, trazido pela novidade que se instalaria na cidade e de certa forma mudaria os rumos da mesma. Visual estranho para os tradicionais logo causou estranheza, desconfiança de uns e observação atenta de outros.

Pessoa de personalidade forte, opinião bem esclarecida e de atitude, logo foi obtendo espaço político em Chapadinha defendendo os interesses da Universidade Federal do Maranhão, recém-instalada e que buscava seu espaço na educação da região.

Logo nós tornamos colegas de luta por melhores condições para a cidade através de ações educacionais, encontros e debates além de ações realmente com propósitos ambientais. Dentre os professores da Universidade foi o primeiro a abraçar as causas da desertificação e a defesa da entrada do Estado do Maranhão na região do semiárido. Estado nosso banido injustamente da região por atos políticos e estudos direcionados.

Mesmo ligado ao Meio Ambiente e suas causas, nunca deixou a educação de lado, sabendo ele que sem ela a causa estaria vencida. Instalou e coordenou com alguns professores o primeiro cursinho gratuito na cidade que tinha 150 alunos cadastrados dos quais obteve naquele ano um número considerável de aprovações, aproximadamente 62%. Para época seriam números maravilhosos já que a Universidade era uma realidade educacional distante para muitos.

Não contente, realizou estudos para entender porque da dificuldade do alunado da região em adentrar a Universidade e constatando o obvio, o baixo nível de instrução de nossos jovens na época. As escolas municipais e estaduais não estavam preparadas para esta nova realidade.

Vieram as eleições e novamente com visão e senso de educação e conhecimento mediou os primeiros debates com os candidatos a prefeito na época. Um marco democrático elogiado pelos promotores de então, e mostrando para população que política é coisa séria e política públicas não são ainda de conhecimento de muitos de nossos políticos.

Esse jeito sincero e objetivo também lhe trouxeram problemas. Ameaças de morte quando defendia em cima do trator da Universidade as terras que pertenciam a todos e também inimizades políticas além de agressões covardes e infundadas. Como ele mesmo diz “nunca briguei, somente apanhei...”. Mas o reconhecimento também apareceu. Foi indicado para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Cargo que fez com que abandonasse a dedicação exclusiva à Universidade e se dedicasse ao Município.

Com ideias inovadoras e impactantes, logo vieram as mudanças. Muitos estranharam quando no primeiro aniversário da “Princesa do Baixo Parnaíba”, na nova gestão municipal, em vez de shows e comemorações tradicionais o município, através de todos, plantou, distribuiu mudas de árvores do cerrado e acordou para o Meio Ambiente. Festa única e histórica para essa cidade, pois desde então nunca foram distribuídas tantas mudas de árvores. Mais de 5.000 mudas não só aqui como em várias cidades da região. Também tivemos uma semana de Meio Ambiente naquele ano com palestras, apresentações, mesas redondas e claro uma bela festa de confraternização final que reuniu diversas pessoas e secretarias de meio ambiente de outros municípios.

Por ações e críticas ao próprio governo e sobre hábitos da população, além da insatisfação de muitos vereadores com suas palavras ferrenhas, logo deixou o governo municipal. Descontentamentos estes que pelo menos fizeram com que hoje se tenha uma lei ambiental, o Ipê é arvore símbolo de nossa cidade, ato dos vereadores para o Meio Ambiente. Depois disso mais nada foi feito pelo Meio Ambiente de nosso município. Não é uma crítica aos seus sucessores, somente uma realidade.

Desgostoso com a política mudou de ares e voltou seu foco para a nossa capital, mas nunca deixando de lado nossa querida cidade. Continuou lecionando na Universidade, recebendo críticas como sempre de companheiros e alunos, mas nunca desviando seu foco de buscar para região coisas maiores.

Em São Luís suas capacidades foram logo reconhecidas. Atuou em 75% dos projetos de engenharia do “Programa de Aceleração do Crescimento” aplicado para a melhoria de vida das pessoas que vivem as margens do Rio Anil. Autor de vários projetos de engenharia importantes para o desenvolvimento de nossa capital e do estado.

Na virada de 2009 para 2010 um susto acometeu meu amigo. Um câncer que venceu com naturalidade e seriedade que só ele mesmo para ter. Ficou seis meses afastado da cidade em seu tratamento, voltando já em momento único de democracia: as eleições para diretor na UFMA. Conduziu com destreza o processo eleitoral sendo presidente da mesa. Mas quando acho que ele já fez muito, vem e surpreende a todos com mais feitos e ações que muitos políticos e amadores de política possam imaginar.

Atualmente além de suas aulas na Universidade Federal do Maranhão em Chapadinha, nosso forasteiro projeta mudanças para a economia estadual. Acreditem! Não é brincadeira. Chamado pelo Secretário Estadual de Meio Ambiente pessoalmente, o professor, como era apelidado aos quatro cantos de nossa cidade exerce a função de Supervisor na SEMA-MA. Trabalhando com Pagamentos por serviços ambientais tais como ICMS ecológico e ICMS Verde e outras medidas que quando implantadas irão modificar a gestão pública de vários municípios e do estado no intuito de realmente termos ações em pró do Meio Ambiente.

E tem mais! Com sua cabeleira e barba por fazer será uns dos membros que representarão o Estado no Maranhão no “Maior Evento de Meio Ambiente do Mundo”, a “RIO +20” que será realizado no Rio de Janeiro no mês corrente como também o único a levar o nome de Chapadinha para um evento deste porte. Não só como representante, mas em mesas redondas e debates como também atuou na preparação dos documentos que serão entregues no evento como as famosas “Carta da Amazônia”, “Carta do Cerrado” e Ações de Combate a Desertificação.

Nesse dia de hoje, em prol do Meio Ambiente e iluminando a memória de muitos críticos e políticos de nossa cidade, meus sinceros parabéns ao meu amigo e professor Telmo José Mendes que aniversaria nesta data. E que um dia nossa cidade possa te reconhecer por seus serviços prestados e continue assim, andando despercebido, defendendo seus ideais, o estado que te acolheu e a cidade que chegou para mudar e crescer. Parabéns!!! São meus sinceros votos! 

1.6.12

Oposição acusa o golpe e procura discurso

Foto: CN1
A nova etapa de asfaltamento no município (Rua do Comércio, Rua Cunha Machado, Rua Sebastião Archer e principalmente o trecho da av. Ataliba Almeida em frente ao cemitério Sozinho) deu novo ânimo à administração municipal.

Os oposicionistas de plantão sentiram o baque e depois de um momento atordoados com o avanço governistas tentam desqualificar os benefícios que chegam à comunidade e buscam uma pauta negativa para voltar ao ataque.

Depois de alguns telefonemas e conversas pelo chat do facebook decidiram dar crédito ao governo Roseana pelo asfalto que vem sendo colocado na cidade. Não deixam de estar certos. Quem conhece administração pública sabe que município não tem recursos suficientes para asfaltar tantas vias ao mesmo tempo. Agora eu quero ver eles convencerem o povo que a administração municipal não tem mérito por conseguir as verbas com o governo estadual por meios das emendas do deputado Magno Bacelar.


Abono

Quanto à pauta negativa, a professora Jane Andrade já deixou claro que o grupo oposição ligada ao ex-prefeito Isaías Fortes, que hoje aparelha um certo sindicato, vai tentar bater no governo pedindo que seja pago abono salarial aos professores da rede pública municipal. Vão dar com os burros n'água de novo.

Em diálogo com membros do Partido dos Trabalhadores, que participam da administração municipal, a prefeita Danúbia Carneiro afirmou que já orientou a secretária de Educação, professora Enir Ferreira, a viabilizar junto com a equipe de contabilidade e jurídica a concessão do benefício. "A professora Enir me alertou do recurso que o município recebeu em abril e nossa equipe técnica já está estudando a viabilidade do abono. Não sei porque querem criar disputa política em tudo. Isso é até um desrespeito com os próprios professores", disse em conversa com o blog hoje de manhã.


Em ano eleitoral

Eles reivindicam abono salarial. Se o abono for pago dirão que é medida "eleitoreira".


Em ano não eleitoral

O governo municipal pagou R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais) de abono salarial para o professores no ano passado. Para os professores que possuem duas matrículas o valor foi de R$ 4.800,00 (quatro mil e oitocentos reais).


Angústia oposicionista

Lula havia chegado ao segundo turno das eleições de 1989 e depois do impeachment de Collor caminhava pra ser eleito presidente quando foi lançado o Plano Real. O que fazer? Criticar o plano que estabilizou a economia brasileira? Defender a maior bandeira do seu adversário, Fernando Henrique? Mesmo com a realização da Caravana da Cidadania, Lula ficou sem discurso naquela campanha e perdeu a eleição ainda no primeiro turno.

É angustiante ser oposição quando o governo acerta.