30.4.12

PT de Chapadinha realiza encontro de tática eleitoral

Em respeito às regras estatutárias e o Regulamento de Encontros e Prévias 2012 do partido, o PT de Chapadinha realizou ontem, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) o seu Encontro de Tática Eleitoral.

Atingido o quorum regimental, o secretário de articulação política, Juvenal Neres, e o militante Chico da Cohab informaram a inviabilidade da pré-candidatura da Dra. Doracy Reis por entraves jurídicos no seu processo de aposentadoria. "A presença dela elevou o nível do debate político na cidade, mas ainda não será em 2012 que nós poderemos contar com ela como candidata", lamentou Juvenal.

O presidente do diretório municipal, Francisco Paiva, também lamentou a retirada do nome de Doracy. "Ela vinha agregando apoios dentro e fora do partido. Seria uma candidatura com chances reais de vitória", afirmou.

Diante a circunstância, o partido decidiu retirar a candidatura própria que vinha sendo discutida internamente, mas mantêm a disposição de estar presente em uma das chapas majoritárias da disputa. "Se nós não teremos candidato a prefeito, devemos pleitear a vaga de vice-prefeito com quem quiser fazer aliança conosco", defendeu a secretária-geral Maria Coelho.

Com a decisão, será formada uma comissão responsável por negociar com as pré-candidaturas postas no cenário pré-eleitoral as condições para a aliança. Além da vaga de vice, o partido estipulou como prioridade a eleição de vereadores da legenda. "A sociedade se mobilizou na audiência pública para discutir a instalação da fábrica da Suzano no município, no dia seguinte a sessão da Câmara abriu e encerrou sem ter um orador inscrito para debater a questão. Há um descompasso. Mandatos de vereadores petistas, certamente, contribuirão muito para melhorar a realidade política da cidade", defendeu o ex-secretário de Assistência Social, Eduardo Braga.

A comissão negociará com os pré-candidatos e levará para o conjunto do partido os diálogos e os compromissos de cada para que os militantes tomem a decisão democraticamente com base no melhor para a cidade e para o projeto petista no município.


Prazos

O partido decidirá até o dia 10 de junho quem apoiará pra prefeito e sua nominata de candidatos a vereador. Até o final do mesmo mês, a convenção oficial decidirá homologará a decisão e definirá a coligação proporcional.

As eleições e os meus amigos!



"Senhores amigos-eleitores, não se escandalizem; o avião eleitoral já vai decolar. Em caso de problemas técnicos, temos duas saídas de emergência: abraçar o amigo ou declarar guerra aos queridos. No caso de falta de ar, máscaras de oxigênio cairão sobre vossas cabeças. Caso precisem de alguma coisa, alguns velhos amigos não poderão lhe ajudar, busque por novos. Tenham uma boa viagem."

Em ano de eleições é bastante comum um fenômeno social dá o ar de sua graça na sociedade, a “inimizade eleitoral”. Os discursos, outrora bem quistos, agora geram desconfiança, desorientação, e claro, muita fofoca.

Os amigos de longas datas viram inimigos de infância, quando o assunto é política. “Discordar” torna-se palavra “no grata” e senha de ativar bombas. Muitos se vêm no dilema dramático de expor ou não expor seus ideais. E aí a pergunta: Eu posso votar em quem eu quero?

Em época de democracia, ela parece estar tão invisível que há de duvidar de sua integridade. O sistema democrático brasileiro já não é mais confiável (se é que algum dia foi), hoje não passa mais de uma mera ilusão proposta pelas classes dominantes de espírito individualista, e com isso muitos vivem oprimidos e sufocados com a tarefa amarga de esconder seus sentimentos. “Que liberdade temos, que liberdade queremos”- confesso que ainda não sei!

Para os apaixonados pela leitura, tantos leitores, quanto jornalistas, a doce tarefa de escrever torna-se, em alguns casos, uma guerra declarada (quase um atentado ao pudor) contra àqueles que discordam de nossos meros textos, frases, citações, enfim, qualquer coisa escrita.

É fácil imaginar (e não entender) o porquê de após a publicação de um artigo na imprensa, o Joãozinho já evita os meus cumprimentos. Muitas vezes o que se escreve desagrada mais ao amigo-eleitor do que o próprio candidato.

Já perdi a conta de quantos afetos, viraram desafetos, e quantos amigos, tornaram-se inimigos. Se isso me dói?Até dói, mas não me mata. Afinal eu continuo escrevendo o que penso e acredito, e talvez eu não pare nunca. Foi a profissão que escolhi!

Quanto aos dissabores, Ah, os dissabores! Se não puderam respeitar minha humilde opinião e aceitar-me como sou, dificilmente eu voltarei a sentir falta de suas companhias.

26.4.12

A eles só resta tentar atacar


Antes certos da vitória, eles atacam tudo e todos
que ousarem discordar das suas pretensões


"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa"

(Martin Luther King Jr.)


Costume-se dizer que na política explicar é perder tempo porque seu adversário não quer ouvir suas razões e para o seu aliado não precisa explicar, ele confia em você. De qualquer forma, devo satisfações ao público, que servi como secretário de Assistência Social, e, admito, causa-me um certo prazer rebater argumentações tão distorcidas e acusações tão frágeis.

Nos últimos dias fui alvo de uma campanha orquestrada que tenta em vão ferir minha credibilidade. Não me espanta, nem me intimida. Os ataques são fruto da minha atuação política, que tem incomodado os que não contam com o meu apoio e do meu partido, o PT, para trazer de volta ao poder a truculência, a mentira e o atraso.

Na defesa cega do grupo político de Isaías, o homem que atrasava salário porque queria ser bom demais, o professor Enedilson, aquele que não gosta de sala de aula, escreveu recentemente texto no qual só faltou me culpar pelo assassinato do jornalista Décio Sá. Falou da minha vida pessoal e tentou fugir do óbvio: não foi trabalhar, teve o salário cortado, de acordo com a lei.

O Dr. Ernani Maia, porta-voz de Isaías no facebook, por sua vez, inventou uma investigação na qual eu seria acusado de ter beneficiado com intenções eleitorais 300 famílias no programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Poderia até me poupar o trabalho de responder a provocação, visto que o parlapatão, covarde que é, não teve a coragem sequer de citar meu nome na sua escrita. A coragem, meu caro, é característica condicionante para quem quer posar de herói, a História não costuma perdoar quem falta com ela.

Para se ter idéia do absurdo, a suposta investigação, da qual ele chega a dar informações precisas, estaria sendo realizada pela Caixa Econômica Federal. Ora, além de aprovadas no Cadastro Único dos Programas Sociais (CadUnico), cada uma das mil famílias beneficiadas pelo programa em Chapadinha teve elaborado um dossiê com todos os seus documentos aprovados pela própria Caixa Econômica Federal atestando que se encaixam no perfil do programa. A acusação que pesaria contra mim, portanto, pesaria igualmente contra quem estaria investigando.

Segundo a própria CAIXA, não há nenhuma investigação desta natureza, muito menos meu nome está sob suspeita pela entidade. Mas não pode ficar por isso mesmo. Como o inocente acusado é sempre o mais interessado na investigação, procurei o Ministério Público hoje e protocolei pedido de investigação. Fica a dica: denúncia é pra ser investigada pelos órgãos competentes, não é pra servir de cambalacho.

Confiando que o Ministério Público, e não um fórum do facebook, investigará as denúncias com isenção e o rigor necessário, lanço um desafio ao defensor-mor de Isaías e sua trupe: Se for comprovado que favoreci uma única pessoa no programa, eu retiro a minha pré-candidatura e pedirei voto para sua pré-candidata. Caso contrário, o inverso. Será que ele topa?

Tenho certeza que não topará. O episódio é apenas uma desesperada tentativa de mostrar serviço ao seu grupo político e garantir seu lugar na fila para ser um dos doze secretários de Saúde do possível futuro governo Isaías-Dulcilene.

Sei que outros ataques virão e até piores. Eles queriam que eu ficasse calado vendo os cupinchas de Isaías falando em ética e moralidade como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. É muito difícil...

Como eu não vou me calar, continuarei incomodando e muito. Já soube, inclusive, que há serviçais destacados para a tarefa de acompanhar todos os meus passos durante a campanha eleitoral e gravar tudo para tentar cassar um possível mandato, é me dar muita importância mesmo. O episódio que ocorreu na escola Dr. Almada Lima Filho no dia da eleição de 2010 mostra que não sou eu quem devo temer flagrantes.

É lamentável ver o árduo trabalhador dentista tentando formar opinião se valendo das mesmas práticas pebas de sempre. Não lhe cai bem este papel. 

25.4.12

Secretária Iolanda Costa destaca ações na SEMASSA de Afonso Cunha



Foto> Portal Afonso Cunha

Ações que melhoram a vida da população afonsocunhense são desenvolvidas pela Prefeitura Municipal através da secretária Iolandra  Costa na Assistência Social  e Segurança Alimentar (SEMASSA) do Município.

Assim como a saúde e educação, a Secretaria Municipal de Assistência Social é uma pasta que dispõem de recurso próprio, o que faz necessário um rígido controle para evitar gastos desnecessários e má aplicação das verbas.

São muitos os programas federais, estaduais e municipais implantados na secretária, que proporcionam o bem estar à população, as dificuldades são muitas e as criticas também, mas o esforço maior é feito por nossa coragem e determinação em vencer e continuar um belíssimo trabalho sócio assistencial em Afonso Cunha.

Para os Idosos semanalmente temos ações que ajudam a auto-estima e a coragem de seguir a melhor idade, com danças, caminhadas, café da manhã, BPC da LOAS, passeios dentre outros. Para as crianças e adolescentes temos vários programas que estão em pleno funcionamento, bem como: O Peti, Colônia de férias, Pro jovem, etc...

O programa Bolsa família atende vários munícipes em situação de vulnerabilidade, e baixa renda, no qual periodicamente são realizados, peso, a medição, e o acompanhamento escolar dos beneficiários.

Podemos fazer aquilo que está ao nosso alcance de maneira que seja proporcionada uma assitencia digna aqueles pessoas que necessitam, com um quadro de funcionários dedicados aos seus serviços podem assim trabalhar em prol da assistência de cada munícipe.

 A secretaria atua de maneira que proporciona um bom atendimento a quem dele precisar, está de portas abertas para colher a comunidade, é a nossa satisfação, manter os serviços de nossa secretária para os menos favorecidos. “Disse a secretária”.

O Prefeito José Leane (PMDB) tem dado total apoio para garantir um serviço de qualidade para população, pois um dos papeis mais fundamentais para uma boa gestão é o comprometimento com ações sociais no município.

O Nosso comprometimento com a secretaria nos dá ainda mais coragem de seguir em busca de recursos, de ações e projetos que tragam melhores dias a nossa população, muito temos relatar, mas aqui não caberia espaço, e brevemente faremos um balanço de nossas ações para que todos possam ver o real serviço que prestamos para nossa população. Concluiu a secretária.

23.4.12

Desafio 2012: Renovar as práticas


"A coisa mais importante dos brasileiros é inventar o Brasil que nós queremos"

(Darcy Ribeiro)


A mesma sociedade que outrora foi às ruas na mais bela manifestação popular da história brasileira exigir seu direito de escolher o presidente da República, aplaudiu a tutela do eleitor com os dispositivos da lei "Ficha Limpa". Essa mesma sociedade, que aplaude a ministra Eliana Calmon quando ela afirma que há "bandidos de toga" no poder Judiciário, defende que se coloque nas mãos deste poder, o único que não se submete ao voto popular, a decisão de quem pode ser candidato nas eleições gerais. 

Perdoem-me, mas não é assim que se vai limpar a política. É preciso um movimento de baixo pra cima, uma mudança cultural, uma renovação das práticas. É necessário compreendermos que a crítica que fazemos à tal "classe política" é na verdade uma auto-crítica à própria sociedade. 

É necessário levar os ataques à corrupção da retórica para a prática, aproveitar a campanha que se aproxima para fiscalizar, denunciar e combater a corrupção eleitoral, mal que agride a vontade popular e desvia o nosso caminho.

Nesse desafio, reduzir a influência da máquina pública e do poder econômico no processo eleitoral são condições para evitarmos as deformações que vive a nossa democracia. Não dá pra falar em mudança real fazendo política baseada no escambo entre dinheiro e voto. 

Em condição social subalterna, a maior parte do eleitorado vive obrigado a resolver diariamente suas necessidades mais básicas e urgentes antes de poder discutir programa político com quem bate a sua porta com a solução do problema daquele dia, mas a perpetuação do problema por gerações. É assim que esse ciclo vicioso se retroalimenta e mantém o status quo com o povo no papel de vítima e de vilão.

Quebrar este ciclo é tarefa de quem defende a democracia e quer construir uma sociedade justa e solidária, formada por cidadãos emancipados e livres. Os avanços sociais experimentados no Brasil na última década têm que ser aprofundados e levados a cada povoado distante, as escolas, as famílias e a igrejas devem formar cidadãos críticos e conscientes, os partidos devem representar projetos políticos claros e não interesses menores ou coeficientes eleitorais mais fáceis.

Em vários sentidos, o Brasil ainda me parece um país por se construir e não podemos nos omitir.

21.4.12

Encontro Anual da ASA Coordenação Executiva

Dias 11 a 13 de abril, estiveram reunidos em Recife-PE, no Viver Hotel Fazenda, a Comissão Executiva Nacional da ASA e, participantes dos Estados que compõem a articulação do Semiárido Brasileiro: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Integração dos 10 Estados do semiárido
O Encontro tinha por objetivo a alteração do Estatuto da AP1MC transformando sua atuação por tempo indeterminado, a ampliação do contratar com o governo e particulares, a avaliação da ação da ASA, as perspectivas futuras, e a preparação para o VIII ENCONASA, a realizar-se de 19 a 23 de novembro próximos, em Januária – MG.


O Maranhão foi representado no evento por seus Coordenadores Executivos Nacionais Juvenal Neres de Sousa – AAAFDLIS/Chapadinha -MA, e, Edna Maria Alves Rodrigues Souza – ASSOLIB/Codó - MA; Pelo Coordenador Estadual Josimar Coelho Neto – AMAP/ Pastos Bons – MA e, por Ermelinda Maria Dias Coelho – Fórum Segurança Alimenta e Nutricional de Colinas/Colinas –MA.
Coordenação da ASABRASIL ampliada os 10 estados
As propostas apresentadas, pelo Maranhão, para discussão e para serem incluídas como prioritárias na ação da ASABRASIL nos próximos anos foi a REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA e a implantação dos BANCOS DE SEMENTES CRIOULAS (conhecidas na Paraíba como SEMENTES DA PAIXÃO).
Outras propostas apresentadas foram focar a ação na:
1 -  Ampliação da conquista do DH à água para outros usos e situações de emergência;
2 -  Política de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER);
3 -  Expansão do fornecimento de gêneros, pelos povos do Semiárido Brasileiro, ao PAA e ao PNAE;
4 -  Maior estruturação da ASA.
Assembleia Geral da ASABRASIL
Propostas que serão debatidos também por ocasião da realização do ENCONASA.

 
Encontro Nacional da ASABRASIL VIII

Trabalho em grupo do Maranhão: Ermelinda, Juvenal, Edna e Josimar.
Ascom: ASA-MA

17.4.12

Disputar a política para fazê-la avançar

O que fazer com Chapadinha?


"Como é meu desejo escrever coisa útil para os que tiverem interesse, mais conveniente me pareceu buscar a verdade pelo fito das coisas, do que por aquilo que delas se venha supor"

(Maquiavel, em "O Príncipe")



O texto "A disputa política (em Chapadinha)", mesmo sendo mais conceitual do que opinativo, causou tanta polêmica que me instigou a aprofundar o debate. A maioria das polêmicas, diga-se, não está no texto, mas nas interpretações que cada um deu ao que escrevi. 

Defesa de alianças políticas foi entendido como apologia à corrupção. Questionamento sobre a falta de projetos políticos para o nosso município por parte de todos os pré-candidatos a prefeitos foi entendido como acomodação. A afirmação de que hoje não há condições objetivas para vencer a eleição majoritária municipal sem o apoio de pelo menos uma das duas maiores lideranças políticas do município  foi entendido como defesa de que está tudo bom demais. 

Porém, de todas as polêmicas, uma é verdadeira. Como afirmou o Dr. Ernani Maia, o texto é maquiavélico. Assim como Nicolas Maquiavel, na sua principal obra, "O Príncipe", não escrevi sobre como as coisas deveriam acontecer, mas como eles acontecem. 

Maquiavelicamente, meu texto expõe verdades que, mesmo incômodas, não deixam de serem verdades. Não negarei o óbvio, meus caros. Os agentes da disputa política podem se esgoelar com seus discursos indignados, com falso moralismo, com suas mais simples obrigações sendo expostas como grandes méritos ou tentando se mostrar como diferente de "tudo isso que está aí" (discurso que garantiu a eleição de Collor de 89), mas por trás de tudo isso o que há é a mesma disputa de poder de sempre. O que questiono, tautologicamente, é: o que se pretende fazer com este poder.

Chapadinha é a cidade pólo do Baixo Parnaíba, região que concentra a maior quantidade de pobres no Maranhão, estado com o maior índice de miséria no desigual Brasil. Nossos desafios são de tal ordem que será necessário mais do que asfalto ou discurso moralista para vencê-los.

Além dos desafios, temos potencialidades que saltam aos olhos. Nossa imensa zona rural pode fazer de nós referência em produção agrícola, os investimentos da Suzano gerarão capacitação, emprego e renda no município, podemos nos transformar num polo educacional (temos um campus da UFMA, faculdades particulares como a FAP, futuramente IFET e Senai), podemos inserir nossa região na rota turística com a construção das estradas para Barreirinhas e Aldeias Altas.

Enquanto isso a eleição se aproxima com candidatos discutindo questões pessoais, propriedades de suas famílias, acusações vazias e absolutamente nenhuma proposta concreta.


Mobilizemo-nos 

O filósofo Jean Paul Sartre, na sua mais conhecida frase diz: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz como aquilo que fizeram com você". Ou seja, não somos apenas sujeitos passivos, mas, necessariamente, ativos no processo político. Assim, reafirmo, não existe "classe política". A política é de todos nós, queiramos ou não.

Já no artigo 1º da Constituição está dito: "O poder emana do povo". E quando o povo se dá conta disso e se mobiliza para que os seus direitos sejam respeitados, não há poder econômico ou truculência que o segure. Mas quando se dá mais atenção à novela das 8 ou à rodada do campeonato de futebol do que aos acontecimentos públicos, o poder se concentra nas mãos de poucos, aqueles que convencionou-se chamar de classe política e que não passam de uma minoria que mantêm em suas mãos, emprestado, o poder que é de todos.

O maior desafio que temos, portanto, não é escolher entre os que sempre governaram, mas conscientizar o povo e nos mobilizar para fazermos as mudanças necessárias.



"O problema de quem não gosta de política, é que é sempre governado por quem gosta"

(Lula)

12.4.12

A disputa política (em Chapadinha)


Apesar do discurso fácil que coloca todos os problemas do mundo como culpa dos "políticos", como se houvesse uma classe de seres humanos separada do resto e a atividade política fosse exclusividade dela, é necessário analisarmos as questões de forma mais profunda para não acabarmos fazendo coro com as bravatas de quem se utiliza deste expediente para fazer prevalecer seus interesses, geralmente, nada republicanos.

A política não é suja, nem limpa. Ela é um instrumento que pode ser utilizada da forma que bem entender quem tiver o poder. Daí a importância da legítima disputa democrática de poder. E ao chegar a esta conclusão podemos dividir as questões centrais da disputa política em duas. Como alcançar o poder e para que alcançá-lo. 

Na democracia quem governa é a maioria. Ou seja, quem quiser obter o poder político que componha um grupo capaz de aglutinar mais da metade da sociedade em questão. E num país cuja principal marca é a diversidade, é praticamente impossível chegar a este patamar sem acumular contradições. Pense, caro leitor, nas suas convicções pessoais e políticas e imagine a formação de um grupo grande o suficiente para ter o apoio de mais da metade da sociedade e que concorde com todas essas suas convicções. Duvido.

Todavia, as contradições inerentes à disputa política não devem impedir a atuação se houver um propósito. Para vencer as eleições em 2002, o presidente Lula teve de se aliar a setores antes distantes. Sim, Lula, ex-líder sindicalista, escolheu um empresário, José Alencar, para o posto de vice na sua chapa, mesmo este tendo sido vaiado na convenção nacional do PT pela ala radical do partido. Sim, Lula contou com o apoio de Sarney e companhia, mesmo sendo adversários históricos. Tudo como parte da tática para vencer as eleições e aplicar no governo federal o modo petista de governar. O resultado está aí: um país em franco desenvolvimento econômico, com mais de 12 milhões de empregos formais gerados em 8 anos, com cerca de 30 milhões de brasileiros deixando a condição de miséria e um Estado respeitado em todo o mundo.


Não é que os fins justificam os meios, é que há de haver algum fim

Em Chapadinha a disputa eleitoral de aproxima sem ninguém dizer o que pretende fazer com o poder em mãos. O governo fala em continuidade após 12 anos no poder, a oposição se posa de indignada utilizando-se das mesmas práticas que diz condenar e uma terceira via, pelo que já disse no terceiro parágrafo, me parece hoje despropositada. 

É pra continuar o que? Mais importante, é pra mudar o que? Pra onde? Disputar por disputar, alcançar o poder pelo poder, votar por votar? Assim o povo acaba dando outra razão pelo seu voto e os candidatos ainda reclamarão dos eleitores.

Se querem enganar, que o façam direito. E não apenas se encondam atrás do discurso moralista que se encaixa na boca de qualquer Demóstenes. 

10.4.12

URE em ação: Gestor Regional de Chapadinha, Jânio Ayres, visita escolas


UI Humberto de Campos
Nesta segunda feira, 09 de abril, o Gestor Regional de Chapadinha foi ao município de Araioses para reunir-se com gestoras escolares e acompanhar o andamento das aulas.

Na pauta constou a municipalização do Ensino Fundamental naquele município, bem como a cessão de professores para a prefeitura.


UI Humberto de Campos

As dúvidas que existiam na comunidade escolar foram dirimidas e traçou-se um plamenjamento dos próximos passos a serem dados quanto à ativação dos anexos de Ensino Médio, especialmente em Ilhas Canárias.


CE Ateneu São José
O Gestor, após comparecer à Unidade Integrada Humberto de Campos, foi ao Centro de Ensino Ateneu São José, onde observou em ambas as escolas bastante zelo e eficiência na gestão escolar. 

Em seguida, o Gestor e comitiva foram para a cidade de São Bernardo onde, ao chegar, constatou a inexistência de aula nesta segunda feira, no horário das 10 horas da noite, nas escolas Henrique Couto e Débora Corrêa. Resta averiguar os motivos para a não ocorrência das aulas na ocasião, haja vista não haver servidores na escola no horário, exceto os vigilantes.

CE Ateneu São José
O sr. Gestor e comitiva continuarão a realizar visitas às escolas com o objetivo de ajudar a comunidade escolar na busca de soluções para seus problemas.



1.4.12

"Eleição se ganha e se perde no voto"

Não tenho dúvidas da boa intenção daqueles que propuseram o projeto de lei popularmente alcunhado por "Ficha Limpa", mas a cada dia consolido mais minha convicção no erro histórico cometido contra o Estado de Direito e contra a democracia. 

O Aurélio define a democracia como "doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa de poder". Nada mais anti-democrático, portanto, do que tutelar o voto popular e tirar do cidadão a liberdade de escolher seu representante de acordo com sua consciência. 

Mesmo se deixarmos o fator ideológico de lado e tentarmos embarcar no argumento que diz valer a pena condicionar os preceitos democráticos em nome de limpar a política, o fracasso continuará sendo certo. Não é de hoje que nomes combalidos por denúncias deixam a cena da política e colocam esposas, filhos, primas ou outras pessoas próximas para substituí-los. Com a aplicação da lei da Ficha Limpa esta prática só aumentará, o que nivelará por baixo a qualidade dos mandatos, quase todos terceirizados. O ocupante do cargo será apenas um intermediário entre o eleitor e o verdadeiro mandatário.

Isto tudo faz parte de uma mentalidade bem brasileira de achar que se pode resolver os problemas por meio da elaboração de leis. Exemplo claro disso foi a também bem intencionada "Lei Seca". Num país com a malha viária enorme e com estradas mal feitas, muitas sem acostamento e com buracos, ao invés de aumentar a fiscalização, a quantidade de bafômetro, o salário dos policiais e o nível de capacitação dos mesmo para o trabalho no trânsito, fez-se uma lei. O resultado está aí, o número de mortes no trânsito hoje é maior do que quando a lei foi sancionada.

Com a "Ficha Limpa" não é diferente. Ao invés de criar uma lei bem intencionada, é necessário fortalecer os órgãos de controle (CGU, Tribunais de Contas, Ministério Público, Polícia Federal, etc), punir quem usa dinheiro público em benefício próprio (punição não é inelegibilidade, punição é ressarcimento dos cofres públicos e prisão), dar transparência à administração pública e desburocratizá-la. Até mais importante que isso tudo, é necessário conscientizar o povo a utilizar seu arma, o voto, de forma consciente. Se o Estado não deve condicionar sua liberdade de escolha, tampouco o eleitor deve condicioná-lo a um contrato na prefeitura, um milheiro de tijolo ou dinheirinho da cerveja. Só o voto livre e consciente limpa a política na democracia.


Em Chapadinha

Até agora, a lei "Ficha Limpa" tirou da disputa eleitoral de Chapadinha o ex-prefeito Isaías Fortes Menezes e o já aposentado Antônio Pontes de Aguiar. É uma pena.

Vascaíno apaixonado, tenho prazer em ver jogos contra o Flamengo. Ganhando ou perdendo é sempre bom um clássico. Não adianta o Vasco jogar contra o Friburgense e os flamenguista estarem na torcida do time adversário, bom mesmo é o clássico direto.

Assim também é na política. Como atual membro do grupo político do deputado Magno Bacelar, confesso que preferia que a disputa fosse diretamente contra o líder maior do grupo adversário, sem intermediários.