2.12.12

Luiz Fux, Paulo Vieira e o país que muda


O julgamento da Ação Penal 470 (vulgo "Mensalão") é transmitido, comentado e analisado pela grande mídia como um grande marco. Parece que nossos netos lerão na escola livros que dividirão a história brasileira entre "AJ" e "DJ" (antes do julgamento e depois do julgamento). 


Sob a ótica destes, as condenações de José Dirceu e José Genoíno encerram a era da impunidade, ninguém mais poderá dizer que não vivemos num país sério e a República finalmente completa sua instalação nessas terras tropicais. 

Se o agora presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi alçado a condição de Batman, o justiceiro cavaleiro das trevas, o ministro Luiz Fux é o seu Robin. 

Judeu, carioca, boa praça, lutador de Jiu-Jitsu, tocador de guitarra e, sobretudo, bonachão.

Luiz Fux revelou à jornalista Mônica Bêrgamo os caminhos que teve que percorrer para chegar à Suprema Corte. Não se sabe ainda se sob efeito de álcool, Fux revelou ter pedido o apoio de José Dirceu, João Paulo Cunha, João Pedro Stédile, Sérgio Cabral, Antônio Palocci, Delfim Neto e empresários. 

A Stédile, líder dos trabalhadores sem-terra, Fux pediu o apoio logo depois de ter feito uma conciliação com fazendeiros, a Palocci pediu apoio depois de ter votado em causa que gerou uma economia de R$ 20 bilhões ao governo. Assim mesmo, tomá lá, dá cá.

Nas conversas com petista, sempre que o assunto surgia, deixava dar a entender que votaria pela absolvição do núcleo político no julgamento do mensalão. Ao contrário, acompanhou os votos do relator em 109 de 112 ocasiões, nenhum outro chegou a tanto. 

Não por acaso, Barbosa quebrou o protocolo e o convidou para discursar na sua posse na presidência da Corte. Em retribuição, Fux pegou a guitarra na festa de comemoração e cantou "Um dia de domingo", de Tim Maia, em homenagem ao novo presidente.

No fim da história o espertão se deu bem. Depois de "bater na trave" três vezes, Fux sentenciou "Só na meritocracia não vai", fez o que pôde para ser nomeado, depois de empossado sucumbiu às pressões da mídia para ser paparicado como o número 2 da revolução moralista que toma conta do país. 

À cúpula petista, fica a lição. Desconfie quando um ministro do STF se aposentar e outro aparecer com essa história de "Eu preciso de te falar / Te encontrar / De qualquer jeito / Pra sentar e conversar".


Os chefes das quadrilhas

Com as confissões publicadas, o ministro que foi pedir apoio a José Dirceu e depois o condenou como chefe de quadrilha se aproxima de outra personagem que recentemente veio ao centro do noticiário com a mesma qualificação.

Em e-mail trocado com a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemery Noronha, Paulo Vieira pediu para que ela intercedesse pela nomeação dele para o cargo de diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) utilizando-se de uma máxima um tanto quanto fuxniana: "estou enviando o meu currículo com as informações que eu considerei mais pertinente ao cargo da ANA, apesar de sabermos que o currículo não é fator primordial".


A verdadeira mudança

Tudo isso, que sempre aconteceu nos bastidores, sendo trazido às vistas do grande público está mudando mesmo o país. Estamos deixando de ser um país hipócrita para ser um país cínico.

13.11.12

INJUSTA SENTENÇA


Dediquei minha vida ao Brasil, à luta pela democracia e ao PT. Na ditadura, quando nos opusemos colocando em risco a própria vida, fui preso e condenado. Banido do país, tive minha nacionalidade cassada, mas continuei lutando e voltei ao país clandestinamente para manter nossa luta. Reconquistada a democracia, nunca fui investigado ou processado. Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputados e, agora, condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou inocente.
 
A pena de 10 anos e 10 meses que a suprema corte me impôs só agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo, que recorreu a recursos jurídicos que violam abertamente nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de jurisprudência que beneficia os réus.
 
Um julgamento realizado sob a pressão da mídia e marcado para coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e seus candidatos. Um julgamento que ainda não acabou. Não só porque temos o direito aos recursos previstos na legislação, mas também porque temos o direito sagrado de provar nossa inocência.
 
Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e foram solidários nesses últimos duros anos na certeza de minha inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos.

José Dirceu

9.11.12

Por que Magno perdeu? (parte 1)

A culpada?
Ex-prefeito da pequena Aldeias Altas, de onde trouxe o apelido "Nota 10", e deputado estadual mais votado no interior, Magno Augusto Bacelar Nunes conquistou a prefeitura de Chapadinha em 2000 com amplo apoio das classes política e empresarial.

Com pouco mais de 1400 votos de vantagem, Magno derrotou o então candidato a reeleição Isaías Fortes, que disputou a eleição em outubro sem sequer pagar os salários de setembro do funcionalismo municipal, e iniciou os 12 anos de domínio do seu grupo político.

Durante os 96 meses que esteve na prefeitura, Magno Bacelar organizou a administração municipal, manteve os salários em dia, investiu na formação dos professores da rede municipal de ensino e melhorou a infra-estrutura da cidade.

Imposta ao grupo político e à cidade, que não a elegeu no voto, Danúbia Carneiro foi a escolhida para sucedê-lo e dar continuidade à administração bem avaliada de Magno. Se não houve ruptura política entre criador e criatura, por que a avaliação que a população faz das duas administrações é tão diferente? Por que Danúbia não pôde disputar a reeleição? Por que Magno Bacelar perdeu com uma vantagem nunca antes vista nas disputas chapadinhenses?

As respostas não são óbvias e necessitam de profunda avaliação, que buscarei fazer nos próximos textos. Como já disse anteriormente, avaliar estes erros e corrigi-los é condição preliminar para o grupo derrotado nesta eleição pensar em voltar um dia ao poder, com ou sem cassação de Belezinha.

13.10.12

O combate à corrupção e o discurso moralista

"É hipócrita quem critica a corrupção genérica e em grande escala e pratica a corrupção cotidiana"

(Sergio Fajardo)


1. Uma das mais controversas figuras políticas da nossa história, Jânio Quadros  elegeu-se presidente da República e só durou sete meses no cargo. Jânio deu as costas a quem o elegeu, meteu os pés pelas mãos, renunciou achando que voltaria com mais poder e acabou jogando o país numa crise institucional que desembocou no golpe de 1964.


2. A ditadura militar foi uma longa noite de 21 anos. Um regime de exceção que cassou, prendeu, matou e torturou adversários políticos. Além da truculência política e física, o processo de alienação do povo brasileiro naquele período tem fortes marcas na nossa vida política até hoje.

3. Primeiro presidente eleito pelo voto direto depois do regime militar, Fernando Collor foi também o primeiro presidente impedido de terminar seu mandato pela Constituição Federal. Confiscou o dinheiro do povo depositado nos bancos e caiu em decorrência do maior escândalo de corrupção até hoje registrado.

Agora me diga. O que estes três personagens da história brasileira têm em comum? Todos eles chegaram ao poder se utilizando do discurso moralista como principal bandeira.

O símbolo da campanha de Jânio era a vassoura, com qual, dizia, "varreria a roubalheira". Os militares tiraram o poder de João Goulart afirmando que estavam livrando o país da corrupção generalizada e da subversão. Collor era o "Caçador de Marajás", "diferente de tudo isso que está aí".

Como se vê, o senador cassado Demóstenes Torres (ex-Dem-GO) não fundou o falso moralismo na política brasileira e, em verdade, tem mais seguidores do que parece. O comportamento ético é obrigação de todos os cidadãos, independente de participar ou não da atividade política. Discurso de forte apelo popular, o moralismo geralmente é usado pelos políticos mais sem escrúpulos para esconder suas reais intenções.

Além de não ajudar a limpar a política, o discurso moralista muito atrapalha, conforme também diz o sociólogo Diego Gambetta no livro "Democracia", página 308:

"Mais facilmente alvo de suspeita que mensuração, a corrupção tem uma propriedade particular de auto-alimentação: quanto mais se acredita que a corrupção está disseminada, mais ela se dissemina (os políticos tendem a ser um pouco mais honestos que as populações que dirigem. Aquele que grita alto e bom que os políticos são uns mentirosos sabe geralmente do que está falando: se fosse político, mentiria o tempo todo...). Se, para obter algo - um emprego, por exemplo-, julgamentos que é preciso pagar, seremos mais tentados a pagar. Os países que têm pouco respeito por si mesmos ou pouca confiança em seus políticos, ou as duas coisas (como a Itália), são presas fáceis para alimentar este círculo vicioso."


Corrupção é cultural e precisa ser combatida

A corrupção é uma praga enraizada na cultura brasileira desde a formação da nossa sociedade. Na carta que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal contando sobre a descoberta da Ilha de Vera Cruz, ele pede ao monarca um emprego a um parente. Boa parte da corte brasileira que veio para o Brasil em 1808 sobrevivia de vender favores, ou atualmente de "tráfico de influência".

Não quer dizer que estamos condenados a viver em meio aos mal feitos e à sem-vergonhice, mas que para superar esse forte traço da nossa cultura será necessário mais do que um julgamento no STF que mude a jurisprudência penal para condenar petista ou uma lei que passa por cima do Estado de Direito para supostamente limpar a política. É necessário um embate diário, cotidiano, rotineiro, em todos os espaços de formação e informação. Nas escolas, nas igrejas, nas famílias, é necessário defender e propagar valores para além do "mundo é dos espertos".

Você, caro leitor, peço que não seja o primeiro a dizer que "as coisas são assim mesmo" ou que "esse povo nunca vai mudar". Combata a corrupção no seu dia-dia e tenha muito cuidado com quem faz disso bandeira política, são geralmente os mais perigosos.

12.10.12

Líder de Lula na Câmara, Professor Luizinho é absolvido

Líder do governo Lula na época do mensalão

Em 2002, Professor Luizinho (foto) foi eleito deputado federal com 142 mil votos e se tornou líder do governo Lula na Câmara. 

Por sete anos ele viveu sob a acusação absurda de vender seu voto para aqueles ele mesmo liderava. 

Em 2006, teve 59 mil votos e não se reelegeu. Em 2008, com 2.450 votos não se elegeu nem vereador de Santo André (SP). Caiu no ostracismo político.

Agora, nem este tribunal de exceção no qual o STF se transformou para o julgamento da AP 470 teve condição de condená-lo. Quem irá repará-lo? A imprensa?

Por outro lado, por que ele foi absolvido? Zé Dirceu foi condenado pela tese de que "se algo havia, só podia ser com o conhecimento e comando dele". Ora, se "o maior escândalo de corrupção da história" consiste no governo Lula ter subornado deputados federais pelos seus votos no parlamento, não é "crível" que o líder da bancada deste governo de nada soubesse, não teria este líder "domínio do fato"?

Neutralidade. Coerências e incoerências


Flávio Dino está com tudo e não está prosa.

Neste segundo turno das eleições de São Luís não tem como derrotá-lo. Com Holandinha Flávio Dino vence, com Castelo ele também não perde.

Ainda aguardasse o posicionamento dos candidatos que ficaram no primeiro turno, a não ser Washington Luiz (PT), este já decidiu pela neutralidade e foi criticado pelos que vêem em Edvaldo Holanda Jr a expectativa de uma mudança política.

Então vamos lá. Holandinha, filho de um dos mais experientes e tradicionais políticos do Maranhão, filiado à uma sigla de aluguel, ex-sarneysta, ex-castelista é "o novo" porque tem 34 anos, porque tem o apoio de Flávio Dino (que há quatro anos ele dizia representar um risco) ou porque tem como vice Roberto Rocha ex-PSDB, filho e pai de políticos que usa o discurso anti-oligarquia? Escolha o melhor argumento.

Não, não há grandes diferenças entre as duas candidaturas, cujas lideranças já se encontraram na calada da noite em reunião secreta durante a campanha. O que está em jogo é a preparação para a eleição de 2014 e, como já disse, Flávio Dino já ganhou esse round.


Neutralidade incoerente

A deputada Eliziane Gama (PPS) saiu vitoriosa com a votação que alcançou no primeiro turno com pouco espaço na mídia, estrutura partidária fraca e e poucos recursos, mas deixa a lógica de lado ao concordar com este Blogue e dizer que não há diferença entre Castelo e Holandinha.

Ora, até dia desses ela formava o quarteto fantástico de Flávio Dino com Tadeu Palácio, Roberto Rocha e Holandinha, de onde deveria sair um candidato a prefeito apoiado pelos outros. Ou seja, formou o grupo com a expectativa de ter ser a escolhida, porém, preterida, nivela os demais por baixo.

11.10.12

Muito obrigado!

Leitores, eleitores e amigos,

Gostaria de agradecer pessoalmente cada um dos 863 eleitores chapadinhenses que me confiaram seus votos para representar nossa sociedade na Câmara Municipal, principalmente aqueles que participaram ativamente da nossa campanha. Trabalharei para honrar cada voto conquistado.

Agradeço também aquelas pessoas que não votaram em mim, mas que fazem parte desta construção política. Meus professores, companheiros de outros municípios e estados, eleitores de outros candidatos aliados, entre outros.

Também não posso deixar de agradecer aqueles que me combateram, aqueles que mentiram, que caluniaram, que distorceram, que tentaram atacar minhas bases eleitorais e buscaram incessantemente evitar minha eleição. Serviram para aumentar a motivação da equipe 13.113 e o prazer da nossa vitória.

Este espaço continuará ativo. Ou melhor, estará mais ativo do que nunca. Não estarei apenas na Câmara, mas nas ruas, nos bairros, nos povoados, nas praças, nos sindicatos, nos movimentos sociais e também aqui na internet, tanto neste blog quanto nas redes sociais (me adicione aqui no facebook), construindo um mandato democrático, popular e participativo.

24.6.12

Pela Coerência


Brasil – Maranhão – Chapadinha

Depois de uma liderança carismática e com a qual o povo brasileiro se identifica como o companheiro Lula, a eleição de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, elevou ainda mais o debate político para um caráter programático. Sua eleição foi a vitória e consolidação do projeto político petista em âmbito nacional e o fortalecimento do partido para os desafios deste novo Brasil que estamos construindo. Em 2010, aumentamos nossa participação em governos estaduais, além de termos eleito a maior bancada de deputados federais e a segunda do Senado Federal, antigo guardião das forças conservadoras.

Seguindo a mesma linha política da disputa federal, a aliança PT-PMDB foi vitoriosa nas eleições estaduais maranhenses levando o companheiro petista Washington Luiz ao posto de vice-governador do nosso estado. Washington Luiz tem tido participação ativa no governo, principalmente na interlocução com a sociedade e os movimentos sociais. Essa atuação tem sido determinante para repactuar as relações internas no PT do Maranhão. Pelo seu estilo conciliador, ele foi escolhido pelo partido para disputar a eleição municipal em São Luís com o apoio de uma ampla coligação partidária e chances reais de levar o partido, pela primeira vez, ao comando da administração da nossa capital.

Este fortalecimento nacional e estadual deve ser enraizado em cada um dos 217 municípios do estado do Maranhão para viabilizarmos em longo prazo o partido também como alternativa real de poder para o estado, inclusive em Chapadinha, cidade estratégica da região do Baixo Parnaíba e em forte expansão econômica.

O PT fez uma opção histórica de ser um partido de massas, enraizado nos movimentos sociais, nos sindicatos e igrejas. Crescemos aos poucos nestes mais de 30 anos de história e reconhecemos, principalmente depois da vitória de Lula em 2002, a necessidade tática de ampliarmos no arco de alianças para vencermos eleições proporcionais e majoritárias viabilizando as mudanças sociais que o país tem vivido nesta última década.


2008-2012

Hoje, decidimos nossa tática para as eleições de 2012 reféns dos erros e dos acertos cometidos nos últimos quatro anos. Cometemos um equívoco de análise no lançamento da nossa candidatura própria nas eleições de 2008 e ao não priorizarmos a eleição de vereadores naquele ano. Lançamos sete candidatos e obtivemos 1435 votos, o que não é uma quantidade desprezível em cenários decididos cada vez mais acirradamente.

Sem representante no legislativo municipal, os candidatos do PT-MA a deputado estadual conseguiram 1.276 votos em Chapadinha e os candidatos a deputado federal 1.474 votos. Todas essas votações citadas seriam insuficientes para eleger um vereador nesta próxima eleição, já que o coeficiente eleitoral poderá chegar a 3.000 votos.

Com a vitória da chapa PT-PMDB na disputa estadual, o PT abriu diálogo com várias administrações municipais ligadas ao grupo da governadora Roseana Sarney e em Chapadinha não foi diferente. Depois de um longo processo de debates e negociações públicas, o Diretório Municipal decidiu institucionalmente pelo apoio à administração da prefeita Danúbia Carneiro. A partir daí, com o diálogo com o deputado estadual Magno Bacelar e com seu grupo político, viabilizamos a criação da agência do SINE (Sistema Nacional de Emprego) no município, dando segurança a empregados e a empregadores no processo de criação de emprego e renda pelo qual passa nosso município.

Reivindicação petista junto à administração municipal, o repasse percentual ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) foi triplicado com a entrada do partido no governo, mostrando que as bandeiras que levantamos são as mesmas quando oposição e quando governo.

O trabalho apresentado pelos nossos quadros nas Secretarias de Trabalho e Renda, Assistência Social e Projetos Especiais se destacaram e chamaram a atenção de aliados e adversários. Além disso, com o apoio do deputado estadual Magno Bacelar, conquistamos o comando da Unidade Regional de Educação de Chapadinha, reivindicada desde o início da aliança estadual PT-PMDB.


Relações históricas

Consciente de que a eleição não será uma disputa entre candidatos, mas sim uma disputa entre grupos políticos, precisamos levar em conta a incoerência histórica que seria o PT se aliar ao grupo político comandado pelo ex-prefeito Isaías Fortes, sob qual governo sofremos diversos ataques e perseguições.

O atraso dos salários do funcionalismo público, por mais absurdo que fosse, era apenas um dos sintomas do caos instalado na administração municipal da época, tempo no qual o município estagnou economicamente e a política social se baseava no assistencialismo direto aos correligionários do poder enquanto a maior parte do povo vivia na miséria.

Se nunca havíamos nos aliados a nenhum dos dois grupos, a resistência ao grupo do ex-prefeito Isaías Fortes sempre foi muito maior e seria inexplicável politicamente uma aliança justamente quando o partido está aliado ao grupo oposto, ocupando espaços nos governos municipal e estadual.

A postura recente do partido fez com que vários companheiros tenham sido alvo de duros e levianos ataques de partidários da oposição, inclusive no campo pessoal, reforçando a avaliação de que nenhuma falha do governo atual justificaria politicamente uma aliança com a oposição.


2012-2016

Com a decisão partidária de não ter candidatura própria nas eleições deste ano, devemos focar na construção de uma candidatura petista forte para disputarmos a prefeitura de Chapadinha com chances reais de vitória em 2016. Essa construção não pode esperar, sob risco de chegarmos às próximas eleições na mesma circunstância que nos encontramos hoje.

Precisamos abrir o partido a novas filiações e aumentar nossa inserção nos movimentos sociais. Além de constituir instrumento estratégico para a classe trabalhadora, precisamos mobilizar a juventude nas lutas cotidianas por uma educação pública universal e de qualidade e a geração de emprego e renda com respeito ao meio ambiente. Devemos conquistar mandatos legislativos que se destaquem pelo modo petista de legislar em diálogo permanente com as bases.

A de se considerar que na eleição passada, as coligações proporcionais que apoiaram a candidatura de Danúbia Carneiro tiveram 40,76% dos votos, a coligação que apoiou Dr. Levi teve 22,57%, a coligação que apoiou Dr. Talvane teve 13,66% e a coligação que apoiou Joana Leal teve 0,74%, somando 77,73% dos votos válidos. Com 22,27% dos votos, a chapa da oposição conseguiu duas das dez vagas em disputa.

Na eleição deste ano, a oposição deve contar com quatro partidos (PRB, PTB, PRP, PTC) e o governo 14 partidos (PR, PSB, PV, PMDB, PDT, PPS, PSDB, PP, DEM, PSD, PSC, PSDC, PRTB, PHS). Com 15 vagas em disputa e isolada, a oposição deve alcançar três vagas (no máximo quatro, com o apoio do PT).

Assim, defendemos que o PT componha uma coligação majoritariamente formada por partidos de esquerda e centro-esquerda, sem vereadores no mandato e que proporcione a eleição de companheiros petistas para a Câmara Municipal.

Se quisermos construir uma Chapadinha mais justa e organizada administrada a partir de 2017 por um governo democrático e popular petista, não podemos nos atrelar a uma candidatura na qual não há espaço de decisão para forças que não fazem parte do núcleo do grupo político liderado pelo ex-prefeito Isaías Fortes.

Uma decisão do PT de aliança com o grupo do ex-prefeito Isaías Fortes iria na contramão do momento político que vivemos, visto que mesmo os partidos da chamada “3ª via”, com os quais já estivemos em vários outros momentos e que no início do debate pré-eleitoral eram simpáticos à candidata da oposição, já decidiram pelo apoio à candidatura do governo.

Mesmo conscientes dos erros (e dos acertos) da atual administração precisamos ter maturidade política suficiente para tomar nossa decisão pensando tática e estrategicamente no melhor caminho para o partido e para a cidade a médio e longo prazo.

Somados todos esses fatores às incertezas quanto à candidatura que será escolhida pela oposição na convenção oficial defendemos que o Partido dos Trabalhadores de Chapadinha apoie a candidatura a prefeito do deputado Magno Augusto Bacelar Nunes (PV).

9.6.12

Oposição manda militante armado para inauguração no interior

O acirramento da disputa política em Chapadinha teve novo episódio preocupante na manhã deste sábado. 

As reinaugurações da Unidade Básica de Saúde e da U.I. Rosa Maciel, no povoado São José, transcorriam normalmente com a presença de autoridades e da população local quando um militante do grupo de oposição, que filmara o evento, puxou um facão escondido na roupa, ameaçou um segurança do deputado e começou uma confusão que por pouco não terminou em tragédia.

Presente ao evento e ameaçado de morte pelo líder da oposição, o deputado Magno Bacelar, reconheceu o direito do militante filmar o que quisesse e tranquilizou o rapaz durante o seu discurso. "Pode filmar, rapaz. Filme e leve tudo pra Belezinha", sendo saudado com uma salva de palmas pelos presentes.


Tragédia anunciada

O acontecimento já seria preocupante isoladamente, mas o fato de ter ocorrido depois de ameaças de morte e o reconhecido temperamento violento de militantes que já agrediram padre e adversários políticos em praça pública deve nos deixar todos preocupados.

Os líderes dos grupos políticos devem controlar os seus militantes e instrui-los ao respeito aos adversários e a disputa democrática durante a campanha antes que ocorra o pior.


Update às 16:50: Segundo relato de membro da oposição, a arma que o rapaz portava era apenas uma faca e ele a teria levado apenas por precaução. O Blogue está a disposição para qualquer esclarecimento das partes e aproveita a oportunidade para repudiar qualquer agressão física, principalmente na disputa política.

7.6.12

Dulcilene dá entrevista pra negar troca e alfineta Isamara

Disputa nos bastidores até o último minuto

A empresária e pré-candidata a prefeita pelo PRB, Maria Dulcilene, concedeu sua primeira entrevista desde que o ex-prefeito Isaías Fortes inventou sua candidatura. 

A entrevista, concedida com exclusividade ao portal Local Notícias, começou reafirmando sua condição de pré-candidata e negando os boatos que correm a cidade dando conta que poderia "desistir" até a data da convenção oficial e ser substituída pela ex-candidata a deputada estadual Isamara Menezes. 

A palavra "desistir" foi colocada por bondade de quem a entrevistou. O corre a boca pequena é que o grupo estaria desistindo dela pela falta de habilidade na condução política e por não ter conseguido até agora agregar outras forças, um dos principais argumentos pelo seu nome dentro do grupo. Ela teria garantido ao grupo que levaria o PT e os partidos da 3ª via (clique aqui para ler a importância disso), mas, ao que tudo indica, rumam para o isolamento político.


Alfinetada

Tentando demonstrar firmeza na disputa interna, Dulcilene se refere a Isamara como "a candidata com o qual os adversários gostariam de disputar". Não me parece o estilo de afirmação da pré-candidata, geralmente insegura no que diz e medindo cada palavra para não falar besteira, mas os cursinhos feitos em São Paulo podem ter tido impacto inverso na preparação para a campanha.

Politicamente, não pegaria bem uma mudança de candidata a essa altura dos acontecimentos, até porque a empresária já investiu bastante na pré-campanha, mas também não pegou bem o rompimento de acordo com Vagner Pessoa e nem por isso eles deixaram de romper.

Pode tudo não passar de boato, mas o fantasma de mudança de candidatura resistirá até o final deste mês. Ou, como diria Flávio José, "pode acontecer tudo, inclusive nada".

6.6.12

Tem ladrão que fala em corrupção

"Ao renunciar à liberdade, o homem abre mão da própria qualidade que o define como humano"

(Jean-Jacque Rousseau)

Meus amigos, minhas amigas,

Mais uma vez sou obrigado a utilizar este espaço para responder acusações leviana dirigidas a mim por consequência da minha atuação política. Como já disse antes, a eles só resta tentar atacar, já que todo aquele favoritismo que sua candidata tinha há um ano começa a ruir com a chegada da campanha eleitoral. Não sou candidato a prefeito em 2012, não serei eu que derrotarei a candidata deles, mas desperto os instintos mais primitivos naqueles que se escondem atrás do discurso de combate a corrupção para defender a mentira, a truculência, o atraso... e a corrupção.

A tática do bando não é uma tentativa de me calar, eles sabem que não têm poder pra isso. O que querem é constranger outras pessoas para que ninguém mais, assim como eu, aponte os absurdos de quem fala em corrupção subindo no palanque no qual um ex-prefeito que quase foi cassado e hoje é inelegível dá as cartas.

A publicação de um suposto contracheque meu, desrespeitando a lei, o direito a privacidade e qualquer noção de jornalismo aceitável (na linha "Se as denúncias não condizem com a verdade, eles que provem") é apenas uma mostra do que o bando é capaz de fazer contra adversários se voltar a ter o comando da prefeitura de Chapadinha. 


Contracheque verdadeiro, assinado e datado
Valor bem abaixo do publicado pelo bando

Se a tentativa era me constranger, deram com os burros n'água. Eu tenho orgulho do meu patrimônio ser justificado pela renda declarada que eu tenho, não recebo um centavo por fora pra ficar o dia todo em blog's e facebook como uns e outros que querem dar lição de moral apontando exatamente um acerto. E vamos combinar que apoiador de Dulcilene deveria fugir deste debate sobre renda, patrimônio e "por fora" como o diabo foge da cruz.

A Secretaria Municipal de Administração já se pronunciou sobre o assunto e reafirmou a legalidade da Gratificação Especial de Desempenho, instituída pela lei 1.083, de 21 de janeiro de 2009, aprovada  por unanimidade nas comissões de Orçamento, de Justiça e em plenário pela Câmara de Vereadores, inclusive com voto favorável do vereador Marcelo Menezes e da então vereadora Raimundinha, pré-candidatos pelo grupo de oposição.

Se a lei, que nunca foi questionada mesmo há mais de três anos em vigor, é constitucional, a Justiça deve se pronunciar sendo instigada pra tal. De toda forma, o grave crime que cometi foi apontar a hipocrisia dos fariseus. E não vou parar. Não temo represália, violência física ou perseguição política. Só temo um dia servir de capacho como os babões que hoje me atacam.

O surpreendente é eles acharem que estão ganhando voto com a truculência contra adversários. Já disse em outro texto que metade dos apoiadores de Dulcilene a apoia só por causa do Isaías, a outra metade só apoia porque jura que ela não tem nada a ver com Isaías. Com o chegar da campanha ficará claro para toda a sociedade que ela é apenas uma laranja (ainda vem muita coisa sobre laranjal) do seu líder maior e que sua candidatura só foi inventada porque o chefe é inelegível e precisava uma candidata com dinheiro (única qualidade que ela supostamente tem). Isto, é claro, se até as convenções não houver alguma surpresa, como se comenta nos bastidores.

Ainda os incomodarei muito.

"Se eles se importam o suficiente para se incomodar com o que eu faço, então já estou melhor do que eles"

(Marilyn Monroe)

5.6.12

Dia Mundial do Meio Ambiente e Outras Coisas Mais


Por: Juvenal Neres de Sousa - Coordenador Executivo da ASA-MA

Nos últimos tempos esta data não tem mais como passar em branco. É o Dia Internacional do Meio Ambiente. Data comemorada no intuito de acordar a população de nosso planeta para pequenas coisas antes ignoradas, mas que são vitais para a sobrevivência desta e de futuras gerações. Mas também é uma data para reflexões e lembranças.

Falando em lembranças e Meio Ambiente, não poderia deixar de me recordar de uma pessoa intrinsecamente ligada ao tema de nosso título. Hoje em dia ele já anda pelas ruas da cidade, quase despercebido, e quando reconhecido muitos indagam se mudou da cidade.

Essa pessoa que falo chegou a Chapadinha no final do ano de 2006, trazido pela novidade que se instalaria na cidade e de certa forma mudaria os rumos da mesma. Visual estranho para os tradicionais logo causou estranheza, desconfiança de uns e observação atenta de outros.

Pessoa de personalidade forte, opinião bem esclarecida e de atitude, logo foi obtendo espaço político em Chapadinha defendendo os interesses da Universidade Federal do Maranhão, recém-instalada e que buscava seu espaço na educação da região.

Logo nós tornamos colegas de luta por melhores condições para a cidade através de ações educacionais, encontros e debates além de ações realmente com propósitos ambientais. Dentre os professores da Universidade foi o primeiro a abraçar as causas da desertificação e a defesa da entrada do Estado do Maranhão na região do semiárido. Estado nosso banido injustamente da região por atos políticos e estudos direcionados.

Mesmo ligado ao Meio Ambiente e suas causas, nunca deixou a educação de lado, sabendo ele que sem ela a causa estaria vencida. Instalou e coordenou com alguns professores o primeiro cursinho gratuito na cidade que tinha 150 alunos cadastrados dos quais obteve naquele ano um número considerável de aprovações, aproximadamente 62%. Para época seriam números maravilhosos já que a Universidade era uma realidade educacional distante para muitos.

Não contente, realizou estudos para entender porque da dificuldade do alunado da região em adentrar a Universidade e constatando o obvio, o baixo nível de instrução de nossos jovens na época. As escolas municipais e estaduais não estavam preparadas para esta nova realidade.

Vieram as eleições e novamente com visão e senso de educação e conhecimento mediou os primeiros debates com os candidatos a prefeito na época. Um marco democrático elogiado pelos promotores de então, e mostrando para população que política é coisa séria e política públicas não são ainda de conhecimento de muitos de nossos políticos.

Esse jeito sincero e objetivo também lhe trouxeram problemas. Ameaças de morte quando defendia em cima do trator da Universidade as terras que pertenciam a todos e também inimizades políticas além de agressões covardes e infundadas. Como ele mesmo diz “nunca briguei, somente apanhei...”. Mas o reconhecimento também apareceu. Foi indicado para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Cargo que fez com que abandonasse a dedicação exclusiva à Universidade e se dedicasse ao Município.

Com ideias inovadoras e impactantes, logo vieram as mudanças. Muitos estranharam quando no primeiro aniversário da “Princesa do Baixo Parnaíba”, na nova gestão municipal, em vez de shows e comemorações tradicionais o município, através de todos, plantou, distribuiu mudas de árvores do cerrado e acordou para o Meio Ambiente. Festa única e histórica para essa cidade, pois desde então nunca foram distribuídas tantas mudas de árvores. Mais de 5.000 mudas não só aqui como em várias cidades da região. Também tivemos uma semana de Meio Ambiente naquele ano com palestras, apresentações, mesas redondas e claro uma bela festa de confraternização final que reuniu diversas pessoas e secretarias de meio ambiente de outros municípios.

Por ações e críticas ao próprio governo e sobre hábitos da população, além da insatisfação de muitos vereadores com suas palavras ferrenhas, logo deixou o governo municipal. Descontentamentos estes que pelo menos fizeram com que hoje se tenha uma lei ambiental, o Ipê é arvore símbolo de nossa cidade, ato dos vereadores para o Meio Ambiente. Depois disso mais nada foi feito pelo Meio Ambiente de nosso município. Não é uma crítica aos seus sucessores, somente uma realidade.

Desgostoso com a política mudou de ares e voltou seu foco para a nossa capital, mas nunca deixando de lado nossa querida cidade. Continuou lecionando na Universidade, recebendo críticas como sempre de companheiros e alunos, mas nunca desviando seu foco de buscar para região coisas maiores.

Em São Luís suas capacidades foram logo reconhecidas. Atuou em 75% dos projetos de engenharia do “Programa de Aceleração do Crescimento” aplicado para a melhoria de vida das pessoas que vivem as margens do Rio Anil. Autor de vários projetos de engenharia importantes para o desenvolvimento de nossa capital e do estado.

Na virada de 2009 para 2010 um susto acometeu meu amigo. Um câncer que venceu com naturalidade e seriedade que só ele mesmo para ter. Ficou seis meses afastado da cidade em seu tratamento, voltando já em momento único de democracia: as eleições para diretor na UFMA. Conduziu com destreza o processo eleitoral sendo presidente da mesa. Mas quando acho que ele já fez muito, vem e surpreende a todos com mais feitos e ações que muitos políticos e amadores de política possam imaginar.

Atualmente além de suas aulas na Universidade Federal do Maranhão em Chapadinha, nosso forasteiro projeta mudanças para a economia estadual. Acreditem! Não é brincadeira. Chamado pelo Secretário Estadual de Meio Ambiente pessoalmente, o professor, como era apelidado aos quatro cantos de nossa cidade exerce a função de Supervisor na SEMA-MA. Trabalhando com Pagamentos por serviços ambientais tais como ICMS ecológico e ICMS Verde e outras medidas que quando implantadas irão modificar a gestão pública de vários municípios e do estado no intuito de realmente termos ações em pró do Meio Ambiente.

E tem mais! Com sua cabeleira e barba por fazer será uns dos membros que representarão o Estado no Maranhão no “Maior Evento de Meio Ambiente do Mundo”, a “RIO +20” que será realizado no Rio de Janeiro no mês corrente como também o único a levar o nome de Chapadinha para um evento deste porte. Não só como representante, mas em mesas redondas e debates como também atuou na preparação dos documentos que serão entregues no evento como as famosas “Carta da Amazônia”, “Carta do Cerrado” e Ações de Combate a Desertificação.

Nesse dia de hoje, em prol do Meio Ambiente e iluminando a memória de muitos críticos e políticos de nossa cidade, meus sinceros parabéns ao meu amigo e professor Telmo José Mendes que aniversaria nesta data. E que um dia nossa cidade possa te reconhecer por seus serviços prestados e continue assim, andando despercebido, defendendo seus ideais, o estado que te acolheu e a cidade que chegou para mudar e crescer. Parabéns!!! São meus sinceros votos! 

1.6.12

Oposição acusa o golpe e procura discurso

Foto: CN1
A nova etapa de asfaltamento no município (Rua do Comércio, Rua Cunha Machado, Rua Sebastião Archer e principalmente o trecho da av. Ataliba Almeida em frente ao cemitério Sozinho) deu novo ânimo à administração municipal.

Os oposicionistas de plantão sentiram o baque e depois de um momento atordoados com o avanço governistas tentam desqualificar os benefícios que chegam à comunidade e buscam uma pauta negativa para voltar ao ataque.

Depois de alguns telefonemas e conversas pelo chat do facebook decidiram dar crédito ao governo Roseana pelo asfalto que vem sendo colocado na cidade. Não deixam de estar certos. Quem conhece administração pública sabe que município não tem recursos suficientes para asfaltar tantas vias ao mesmo tempo. Agora eu quero ver eles convencerem o povo que a administração municipal não tem mérito por conseguir as verbas com o governo estadual por meios das emendas do deputado Magno Bacelar.


Abono

Quanto à pauta negativa, a professora Jane Andrade já deixou claro que o grupo oposição ligada ao ex-prefeito Isaías Fortes, que hoje aparelha um certo sindicato, vai tentar bater no governo pedindo que seja pago abono salarial aos professores da rede pública municipal. Vão dar com os burros n'água de novo.

Em diálogo com membros do Partido dos Trabalhadores, que participam da administração municipal, a prefeita Danúbia Carneiro afirmou que já orientou a secretária de Educação, professora Enir Ferreira, a viabilizar junto com a equipe de contabilidade e jurídica a concessão do benefício. "A professora Enir me alertou do recurso que o município recebeu em abril e nossa equipe técnica já está estudando a viabilidade do abono. Não sei porque querem criar disputa política em tudo. Isso é até um desrespeito com os próprios professores", disse em conversa com o blog hoje de manhã.


Em ano eleitoral

Eles reivindicam abono salarial. Se o abono for pago dirão que é medida "eleitoreira".


Em ano não eleitoral

O governo municipal pagou R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais) de abono salarial para o professores no ano passado. Para os professores que possuem duas matrículas o valor foi de R$ 4.800,00 (quatro mil e oitocentos reais).


Angústia oposicionista

Lula havia chegado ao segundo turno das eleições de 1989 e depois do impeachment de Collor caminhava pra ser eleito presidente quando foi lançado o Plano Real. O que fazer? Criticar o plano que estabilizou a economia brasileira? Defender a maior bandeira do seu adversário, Fernando Henrique? Mesmo com a realização da Caravana da Cidadania, Lula ficou sem discurso naquela campanha e perdeu a eleição ainda no primeiro turno.

É angustiante ser oposição quando o governo acerta.

30.5.12

A força da imagem do PT


Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.
Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.
Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado.
Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.
Seria possível imaginar que essa taxa é conseqüência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar.
Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.
O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão.
Entre os três, um padrão semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele.
Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido, 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro - e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.
A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se "simpatiza", "antipatiza" ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre "muita" e "alguma simpatia", temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam "alguma" coisa ou "muito" com ele.
Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. E simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos do PM DB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.
Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido "moderno" (ante 14% que o acham "ultrapassado"); 70% entendem que "tem compromisso com os pobres" (ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que "busca atender ao interesse da maioria da população" (ante 15% que não acreditam nisso).
Até em uma dimensão particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que "cumpre o que promete" (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.
Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação "positiva na política brasileira" foi de 57% a 66%.
A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase "O PT ajuda o Brasil a crescer", proporção que foi a 72% neste ano.
O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.
Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa.
Há, é certo, quem não goste dele - os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.
Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada "grande imprensa" - demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas - é um saldo muito bom.
E com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo. Conseguirá?
Marcos Coimbra
Artigo publicado na revista Carta Capital

27.5.12

A retórica fácil que tira a lógica da política

Dois ex-governadores com o apoio
de Sarney hoje falam da "oligarquia"
A entrada de Zé Reinaldo Tavares na administração municipal comandada pelo tucano João Castelo só reforça sua postura anti-PT e anti-Lula, fator determinante para que o Diretório Nacional do PT tenha decidido pela anulação do encontro estadual que decidira pelo apoio à chapa Dino-Reinaldista nas eleições de 2010.

Esta postura poderia até ser dissimulada, afinal, Tavares é filiado a um partido que faz parte da base aliada e, para não perder voto no estado que deu a segunda maior votação proporcional para Dilma, sua atuação contra o projeto petista se dá geralmente nos bastidores e não sob os holofotes, apesar de ele ter declarado apoio a José Serra no segundo turno da eleição presidencial.

Agora que está tudo as claras Flávio Dino não pode mais ficar se fazendo de "João sem braço". Concorda com a "opção pelo atraso" ou romperá com seu tutor político? Deixando a retórica fácil de lado, o caminho natural seria o líder do PCdoB refutar aproximação com PSDB e, em não sendo candidato, declarar apoio ao petista Washington Luiz, de quem é amigo pessoal.

Mas não, isso não vai acontecer porque Washington é o "candidato de Sarney", mesmo discurso surrado do qual Flávio Dino foi vítima quando disputou a prefeitura em 2008 contra Castelo e com o apoio do PT. E essa retórica fácil tem mais peso na política maranhense do que qualquer debate real sobre os problemas e suas soluções a bem da população do estado e da ilha.

Mais até do que o governo Jackson Lago, eleito graças ao abuso de poder político do então governador Zé Reinaldo, Castelo vem deixando mais do que claro na prefeitura da nossa capital que ser contra Sarney não faz de ninguém bom gestor. Ser "anti-Sarney" significa muito pouco além de um discurso que mantém a relevância de metade da classe política maranhense.

23.5.12

Os grandes disputarão, os menores definirão (de novo)



Apesar de uns e outros cantarem vitória a esta distância da eleição, é bom olharmos para trás e ver o que o passado nos deixou de lição política.

No período pré-eleitoral de 2008, lideravam as pesquisas de intenção de voto Dr. Levi Pontes (ex-PDT) e Dr. Talvane Hortegal (ex-PT). 

Além de ser filho do lendário Antônio Pontes de Aguiar, Dr. Levi contava com o apoio do governo Jackson Lago, a simpatia do empresariado e da classe média, e pose de quem venceria as eleições dando continuidade apenas aos acertos do grupo com o qual rompera havia pouco tempo.

O então-neo-e-já-ex-petista Talvane Hortegal disputava a dianteira nas pesquisas e fez o PT crer que o mau desempenho da candidata governista, Danúbia Carneiro, faria com que a família Sarney obrigasse o então prefeito, Dr. Magno Bacelar, a apoiá-lo.

Para quem analisa política superficialmente parecia tudo bem definido para a disputa ficar por aí, afinal, o eleitorado estava cansado dos dois grupos tradicionais da política chapadinhense, não é mesmo? Não é mesmo!

Os dois candidatos juntos não somaram 15% dos válidos apurados e a disputa se polarizou entre Isaías Fortes (43,1%) e Danúbia Carneiro (41,9%), os candidatos que tinham grupo político. E permita-me, caro leitor, recorrer ao negrito e às letras maiúsculas para frisar uma obviedade que às vezes parece passar despercebida. A ELEIÇÃO NÃO É UMA DISPUTA ENTRE CANDIDATOS, MAS SIM UMA DISPUTA ENTRE GRUPOS.

Assim, quando se opta por candidato A ou B, deve-se prestar bem atenção em quem o rodeia, afinal é com eles que o candidato vai governar.


Quem decidiu, poderá decidir de novo

Apesar de nenhum dos dois terem tido força suficiente para polarizar a campanha, as candidaturas de Dr. Levi (PDT) e Dr. Talvane (PT) foram determinantes para o resultado final da eleição.

Mesmo tendo tido a menor votação proporcional de todas as vezes que foi candidato a prefeito (apenas 43%), Isaías Fortes foi o mais votado e só não é prefeito de Chapadinha hoje porque (como até o reino mineral sabia, menos Edson Vidigal) ele era inelegível. 

Da mesma forma, o PT e os partidos da chamada 3ª via*, mesmo não tendo musculatura para disputar a eleição tendo candidatura própria com chances reais de vitória, serão determinantes para o resultado final da eleição.

A se confirmar a aliança de ambos com a candidatura governista, esta sairá com vantagem na hora do pega pra capar, afinal, é difícil imaginar que qualquer um dos grupos logre êxito em condição de isolamento e com todas as demais forças políticas do município unidas do outro lado.

De qualquer forma, a disputa será acirrada e, pelo que se vê até agora, sem nenhum debate sobre proposta de governo, principalmente por parte de quem se diz a mudança.



*PT e 3ª via deveriam ser uma coisa só

19.5.12

Juventude de Chapadinha abraça ginásio pedindo conclusão de obra

Jovens mobilizados com a proteção da Polícia
Militar e da Guarda Municipal

As atividades culturais e esportivas deste 18 de maio, dia do combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, contaram também com uma manifestação dos jovens chapadinhenses pedindo a conclusão e entrega à sociedade do ginásio esportivo construído pelo governo do estado, cuja obra se arrasta por inacreditáveis 22 anos.

Sob comando do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e do Comitê Juvenil e com o apoio das Secretarias Municipais de Educação e Assistência Social e da Unidade Regional de Educação, os jovens participaram do 1º Circuito Esporte e Cidadania, na Praça do Povo, com jogos de salão, várias atividades esportivas, apresentações de dança e brincadeiras infantis.

Os jovens aproveitaram a oportunidade para ir até o ginásio esportivo e dar um abraço simbólico chamando a atenção para a necessidade de espaços públicos para a atividade esportiva. O ato foi uma demonstração de que é possível mobilizar a sociedade em  manifestações ordeiras e sem cunho partidário em benefício da sociedade.

Mais informações sobre as atividades aqui.

Foto: Adarildo

15.5.12

As opções do PT de Chapadinha

É lamentável, para o partido e para a cidade, que o PT de Chapadinha não tenha consigo viabilizar uma candidatura própria para as eleições de outubro. Poderíamos colaborar com o debate e disputar pra valer se tivéssemos mobilizado as entidades da sociedade civil organizada, a academia e a juventude do campo e da cidade em debate sobre o modo petista de governar e sua adequação à realidade local.

O cenário para esta construção já era por si só adverso e foi piorado por graves erros táticos. A consequência é que o partido definirá seu caminho numa conjuntura fortemente polarizada entre os dois grupos tradicionais da política local.

O mais coerente seria a manutenção da aliança com o governo, visto que o partido participa da atual administração, contou com o apoio do deputado Magno Bacelar para comandar a Unidade Regional de Educação e teria condições, a depender da formação das coligações proporcionais, de eleger dois ou até três vereadores, feito que seria histórico. 

Mas as coisas não são tão simples assim (se fossem, não seria o PT). Há quem defenda, ainda envergonhadamente, a aliança com o grupo Isaías-Dulcilene. Além de ser difícil explicar para o eleitor tamanho cavalo de pau na trajetória a esta altura do debate, o cenário da disputa proporcional não é nada animador para a oposição. 

Se há quem apoie aliança com Isaías-Dulcilene, há também a possibilidade do partido apoiar a candidatura do ex-deputado Vagner Pessoa. Por que não?

No meio de tudo isso, a bem de se evitar o desgaste interno, cresce a possibilidade de o partido não apoiar formalmente nenhuma candidatura majoritária, liberar os candidatos a vereador e sua militância para apoiarem quem achar melhor e focar na disputa proporcional. Essa opção, contudo, tiraria do partido a possibilidade de emplacar a vice de alguma das chapas e um dos seus principais trunfos na negociação política, o tempo de rádio concedido ao candidato a prefeito apoiado pela legenda é o maior de todos os partidos.

Alguém ousa apostar qual será o caminho escolhido?

5.5.12

Não se Prende Cachorro Esfomeado com Linguiça!


Por Pe. Manuel Neves

"Este ano (fique sabendo!), vai haver
fiscalização mais cerrada e secreta!"
Bengala de cego vai para onde a puxam. Isso é uma verdade. Mas isso é bengala de cego, não esqueça! Agora, ser humano não pode ser como bengala, porque tem cabeça própria para pensar. Qualquer pessoa pode trocar de chapéu ou de capacete. Mas de cabeça, nunca! Quem anda por cabeça alheia é piolho. E não tem vida sossegada! É perseguido com insistência!

Isto vem a propósito do esforço que cada um de nós deve fazer para ser livre e poder pensar. Ninguém devia querer abandalhar sua liberdade, nem preferir os interesses dos outros aos seus, se legítimos. Temos que aprender a refletir, não sermos ingênuos, superficiais... Precisamos saber conquistar o espaço da nossa liberdade, investir nos nossos interesses, colocar a cabeça a funcionar. Ter sentido crítico! Para isso, ter uma direção, um sentido de vida, não acreditar em qualquer ideia que nos é exposta. Quem troca a sua liberdade pela oferta de uns reais ou vende seus legítimos interesses a outrém (seja pelo que fôr!) ... é um ser diminuído, apequenado, precisa de se dignificar, de ganhar honra e ser gente. Sim, ser gente e não canalha inverme! Não andar ao sabor do vento, porque pode ser atingido pouco depois por algum forte vendaval.

Vai começar o tempo da Vai campanha eleitoral. Inclinar-se por este ou aquele candidato, deixar-se amarrar por promessas, optar por um representante seu para governar e satisfazer a seus anseios... não é brincadeira. É uma enorme responsabilidade! Merece estudo. Pede reflexão. Isto para quem tem cabeça e é gente!

Quem nunca fez nada pelos outros, só pensou em si e em aumentar seu patrimônio... não merece nossa confiança. Quem sempre abandonou o bem comum e preferiu seus interesses... deve ser rejeitado. Não se amarra cachorro com lingüiça. Cachorro gosta de carne. Não vai poupar a lingüiça. Quem gosta de amontoar dinheiro e não consegue ter alegria em ajudar os outros, quem só busca prestígio individual... é indigno de nossa confiança.

Precisamos botar olho na Câmara e demais cargos públicos e não nos enganarmos na escolha. Há quem faz da mentira um habilidoso processo para conquistar votos e da política um refúgio de incompetentes. Vão pipocar ofertas de todo o jeito. Porquê só agora, este ano, prestes a chegar as eleições!? Favorzinhos não se pagam com voto. Vender seu voto, trocar seu voto por jeitinho individual... é crime. Dá cadeia e perda de direitos. E este ano (fique sabendo!), vai haver fiscalização mais cerrada e secreta! Já tem “ficha suja” de candidato. Vamos evitar a “escolha suja” de eleitor. E não esqueça: não se prende cachorro esfomeado com lingüiça! Entregar os cofres públicos a quem só sabe puxar para si? – Olhe o que vai acontecer!




Comentário nosso: Ótimo texto do pároco. O engajamento da igreja (e toda sociedade, claro) no combate à corrupção eleitoral é essencial para não permitirmos que nossa democracia seja desviada. Ainda sobre o assunto leia "Desafio 2012: Renovar as práticas".

A fofoca estraga com grandes amizades na Política de Chapadinha

Por: Júlio "Foguinho"


Começou a Campanha eleitoral em Chapadinha, e as fofocas ganham grandes repercusão nas conversas de boca a boca.

Os grandes amigos muitas das vezes fazem partes de grupos opostos ou no mesmo grupo que tem uma campanha limpa ou suja. 

Os fofoqueiros ou os famosos leva e traz, muitas das vezes falam o que não deve e acabam estragando uma boa amizade por motivo de política, que é passageira, e os verdadeiro  amigos são para sempre ou ater a amizade durar.

O recado é que nunca faça um fofoca sem provas ou sem fundamento, porque você pode até fazer bem para para Aou B, mas com isso estragar uma boa amizade que foi construída com muito sacrifício.

Não troque os verdadeiros amigos por palavras maldosas sem fundamento, isso pode prejudicar muita gente e acabar com um grupo de amigo.

As brigas já causaram muitos estragas no meio político, e parece que os fofoqueiros de plantão já começaram a atuar para levar e trazer notícias sem fundamentos.

Os políticos são inimigos durante a política ou quando está perto um do outro, mas quando as eleições passarem começam a conversar ou a formar um grupo forte, se tornando grandes aliados, e aqueles que procuraram a fazer fofoca serão os últimos a serem vistos, ou talvez não vai passar de mero fofoqueiro, com  amizades estragadas ou destruídas.

No final  quem ganha a eleição é só alegria.