27.9.11

A tragédia e o vale-tudo

Ainda enlutado pela tragédia que vitimou os nove chapadinhenses no acidente em Vila Nova dos Martírios (MA), escrevo algumas linhas sobre o comportamento humano diante do estado de crise.

Antes, faço um testemunho. Estive na região do acidente durante a campanha eleitoral do ano passado acompanhando meu então candidato a deputado federal, Raimundo Monteiro, e quase sofremos um acidente próximo a São Pedro D'água Branca. Posso, portanto, atestar que as rodovias dali, como de quase todo o Maranhão, são perigosas e o risco é dobrado pela inoperância do poder público e pela imprudência dos condutores.

Dito isso, sigo ao tema principal do texto.

No momento em que aconteceu o acidente, na sexta-feira, estava em São Luís (MA) e recebi uma ligação da assessoria da prefeita desmarcando o compromisso que teríamos no sábado e informando que ela estava a caminho do local do acidente. Só a noite tive detalhes do ocorrido pela internet. 

A prefeita Danúbia Carneiro e a vereadora Francisca Aguiar foram pra Imperatriz e Açailândia, só com a roupa do corpo, e trabalharam agilizando o processo de liberação dos corpos, que haviam ficado horas expostos no local no acidente, no asfalto, sob sol quente. 

Além de uma ação de humanidade, Danúbia agiu de acordo com o cargo que ocupa hoje. Como autoridade máxima de Chapadinha, fez o que estava ao seu alcance para que o momento de dor dos familiares e amigos das vítimas não fosse ainda maior.

Porém, por mais incrível que pareça, há quem tente utilizar uma situação dessas como instrumentos da luta política. Com acusações de que ela teria "procurado mídia" e textos afirmando que "político só aparece quando tem tragédia, e buscando benefício próprio". 

Ora, me parece um tanto quanto óbvio que as autoridades públicas não podem se omitir nos momentos de crise, que devem estar presentes e agir com a tranquilidade e a firmeza necessária de cada momento. 

É lamentável a postura de quem ataca seu adversário indiscriminadamente ignorando até o momento de dor e luto da cidade. Por mais que seja bom fazer campanha, há momentos em que todos temos que descer do palanque e nos desarmarmos da disputa política, até porque não é crível que este tipo de postura renda lucro eleitorais. Mas mesmo se rendesse, mesmo que fosse necessário este tipo de artimanha para vencer uma eleição, melhor seria uma derrota que demonstrasse grandiosidade política e polidez moral. 


A cobertura jornalística

Se, num momento como esse, é repudiável o vale-tudo político, também não se deve utilizar de todas as armas em nome de audiência. 

Ser jornalista é tarefa difícil e noticiar um evento que ocorreu a mais de mil quilômetro com uma cidade toda ávida por qualquer informação é um verdadeira desafio, no qual a tarefa mais difícil é escolher o que publicar e o que não publicar. Infelizmente, vários dos meus diletos colegas blogueiros falharam nessa tarefa. 

Publicar fotos de pessoas mortas, com seus corpos em estado de decomposição, vídeos de pessoas dilaceradas e agonizando sem socorro é desrespeito aos falecidos e ao direito de privacidade.

Se a única meta for a audiência ou, poderá defender outro, "dar ao público aquilo que ele quer ver", pois bem, mas para uma convivência civilizada é necessário o respeito ao próximo e aos direitos individuais, incluído aí o direito a privacidade, com o agravante dos indivíduos estarem em circunstância de máxima vulnerabilidade. 

Num contexto onde não é mais necessário o diploma para exercer o jornalismo, qualquer pessoa pode criar o seu espaço virtual para divulgar o que bem entender e não há regulamentação da mídia, precisamos refletir melhor sobre o papel, a importância e a responsabilidade dos jornalistas e/ou blogueiros.

21.9.11

Eduardo Braga fala sobre decisão do PT de continuar com o governo municipal

Do blog Interligado



O secretário de Assistência Social do município, o petista Eduardo Braga, concedeu entrevista ao nosso blog falando sobre a reunião que ocorreu na noite dessa segunda-feira, 19, entre os membros do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), que culminou na decisão pela reafirmação da aliança do partido com o governo Danúbia Carneiro.

Iniciei nossa conversa perguntando: - O que você achou da decisão de permanência do PT no governo municipal?

EDUARDO BRAGA – Avalio como acertada a decisão. O acordo do partido com a prefeita e com o deputado Magno Bacelar, foi firmado com base em 07 pontos de uma pauta de reivindicação. Nesses 06 meses houve avanços, mas ainda há a cumprir.

BLOG - Quais seriam esses avanços e o que precisa melhorar?

EDUARDO BRAGA – Posso citar como exemplo o Fundo da Infância e Adolescência (FIA), que recebia mensalmente 0,1% dos recursos do Fundo de Participação do Município (FPM). Nós pedimos à prefeita que esse índice fosse ampliado para 0,5%. Através do diálogo interno no governo conseguimos que o repasse aumentasse para 0,3%. É o ideal? Não, mas foi um avanço. Além da estruturação da agência do Sine (Sistema Nacional de Emprego), que foi realizada, e do fortalecimento dos Conselhos Municipais, que está em curso.

BLOG - O principal argumento de quem defendia a saída do PT do governo municipal era a falta de autonomia dos secretários petistas e a falta de transparência do governo. Como secretário e membro do partido, o senhor concorda com esse posicionamento?

EDUARDO BRAGA – Esta é a primeira experiência como gestores públicos dos dois secretários indicados pelo PT. Portanto, era necessário um período de conhecimento e aprendizagem antes de termos a autonomia necessária. No que tange a transparência, eu acredito que o público deve ter pleno acesso a todas as receitas, aos gastos, aos contratos e às questões funcionais de toda a administração pública.

BLOG - O senhor era uma das pessoas que defendia a permanência do PT no governo. Que argumentos foram usados para convencer os demais membros dessa necessidade?

EDUARDO BRAGA – Veja bem, durante esses 06 meses nós estivemos cortando gastos, entregando prédios alugados, renovando contratos, comprando materiais, enfim, arrumando a casa (Secretaria de Assistência Social – SEMAS), e agora que nós teremos as condições de mostrar muito mais trabalho, romper seria desperdiçar uma grande oportunidade de mostrar serviço e a contribuição do PT para o município.

BLOG – O senhor acha que essa decisão é definitiva ou ainda há possibilidade de ser revestida?

EDUARDO BRAGA – Como disse anteriormente o que fizemos foi um acordo. Enquanto a prefeita cumprir com o que ela se comprometeu, nós manteremos e reafirmaremos a aliança. E, convenhamos, não tem sentido sair no momento em que o governo vem melhorando.

BLOG – Há rumores de que pessoas ligadas a grupos de oposição tentaram influenciar o rompimento do PT com o governo municipal. O senhor tem conhecimento disso? Foi demonstrado esse tipo de sentimento por aqueles que defendiam essa saída do governo?

EDUARDO BRAGA - Não foi demonstrado e eu não acredito nessa possibilidade. A saída do PT seria negativa para o governo, e portanto, é natural que quem é contra o governo espere esse rompimento, mas eu acredito que isso não influência os companheiros. Acontece que o PT é um partido vivo, democrático, com uma militância orgânica, que se reúne, debate e é natural a divergência interna. O importante é nos manter unidos e fortalecer o PT também no nosso município.

BLOG – Até essa aliança com o governo municipal o PT era tido como um partido de extrema esquerda. O senhor acha que esse período foi o suficiente para quebrar certos tabus?

EDUARDO BRAGA – O PT é e sempre será um partido de esquerda. A melhor definição foi a que o ex-presidente Lula deu no último congresso nacional do partido: “O PT é milhões e milhões de pessoas no anonimato, fazendo política e querendo mudança”. Agora desde a eleição do ex-presidente Lula que foram quebrados alguns paradigmas. O PT compreendeu que muitas vezes é necessário fazer alianças para se fortalecer e ocupar espaços para implementar políticas públicas com a cara do partido, e é isso que nós queremos para Chapadinha.

Antenor Ferreira

18.9.11

Avanços em prol da Reforma Política



As iniciativas do PT do ex-presidente Lula são a prova mais evidente de que continuamos quase como a única força política realmente interessada na luta pela reforma política, fonte principal da corrupção no país. Agora que Lula se reuniu com os partidos aliados - PC do B, PSB e PDT - para acertar um projeto mínimo de reforma política viável e com condições de ser aprovado na Câmara dos Deputados, é possível dizer que avançamos.

As medidas em pauta nesta última reunião não exigem emenda constitucional e quórum qualificado. As principais propostas acordadas dizem respeito ao financiamento público e o voto misto em lista e nominal. Houve progressos, ainda, em outras importantes propostas. As quatro bancadas – PT, PC do B, PSB e PDT – acertaram que irão defendê-las no Congresso.

Também houve consenso sobre a defesa da redução do mandato de senador para 4 anos (a partir de 2018) e a idade mínima de 35 para 30 anos. No caso do mandato de deputados, a  redução acordada permitiria que assumissem seus cargos aos 18 anos. Ficou decidido, também, a defesa pela mudança da data das posses (para 5, 10 e 15 de janeiro) e que cada senador tenha apenas um suplente. O critério aprovado seria indicar o candidato a deputado mais votado do mesmo partido e Estado do senador.
Fim das coligações proporcionais

Outros pontos comuns são a defesa do fim das coligações em 2016 - uma aberração bem brasileira - e do aumento da participação popular. Nesse sentido, os partidos querem a redução da exigência de coleta de assinaturas de 1 milhão para 500 mil. "Não é simples construir consensos, mas acho que avançamos", afirmou Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB.

"Houve muitos consensos entre nós, o principal deles é o financiamento público exclusivo de campanha, que é a melhor maneira de combater a corrupção", acrescentou Rui Falcão, deputado estadual em São Paulo e presidente nacional do PT.

Chama a atenção a baixa divulgação da mídia, que parece não se interessar pelo tema, a não ser para defender o voto distrital, fazendo campanha, como o faz abertamente a revista Veja.

Pinheiro 2012: César Soares é pré-candidato a prefeito pelo PT


O dirigente municipal do PT de Pinheiro, César Soares, informou ao blog que apresentará o seu nome ao conjunto do partido e à sociedade pinheirense como pré-candidato a prefeito da cidade.
Segundo o petista, a cidade de Pinheiro precisa de uma candidatura alternativa à polarização entre o o atual prefeito José Arlindo e Filuca Mendes, e também a grupos que já tiveram a sua oportunidade administrar a cidade e não foram aprovados pela população, numa referência aos grupos liderados por Zé Genésio e Pedro Lobato, ambos ex-prefeitos da cidade.
“Irei apresentar o meu nome ao partido e à sociedade de Pinheiro enquanto candidatura alternativa para a cidade. Pinheiro não pode ficar refém da polaridade entre o atual prefeito José Arlindo e o ex-prefeito Filuca Mandes, bem como a outras candidaturas sustentadas por lideranças que já administraram a cidade e não forma aprovados pela população. Pinheiro precisa de renovação, mas uma renovação com algúem que tenha, além de experiência política, experiência administrativa”, disse.
Para Soares, o PT tem obrigação de ao menos discutir a possibilidade de ter candidatura própria em Pinheiro, já que o partido tem história na cidade, um boa base social, penetração em setores populares importantes como pescadores, quilombolas, trabalhadores rurais, além de setores do empresariado local. Na avaliação do petista, esses fatores ajudam na construção de candidatura do PT, que poderá explorar na campanha de 2012 as conquistas do governo Lula e os avanços nas políticas sociais comandadas pela presidente Dilma.
“O PT tem história na cidade. Já fomos candidatos a prefeito em 2004 e fizemos uma boa campanha mesmo enfrentando todas as dificuldades possíveis, mas mostramos a nossa força e capacidade de mobilização. Hoje estamos mais maduros e experientes, além da força poítica do PT a nível nacional através do sucesso que foi o governo Lula e os avanços nas políticas sociais do governo Dilma. Esses fatores obrigam que o PT ao menos abra o debate sobre a possibilidade de candidatura própria em Pinheiro”.
PERFIL
César Soares (41) é casado, pai de quatro filhos, funcionário de carreira do Banco do Brasil, cursou Filosofia na UFMA e atualmente é também acadêmico de Direito. Exerceu ainda vários cargos na administração pública municipal e estadual, tais como: Chefe da 8ª CIRETRAN Pinheiro-MA; Supervisor Financeiro do FUMACOP/SEPLAN; – Assessor Sênior da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio; – Auditor da Assembleia Legislativa do Maranhão; Assessor Especial Presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Concorreu a prefeito de Pinheiro (2004), deputado estadual (2006) e vereador por Pinheiro (2008), onde elegeu-se primeiro suplente.
Nas eleições de 2008, além de candidato a vereador, César Soares teve papel relevante na construção da “Frente de Libertação de Pinheiro”, tornando-se um dos principais coordenadores da campanha de Dr. Léo Castro a prefeito da cidade, naquele ano.

12.9.11

Mais de mil beneficiários do Bolsa-Família devem realizar sua revisão cadastral até 31 de outubro


Central de cadastro e atualização de dados dos beneficiários
A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) recebeu do governo federal a lista dos 1.137 cadastros no Programa Bolsa-Família (PBF) que deverão realizar sua revisão cadastral até o próximo dia 31 de outubro. Aqueles que não atenderem o chamado terão benefício bloqueado já no mês de novembro e, permanecendo sem revisão, terão o benefício cancelado em janeiro.

Setor de triagem dos beneficiários
Há três possibilidades para a inclusão do beneficiário na lista. Falta de revisão cadastral, aumento de renda ou óbito.

Falta de revisão cadastral: Todos os beneficiários devem atualizar suas informações junto ao Cadastro Único (CadÚnico), pelo menos, de dois em dois anos para comprovar que continuam respeitando as condicionalidades do programa tanto na área da Educação (filhos matriculados e frequentes na escola) quanto na área de Saúde (acompanhamento do Programa Saúde da Família);

Usuários a espera de atendimento
Aumento de renda: O PBF tem como público alvo famílias com renda de, no máximo, R$ 140 reais por pessoa. As famílias que têm renda superior a R$ 140 por pessoa deixam o programa dando lugar a quem precisa mais.

Óbito: Quando o responsável familiar falece, a família deve informar a Secretaria e alterar a titularidade do benefício.

Para o secretário municipal de Assistência Social, Eduardo Braga, esta é uma notícia boa, porém preocupante. "Nós ficamos preocupados porque não queremos que nenhuma família que realmente precisa fique sem o Bolsa-Família, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade para que pessoas que não se encaixam no perfil do programa saiam do cadastro dando lugar para quem realmente precisa", afirmou.


A Secretaria de Assistência Social informa que manterá o atendimento aos beneficiários nos períodos matutino e vespertino (inclusive no horário de almoço) para que todos possam fazer a devida revisão cadastral e disponibilizará a lista completa nos Postos de Saúde da Família (PSF's), nos Centro de Referência da Assistência Social (Cras's), na prefeitura e pelo blogue da secretaria: http://www.semaschapadinha.com.br/

ASCOM/SEMAS

9.9.11

Defesa do ex-ministro José Dirceu entrega alegações finais sobre o mensalão ao STF


Os advogados do ex-ministro José Dirceu apresentaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (8/9) as alegações finais na Ação Penal 470. É a primeira vez que se faz uma análise sobre as acusações e provas sobre José Dirceu no processo.
Em suas 160 páginas, o documento relaciona cada uma das acusações feitas contra o ex-ministro e, depois, descreve as provas relacionadas a ele produzidas no curso do processo.
Essa análise demonstra que não só são frágeis as acusações contra Dirceu, como que não há nada na conduta do ex-ministro que possa levar a sua condenação.
O caso foi exaustivamente investigado. Além do inquérito policial, foram realizadas duas CPIs, buscas e apreensões, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico, requisições de documentos e foram tomados inúmeros depoimentos. Ainda assim não há quaisquer provas aditadas ao processo pela acusação que demonstrem que José Dirceu é culpado.
Um bom exemplo é relativo à acusação de que o ex-ministro controlava as ações da direção do PT. Os depoimentos de dirigentes partidários, de integrantes do governo, de funcionários da Casa Civil e do PT e de políticos de outros partidos não deixam dúvidas de que José Dirceu se afastou dos assuntos relacionados ao Partido dos Trabalhadores quando estava no governo.
Mais do que isso, não há qualquer elemento no processo que possa sequer sugerir que José Dirceu tinha conhecimento de questões relacionadas à administração ou finanças do PT no período que esteve à frente da Casa Civil.
Em outros casos, o Ministério Público desistiu das acusações que fez no início do processo. Apesar de acusar José Dirceu de beneficiar o banco BMG e de garantir que não houvesse fiscalização de supostas operações de lavagem de dinheiro, a Procuradoria dispensou testemunhos nesse sentido, não produziu nenhuma prova e sequer mencionou a questão em suas alegações finais.
Se é insustentável a acusação de formação de quadrilha, a análise do processo demonstra que também não foi provada a existência da imaginada compra de votos ou mesmo a participação de José Dirceu nos repasses de valores que a denúncia tipifica como corrupção ativa.
A análise do processo também demonstra a falta de lógica no raciocínio da acusação, uma vez que parlamentares supostamente corrompidos integravam a base aliada, ocupavam ministérios e sempre votaram a favor do governo Lula, que já apoiavam até mesmo durante as eleições de 2002.
Além disso, o Ministério Público não consegue estabelecer qualquer relação entre saques e votações, pressuposto indispensável para as acusações de corrupção. Em suas alegações finais, se limita a dizer “houve a entrega de dinheiro a alguns acusados em datas próximas a algumas votações importantes para o governo”, sendo que alguns “traíram o acordo firmado e votaram em sentido diverso”, sem sequer apontar quais.
O pedido de condenação de José Dirceu feito pela Procuradoria Geral da República é fundamentado somente no argumento de que é necessário dar um exemplo à sociedade.Ao pedir a condenação de José Dirceu sem apresentar uma única prova contra ele produzida no processo judicial, o Ministério Público pretende violar a lei (artigo 155 do Código de Processo Penal), os princípios constitucionais do devido processo legal e contraditório, e também a jurisprudência consolidada em todos os tribunais brasileiros.
A defesa de Dirceu conclui que ao final da ação penal “um amplo e coeso conjunto probatório se revelou durante o processo para comprovar cabalmente a inocência do ex-Ministro-Chefe da Casa Civil”.
A defesa de José Dirceu no processo é assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua.

6.9.11

Desperdiçando uma grande oportunidade

Os recentes embates entre os líderes do governo, França Nilo (PR), e da oposição, Marcelo Menezes (PSDB),  têm sido o  principal destaque das sessões da Câmara de Vereadores de Chapadinha nas sessões deste segundo semestre.

É lamentável que os parlamentares utilizem o plenário da Câmara como ringue para uma batalha sem vencedores. Principalmente havendo tantos debates de interesse público que deveriam estar acontecendo naquele plenário como, por exemplo, as deliberações sobre a "lei do silêncio" e a definição do número de vereadores na próximo legislatura.

Porém, quem vem perdendo uma grande oportunidade é a atual direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindchap). A oportunidade de provar que, diferentemente do que andam dizendo as línguas maldosas da cidade, esta não é uma direção formada por militantes cegamente apaixonados por um determinado grupo da política local.

Seria simples. Bastaria que o sindicato dissesse o óbvio: Que ambos os vereadores estão errados. Mas não. Atacam apenas o líder do governo e insistem em dizer que não fazem oposição ao governo municipal.

Sindicato não deve ser governo, nem deve ser oposição. Sindicato deve defender os interesses da categoria que representa. Se os dirigentes querem convencer alguém de que não estão utilizando o Sindicato como aparelho político a favor do grupo de oposição, que tenham uma postura neutra.


E mais uma coisinha

É óbvio que o vereador França Nilo não chamou o conjunto de professores de Chapadinha de "palhaços". Ele chamou de "palhaços" aqueles que estavam fazendo manifestação nas galerias da Câmara, o que já é suficientemente errado. Não precisam distorcer os fatos.

Um encontro para a História. Do PT e do país

Do blog do comandante Zé Dirceu

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A reforma dos estatutos do PT e as resoluções aprovadas no 4º Congresso Nacional do partido realizado no fim de semana, em Brasília, constituem, além de um roteiro completo para as práticas partidárias nos próximos anos e eleições, o mais completo elenco de propostas e programas avançados aprovados no país nos últimos tempos, além de contemplar o que de mais prioritário reivindicam o país e a sociedade brasileira.


São muitas, e amplas, as mudanças aprovadas e incorporadas aos novos estatutos: nas filiações; nas finanças, com medidas que dão autonomia financeira ao partido; no fundo de financiamento das campanhas; na renovação dos mandatos e reeleições -  principalmente a limitação no número de mandatos; na participação das mulheres - agora, com os 50% aprovados, adotamos a paridade e homens e mulheres participam em condições de igualdade; nas cotas de participação racial de no mínimo 20% nas chapas e direções partidárias; e na cota de percentual de 20% estabelecida para a participação dos jovens.


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Como vocês veem, na prática, são todas medidas para democratizar e renovar o partido, que estabelecem condições de igualdade nas eleições internas para os candidatos e chapas, sem contar que as inovações contemplam, também, mais investimentos em formação política e comunicação, e regras para evitar a filiação em massa sem critérios.



De todas as resoluções e medidas aprovadas, não podemos deixar de destacar, dentre as principais, a resolução política de apoio integral e irrestrito ao governo Dilma Rousseff e a definição das bandeiras do PT no momento, como as reformas política, administrativa e tributária como formas de combate à corrupção, a proposta de discussão da regulação da mídia e o apoio ao piso salarial nacional para os professores, instituído pelo governo Lula, mas ainda não cumprido por boa parte dos Estados. A exemplo do Estado tucano das Minas Gerais.


Leia a íntegra da Resolução Política do 4º Congresso Nacional do PT aprovada neste domingo.

5.9.11

RESPOSTA AO BLOG DO JORNALISTA ED WILSON


Sobre post publicado no Blog do Ed Wilson, neste sábado, 3 de setembro, cabe registrar alguns fatos:
Sobre a aliança de 2010 não vou me aprofundar, pois trata-se de uma posição política que foi derrotada e o blogueiro e uma parcela do PT não aceitam, portanto, qualquer tentativa de argumentação será inócua.
Entretanto, cabe ressaltar que a aliança não foi no varejo, haja vista que o principal argumento foi a relação nacional e a prioridade era a eleição da Dilma como Presidenta, inclusive envolveu a direção nacional do PT. Além disso, têm algumas imprecisões quanto à composição do Governo no primeiro momento, ainda em 2010, senão vejamos: Rodrigo Comerciário, por exemplo, assumiu a pasta da Secretaria de Relações Institucionais neste mandato atual e não, em 2010, enquanto Edmilson Santos foi Secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), em 2010 e não foi substituído pelo Chico Gomes neste mandato, pois este assumiu desde janeiro.
Mas vamos às informações que considero centrais para esclarecer aos leitores(as) e demais blogueiros(as).
O PT possui duas pastas como titular e três Secretarias Adjuntas: Trabalho e Economia Solidária, encabeçada pelo Zé Antonio Heluy, Relações Institucionais, do Rodrigo Comerciário e os Adjuntos: Fernando Silva e Virna Teixeira na Educação e, mais recentemente, Kleber Gomes na Secretaria Adjunta de Segurança Alimentar (Sedes). Além destas, têm algumas assessorias específicas.
Negar que os espaços de poder são alvos de disputas, é desconhecer os processos políticos, afinal, é assim que age o PMDB no Governo Dilma com reclamações constantes do Vice-Presidente Michel Temer. Porém, não me cabe aqui expor alguma divergência entre PT e PMDB, pois existem fóruns internos do Governo e envolve a relação entre a Governadora Roseana Sarney, o PT, assim como os demais partidos que integram a base do seu governo.
De fato, o PT ainda tem pouco espaço no Governo e é necessário ampliar os espaços pela importância que o nosso Partido tem.  Reconhecemos que existem limites na relação política e institucional entre o PT e o PMDB no Maranhão, mas se depender do Vice-Governador, esses desafios serão superados para que o nosso Estado possa dar um salto de qualidade em relação ao desenvolvimento, assim como tem enfrentado a Presidenta Dilma no Brasil. E em todo governo de coalisão os desafios são permanentes, ainda mais quando se trata do PT, Partido da Presidenta, que é preferência na sociedade brasileira (cerca de 30%), com a maior bancada na Câmara e no Senado e que nas eleições municipais terá o maior tempo de televisão.
Em nenhum momento, o PT que teve como interlocutores o atual Vice-Governador e o seu presidente estadual Raimundo Monteiro negociaram uma aliança em 2010 estendida para 2012, pois cada eleição é uma eleição e o PT tradicionalmente discute a sua tática eleitoral, como tem feito este ano e acabou de sair de um Congresso estatutário neste final de semana.
Como é de conhecimento público, o Vice-Governador do Estado não compareceu aos eventos recentes de inaugurações de obras (UPAS, em São Luís, e Hospital em Paulino Neves), devido a uma intervenção cirúrgica, realizada dia 1º de setembro e ficará recolhido por uma semana, conforme publicou em seu Facebook.  Ele foi devidamente convidado pela Governadora Roseana, que mesmo sabendo de sua cirurgia ligou reiteradas vezes reafirmando o convite aos eventos citados.
Aproveito a oportunidade para ressaltar que o ex Presidente Lula inaugurou em sua gestão um novo perfil de Vice que passou a ter um papel de protagonista, como foi a postura do nosso saudoso José Alencar que divergia e criticava pontualmente o seu próprio Governo como vimos no caso das taxas de juros. Postura semelhante tem sido adotada pelo Vice-Governador do MA, afinal, esta aliança não é uma aventura como tivemos em 1996 na Prefeitura de São Luís, que levou o então vice-prefeito a uma ruptura inconseqüente.
Afirmar que o Vice-Governador Washington Oliveira cumpre agendas insignificantes é desconhecer o seu papel público e a sua constante atuação, elogiada até mesmo por adversários. Washington Oliveira é responsável pela coordenação da Agenda Social do Governo do Estado que inclui o diálogo com os movimentos sociais, dentro dele as pauta de negociação, os Conselhos e a coordenação das Conferências no âmbito do Governo.
O que tem de “esdrúxulo” em fortalecer o diálogo com a sociedade civil, os movimentos sociais e sindicais, como é o caso da negociação entre o Governo e o Sindicato dos Professores?
O Papel do Vice-Governador envolve ainda a relação direta com os órgãos do Governo Federal responsáveis pelos programas sociais e sua relação direta com os movimentos ou segmentos sociais, como é o caso do MDS, MDA, Secretaria Geral da Presidência, SEPPIR, Pesca, INCRA, Fundação Palmares e outros. Isto justifica sim, uma aliança programática pautada no projeto nacional iniciada no Governo Lula e que está em curso no Governo da Presidenta Dilma Roussef. Os programas sociais, a relação entre o estado e a sociedade civil na gestão democrática e no controle social são marcas do PT e isto tem pautado a nossa ação no Governo do Estado contribuindo com a gestão pública.
Não é pouca coisa o Vice-Governador articular o Programa Estadual de Combate a Pobreza, marca de Governo e carro-chefe dos programas sociais da Presidenta Dilma. Além disso, a coordenação do ODM (Objetivos do Milênio), de responsabilidade da Secretaria Geral da Presidência que no Governo Estadual é coordenado pelo Vice-Governador, em parceria com o Comitê Estadual, composto por diversos órgãos públicos e da sociedade civil.
As agendas do Vice-Governador tem sido de grande relevância, elas são definidas em reuniões de planejamento com a Governadora Roseana Sarney que o designa para representar o Estado em agendas estratégicas, dentre elas as audiências com Ministros em Brasília, só para citar algumas: Washington Oliveira representou o Maranhão, no evento de lançamento do Programa Brasil Sem Miséria, em Brasília, dia 2 de junho e no final de julho, em Arapiraca (AL), do Plano Brasil Sem Miséria no Nordeste, dia 25 de julho, com a presença da Presidenta Dilma e os demais governadores da região. Assim o fez na reunião de governadores do Nordeste e do Norte, em fevereiro e maio, em Aracaju e Belém, respectivamente.
Esteve presente no lançamento do projeto Norte Competitivo, coordenado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), em abril passado, bem como em audiências com o Ministro Gilberto Carvalho, em julho, para tratar da agenda social que envolve desde a pauta dos quilombolas, especialmente Alcântara, incluindo a relação com os Conselhos e a realização de uma série de Conferências.
Quanto às eleições municipais, dizer que em 2012 repetiremos a mesma aliança para a Prefeitura de São Luís, é um tanto precipitado, pois foi exatamente o Vice-Governador quem primeiro pautou a candidatura própria, em maio, ocasião em que esteve no Maranhão, o Secretário de Organização do PT Nacional, Paulo Frateschi, com quem esteve junto e provocou um encontro com o provável candidato Bira do Pindaré.
O PT têm as suas regras, e, historicamente, os debates apontam mais de um caminho. O PT tem tudo para ser protagonista nas eleições municipais e terá papel estratégico em São Luís, assim como teve em diversos momentos, e em 2008, quando apoiamos Flávio Dino. Portanto, na minha singela opinião, o melhor candidato ou candidata (para fazer jus às mulheres), certamente, será aquele (a) que apresente propostas para a cidade, para superar os principais desafios, que dialogue com os diversos setores da sociedade, que não assuma posturas que levem o PT ao isolamento, enfim, uma candidatura para valer, digna de uma cidade que completa 400 anos.
Daqui para frente, depende do nosso esforço conjunto em busca de uma unidade que possa repactuar o nosso partido, do debate interno, da relação com os partidos aliados e da movimentação dos(as) pré-candidatos(as)
Berenice Gomes da Silva – Assessora de Relações Institucionais do Vice-Governador, militante do PT/MA.

3.9.11

Jivanildo Miranda fala sobre suas propostas para o CCAA – UFMA


O Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, CCAA – UFMA, se prepara para a eleição de sua nova diretoria. A eleição que conta com três candidatos, sendo: Jivanildo Miranda, Jocélio Araújo e Marcos Bonfim, acontece na próxima semana.

Recentemente estivemos com o professor Doutor, Jivanildo Miranda, candidato a diretor do Campus para discutir suas propostas para o CCAA. O candidato carrega consigo a experiência de formação de uma das maiores universidades do país, a UNICAMP-SP.

Iniciei nossa conversa questionando o motivo dele ter se colocado a disposição, na disputa pelo almejado cargo.

Jivanildo Miranda disse que a difícil situação encontrada no Campus, onde muitas atividades deixam de ser realizadas por conta da falta de estrutura, assim como a falta de respeito a atividades em curso, clareza nas ações tomadas pela diretoria da instituição, são motivos que o levaram a entrar na disputa.

Leia a matéria completa aqui.

José Dirceu nega conspiração contra governo e diz que revista Veja cometeu crime