29.12.10

Chapadinha 2012: organograma do poder


Quando o sr. Isaías era prefeito, manteve em seu primeiro mandato um certo equilíbrio entre apoio popular e apoio de lideranças sociais, políticas e econômicas, especialmente da zona rural.
Em seu segundo mandato, priorizou o apoio popular, deixando as lideranças em geral à mercê de algum novo líder político assumir a liderança maior.

Mas era necessário munição política, isto é, recursos e estrutura para proporcionar às lideranças força política para arrebanhar seus liderados.

Foi o que o sr. Magno Bacelar fez, ao que parece. Trabalhou de forma serena durante o segundo mandato do sr. Isaías sempre em aproximação com as principais lideranças do município e, aproveitando o melhor momento, lançou-se como liderança maior.

Contudo, o embate seria difícil em 2000, pois o sr. Isaías tinha grande apoio popular, sendo que sr. Magno tinha grande apoio em meio às lideranças em geral.

O fio divisor e que proporcionou a tendência para o lado do sr. Magno foi o funcionalismo público, os profissionais liberais e os empresários no último ano de mandato do sr. Isaías.

Daí para cá esse fiel da balança tem mantido a força anti-Isaías no poder.

Contudo, grande parte desse funcionalismo, dos profissionais liberais e dos empresários foi sendo dispersa durante o segundo mandato do sr. Magno, vindo a ratificar a fragmentação no mandato de Danúbia.

Após a conquista das lideranças, em um primeiro momento, talvez tenha-se cometido um erro político ao se tentar fragilizá-las perante seus "liderados" e arrebanhar diretamente o povo, realidade similar à do sr. Isaías.


Talvez o erro estivesse no fato de considerar o "Mito de Isaías" suficiente para manter os diversos setores sociais agregados contra o "passado".

Vale lembrar que o fiel da balança foram exatamente os funcionários públicos municipais, os profissionais liberais e os empresários, exatamente os grupos que vém seguidamente manifestando-se contra os rumos empreendidos pelo governo de Danúbia.

Essa mistura é perigosa (para quem quer manter-se no poder) e potencialmente capaz de arrebanhar o povo, já que são setores que lidam tanto com outras lideranças quanto com o próprio povo em geral, dispondo de espaço para veiculação de discursos, recursos financeiros, estrutura e conhecimento técnico-jurídico para empreender mobilização social.

Contudo, engana-se quem acha que Isaías está fragilizado. Engana-se mais ainda quem acredita improvável uma re-eleição de Danúbia. Em política, coisas incríveis são possíveis. E a terceira via? Bom, precisa demonstrar viabilidade, o que já existe em potencial.

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