15.3.10

O tiro saiu pela culatra


As principais lideranças da mídia conservadora, neoliberal e de direita do país se reuniram no início do mês no fórum "Democracia e Liberdade de Expressão" realizado no Instituto Milenium.

O fórum contou com presenças como Hélio Costa, Roberto Civita, Demétrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Marcelo Madureira (?), Reinaldo Azevedo, William Waack, Fernando Gabeira, Otávio Frias Filho, Carlos Alberto Sardenberg, entre outros. Só faltou o Bruno Kazuhiro. Foi mais ou menos como uma "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", só que desta vez com todo mundo sentado.

Uma das principais falas foi a do bobo da corte, Arnaldo Jabor. O cineasta frustrado convocou os presentes para uma "guerra ideológica" e deu a linha: "Nossa atitude tem que agressiva", ordenou. Em outras palavras, o comando é porrada na Dilma, no PT e nos aliados todo dia até a eleição. O Lula? Bem, o Lula já é um caso perdido pra eles.

É nessa conjuntura que nós assistimos nas últimas semanas o surgimento do "caso Eletronet", dos ataques ao ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, ao tesoureiro nacional do PT, João Vaccari e, mais recentemente, ao ex-ministro Agnelo Queiroz.

As acusações contra Agnelo, além de inconsistentes e baseadas em fontes em off do tipo "amigos de Durval", "assessores de Roriz" e "integrantes da coordenação da campanha de Arruda em 2006", chamam a atenção por uma questão temporal. Foram publicadas a uma semana das prévias que o PT-DF promoverá dia 21 de março para escolher o candidato do partido ao governo do Distrito Federal.

Não é ncessário muito esforço psicológico para concluir que a matéria é plantada. Alguém, com interesse em prejudicar a pré-candidatura de Agnelo, abasteceu os jornalistas com informações suficientes para criar uma pauta. Um encontro com Roriz, um encontro com Durval e uma quadra de tênis construida no lugar errado. Era só isso.

O encontro com Roriz teria sido para firmar um pacto de não agressão que possibilitasse centrar fogo no adversário comum e mais forte: Arruda. O encontro com Durval é a mesma baboseira que os apoiadores do deputado Geraldo Magela, o outro concorrente nas prévias, vêem tentando usar como um grande pecado cometido por Agnelo desde o início do ano. A construção da quadra foi um erro que Agnelo admitiu, mandou desfazerem há meses e desfeito está.

Durante a conversa com os jornalistas outra questão surgiu: Agnelo teria renda suficiente para comprar a casa de R$ 400 mil que comprou no final de 2006? O ex-ministro mostrou seus extratos bancários e declarações de imposto de renda, que comprovam que sim, mas não soube explicar satisfatoriamente aos ouvidos dos jornalistas.

Vindas ao público, as denúncias não destruíram a pré-candidatura do ex-comunista, pelo contrário. A certeza de que a publicação da matéria foi uma vilania arquitetada para prejudicar sua pré-campanha fez de Agnelo ainda mais favorito na disputa do que antes.

A suspeita de que o próprio Magela teria sido a fonte das informações para a revista Época nunca será confirmada, mas está lançada no ar. Se foi mesmo o deputado, ele merece ser expulso do partido. Se não foi ele, tenho pena do coitado, pois, mesmo sendo inocente, ficou parecendo culpado. E não adianta se sair com pirotecnia dizendo que o repórter está livre do sigilo de fonte e que pode entregá-lo se as informações tiverem isso passadas por ele. Um jornalista sério não o faria.

Muitos outros escândalo surgirão daqui até outubro contra o PT e contra petistaa. Aqui no Distrito Federal há uma série de denúncias contra quase todos os políticos da cidade nas prateleiras das redações prontas para serem publicadas e martelarem o prego que se destacar.

A eleição será quente.

2 comentários:

Kleber Vinicius disse...

Braga,

Parabéns, você está cada vez melhor!

Anônimo disse...

"Uma das principais falas foi a do bobo da corte, Arnaldo Jabor. O cineasta frustrado"
cineasta frustrado.
acho que a ofensa não corresponde, ele adaptou o roteiro e dirigiu Toda Nudez Será Castigada, não é um cineasta frustrado.