30.11.09

Fora, Arruda!


Lançado por partidos, movimentos e militantes de bem da sociedade de Brasília, o movimento Fora Arruda já tem música com a melodia "As águas vão rolar":

"Arruda vai ganhar
Uma passagem pra sair desse lugar
Não é de trem, nem de navio, nem de avião
É algemado no camburão
Eita Arruda ladrão!"

Só para constar

A única doação para campanhas eleitorais declarada à Justiça por Durval Barbosa em 2006 foi ao seu irmão, deputado distrital Milton Barbosa (PSDB), no valor de R$ 10.000.

28.11.09

Assim jaz um governo


É difícil escrever sobre o Arrudagate, já que toda hora aparece algo novo no escândalo. Mas aqui vão algumas considerações sobre o caso.

O ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda e ex-presidente da Codeplan do governo Roriz, Durval Barbosa, homem-bomba do escândalo, não é alguém de quem eu compraria um carro usado, mas suas denúncias vão além de simples declarações. Há provas, áudio, vídeos feitos com o conhecimento e a autorização da Justiça.

Por enquanto, é verdade, não há base para se cassar o mandato de José Roberto Arruda (PFL), governador democraticamente eleito, mas se forem confirmadas as denúncias este governo entrará pra história como o mais corrupto do Distrito Federal, e olha que já tivemos quatro governos comandados por Joaquim Roriz.

Fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, compra de apoio de parlamentares e partidos políticos com conhecimento, consentimento e participação direta do próprio governador. Essas características fazem com que o atual escândalo se mostre distante daquele que se colocou sobre o governo federal entre 2005 e 2006. Portanto, chamá-lo de mensalão é tentar baralhar os fatos, misturar alhos com bugalhos e igualar os desiguais. Chamar de mensalinho então é fazer o mesmo e ainda tentar diminuir o tamanho da esculhambação que corrói as instituições do Distrito Federal.

O envolvimento do governador, do vice-governador, do presidente da Câmara Legislativa, de considerável parte dos deputados distritais, secretários e do conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal Domingos Lamoglia pode inviabilizar não apenas o governo, mas o Estado, pelo menos por um certo período.



Roriz, o honesto (?)

O governo Arruda, como se sabe, é formado majoritariamente por ex-rorizistas. Do próprio Arruda a Durval Barbosa, de Paulo Octácio a Ricardo Pena, de Valdivino Oliveira a Odilon Aires. Há, portanto, fortes motivos para acreditar que o esquema, que, diga-se, ainda está por se provar, começou antes de Arruda ocupar o Palácio do Buriti.

Há também razões para acreditar que Roriz sabia que estes fatos viriam a público. Em entrevista concedida em outubro ao jornal "Hoje em Dia", o ex-governador disse que o governo Arruda acabaria em abril e disse que sentia que seu adversário verde não seria candidato a reeleição. Perguntado pelo motivo Roriz foi lacônico: "Tenho vontade de falar, mas não posso".

Pode ser até que Durval seja um agente duplo, que estivesse infiltrado no governo Arruda trabalhando por Roriz. Pode ser inclusive que ele tenha aceitado fazer as escutas por, além de se beneficiar de redução de pena no caso de condenação, ser do interesse de Roriz. Nada disso, porém, inocentaria Arruda.



De reeleição certa ou vice a renúncia ou licença

O (ainda) governador Arruda era um dos cotados para ser o candidato à vice-presidência da República na chapa encabeçada por José Serra (PSDB). Caso fosse apenas candidato a reeleição era cotado como favorito.

Mas o mundo gira e a situação política de Arruda agora simplesmente não tem mais sustentação.

É verdade que Arruda já passou por um grande escândalo, o da violação do painel do Senado, e deu a volta por cima. Renunciou ao mandato, voltou ao Congresso Nacional como deputado federal mais bem votado do Brasil (mais de 320.000 votos) e foi eleito governador em 1º turno.

Porém, há uma grande diferença. Naquele caso não havia envolvimento direto de dinheiro público. Desta vez há vídeo claro e nítido do careca recebendo volumosa quantia. E quem viu Arruda se defendendo no caso do painel e depois admitindo a mentira não acreditará em uma palavra da sua defesa. E falando em defesa, eu me nego a comentar aqui a justificativa do panetone.



Os caminhos de Arruda

Quem conhece o jeito de Arruda fazer política aposta que ele vai tentar submergir e apostar no esfriamento do escândalo com a chegada do fim de ano. Qualquer outra atitude dependeria do não sucesso dessa tentativa.

O afastamento temporário seria o mais coerente. Se ele afastou os secretários citados no escândalo é porque julga que as denúncias são graves e que eles devem se defender fora do cargo e só voltarem se forem inocentados. Ora, a mesma premissa deveria valer também pra ele próprio.

Como coerência não é matéria que se preze na política. Arruda só deverá se afastar em último caso. Se a população for às ruas exigir sua saída, a imprensa nacional der ampla cobertura e os aliados, políticos e empresariais, se afastarem.

Renúncia é pouquíssimo provável. Um processo de impeachment não ocorre de uma hora pra outra. Em duas semanas a Câmara Legislativa entrará em recesso e só voltará no fim de janeiro. Daí até abrir o processo, do processo aberto até ser concluído, daí até ser aprovado... Tudo isso levaria grande tempo, principalmente se levarmos em consideração que ano que vem é ano eleitoral e grande parte dos deputados distritais estão interessadíssimos em abafar o caso e
cuidar de suas próprias reeleições.

A oposição, vale lembrar, só tem 5 dos 24 deputados. Mesmo se o processo for aberto e concluído dificilmente seria aprovado. E repito: "principalmente se levarmos em consideração que ano que vem é ano eleitoral e grande parte dos deputados distritais estão interessadíssimos em abafar o caso e cuidar de suas próprias reeleições".



Reeleição quase impossível

Esta é a parte mais difícil do texto porque tenho que fazer vários cálculos ao mesmo tempo. Convido os leitores a discordarem ou comentarem.

Arruda foi eleito governador em 2006 no primeiro turno, é verdade, mas com apenas 50,3% dos votos e num cenário perfeito para si. Os dois grupos políticos tradicionais do DF estavam em baixa.

Os azuis porque o candidato não era Roriz e se o velho nunca perdeu uma eleição no DF, também nunca transferiu voto. Além de boa parte da base rorizista ter sido cooptada por Arruda, agora imaginamos o porquê.

Os vermelhos ainda sofriam as consequências do escândalo do valerioduto, a candidata não era a ideal, a base estava desmobilizada, o marketing era péssimo e não tinham dinheiro pra bancar nada melhor.

Assim, Arruda cresceu no eleitorado de Roriz com mil promessas, grande estrutura de campanha e uma bizarra circunstância. Roriz era candidato a senador e apoiava Maria de Lourdes Abadia (PSDB) para o governo. Arruda lançou um laranja, Marcos Cardoso, como candidato a senador, mas declarava apoio a Roriz, que por sua vez esperava uma vitória tranquila, mas levou um sufoco de Agnelo Queiroz, e não renegou as declarações de apoio de Arruda, líder nas pesquisas pra governador.

Com a imagem ética dos petistas abalada, Arruda também cresceu nesse eleitorado legalista, sobretudo no Plano Piloto.

Levando essa avaliação em consideração, Arruda perderá sua força no eleitorado azul, já que Roriz será o candidato dessa vez, e no eleitorado vermelho, já que o PT não está mais em crise, e sim o próprio Arruda.

A última força de Arruda, na possibilidade dele insistir em concorrer à reeleição, é a máquina pública, mas também é bom lembrar que a máquina só ganhou no DF mas eleições de 2002, quando Roriz foi reeleito governador com menos de 16 mil votos a frente de Geraldo Magela.



Sem futuro político

Se ainda não dá pra dizer juridicamente que estão cabalmente provadas as denúncias de corrupção, politicamente este é o fim de Arruda. Ainda bem.



Não há imprensa livre no DF

Neste momento pré Conferência Nacional de Comunicação é interessante ver a postura da "imprensa" local quanto ao escândalo.

O Correio Braziliense declarou na 1ª página que "GDF e distritais são alvo de denúncia". Imaginem se a Polícia Federal entrasse no Palácio da Alvorada durante uma operação. O alvo da denúncia seria o "governo federal" ou LULA (em letras garrafais mesmo)? O CB também não citou Arruda entre os investigados na 1ª página.

O Jornal de Brasília, que nunca fez jornalismo, estampou como manchete: "Arruda exonera secretários". Simplesmente rídiculo e inútil a tentativa de esconder o envolvido de Arruda nas irregularidades.

Vivemos uma situação de risco no DF quanto a liberdade de imprensa. Similar até, me arrisco a dizer, do que na época de ditadura militar. Naquela época havia censura prévia que proibia os jornais de criticarem ou questionarem o governo federal. Hoje, no DF, além de não poder criticar o governom os jornais ainda são forças a elogiar a incompetência e a esconder a corrupção do governo Arruda. Estão todos no bolso do GDF via verba de publicidade.



Movimento Fora Arruda

Segunda-feira, às 15h, na sede da CUT-DF, reunem-se os partidos de oposição e os movimentos sociais para analisar as denúncias e definir meios de pressionar por duras investigações e punições exemplares para os culpados. Estarei na reunião e diante das graves denúncias e consistentes provas defenderei o afastamento de Arruda do cargo de governador.

Vídeo do Arruda recebendo suposta propina

Só pra deixar claro


Continuo apoiando o Arruda pra vice na chapa do Serra

27.11.09

Arruda se cala e movimentos sociais se preparam


Depois de rodar pela cidade a informação de que o governo José Roberto Arruda daria um entrevista coletiva à imprensa local, a assessoria do governo negou a informação. Os advogados ainda estão analisando melhor o caso.

Enquanto isso, os partidos de oposição e os movimento sociais já preparam manifestações exigindo dura investigação das denúncias e punição exemplar aos eventuais culpados.

Vídeo poderá vir a público

O ministro do STJ Fernando Gonçalves, que assinou os mandados de busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora, anunciou determinará a suspensão do "segredo de justiça" da operação.

Com isso, pode chegar ao grande público, por exemplo, o famoso vídeo gravado por Durval Barbosa no qual o governador José Roberto Arruda receberia uma suposta propina de R$ 400 mil.

PF investiga a fina flor do governo Arruda


A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a Operação Caixa de Pandora.

Com pedidos de busca e apreensão em mãos feitos pelo Ministério Público do Federal (MPF) e determinados pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os políciais visitaram gabinetes e residência, inclusive a Residência Oficial de Águas Claras, do governador Arruda.

Os trabalhos começaram cedo, nas primeiras horas da manhã, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Lá os agentes "visitaram" os gabinetes da deputada Eurides Britto (PMDB), líder do governo Arruda na CLDF, do deputado Leonardo Prudente (PFL), presidente da casa por escolha de Arruda, do deputado Rogério Ulysses (PSB), presidente da CCJ e aliado canino de Arruda. Segundo informações, também houve buscas na casa do suplente Pedro do Ovo (PRP).

Os agentes deixaram a CLDF levando malotes com documentos e até computadores.

Além das buscas na Câmara Legislativa, a PF foi também à residência de Leonardo Prudente
e aos gabinetes do secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, e do novo chefe de gabinete da Governadoria, Fábio Simão.

Ainda não se sabe ao certo os motivos da ação, até porque o inquérito correm em segredo de Justiça, mas as informações que chegam até o momento é de que a investigação ocorre já há alguns meses, há áudios e vídeos gravados com autorização da Justiça e a origem seria licitações fraudulentas e pagamento de propina.


Caixa de Pandora

A expressão "Caixa de Pandora", com a qual a operação foi batizada, é usada para designar algo que desperta curiosidade, mas que se for relevado pode mostrar algo horrível, que fuja do controle.

24.11.09

Um país que é, gosta e quer ser ainda mais desigual

A elite mais letrada adora dizer que o povo brasileiro é formado por um bando de bestas mal informados que se importam mais com sexo do que com os assuntos políticos do Brasil.

Agora eu pergunto: como se interessar pelo que é publicado nessa imprensa brasileira?

Há meses lemos matérias sobre uma tal disputa sobres uns tais "royalties". Pois na próxima pesquisas dessas que só perguntam coisas que o povo brasileiro não está interessado em saber por enquanto adicionem uma pergunta: "Você sabe o que royalty?"

Quantos, meus caros, sabem o que é royalty? Poucos, muito poucos. Talvez menos do que o número de brasileiros que fazem questão em votar num candidato apoiado por Efeagacê.

Pois pronto, regojiza-se a elite sabichona. "Prova de que o brasileiro é um sujeito ignorante, que não sabe sequer o que é royalty". Sinceramente, não é nem engraçado a mesma classe que sempre dominou o poder no Brasil e privou a maior parte da sua população de ter acesso a serviços de qualidade, como o de educação pública, agora orgulhar-se de ser mais "inteligente" do que a média do povo.

Com base no "Aurélio", pode-se dizer que Royalty é "um valor cobrado pelo proprietário de (...) um processo de produção (...) para permitir seu uso ou comercialização".

A briga sobre o royalties se dá por causa da descoberta dessa grande quantidade de petróleo abaixo da camada do pré-sal ainda dentro do espaço territorial marinho brasileiro, isto é, o petróleo é do Brasil apesar de estar abaixo do oceano e a milhas de distância do nosso litoral.

Os estados donos dos litorais mais próximos às reservas petrolíferas querem que os royalties (dinheiro, grana, bufunfa) provenientes da extração desse petróleo fique só pra eles. O resto do país quer que os valores sejam destribuídos com outros estados.

Desculpem se a partir deste momento este texto ficar pior ainda do que no seu início, mas este é realmente um assunto muito chato e só o escrevo para não dizerem que me calei sobre o assunto.

Chamo os leitores a uma rápida reflexão antes de declarar explicitamente minha opinião sobre o assunto.

Por que São Paulo é tudo isso que é? Maior PIB do Brasil, economia pujante e tal... O povo paulista é mais trabalhador do que o do resto do país? Não, tem gente trabalhadora no país todo. São Paulo tem mais riquezas naturais? Não, muito pelo contrário. A posição geográfica é estratégica? Não, fosse isso o nordeste, que ficava mais perto da metrópole seria mais desenvolvido.

São Paulo é tudo que por causa da enorme quantidade de dinheiro históricamente investida ali. Dinheiro arrecado por todo o país e desigualmente investido ali. A cidade de São Paulo, lembrem, tem uma orçamento maior do que a de qualquer estado da federação, a exceção, é claro, do próprio estado de São Paulo.

A distribuição dos royalties concentrada nos "estados produtores"(lembrando que o petróleo está a 300 km do pedaço de chão seco mais próximo) viria agravar uma triste realidade brasileira a desigualdade regional.

O tais "estados produtores" são Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Aumentar desproporcionalmente os repasses e os investimentos destes estados seria uma desgraçada para todo o país, inclusive para eles.

Interessa ao Rio de Janeiro ser um estado rico rodeado de probeza? Interessa a São Paulo aumentar o nível de migração de regiões mais pobres para as periferias paulistas? Não creio que interesse, não pode interessar.

Digo com todas as letras, se este petróleo tivesse sido investido "perto" do litoral potiguar, paraense ou paraibano seria diferente sim!

Claro que não dá pra esperar que os governadores e parlamentares destes estados defendam esta opinião aqui colocada, mas o Congresso Nacional tem de tomar suas decisões como representante do povo, e de todo o povo brasileiro.

Constituição Federal:

"Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais"

23.11.09

Adeus, FHC

"Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre."

Continue lendo aqui

19.11.09

Main de Dieu


O lance do atacante Thierry Henry, um dos melhores que eu já vi jogar, ajeitando a bola com a mão antes de cruzar para o zegueiro Gallas marcar o gol da classificação francesa para a Copa do Mundo foi polêmico, e mais polêmica foi a declaração dele sobre o lance: "Não sou eu o árbitro".

O árbitro da partida não viu a mão boba, estava com a visão do lance encoberto. A não ser que o acusem de mau posicionamento, não dá pra culpá-lo por não ter marcado a falta.

Henry, portanto, deveria ter se acusado?

Sinceramente, isto é do futebol.

Não é da vida, não é da política, não é nem exemplo pra ninguém, mas é do futebol.

Na pelada, "pediu pra parar, parou". No futebol, o juiz apitou para o lance, não apitou segue o jogo.

Se houvesse o recurso tecnológico para o árbitro rever os lances mais complicados como este, a França não iria pra Copa, mas o não uso destas tecnologias é uma opção feita pela Fifa.

A não ser quanto é uma questão de direito, não creio que o jogador deva ser obrigado a se acusar.

Movimentações políticas se intensificam no DF

Os eleitores devem ter reparado o quanto a pirotecnia do governo Arruda tem aumentado ainda mais de uns meses pra cá. A impressão que passa é a de que ele não está contente com o que as pesquisas lhe dizem.

Com toda a máquina, com toda a propaganda, como a campanha anunciada ele ainda tem menos intenção de votos nas pesquisas, mesmo nas menos confiáveis, do que teve em 2006.


Acerto petista

O Partido dos Trabalhadores parecia irremediavelmente rachado. Com dois pré-candidatos a governador e 12 candidatos a presidente regional do partido, mas os recentes acordos fechados mudaram este cenário.

O candidato Roberto Policarpo, da Articulação - Unidade na Luta, conseguiu aglutinar o apoio de outros seis candidatos: Wilmar Lacerda, da Construindo um Nova Brasília, Dirsomar Chaves, do Movimento PT, Hélio José, do Base Petista e Socialista, Abimael Nunes, do MAS PT, Marcius Siddarta, do O Trabalho, Jamil Mustafá, da Alternativa Militante. Policarpo já contava com o apoio do deputado distrital Chico Leite.

Ainda seguem na disputa: José Ricardo, da Articulação de Esquerda, Chico Machado, do Movimento de Reafirmação do Socialismo, Carlos Roberto, do Socialistas no Movimento Popular, Gustavo Balduíno, do Partido Ético e Democrático e Antônio Sabino, do No Movimento Popular.

Os acordos já fechados podem destravar o impasse em torno com da candidatura a governador com o consenso em torno do nome de Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela se lançando a senador ou à reeleição.

Esse rearranjo é condição sine qua non para o partido entra na disputa pelo Palácio do Buriti com chances reais de vencer. E as chances jamais foram tão grandes. Nunca um pré-candidato petista largou nessa disputa partindo do patamar que Agnelo já parte, a exceção de Cristovam Buarque quando foi candidato a reeleição.

O acerto, é claro, não agrada a todos. As pré-candidaturas proporcionais, para deputado, começaram a ser discutidas e bem planejadas. Nomes experientes como Chico Vigilante, Wasny de Roure e Arlete Sampaio devem concorrer a distrital e isto vem deixando alguns outros pré-candidatos um tanto quanto irritados.


"Na próxima eu te apoio, eu juro, dessa vez é sério"

O neo-Democratas parece ter chegado a um novo acordo. Assim como há quatro anos Arruda conseguiu convencer Paulo Octávio a ser seu vice.

Já disse aqui e repito: PO não tem coragem de peitar Arruda, e além do mais as obras de outras ações do governo estão fazendo ele lucrar o suficiente pra ficar calado.



PMDB, a noiva

É incrível, ninguém gosta, mas todo mundo quer o PMDB. Como também já disse aqui, as chances do PMDB fechar com o PT no DF são maiores do que parecem.

O presidente do PMDB-DF, deputado Tadeu Filipelli, é mantido politicamente pelo presidente nacional, deputado Michel Temer, e se for pra esse ser vice de Dilma, Filipelli terá de assegurar o acordo aqui.

O PMDB fechar acordo com o ex-governador Joaquim Roriz é a possibilidade mais remota.

Agora, pra quem o PMDB fará campanha? Cada um pra quem lhe interessar.

18.11.09

Quanto ódio no coração

Comentário na primeira página do Correio Braziliense de hoje sobre a estréia do filme "Lula, o filho do Brasil":

"Na abertura do Festival de Brasília, a primeira sessão pública de Lula, o filho do Brasil teve um enredo típico de produções amadoras: desorganização e superlotação da Sala Villa-Lobos, com ministros, parlamentares e outros convidados em pé ou sentados ao chão. Sem a companhia do presidente, a primeira-dama, Marisa Letícia, foi ao Teatro Nacional e conversou em clima festivo com Glória Pires e Juliana Baroni, que a interpreta no longa-metragem. Ao final da sessão, houve aplausos protocolares."

13.11.09

Cláudio Humberto não sabe mais nem mentir


O porta-voz do governo Collor, Cláudio Humberto, publicou hoje no seu lidíssimo blogue:

"Comitê de Dilma se reúne até no Planalto


Para a ministra Dilma Rousseff a campanha de 2010 já começou e até sua casa se transforma em comitê eleitoral pelo menos uma vez por semana. Sempre às terças-feiras ela reúne o comando da campanha ora em sua residência, e ocasionalmente no Palácio do Planalto, para discutir os rumos da corrida. Participam das reuniões o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o ministro da Propaganda, Franklin Martins."


Acontece que a besta se esquece que há mais de cinco meses o Palácio do Planalto está em reforma e está previsto para ser reentregue apenas em abril do ano que vem, na comemoração do aniversário de Brasília. Veja aqui, aqui e aqui.

12.11.09

Paulo Octávio não tem coragem de peitar Arruda


Um dos principais jornalistas do sistema oficial de comunicação do GDF, Ricardo Callado, anunciou hoje em seu blog:

"Das quatro vagas do grupo governista na chapa majoritária para as eleições de 2010, duas já estão definidas. O governador José Roberto Arruda (DEM) e o seu vice e atual governador em exercício, Paulo Octávio (DEM) irão repetir a dobradinha vitoriosa de 2006. Mas, há possibilidade de inversão de posições. A decisão oficial foi divulgada hoje durante almoço no Hotel Kubstichek Plaza, por Paulo Octávio. Ele reuniu um grupo de vinte pessoas, entre políticos e amigos, que teve participação decisiva na articulação da chapa de 2006, quando os dois travavam uma disputa interna para definir quem seria o candidato a governador. O grupo foi atuante para evitar que desunião dentro do partido, que podia levar os dois candidatos a derrota."

Será que o vice-governador é tão ingênuo assim? Ele realmente continua acreditando em acordo do Arruda?!

O violador do painel do Senado é candidatíssimo a reeleição e Paulo Octávio não tem peito pra cobrar o acordo que fizeram em 2006. Pra quem não lembra, o PFL estava dividido entre as pré-candidaturas de Arruda e PO e, para resolver o pepino, o primeiro propôs ser o candidato do partido em 2006 e apoiar o segundo em 2010.

Se Paulo Octávio tivesse coragem, o acordo seria cumprido. Primeiro porque ele que é o presidente regional do PFL, segundo porque a direção nacional da legenda prefere ele a Arruda, que já teria prometido ao presidente Lula não fazer campanha contra Dilma.

A tendência é a chapa ser a mesma de 2006, Arruda para governador e PO para vice. As duas vagas para o Senado serão negociadas com PMDB, PSDB, PR, PP e com o próprio DEM.


Foto: Agência Brasil

Apagão X Racionamento

Fica parecendo que o debate é se o apagão do Lula é melhor do que o do Efeagacê. Não é, e não pode ser. Principalmente porque o que aconteceu anteontem nada tem a ver com o que aconteceu em 2001.

São dois absurdos diferentes.

Em 2001, ainda no governo Efeagacê, o país não estava gerando energia suficiente. Os níveis dos reservatórios de água das hidrelétricas estava muito baixo e todo mundo teve que economizar energia. Era banho cronometrado, poucas lâmpadas ligadas, passar roupa uma vez por semana.

O que aconteceu agora foi um blecaute. Ponto. Importante é saber porque ele aconteceu? Se pode se repetir? E tomar medidas para que não se repita.

A oposição pode tentar usar isso contra a Dilma, afinal, ela já foi ministra de Energia, mas não surtirá efeito. O racionamento que aconteceu no governo Efeagacê, também em ano pré-eleitoral, nada ou quase nada influiu no resultado da eleição. Imaginem um caso específico como este.

Se querem ter chance vitória ano a oposição tem que, primeiro escolher o governador Aécio Neves como candidato, o José Serra não tem chances. E segundo, encontrar ou assumir um discurso.

O que eles têm hoje é a defesa da ética, bandeira eleitoral inútil, e a redução do Estado para diminuição dos impostos. Isto dá pra ganhar eleição? Não. Vão assumir o discurso de continuidade do que está dando certo? Se for pra dar continuidade o eleitor vai preferir manter quem já está fazendo o que dá certo. Como se diria em 2006, não trocará o certo pelo duvidoso.

No meio desta sinuca de bico achar que este blecaute vai demonstrar incompetência e despreparo de Dilma é tolice.

Só a Globo pode

Sigam o blogue também no twitter

@BragaDoBlogue

11.11.09

Dilma cresce e Serra continua caindo

Aguardo a íntegra da pesquisa para fazer uma análise mais profunda, por enquanto vou falar o que eu sei.


No primeiro cenário:

José Serra (PSDB) caiu de 40% para 36%

Dilma Rousseff (PT) subiu de 15% para 19%

Ciro Gomes (PSB) subiu de 12% para 13%

Heloísa Helena (Psol) ficou com 6% (não constava anterior)

Marina Silva caiu de 5% para 3%

Isto é, Serra não para de cair e Dilma continua crescendo. Portanto, comecem a prestar atenção no cenário com Aécio Neves como candidato do PSDB. Nele os números são:

Dilma (PT) - 20%

Ciro (PSB) - 19%

Aécio (PSDB) - 18%

Heloísa (PSOL) - 8%

Marina (PV) - 4%

Quem tem lado e quem não tem

Ainda tem gente que reclama, digamos, da minha falta de imparcialidade neste blogue.

1º Não há imparcialidade;
2º Não tenham dúvidas, eu tenho lado;
3º Só gostaria que a Rede Blobo também assumisse seu lado.

O assunto do dia é a falta de energia que chegou a 18 estados brasileiros. Aí o repórter Rafael Mônaco, da Globo News, vai repercutir o assunto no Congresso. Com quem? Com o deputado José Carlos Aleluia (UDN-BA).

Até aí tudo bem, afinal, Aleluia é engenheiro elétrico.

Mas qual a "pergunta" do repórter pro deputado? Faço questão de transcrevê-la:

"O que não dá pra engolir até agora? É a falta de respostas ou as respostas dadas até o momento de que foi uma chuva forte ou foi um ventinho que derrubou, quem sabe, torres ou linhas de transmissão, como foi afirmado?", se enrolou o coitado do Rafael.

Primeiro: Ou não tem resposta ou a resposta é culpar o clima.

Segundo: Culpou o clima? O próprio presidente Lula disse que não ia nem "chutar" qual o motivo do apagão, e que as razões estavam sendo apuradas.

Terceiro: Alguém culpou o clima pelo apagão? Sim. Quem o Bom Dia Brasil! Nas sábias palavras dos especialistas Luiz Pinguelli Rosa, Alexandre Garcia (?) e Miriam Leitão (??).


Prefiro a falta de imparcialidade deste blogue, que assume sua posição.

9.11.09

A vitória do exibicionismo

por Luiz Carlos Azenha , em Vi o Mundo:

"Houve um tempo em que oferecer redenção era exclusividade dos religiosos e das igrejas. Você pagava por um terreninho no céu. No século 20, o da Ciência, da crença de que a Ciência nos redimiria de todos os males -- em que o cientificismo derrotou o idealismo -- a redenção estava na Educação, com e maiúsculo. No século 21, o da midiatização permitida pelas tecnologias da informação, a redenção pode ser encontrada através da mídia, especialmente nos programas de TV que se apresentam como "populares"."

Leia mais aqui.

Folia terceirizada

De Leandro Fortes, em Brasília, eu vi:

"O carnaval de Brasília é um horror. Você pode defender muita coisa por aqui – o verde, o céu, o sol, a chuva, a paz, a tranqüilidade, as pistas largas – menos o carnaval. Primeiro porque, todo ano, chove no carnaval. É sempre uma festa mixuruca, mantida por uns poucos foliões recalcitrantes dispostos a colocar nas ruas um simulacro de desfile de escolas de sambas que não passam de um arremedo, quando não de uma versão maltrapilha, das escolas de samba do Rio de Janeiro e, vá lá, de São Paulo. O carnaval daqui é tão ruim, que nem o governador José Roberto Arruda, do DEM, empenhadíssimo em comemorar o cinqüentenário da capital federal, em 2010, se arriscou a bolar alguma coisa especial para a folia do ano que vem. Preferiu, na verdade, financiar uma escola do Rio, a Beija Flor, e capitalizar seus dirigentes, capitaneados por um bicheiro condenado pela Justiça, com dinheiro do contribuinte local."

Clique aqui para ler o resto.

8.11.09

Atlético X Flamengo, o jogo do maior escândalo da história

Logo mais o Atlético Mineiro e o Flamengo/Rede Globo entrarão em campo para um dos mais importantes jogos do Brasileirão deste ano. Hoje sou atleticano desde criancinha.

Este dois clubes já decidiram um campeonato brasileiro, em 1980, quando o Flamengo venceu seu primeiro título nacional, mas o confronto mais importante entre eles ocorreu no ano seguinte, pela Libertadores da América.

O regulamento daquela Libertadores não previa critérios de desempate, quando dois times terminavam a primeira fase com o mesmo número de pontos, como Flamengo e Atlético no grupo 3, era jogada uma partida de desempate.

A partida foi marcada com campo neutro, Goiânia, o árbitro nem tanto. Além do juiz escolhido ser carioca, ele foi para a capital goiana no mesmo avião com o time do Flamengo e ficou hospedado no mesmo hotel!

Tudo normal? Não, nada normal. Ainda mais quando o árbitro expulsa 5 (por extenso, cinco) jogadores do Atlético ainda no primeiro tempo de jogo!

Com 10 minutos, Reinaldo fez falta no seu campo de ataque e recebeu o cartão vermelho sem intermédio de um amarelo sequer. O pecado cometido por Reinaldo deve ter sido fazer falta em Zico, "um absurdo".

Aos 35 minutos, com o jogo parado, Éder tenta posicionar a bola para cobrar uma falta, o juiz coloca o pé na frente e o atrapalha. Quando volta pra pegar a redonda esbarra no distinto árbitro e o cartão vermelho volta a ser mostrado. Atlético sem Reinaldo e sem Éder, jogadores coadjuvantes, claro.

Revolta geral do lado do Atlético, invasão de campo até por parte do diretoria do clube e mais dois jogadores atleticanos são expulsos Palhinha e Chicão. O técnico Carlos Alberto Silva orientou atletas do Galo a se jogarem em campo para forçar o fim do jogo. O goleiro João Leite simulou contusão, mais um atleticano foi expulso e o jogo foi encerrado.

Depois de briga na Justiça desportiva o Flamengo foi declarado vencedor do jogo, seguiu na competição e conquistou assim o seu único título da Libertadores.

O árbitro da partido era José Roberto Wright, que hoje comenta futebol ao lado de Júnior, lateral daquele time do Flamengo, e Galvão Bueno.

Veja vídeo do jogo:

6.11.09

Bateu o desespero no Arruda


Em visita a Luziânia, terra natal de Joaquim Roriz, Arruda citou o ex-governador em seu discurso como alguém preocupado com as questões do entorno do Distrito Federal. Clara sinalização política.

A briga entre Roriz, que criou Arruda, e Arruda, que traiu Roriz, só fortalece a candidatura petista ao GDF. O presidente aposentado do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Paulo Cesar Ávila, histórico aliado de Roriz já entendeu: “Se não fizerem isso (se aliarem) eles vão jogar o governo no colo de Agnelo (PT)”.

Acontece que esta reconciliação está cada dia mais distante. Roriz sente-se enormemente traído tanto por Arruda quanto por Tadeu Filipelli (PMDB), que andam trocando figurinhas. Foram duas cobras que ele criou para picá-lo.

Sabendo disso e com medo de ser o Germano Rigotto de 2010, Arruda já estuda maneiras de se reaproximar de Joaquim Roriz. Pelo elencado acima, em vão.


Foto: Agência Brasil

Blog do Planalto está ficando mais chapa-branca

O Blog do Planalto não é um veículo público, mas apenas estatal. Mas menção a congresso de partido aliado já é demais.

aqui.

4.11.09

Presidente do Chapadinha é denunciado

Segundo informações do blog "ChapadinhaSite.com", o ex-prefeito do município de Chapadinha, Magno Bacelar, também conhecido "Nota 10", foi denunciado pelo promotor de Justiça Douglas Assunção Nojosa, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Chapadinha.

Magno é o presidente do Chapadinha Futebol Clube, que ficou famoso no mês passado ao perder por 11 X 0 em jogo válido pelo quadrangular final da segunda divisão do campeonato maranhense.

A denúncia, contudo, nada tem a ver com o recente escândalo. O promotor encontrou irregularidades em um convênio firmado entre a prefeitura do município e o governo do Estado, através da Gerência de Estado da Infraestrutura (Geinfra) em 2002.

Marketing no Eixão Sul


Passei hoje mais cedo pelo Eixão Sul e um grande engarrafamento atrapalhou meu caminho. Mais a frente encontrei o motivo: A faixa central estava ocupada com viaturas novas da Polícia Militar e dos Bombeiros. Ou seja, mais uma jogada de marketing do governo Arruda.

A solução dos problemas de (in)segurança pública do DF? Não. Nada tem a ver com as novas políticas públicas da área. O Programa Nacional de Seguranca com Cidadania (Pronasci), segundo Rafael Oliveira, propõe "o enfrentamento qualificado da criminalidade e violência, com serviços de inteligência e ações preventivas, mas pelo jeito (Arruda) está financiando mais do mesmo".

Posso concluir que apostar neste tipo de ação tem a mesma natureza das mentiras que Arruda. Segundo ele mesmo disse, "menti por ser igual
a todos os políticos brasileiros".

Mas não é sobre o marketing de hoje que quero falar, mas sobre o da semana passada. A faixa central do Eixão Sul foi ocupada da mesma maneira por ônibus novos comprados por... peraí... Quem comprou estes ônibus novos.

Mandei um emeio para o secretário de Transporte, Alberto Fraga, perguntando isso, mas ele não me respondeu.

1ª hipótese: Os ônibus foram comprados pelas empresas privadas que são concessionárias do serviço de transporte urbano no DF. E onde escrevo "empresas privadas que são concessionárias do serviço de transporte urbano no DF" leia-se "Wagner Canhedo, Valmir Amara e Nenê Constantino". Só gente da melhor estirpe.

Bem, se quem comprou foram empresas privadas, Arruda nada tem a ver com o fato. Então, não é "o GDF quem tem mudado a realidade do transporte do DF", como as propagandas oficiais andam falando por aí.

2ª hipótese: Os ônibus foram comprados pelo GDF. Como o governo pode comprar ônibus e entregá-los nas mãos da iniciativa privada para que ela acumule lucro dessa forma? Se fosse para o GDF comprar ônibus deveria comprá-los para a TCB, empresa estatal sucateada que deveria ser reestruturada para que o DF passasse a ter um transporte público de verdade.

3ª hipótese : O GDF deu uma enorme desoneração fiscal às empresas privadas concessionárias do serviço de transporte urbano no DF para que, em troca disso, elas comprassem novos ônibus e renovassem a frota.

Pergunta. Qual a diferença entre a 2ª e 3ª hipóteses? Nenhuma, e foi isto que aconteceu. Só neste governo as empresa receberam
isenção de ICMS para a compra de combustíveis, isenção de ICMS para a compra de ônibus novos e isenção no IPVA. E a passagem, é bom lembrar, continua sendo a maior do país.

Estatização

O Distrito Federal só vai ter transporte público quando houve um governo que tenha a coragem de tirar os três distintos empresários deste setor. Não se pode permitir que os trabalhadores, estudantes e toda a sociedade permaneçam reféns deste esquema.

Mas o caminho de Arruda é diametralmente oposto a isto. Além de manter as concessões destes senhores ainda pretende privatizar o metrô do DF.




Update (4/11/09 | 15:37):


A Secretaria de Transporte me respondeu.

"Todos os ônibus substituidos neste governo foram adquiridos pelas empresas"

3.11.09

Agressão de Aécio ou a Aécio?


O jornalista Juca Kfouri publicou por volta do meio dia de 1º de novembro uma nota em seu blogue (acesse aqui) denunciando que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, teria dado um empurrão e um tapa na sua acompanhante na festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro. A festa ocorreu uma semana antes de Juca publicar a nota.

A jornalista Joyce Pascowitch publicara nota no dia seguinte à festa (26/10), mas não citava nomes (acesse aqui). Dizia:

"Um dos convidados mais importantes e famosos da festa que o estilista Francisco Costa, da Calvin Klein, deu na piscina do hotel Fasano, no Rio, nesse domingo, acabou estrelando uma cena que deixou todos os convidados constrangidos. * Visivelmente alterado, ele deu um tapa na moça que o acompanhava - namorada dele há algum tempo. Ela caiu no chão, levantou e revidou a agressão. A plateia era grande e alguns chegaram a separar o casal para apartar a briga. O clima, claro, ficou muito pesado"

Depois da nota de Kfouri a assessoria de imprensa de Aécio desmentiu a informação e a classificou como caluniosa.

Bem, estranho seria se a assessoria de imprensa de um pré-candidato a presidente da República dissesse: "É verdade, Aécio bateu numa mulher". Ainda mais sendo que não há fotos, vídeos e o caso pode ser facilmente abafado. E covenhamos, quantos casos existem que todo mundo sabe, mas que são abafados pro conveniência?

Alguém aí pode me dizer de que foi o deputado Luís Eduardo Magalhães faleceu? Parada cardíaca? Igual a da Cássia Eller?

Deixa pra lá. Voltemos ao caso Aécio Neves.

O governador mineiro não é um político qualquer. Ele é pré-candidato a presidência e jornalista adora falar de eleição. Desde de 2006 fala-se em 2010 e quando a eleição passar falar-se-á sobre 2014 até este chegar e assim por diante.

Assim, a imprensa anti-serrista (formada principalmente por Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha e Paulo Henrique Amorim) não quer saber se Aécio bateu ou não bateu na sua acompanhante/namorada. A imprensa anti-serrista está preocupada porque esta notícia é ótima para o governador José Serra na disputa interna pela indicação para candidato a presidência pelo PSDB.

José Serra, como se sabe, é um craque em destruir reputações. Perguntem à Roseana Sarney e ao Ciro Gomes.

Isto, porém, não anula o fato de que Aécio pode ter agredido fisicamente uma mulher. "Ah, mas ela negou ter sido agredida". E daí? Quantas negam, escondem?

Eu não posso afirmar que o fato aconteceu ou que não. Apenas quem lá estava. Joyce Pascowitch e Juca Kfouri ou lá estavam ou lá tinham fontes, não inventariam o fato do nada.

E além do mais, por que Juca Kfouri, um dos jornalistas mais sérios do país, faria uma acusação como esta utilizando nada além da própria reputação? Seria Juca membro do "Sistema Serra de Comunicação"? Não creio. Nesta história toda, Juca é o mais respeitável.

Serra, imprensa anti-serrista, Aécio, namorada do Aécio... não compraria um carro usado de nenhum destes.



PS: Este blogue faz questão de deixar claro que torce muito para que José Serra seja o candidato tucano à presidência da República.

Arruda no "É Notícia"


O governador José Roberto Arruda foi o entrevistado do programa "É Notícia", apresentado pelo bom jornalista Kennedy Alencar, neste último domingo.

Dois trechos da entrevista chamaram a atenção.

Primeiro quando perguntado o motivo pelo qual o Distrito Federal tem o maior índice de desigualdade social do Brasil (logo o único lugar governado pelo PFL) Arruda explicou que isto acontece porque Brasília foi vítima de ciclos migratórios de pessoas despreparadas.

Que perfeito. A pobreza é culpa do pobre! Este é o jeito DEMO de governar!

Outro parte interessante foi quando Kennedy lembrou do episódio da violação da votação secreta que casssou o mandato do ex-senador Luiz Estevão. O governador disse que cometeu um erro, ler uma lista. Não, não, não. Arruda fez muito mais do que isso. Vamos aos fatos:

  1. Arruda disse à então diretora do setor de informática do Senador, Dra. Regina Célia Borges, que queria lhe fazer uma consulta pessoalmente e a convidou para ir ao seu apartamento;
  2. Lá, Arruda perguntou à Dr. Regina, na véspera da votação que cassaria Luiz Estevão, se era possível conhecer os votos de uma votação secreta;
  3. Diante de uma inicial negativa, Arruda insistiu e fez Regina sair dali direto para casa de Heitor Ledur, técnico que procedeu a retirada da lista no dia seguinte;
  4. Regina Célia entregou a lista ao então assessor Domingos Lamoglia, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, que entregou ao patrão, Arruda, que entregou ao patrão, Antônio Carlos Magalhães, babalorixá do Senado naquela época;
  5. Meses depois a história vazou e Arruda subiu à tribuna do Senado jurando por Deus, pela família, pelos filhos e pelo própria honra que nada tinha a ver com o episódio, "se é quem ele realmente aconteceu";
  6. Regina Célia deu novo depoimento e fez Arruda voltar à mesma tribuna cinco dias depois para disdizer tudo que tinha tido e confessar a participação no crime.

Arruda violou e mentiu. Isto é muito mais do que simplesmente ver uma lista.


Foto: Agência Brasil