29.10.09

Quem disse que ele vai se aposentar?

Lula aos 64: "Não me vejo fora da atividade política"

E assim jaz a tese do pós-Lula.

Perigo nas rodovias

De Juliana Weis:

"Vem aí um abacaxi para o Detran descascar. Aliás, não só o Detran de Brasília, mas de todo o país. A Câmara dos Deputados prepara um pacote com 51 alterações – sabe-se lá, nem todas parecem boas ideias – no Código de Trânsito Brasileiro. Uma delas virtualmente aposenta o bafômetro. Determina que, caso o motorista não aceite soprar na geringonça, a simples aparência de embriaguez será suficiente para a abertura de processo contra ele e para a tomada de todas as medidas administrativas, que podem chegar à suspensão da carteira de habilitação. A questão é como fazer a avaliação da aparência de embriaguez e de quem a fará."

Grande oportunidades para atitudes arbitrárias por parte de policiais contra motoristas. Não é assim que vamos resolver este grave problema.

Arruda ainda faz propaganda de Efeagacê


Essa é do Blog da Paola.

Uma das obras tocadas pelo GDF tem ao lado a logomarca do governo federal... do Efeagacê.

A marca é "Governo Federal / Trabalhando por todo o Brasil" e "Avança Brasil", um tímido PAC do segundo governo Efeagacê.

A marca do governo Lula é "Brasil, um país de todos".

É assim que a gente vê quem é amigo de quem.

28.10.09

Não há dúvidas



Ou porque ficou nervoso com o pergunta do jornalista ou por pura deselegância o senador Heráclito Fortes (UDN-PI) chamou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) de corno. Assim como boa parte da imprensa brasileira, né Mônica Bêrgamo?

O mínimo é um pedido de desculpas.

Sou uma menina estuprada por usar mini-saia

Apesar o nome egocêntrico (Blogue do Braga), não gosto de fazer deste um espaço de desabafos pessoais, mas compartilharei com vocês algumas experiências que tive neste 2009.

No início do ano, quando ainda morava na Asa Norte, bairro de classe média alta e cheio de gangues, meu carro foi arrombado durante uma madrugada estacionado do lado meu prédio. Levaram o rádio e mais alguns pertences. Quando vi a cena, já de manhã, pensei: "Como sou azarado, logo o meu carro".

Alguns meses depois, quando nasceu minha filha, decidimos me mudar para o Cruzeiro, um bairro mais pacato, pelo menos era o que eu pensava.

Com uma criança recém-nascida decidimos contratar uma diarista. Na terceira ou quarta vez que a mulher se diria ao meu apartamento foi assaltada e espancada já quase chegando. Acompanhei-a à delegacia pensando: "Mas será que nem aqui no Cruzeiro se pode ter paz?".

A mulher não quis mais saber de trabalhar naquela região e tivemos de contratar outra diarista. No primeiro dia de trabalho ela furtou algumas jóias que minha filha ganhara de presente e uma quantia em dinheiro. Fui à delegacia de novo já pensando: "Só pode ter algum problema comigo. Deve ser porque eu não repasso as correntes de emeio que enchem minha caixa".

Hoje voltei à delegacia para fazer mais um boletim de ocorrência. Mais uma vez entraram no meu carro durante a madrugada e roubaram alguns pertences. O que devo pensar agora? Eu e mais cinco vizinhos que também foram vítimas do mesmo tipo de crime na mesma noite! Aquele curioso encontro no setor de perícia da polícia teve quorum maior do que muita reunião de condomínio, diga-se.


De quem é a culpa?

Quando fui fazer a perícia do primeiro arrombamento, um dos policiais perguntou se o carro tinha trava elétrica. "Não, não tem", respondi. "Tem que ter. Sempre que o ladrão ver um carro sem trava ele vai lá e rouba", afirmou o policial meio indignado com minha "displicência". Alguns minutos depois ele voltou e me indicou um amigo dele que instala trava e alarme em carros.

Não o respondi. Se o tivesse feito, seria preso por desacato a autoridade.

Responsabilizar o roubado por não ter se protegido corretamente contra o roubo é como culpar uma moça estuprada por usar mini-saia.

A verdade é que o GDF do Zé Arruda não tem política de segurança pública nem de inclusão digital. É por essas e outras que ele vai voltar pra Itajubá.

23.10.09

Zé Arruda quer que pobre se exploda


Um rápido cálculo com base em dados fornecidos pelo próprio governo do Distrito Federal mostra a total despreocupação do atual governo com os mais pobres.

Estes postos policiais, verdes, é claro, que o governador Arruda (na foto ao lado de lideranças populares) anda espalhando por aí como se resolvessem ou pelo menos melhorassem a atual situação calamitosa da segurança pública do DF estão concentrados nas áreas mais nobres da cidade.

Enquanto Sobradinho, com 61290 habitantes, e Brazlândia, com 48958 habitantes, têm apenas um posto policial cada, o Lago Norte, com apenas 23.000 habitantes tem dois postos, um para cada 11500 pessoas.

A cidade de Ceilândia, a mais populosa do DF, tem apenas um posto para cada grupo de 33245 habitantes, enquanto Águas Claras, cidade onde fica a residência oficial do governador, tem um posto policial para cada 14541 habitantes.

O Lago Sul, bairro com o melhor IDH do DF tem um posto policial para cada 12203 habitantes enquanto no Varjão o único posto policial que havia está desativado.

Só pra lembrar: Arruda prometeu construir 300 postos policiais em seus quatro anos de governo. Quase três anos se passaram e o número de postos construídos não chegou a 100.

Os dados populacionais são do anuário estatístico da Codeplan de 2007 e dos postos policias é do portal do GDF.

Jacques, o imortal

Respostas a perguntas do blog Game Over

1-Pessoas contrárias às cotas raciais dizem que, pela suposta não-existência de raças, serão as cotas que criarão o racismo. O que você tem a dizer sobre isso?
Se, biologicamente, existe ou não existe raça é um debate científico, mas certamente há racismo.

Nós construímos um país tendo como base a escravidão dos negros, que quando foram “libertados” não tiveram nenhuma assistência de inclusão racial. Como resultados tivemos um acúmulo de negro miseráveis formando bolsões de pobre nas periferias das metrópoles.

Hoje, no Brasil, qualquer índice social ruim é ainda pior entre os negros.

2-Outra critica comum é dizer que o nível das universidades baixará, e que até mesmo o mercado de trabalho será afetado pelas cotas. Você concorda?
Pelo contrário. Olhando para as experiências que já estão acontecendo vemos que os cotistas têm rendimento melhor do que a média geral dos estudantes. O que, inclusive, coloca em xeque os sistemas de vestibular para a entrada nas universidades.

3- Como dizer quem sofre racismo no Brasil num País em que a miscigenação prevalece?
Fácil. Os números mostram que qualquer policial sabe diferenciar um negro de um branco.


4- Você acha que Ali Kamel deveria distribuir seu livro “Não Somos Racistas” para quem escolhe o elenco das novelas e que personagens os negros fazem?
O Ali Kamel não deveria distribuir este livro pra ninguém. É o primeiro livro racista escrito pra dizer que não á racismo. É um completo absurdo.

E o “engraçado” é que tanto o Ali Kamel quanto o Demétrio Magnoli, o Demóstenes Torres e a vasta maioria dos militantes contrários às cotas raciais são brancos.

É como uma dívida que os credores reafirmam a sua existência e só os devedores a negam.

5- O Brasil está preparado para ter um presidente negro?
Creio que não. Nosso Senado é composto por 81 membros, dentre os quais apenas o Paulo Paim e Marina Silva são negros. No STF, de 11 membros, temos apenas o Joaquim Barbosa de negro. No STJ tivemos há pouco tempo a posse do primeiro negro em toda a história.

Os espaços ocupados pelas chamadas “minorias” ainda são muito poucos e as exceções não devem ser utilizadas para mostrar que não impedimento para que cheguem lá. Mulheres, negros, índios são sub-representados e a única medida para mudar este cenário são as ações afirmativas.



Confira aqui o Game Over

O mitomaníaco

19.10.09

Justiça cassa 13 vereadores da base de Kassab

O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou e declarou inelegíveis por três anos 13 dos 55 vereadores de São Paulo, por captação ilícita de recursos.

São seis do PSDB, quatro do Democratas (Ex-Arena), um do PP, um PV e um PTB. Todos da base aliada do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Segue a lista:

Adilson Amadeu (PTB);
Adolfo Quintas Neto (PSDB);
Carlos Alberto Apolinário (DEM);
Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB);
Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB);
Dalton Silvano do Amaral (PSDB);
Domingos Odone Dissei (DEM);
Gilson Almeida Barreto (PSDB);
Marta Freire da Costa (DEM);
Paulo Sérgio Abou Anni (PV);
Ricardo Teixeira (PSDB);
Ushitaro Kamia (DEM);
Wadih Mutran (PP).

16.10.09

Lula = Geisel ?

Publicado em "O Blobo" de hoje em cinza com comentários em vermelho:


"Volta do Tempo

Ernesto Geisel era um general de pulso forte. Nascera para a política no movimento tenentista da década de 20 do século passado, participara da era Getúlio, durante a qual servira ao governo de intervenção na Paraíba, e estivera com Castello Branco em 1964. Ao lado dele caiu no ostracismo quando os "castelistas" perderam o enfrentamento com a "linha dura" do regime. Mas daria o troco na década de 70, como presidente, ao vencer os "porões" e aplainar o terreno para a redemocratização. Fez a abertura porque era tão ou mais autoritário e centralizador que todos, numa dessas contradições da História.

Até aí tudo normal.

E, com toda essa linhagem, Geisel é admirado por petistas. (?) Em abril do ano passado, o presidente Lula, na cerimônia do 35º aniversário da Embrapa, elogiou Geisel, e até mesmo Médici - quando a violência na repressão política chegou ao auge. Motivo: criaram a estatal de pesquisa e construíram Itaipu. Grandes obras públicas e estatais fazem parte do imaginário da esquerda de longa data. Mesmo que tenham sido obra de radicais inimigos. Em 2001, José Dirceu - então presidente licenciado do PT e a um ano de ajudar a conduzir a campanha vitoriosa de Lula -, numa palestra na Escola Superior de Guerra (ESG), também não poupou elogios a Geisel, devido à consolidação da industrialização e montagem de uma indústria de máquinas e equipamentos. Ter sido obrigado a exilar-se em Cuba em nada afetou a opinião de Dirceu.

Ninguém é totalmente ruim ou totalmente bom. Todas as críticas ao autoritarismo, mas que se reconheça os avanços passados. Lula é criticado porque acha que ninguém fez nada antes dele e é criticado quando reconhece boas ações de governos passados.

Pois é o resgate desse entendimento geiseliano do que é poder, governo e Brasil que fica cada vez mais presente no governo Lula, neste segundo mandato. A ingerência numa empresa privada, a Vale, para forçá-la a fazer investimentos como se estatal ainda fosse, deriva dessa ideologia. As críticas quando a Embraer, outra ex-estatal, afastou funcionários no estouro da crise mundial, são também um cacoete de mesma origem.

Os traços de um projeto estatista ao gosto de Geisel, e de parte dos militares daqueles tempos, estão, também, na proposta de exploração do pré-sal pelo sistema de partilha, com a Petrobras tendo o monopólio da operação nas áreas e um terço dos consórcios. O governo, tomado por uma visão nacionalista que sempre uniu direita e esquerda no Brasil pós-1930, expõe a Petrobras a um risco financeiro que já seria elevado para a Exxon, tudo com o objetivo de centralizar recursos e poder nas mãos do Estado, a fim de permitir a reedição de um programa de substituição de importações, agora de equipamentos e serviços na área de petróleo - como o governo Geisel fez em insumos básicos e bens de capital.

"Morte ao nacionalismo. Vale, Petrobrás e Embraer devem servir à iniciativa privada, e não ao interesse público"

Há, porém, duas importantes diferenças históricas: as economias brasileira e mundial estão em outro estágio, mais globalizadas e interdependentes. E Geisel teve quase durante todo o tempo de governo o AI-5 no coldre, ao alcance da mão. Era fácil ser autoritário e exercitar um planejamento no estilo soviético. Cabe lembrar, ainda, que o país saiu daquele período quebrado e com a inflação em alta."

Como assim "era mais fácil"? Então o objetivo de Lula é ser autoritário, mas hoje em dia é mais difícil?

E hoje estamos com a inflação controlada e dívida externa controlada. Mostra de que o que vivemos hoje NADA tem a ver com o período de Geisel ou Médici.

E o pior é que foi "O Blobo" apoiava os governos militares, época na qual virou esse império de comunicação e ganhou rios de dinheiro enquanto Lula e outros petistas lutavam pela redemocratização.

Lula ≠ Geisel

Organização Blobo = FOX

Bolha de S. Paulo e Reinaldo Azevedo alertam

Popularidade não se transfere, diz estrategista de Obama

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Poxa, o Serra não vai ganhar nada com a popularidade do Efeagacê?

15.10.09

Mídia ‘desconstrói’ MST na exata medida em que movimento ameaça Status Quo

Por Rodrigo Mendes:

"A maior ameaça à estrutura fundiária no Brasil e, consequentemente, ao Status Quo da elite brasileira, hoje, é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, o MST. Não pelo seu grau de radicalidade, mas pela densidade e volume que tomou.

A campanha que a mídia em geral faz para desconstruir o MST para um público mais amplo - e que poderia pender para a simpatia para com o movimento ao analisar de maneira mais objetiva a causa da distribuição de terra e produção de alimentos - é proporcional ao tamanho da ameaça e do potencial que esse movimento representa."

Clique aqui para a íntegra no FNDC.

14.10.09

Decisão para os anais da Justiça

Do Uol:

"A emissora de televisão RedeTV! foi condenada pela Justiça do Rio de Janeiro a pagar R$ 20 mil de indenização a título de danos morais a uma estudante que teve sua imagem veiculada sem autorização no programa "Pânico na TV".

Rafaela Almeida afirma que estava na praia de Ipanema, na zona sul do Rio, quando foi abordada por dois apresentadores do programa para participar do quadro "Vô, num Vô". Mesmo tendo negado participar, a estudante foi filmada e teve sua imagem veiculada em setembro de 2007. Rafaela diz na ação que também uma foto sua, em trajes de banho, foi disponibilizada no site do programa.

De acordo com o relator do processo, desembargador Ademir Pimentel, da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, "além dos comentários negativos feitos pelos comediantes quanto à forma física da estudante, a edição do programa a expôs ainda mais ao colocar a figura de um dragão no momento da entrevista e a música 'Lua de São Jorge' como trilha sonora da matéria", diz nota oficial do TJ."


Os caras do Pânico estão errados, mas que deve ter sido engraçado a isso deve.

12.10.09

Vai pra casa, Ciro!

De Ricardo Noblat* em cinza com comentários em vermelho:


"O que mais causaria incômodo a Lula? O candidato do PSDB a presidente se eleger direto no primeiro turno da eleição? Ou ele ser obrigado a apoiar o deputado Ciro Gomes (PSB) no segundo turno?

Se for o caso, Lula prefere perder a eleição com Dilma Rousseff do que ganhá-la com Ciro. Dilma foi escolha dele. Ciro tenta se impor à sua revelia.

(Como diz o Genoíno, na política tem dois lados, o lado de lá e o lado de cá. Dilma e Ciro são do lado de cá. Serra, Aécio, Heloísa Helena e Marina são (ou viraram) do lado de lá. Tolice achar que uma vitória de Ciro não seria apresentada como uma vitória do bloco governista e, portanto, de Lula)

Nenhum chefe político gosta de ser contrariado. Chefes em geral não gostam.

Lula desenhou a sucessão dele com régua e compasso. Mesmo assim deu errada aquela jogada do terceiro mandato consecutivo. Não convenceu nem seus aliados mais fiéis. Então ele inventou Dilma, sem passado dentro do PT, sem a mínima experiência eleitoral.

(Aqui Noblá, blá, blá diz por conta ou risco que Lula arquitetou uma tentativa de terceiro mandato consecutivo para si. Não se tem notícia disso, pelo contrário, mas se ele tivesse sinalizado neste sentido, não tenham dúvidas, o PT teria comprado a idéia)

Se ela não emplacasse, quem sabe o terceiro mandato não ganharia as ruas e acabaria aprovado pelo Congresso?

(Quando\se Dilma não emplacar não haveria mais tempo para mudar a legislação para permitir o terceiro mandato. Se fosse pra ser já teria sido, e não nunca foi)

Por ora, Dilma de fato não emplacou. Mas a crise financeira internacional sepultou o sonho do terceiro mandato.

(Aquela crise financeira que manteve a popularidade de Lula mais alta do que a de qualquer outro que já tenha ocupado Palácio do Planalto?)

Foi um vacilo de Lula concordar com o desejo de Ciro de se testar como candidato. Ciro logo passou Dilma nas pesquisas de intenção de voto.

Lula está sinceramente convencido de que a comparação dos resultados do seu governo com os resultados do governo de Fernando Henrique servirá de combustível para incendiar a candidatura de Dilma.

E que sua presença na campanha ao lado dela dizendo a todo instante “Minha candidata é Dilma”, derrotará José Serra sozinho ou na companhia de Aécio Neves como vice.

("Claro que não, Serra está eleito a muito tempo, isto é claro. O sentimento do povo brasileiro claramente é de que o país não está no rumo certo, tem que mudar e a oposição sem discuro deve voltar ao poder")

Quem quiser pode vir que Lula está fervendo.

Marina Santos (sic), candidata do PV? Lula não aposta um tostão furado na candidatura dela. Descarta que ela possa crescer o suficiente para provocar um segundo turno entre Dilma e Serra.

Uma eleição plebiscitária, tal como ele a concebe, se esgotará no primeiro turno. Se Dilma perder... Foi ela que perdeu. Lula terá feito tudo para elegê-la. E, pensando bem, Serra não será tão mal para ele.

O que não dá, não dá mesmo, é Ciro bater Dilma no primeiro turno e se classificar para concorrer com Serra no segundo. O mito Lula sairia afetado.

O cara não teria demonstrado força sequer para garantir Dilma no segundo turno. Ouviria: cadê o poderoso cabo eleitoral ambicionado por 10 entre 10 candidatos às próximas eleições? Cadê? O gato comeu.

(Nesta conjuntura Lula tem duas candidaturas, caramba. Se um segundo turno fosse entre Serra e Marina, ou Aécio e Heloísa Helena tudo bem. Aí Lula seria o grande derrotado. Quer apostar como isto não vai acontecer?)

De resto, Ciro é imprevisível. Lula não confia nele. Um bocado de gente não confia. Vez por outro banca o insensato. É temperamental. E dado a rompantes.

(Ciro não é confiável? Mesmo argumento contra Lula 89. Deu Collor)

O que não murmuraria o PT, hein?

Sim, porque diante de Lula só resta ao PT murmurar. Estrilar? Não. Espernear? Esqueça. Revoltar-se? Jamais! Mas o que murmuraria o PT?

Forçado a ir com Dilma, o PT ainda se veria na humilhante situação de ter que sair gritando por aí no segundo turno: “Ei, ei, ei, Ciro é nosso rei”. Logo o PT que não engole Ciro em São Paulo nem banhado a ouro. Salvo se Lula quiser, é claro.

Divirta-se Ciro enquanto puder como aspirante à vaga de Lula. O seu próprio partido, o PSB, prefere tê-lo como candidato à vaga de Serra.

Ciro piscou primeiro e cometeu a bobagem de transferir seu título de eleitor para São Paulo. Queria agradar a Lula. Sabujo! Mesmo que perca, ajudará a eleger deputados do partido.

Para presidente, o PSB espera o momento certo de anunciar que é Dilma desde garotinho.

PDT e PC do B estão com Dilma.

Com Ciro só tem ele e quase 18% do eleitorado.

(Há oito anos Serra estava empatado em algumas pesquisas com o falecido Enéas Carneiro com 4,2% das intenções de votos e tinha porque tinha que ser candidato. Hoje Ciro tem "apenas" 18% nas pesquisas e deve ir para casa)

Se o eleitor não encontrar o nome de Ciro na célula votará em outro.

Por aqui, eleitor só serve para votar. Para escolher candidato, não. Os caciques escolhem por ele.

Essa é a democracia que temos. Ou melhor: o regime político que temos, qualificado de democrático. Está longe de ser."



*Noblat é aquele da vacância da presidência da República, da brasileira torturada na Suiça, do jantar com o Arruda na noite do dia 27 de junho de 2000 etc.

11.10.09

Eles dizem amém

De Alberto Dines:


"O acordo com o Vaticano é chamado de concordata. Mas também poderia ser designado como uma falência: representa o fracasso, o malogro, a quebra do Estado secular e laico.

Escondido pelo governo e pela grande mídia desde novembro passado [ver remissões abaixo], o acerto só foi admitido abertamente há três meses e, na quarta-feira (7/10), foi aprovado em votação simbólica pelo Senado. (...)"


Clique aqui para ler a íntegra em Observatório da Imprensa.

9.10.09

A "sólida base"


Interessante o texto "Os 12 fiéis de Arruda" publicado hoje pela jornalista Paola Lima.

Nele ela revela que Arruda conta com uma "nova bancada - enxuta mas leal, como sempre quis o governador - está pronta para barrar qualquer sinal de rebeldia dos demais colegas."

Os 12 discípulos seriam:

Eurides Brito (PMDB), líder do governo;
Roney Nemer (PMDB);
Benício Tavares (PMDB);
Alírio Neto (PPS), por meio do seu suplente Cláudio Abrantes (PPS);
Paulo Roriz (DEM), por meio do seu suplente Raad Massouh (DEM);
Milton Barbosa (PSDB);
Raimundo Ribeiro (PSDB);
Wilson Lima (PR);
Bispo Renato (PR);
Rogério Ulysses (PSB);
Cristiano Araújo (PTB);
Dr. Charles (PTB).

O grupo contaria também com o presidente da casa Leonardo Prudente (DEM), pronto a garantir a vitória em qualquer votação se o empate tentar imperar.

Bom, tomando esta "nova bancada" como verdadeira e coesa, reflitamos. Uma base que tantas vezes ganhava as votações por 20 X 4 ou 19 X 5 agora se resume a míseros 12 deputados fiéis.

E se este são os fiéis, os outros são o que? Os infiéis? Os traidores? A oposição? Vamos aos nomes:

José Antônio Reguffe (PDT), pré-candidato a governador;
Érika Kokay, líder do PT;
Cabo Patrício (PT);
Paulo Tadeu (PT);
Chico Leite (PT);
Batista das Cooperativas (PRP), vice-líder do governo;
Pedro do Ovo (PRP);
Eliana Pedrosa (DEM), do partido do governador e ex-secretária do governo;
Júnior Brunelli (PSC), ex-democrata;
Jaqueline Roriz (PMN);
Benedito Domingos (PP), ex-administrador de Taguatinga;

Se estes deputados, oposicionistas e ex-aliados se juntarem bastam agregar mais um votinho, como o do tucano Milton Barbosa que na verdade diz só votar de acordo com o própria conciência, e eles terão maioria absoluta na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Junte-se a isto a pressão da base do Dr. Charles para que ele deixe de apoiar este governo. Juste-se a isto que Rogério Ulysses, que foi caninamente aliado de Arruda até aqui, estar doidinho para apoiar o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Junte-se a isto que o Bispo Renato tem que seguir a orientação dos evangélicos para se manter vivo e o caminho natural deles também é apoiar Roriz.

Eu tô achando que Arruda vai ter que voltar pra Itajubá.

Teles podem abandonar Confecom

"As empresas de telecomunicações podem ficar fora da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Segundo apurou este noticiário, o governo já foi informado sobre a intenção da Telebrasil de se desligar da conferência. As razões explicadas pelo associação, que representa as teles, passam pela dificuldade de mobilizar os delegados para as etapas regionais da Confecom. (...)"

Clique aqui para ler o texto do FNDC.

Público aprova programas da TV Brasil

Deu no O Globo:

"A programação da TV Brasil tem 80% de aprovação entre seu público, aponta pesquisa do Instituto Datafolha realizada a pedido da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela rede pública. Um terço da população (34%) conhece a emissora, e 10% são telespectadores regulares. Entre esses, a programação foi considerada ótima por 22%, boa por 58% — totalizando os 80% —, regular por 20% e ruim ou péssima por 1%.

Entre os espectadores do canal, a maioria (79%) pertence às classes B (32%) e C (47%), é do sexo masculino (57%), tem idade média de 39 anos e grau de escolaridade médio (46%), aos quais se somam 17% com nível superior, segundo o Datafolha.

Na consulta estimulada (que menciona o nome do canal), 15% disseram já ter visto o canal e 10% declararam que assistem à programação frequentemente.

Em consulta espontânea, a TV Brasil recebeu 1% das menções. Destacaram-se na preferência dos telespectadores: “Programa de cinema” (de filmes), com 34%; o telejornal “Repórter Brasil-noite”, com 31%, e o programa “Leda Nagle: Sem censura”, com 26%; documentários (24%); “Repórter Brasil-manhã” (20%); programas musicais (19%); e infantis (17%)."

Com sete pré-candidatos, PT-SP não se anima com Ciro

Aloízio Mercadante, Antônio Palocci, Arlindo Chinaglia, Emídio de Souza, Fernando Haddad, Marta "Suplicy", e agora Eduardo Suplicy.

Todos colocaram seus nomes a disposição do PT de São Paulo para concorrer ao governo de São Paulo.

Ciro Gomes? Essa alternativa eles não debatem com profundidade. Só o apoiarão se forem enquadrados pelo presidente Lula, o que não é difícil.

Analisando nomes:

Mercadante deve concorrer ao Senado. Só tentaria o governo se houvesse um consenso no partido e consenso dentro do PT já é difícil, imaginem com sete pré-candidatos.

Palocci. Fortes setores do partido o apoiam, mas a "Articulação de Esquerda" descarta. "Não tem perfil para fazer o enfrentamento com o PSDB", sentencia Valter Pomar.

Arlindo Chinaglia. Não.

Emídio de Souza. Insistente na sua pré-candidatura pode acabar emplacando com algumas desistências.

Fernando Haddad. É do campo político "Mensagem ao Partido", isto é, chances mínimas.

Marta Suplicy não pode mais ficar sem mandato. Candidatíssima a deputada federal com eleição fácil e chance de arrastar mais gente junto.

Eduardo Suplicy. Colocou o próprio nome na última reunião, mas ninguém leva muito a sério.

Independente do nome escolhido, levante o braço quem acha que o PT tem chance de ganhar em São Paulo...

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8.10.09

Ciro Gomes (PSB-SP)

Pelo que interpretei do § 7º do artigo 14º da Constituição, Ciro Gomes teria que mudar seu domicílio eleitoral para poder ser candidato a presidente da República. Caso contrário, só poderia ser candidato a reeleição para deputado federal.

Se foi para ser candidato a governador de São Paulo ou para ser candidato a presidente tanto faz. A questão é: Como ele, eleitor de São Paulo, pode ser deputado pelo Ceará?

O questionamento do PSDB (leia-se José Serra) sobre o assunto faz todo o sentido.

Se troca de partido causa perda de mandato, troca de estado também deveria.

4.10.09

O que tá acontecendo com a Bolha?

Trechos de alguns artigos publicados hoje na Bolha de S. Paulo:

Clóvis Rossi:

"Um dia de 1997 aportei em Amsterdã para cobrir uma cúpula da União Europeia. Peguei a credencial, pendurei no peito e fui tentar entender o mapa das tendas instaladas em um parque público da cidade, que seriam o QG do encontro.

Aproxima-se um jornalista holandês, vê "Brazilie" escrito na credencial, abre o olhão e diz: "You came all the way from down there just to this?". Tradução livre: "Você veio lá do fundão do mundo para isto?". Interpretação mais livre ainda: "O que um bugre está fazendo no meio dos brancos?".

Nos 12 anos seguintes, o "Brasil" no meu peito, nas credenciais de cúpulas, passou a ser cada vez menos "down there", em Hokkaido, no Japão, e Áquila, na Itália, em Londres como em Pittsburgh.

Sou, portanto, testemunha viva da história da transformação do Brasil de "down there" para "primeira classe", como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após "o Rio derrotar Obama", segundo a manchete de ontem do "Financial Times". "


Da Eliane Catanhede:

"Os EUA descem (do topo), o Brasil sobe (da base emergente). Obama murcha, Lula infla. As mútuas cutucadas continuam, e o contraste diz muito: um chegando cabisbaixo de volta a Washington e outro falando de Copenhague ao mundo. É o retrato do momento e uma projeção do futuro.

Internamente, o Brasil está em festa, recuperando a autoestima, o orgulho, a ambição. Ou seja, as Olimpíadas de 2016 reforçam os projetos de Lula para 2010 e embalam o seu sonho de disputar a Presidência em 2014 e voltar em 2015."


De Jânio de Freitas:

"(...) a verdade é que o governo Lula deu ao Brasil uma projeção na política internacional que o país jamais tivera. Nem a participação da FEB e de um bravo grupo de aviação de caça é lembrada nas histórias da Segunda Guerra, nem ao chegar à dimensão de oitava economia mundial o Brasil se tornara mais considerado nas formulações internacionais.

Auxiliado pelo equívoco dos países desenvolvidos que o supõem um operário autêntico e reformador do Brasil, fantasia da embasbacada imprensa europeia e norte-americana, Lula teve o mérito de operar uma confusa identificação do seu exacerbado personalismo com o país. E estendeu de um ao outro atenções e benevolências que abriram portas e presença em centros de decisão.

Dá uma ideia dessa fusão inovadora, e do seu processo, a comparação com o personalismo de Fernando Henrique, não menos exacerbado, mas que confinou seus objetivos aos limites pessoais dos títulos, condecorações e outras projeções individuais.

A ação externa do governo Lula é parte de um contraste agudo. Lula produz nas relações internacionais um passo primordial e extenso de descolonização do Brasil. No plano interno, porém, a política econômica e suas projeções sociais preservam o colonialismo ante essa espécie de metrópole mundial que são os capitais internacionais combinados, com suas ramificações internas completando o sistema colonizante."


Até o Juca Kfouri, ferrenho opositor da candidatura carioca a sediar os Jogos Olímpicos escreveu:

"Sediar uma Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos pode fazer do Brasil o país do século 21 "

Heath Ledger

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