28.9.09

Com número na faixa e tudo mais

Vocês lembram do PSDB? Aquele partido que entrou com representação contra o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff por campanha fora de época.

Lembraram?

Não, não é o partido do Arruda, do Agripino e do Bornhausen. É o outro, o do tucano. Lembraram agora?

Pois dêem uma olhada no ato de filiação do senador sub judice Expedito Junior (RO), pré-candidato a governador do seu estado:




Detalhe: Hoje, três dias depois do ato de filiação, ainda consta no site do senador a logomarca do seu antigo partido, o PR. Duas vezes.


"Ditabranda edita AI-5, que pode cassar mandatos e suspender direitos individuais"

O título deste post poderia ter sido a manchete do jornal "Bolha de S. Paulo" no dia 14 de dezembro de 1968, dia seguinte ao da edição do Ato Institucional nº 5.

Como eles perderam a chance de fazê-lo naquele dia, fizeram agora:


Antes de mais nada, quem emitiu o decreto não foi "Honduras", mas sim o governo golpista, que agora os jornalões decidiram chamar de "governo de fato". Eufenismo ou pura molecagem com a capacidade intelectual dos leitores?

O decreto emitido não "pode suspender", ele suspende as liberdades democráticas. Se não há garantia de liberdade, liberdade não há.

O próprio "Estado de S. Paulo" escreve:

"Entre outras medidas, o decreto ordena: o fechamento dos meios de comunicação que "ofendam a dignidade humana, os funcionários públicos ou atendem contra a lei"; a detenção de pessoas consideradas suspeitas; e a intervenção em todos os prédios públicos tomados por manifestantes"

Como diz o Briguilino, eles "democraticamente cancelaram a liberdade de imprensa".

Ah, e só pra lembrar. O Chávez é um terrível ditador, Micheletti é apenas um, digamos, "presidente de fato".

27.9.09

A insistente defesa do neoliberalismo

Editorial de hoje de "O Globo":

"Por esperteza político-eleitoral, ideologia ou ambos — o mais provável —, há uma febre de “estadolatria” em Brasília. Talvez porque tenha funcionado no segundo turno de 2006 o estratagema de tachar tucanos de “privatistas”, a defesa do Estado passou a aparecer com mais frequência em discursos do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff.

Explora-se com alguma competência a idéia tosca, ainda existente na população, de que o “Estado é do povo”, assim como suas empresas. Confunde-se o “estatal” com o “coletivo”, como se não existisse a expropriação privada do bem público pelo patrimonialismo, exercido de maneiras mais sutis ou escancaradas, como nas mordomias do Executivo e o nepotismo no Legislativo e Judiciário.

Com responsabilidade de governante, é verdade que Lula não tem brincado em serviço: embora não deva discordar que os opositores do novo modelo de exploração do pré-sal, de figurino estatizante, sejam adjetivados de “entreguistas”, apressou-se a permitir que a participação de investidores estrangeiros dobre no capital do Banco do Brasil, pois se trata da única forma de abrir espaços para ampliar a capitalização do BB.

Em recente entrevista à “Folha de S.Paulo”, a ministra Dilma tratou de criticar a idéia do “Estado mínimo”, pressupondo que haja alguém, no mundo de hoje, que ainda defenda um modelo de laissez-faire com tinturas do século XIX. A preocupação que se tem é com o “Estado máximo”, com o qual autoridades de primeiro escalão do governo parecem sonhar.

Em outra entrevista, esta de Lula ao jornal “Valor”, o presidente anunciou o envio ao Congresso da “Consolidação das Leis Sociais” — não bastasse o engessamento do mercado de trabalho, em prejuízo dos trabalhadores, causado por uma outra “consolidação”, a CLT getulista.

Mais uma vez: pode ser tática eleitoral — para atiçar a oposição a se colocar contra o “povo” — e também ideologia. Trata-se de outro princípio da “estadolatria”, pelo qual toda “bondade” precisa ser transformada em lei, para que o Estado imponha seu cumprimento. Uma ilusão, como demonstra a CLT, principal causa de a metade dos trabalhadores sobreviver na informalidade.

Mas não é só discursos. Há efetivos avanços do Estado sobre espaços da sociedade. Um exemplo é a tentativa da Anvisa de proibir e regular anúncios de alimentos e remédios, embora a própria Advocacia Geral da União diga ser esta função exclusiva do Congresso. Está claro que os estatistas querem tutelar uma sociedade que consideram imatura e despreparada para cuidar da própria sobrevivência."


Ah bom...

Do blog da Ana Maria Campos, com alguns grifos meus:

"Na posse de Domingos Lamoglia no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) nesta tarde (25), o governador José Roberto Arruda (DEM, ex-PFL) disse que vivia um dos momentos mais felizes e agradáveis da sua vida.

Arruda revelou que ele e Lamoglia são quase a mesma pessoa. O ex-chefe gabinete seria sua faceta mais educada, ponderada e equilibrada..."


Ufa, e eu aqui pensando que Lamoglia não teria independência para julgar as contas do governo Arruda.


Sobre Arruda e Lamoglia:

26.9.09

Arruda pensa que a gente é trouxa

Do Sitio do Sergio Leo:

"Isso que você vê na foto era um acostamento, na avenida que sai da terceira ponte, uma obra marcante de Brasília (a ponte, não o acostamento, que está com o asfalto bem baleado, por sinal).

Aí o governador José Roberto Arruda plantou uma plaquinha, "em breve, ciclovia". Depois de uma expectativa de um mês ou mais, mandou pintarem essas faixinhas brancas no acostamento e, tcharam!"

Clique aqui para continuar lendo.


Só uma observação. O Arruda não acha, ele tem certeza que a gente é trouxa.

25.9.09

Extra! Extra! Aliança PSDB/PFL vai rachar (2)

Reforçando aquilo que já disse aqui, Ilimar Franco escreve hoje no "O Globo":

"O PSDB às turras com o DEM

Os tucanos pressionam o DEM nos estados. O DEM está com Osmar Dias (PDT) para o governo do Paraná, enquanto o PSDB nacional apoia o prefeito de Curitiba, Beto Richa. O DEM está com Ricardo Ferraço (PMDB) no Espírito Santo e o PSDB apoia o deputado Vellozo Lucas.

O DEM está com o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), e o PSDB está dividido. O DEM diz que não sacrificará sua política de reconstrução partidária."

23.9.09

E a base do Arruda continua rachando

Com a aposentadoria do presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, caberia à Câmara Legislativa indicar um nome para substitui-lo naquele tribunal. As articulações caminhavam para a indicação da deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM), mas o governador Arruda decidiu que tinha que ser alguém de confiança dele (por que Eliana Pedrosa não é de confiança pro Arruda?).

De qualquer forma, o governador meteu na cabeça que tinha que fazer ministro do TCDF, o seu chefe de gabinete, Domingos Lamoglia, mesmo a indicação não sendo sua, mas da CLDF. Como sua base de apoio tem ampla maioria na Casa tudo parecia encaminhado, até porque a própria Eliana Pedrosa disse que retiraria seu nome da disputa.

Acontece que hoje, Eliana, que estava licenciada chefiando a Secretaria de Desenvolvimento Social, voltou a assumir o mandato e protocolou sua candidatura a conselheira do TCDF, em mais uma reviravolta do caso.

É dito na imprensa que a decisão da deputada é apenas para garantir que pleitos seus e de outros deputados aliados sejam atendidos pelo governo.

Pode até ser, mas se ela disputar pra valer faz um estrago.

A conferir.

Se, e se somente se

O governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli (PMDB), chamou ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de "viado fumador de maconha". Falou também que estupraria o ministro.

Depois, se retratou. Disse que, se as declarações fossem entendidas como ofensa, "apresentava seu pedido de desculpas" ao ministro.

Eles têm lado

Depois que a pesquisa CNI\IBOPE mostrou José Serra caindo nas intenções de votos o jornal "Bolha de S. Paulo" decidiu intensificar a campanha.

Eles não são tucanos, são serristas.

Briguinha?!

Greve dos bancários

Os bancários de Brasília farão assembléia hoje, às 19h, no setor bancário sul, e deverão aprovar a deflagração de greve para a partir de amanhã.

A Fenaban fez proposta de 4,5% de reajuste, mas os trabalhadores reivindicam 10%.

Mais informações aqui.

22.9.09

PSB vai virar azul?

Matéria assinada por Ana Maria Campos no Correio Braziliense de hoje avisa: PT e PSB não se aliarão no DF.

Confirmando-se a candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes, nada mais natural. Afinal de contas, o PT também não deve apoiar as reeleições de Cid Gomes e Eduardo Campos no Ceara e no Pernambuco, respectivamente.

Mesmo não havendo mais a tal verticalização, que engessava as alianças estaduais de acordo com a disputa nacional, quem tem candidato a presidente tende a lançar candidatos nos estados para ajudar a puxar votos.

O que não dá é pro deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) querer culpar o PT pelo "racha". Ao que tudo indica o PT vai lançar o ex-ministro Agnelo Queiroz para a eleição a governador e o deputado Geraldo Magela (PT), saindo da disputa com Agnelo, deve ser candidato a senador.

Pronto.

Isto faria com que as duas vagas para senador e a vaga de vice-governador deixassem de estar disponíveis para a negociação e inviabilizaria a aliança PT-PSB.

Rollemberg queria lançar dois candidatos a senador do PSB? Ele e o Rogério Ulysses? É isso?

Menos deputado, menos.


Roriz e Rollemberg

Agnelo e Gim Argello apoiarão Dilma, Arruda apoiará Serra. Qual candidato apoiaria Ciro Gomes? Reguffe, como já disse, deve ficar de mãos abanando. As opções seriam uma candidatura própria do PSB ou Joaquim Roriz.

Esdrúxulo? Há um certo tempo seria, mas não é mais.

Numa recente conversa entre Rollemberg e Rori uma possibilidade estranha acabou sendo ventilada. Roriz, filiado ao PSB ou noutro partido que se coligasse com o PSB, seria candidato a governador com Rollemberg sendo lançado ao Senado e para garantir que o partido cumprisse a cláusula de desempenho no DF, Jaqueline Roriz seria candidata a deputada federal pelos socialistas?

Pura especulação? Espero.

21.9.09

PDT arrudista fortalecido

A ala arrudista do PDT avaliava que uma candidatura próprio com o deputado José Antônio Reguffe seria a melhor saída para evitar que o partido se coligasse com um adversário mais forte do governador, como o ex-ministro Agnelo Queiroz. Essa avaliação vem mudando nas últimas semanas depois que uma expressiva ala contrária à aliança com Arruda deixou o partido.

O plano A agora é firmar o acordo com o PFL já no primeiro turno da eleição do ano que vem. Para isso, os arrudistas pretendem ganhar a presidência do partido em novembro.

Há um porém. A maior figura do partido no DF é o senador Cristovam Buarque. Caso o PDT vire aliado de Arruda, Cristovam será um dos seus candidatos a senador? Não faltam nomes com essa disposição e, inclusive, com acordos firmados.

Coincidência ou não, Cristovam já anda defendendo que o PDT tem que ter candidato próprio à presidência da República.

Ciro, candidato a presidente

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é candidatíssimo à presidência da República. Aceitaria até ser vice na chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff (PT), mas como ela não anda empolgando nas últimas pesquisas e em vários cenários pesquisas Ciro tem, inclusive, mais intenções de votos do que ela seu plano A continua a ser disputar o Palácio do Planalto.

De qualquer forma, Ciro deve mudar seu domicílio eleitoral. Seja para São Paulo, seja para qualquer outra estado do país. O parágrafo 7º do artigo 14º da Constituição Federal diz:

"São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição."

Como o atual governador do Ceará é irmão de Ciro, Cid Gomes (PSB), ele só poderia ser candidato à reeleição para deputado federal, cargo para o qual ele não almeja retornar.



Vídeo bom do deputado Ciro Gomes:

20.9.09

Como Toffoli votará no processo do mensalão?


O Advogado-Geral da União, José Antônio Dias Toffoli, foi indicado pelo presidente Lula para virar ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para isso tem que passar por uma sabatina no Senado Federal e ter o nome aprovado pelos senadores.

Neste meio tempo o que se descobre? Que Toffoli tem duas condenações na Justiça, ambas sentenciadas por juízes de primeira instância do Amapá e passíveis de recurso. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes disse que estes não são motivos para o nome do atual AGU não ser aprovado.

Disse mais, disse que a prática de susticar denúncias foi inventado pelo PT, nos seus tempos de oposição. “fazendo pior: se associando ao Ministério Público” com os procuradores “que eram braços institucionais do PT”. “O PT denunciava alguma coisa, e eles faziam logo uma ação”, lembrou Mendes.

E aqui eu abro um parênteses para rebater as palavras de Gilmar. Nos tempos de oposição do PT, o Ministério Público Federal era comandado pelo senhor Geraldo Brindeiro, engavetador-geral da União, como ficou conhecido por arquivar as denúncias de corrupção. Hoje, o ministério Público é diferente. O presidente Lula fez suas quatro indicações respeitando a votação interna dos procuradores, colocando nomes de grande qualidade na chefia do MP.

E quando o PT era oposição e denunciavam alguma coisa qual deveria ser a atitude dos procuradores? Tapar os ouvidos? Julgar ser coisa de oposição e apenas seguir sua rotina de engavetamentos?

Voltando a Toffoli. Aparentemente, ele cumpre os pré-requisitos. Tem notável saber jurídico, caso contrário não seria AGU, e reputação ilibada, esclarecendo-se a questão dessas duas condenações. Porém, pelas suas relações com o PT e o governo sua indicação vem preparada para ser duramente criticada.

Se for confirmado, Toffoli votará no caso Battisti? Votará no processo do mensalão, no qual um dos principais acusados, José Dirceu, foi seu chefe?

Toffoli não era a única opção e outros seriam menos polêmicos e mais independentes.


Fotos: Agência Brasil

16.9.09

Roriz deixa o PMDB


O ex-governador Joaquim Roriz anunciou hoje que se desfiliará do PMDB.

Roriz já foi governador do Distrito Federal quatro vezes e aparece bem nas pesquisas para ocupar o Palácio do Buriti pela quinta vez, mas o PMDB do DF é presidido pelo deputado federal Tadeu Filipelli, que, apesar ser cria politica de Roriz, é aliado do atual governador, José Roberto Arruda (PFL) e tende a apoiar sua reeleição.

O pedido de intervenção e dissolução do diretório regional apresentado pelo deputado federal Laerte Bessa, fiel aliado e diretor-geral da Polícia Civil nos últimos dois governos de Roriz, nem sequer foi apreciado na reunião de hoje da executiva nacional do partido por falta de quórum.

Como todos os candidatos nas eleições do ano que vem têm que mudar de partido até o fim deste mês, Roriz anunciou logo que sairá do PMDB. O seu destino pode ser um dos nanicos PSC, PRB, PMN ou até, pasmem, o PSB. Aliados históricos como o próprio Laerte Bessa, o ex-deputado Pedro Passos, a filha deputada Jaqueline Roriz e até o senador cassado Luiz Estevão, podem seguir os caminhos de Roriz.

14.9.09

Zé Arruda negando e admitindo

Extra! Extra! Aliança PSDB/PFL vai rachar

Como vocês, leitores dos jornalões, devem saber, a aliança PT/PMDB vai pro espaço. O PMDB não apoiará a Dilma, ela não terá tempo de televisão e o Serra será eleito presidente no primeiro turno.

Por que? Porque o Jader não gosta da Ana Júlia, que gosta do Wagner, que não gosta do Geddel, que gosta do Fogaça, que não gosta do Tarso.

Isto, os problemas estaduais do PT com o PMDB inviabilizarão a aliança.

Ok, ok. Porém, no Maranhão, o PFL apoia e apoiará Roseana Sarney, o PSDB lidera o grupo anti-sarney.

No Rio Grande do Norte, Geraldo Melo (PSDB) e Agripino Maia (PFL) não se bicam.

Na Bahia, Jutahy Júnior tinha horror a ACM, mas deve fechar com o Paulo Souto pra governador se José Serra for mesmo o candidato tucano à presidência.

Em São Paulo, o prefeito da capital, Gilberto Kassab (PFL) quer ser candidato a governador, mas os tucanos preferem Geraldo Alckmin.

No Rio Grando do Sul, o principal adversário da governadora Yeda Crusius (PSDB) é o seu vice, Paulo Feijó (PFL).

Em Santa Catarina, o PFL quer lançar Raimundo Colombo ao governo do estado, e o presidente do PSDB no estado, Leonel Pavan já abriu mão nas últimas eleições. Se acha no direito de ser o candidato de agora da aliança.

No Pará, o PFL tem candidata competitiva, Valéria Pires Franco, e o PSDB tem dois candidatos, o senador Mário Couto e o ex-governador Simão Jatene.

Em Goiás, o PSDB se prepara para tentar levar Marconi Perillo de volta ao governo do estado, mas o PFL é simpático à candidatura de Henrique Meirelles, escolhido por Lula para derrotar Perillo.

13.9.09

Ex-ministro é morto NA 113 SUL

No início do ano escrevi aqui o post "Mendigos mortos NA ASA SUL". Na época, o assassinato de dois mendigos era o assunto do momento da mídia brasiliense.

Passados nove meses estamos vendo outro assassinato tomar grande espaço na imprensa candanga por duas semanas, insessantemente. José Guilherme Villela, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e ex-advogado de Fernando Collor, foi encontrado morto no seu apartamento, na 113 sul. Os corpos de sua esposa, Maria Carvalho Villela, e da empregada, Francisca Nascimento da Silva, também foram encontrados já em estado avançado de decomposição.

Agora, meus caros, imaginem se a coitada da Francisca tivesse sido assassinada lá na casa dela, em Santa Maria. Provavelmente só teria saído no jornal "Na Polícia e Nas Ruas".

A elite brasiliense não se importa com a violência, se importa com a violência perto dela. Aí parece que podem atingi-lá. Enquanto o problema estiver apenas no entorno e nas cidades-satélites está tudo ótimo.

Deixa eu contar um segredinho. Este postos políciais, verdes, claro, não resolvem o problema de insegurança do DF. O Zé Arruda pensa que sim, mas eles não resolvem nem o problema do Plano Piloto, imaginem dos locais mais necessitados.

10.9.09

Zé Serra e as enchentes de São Paulo

Base sonrisal

Jaqueline Roriz já pediu desfiliação do PSDB, Rodovalho e Brunelli já pediram desfiliação do DEM (ex-PFL), Dr. Charles (PTB) anda mais do que pressionado por seus eleitores para deixar a base, até o vice-líder do governo na Câmara Legislativa, Batista das Cooperativas (PRP), anda assinando requerimento por abertura de CPI.

A base do Zé Arruda não vai parar mais de se desmanchar.

O Dunga é minha anta

Depois da seleção do Dunga se superar e conseguir vencer a Argentina de Maradona (no banco, claro) e o Chile do... do... do... Valdívia? Bem... Depois das façanhas do técnico (?) brasileiro alguns amigos me perguntam se mudei de opinião sobre o novo herói nacional. Reproduzo um dos diálogo:


-Amigo: O Dunga tá ganhando tudo. Ele já te convenceu?

-Braga: Resultado por resultado é melhor colocar o Ricardo Teixeira como técnico da seleção. Ele já ganhou duas Copas do Mundo.

-Amigo: Mas o Ricardo Teixeira não é técnico.

-Braga: O DUNGA TAMBÉM NÃO É!



Continuo com as duas afirmações balizadoras dos comentários deste blogue sobre o técnico (?) da seleção.

"Dunga não teria carteira de habilitação nem se o automóvel tivesse dois volantes. Com ele tem que ser de três pra mais volantes"

"O Brasil estava encantado com o futebol do quarteto fantástico do Parreira há exatos quatro anos. Ganhamos Copa das Confederações dando show contra a Argentina e tudo. Deu no que deu. Deu no que dará"

O "gênio do futebol" é demitido

O senhor Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zica, digo, digo... conhecido como Zico foi demitido do CSKA Moscou.

A figura mais zicada do futebol mundial comandava o clube desde o início deste ano. No período Zico conquistou a Copa da Rússia, torneio disputado em apenas uma partida, perdeu dois dos seus principais jogadores, o brasileiro Vagner Love e o russo Yuri Zhirkov, e deixou o time na quarta colocação do "disputadíssimo" campeonato russo.

Este blogue apóia a campanha "Zico no Flamengo, já!"

9.9.09

Entrevista de Dilma no Financial Times

A entrevista é longa, mas vale a pena. É extremamente esclarecedora em relação ao pré-sal.

Do Vi o Mundo:

"Jonathan Wheatley: Primeiro, por que é este o melhor modelo para o Brasil e para o pré-sal?

Dilma Rousseff: Por que o que?

FT: Por que escolher esse modelo?

DR: Porque esse modelo é certo para a quantidade de petróleo que temos, para o pequeno risco exploratório e por causa dos altos níveis de retorno. Nós queremos manter uma parte maior dos lucros do petróleo.

FT: Vocês se inspiraram em outros modelos de outros lugares do mundo?

DR: Nós estudamos todos os modelos existentes. Cada país escolheu o modelo certo para sua própria história na indústria do petróleo e o que melhor se encaixa em suas necessidades. Somos um país com características próprias.

Desde o início de nossa história na indústria do petróleo havia uma grande interrogação sobre se tinhamos ou não petróleo. As pessoas diziam geralmente que não e que nossas condições geológicas significavam que não tínhamos petróleo. Por nossa conta e risco nós começamos a buscar petróleo em terra. E de fato foi um processo muito difícil. Nós fomos para a água e foi uma longa jornada, primeiro em águas rasas, depois em águas profundas, e agora em águas ultraprofundas.

Não tivemos transferência de tecnologia como outros países tiveram. Nós criamos as circunstâncias para chegar onde estamos, com o pré-sal. Ao produzir petróleo criamos uma grande companhia de petróleo com sua própria tecnologia. Ao mesmo tempo somos um país com uma base industrial diversificada e um grande mercado consumidor.

Agora temos uma oportunidade dupla. Podemos transformar a riqueza natural em riqueza social, para avançar a luta contra a pobreza. Nós acabaríamos com a pobreza no Brasil de qualquer forma, mas o pré-sal vai adiantar isso em anos porque teremos mais recursos para fazê-lo. Teremos educação de alta qualidade, vamos investir em ciência e tecnologia. E ao mesmo tempo temos a chance de criar um indústria de serviços e equipamentos para acrescentar valor ao nosso petróleo.

Assim, a grande pergunta é, o que deveríamos fazer para ficar com uma parte maior da renda do petróleo? Quando você tira petróleo do chão você cria riqueza, já que o custo de produção é muito menor que seu preço final. Quando você recupera os custos e dá um bom retorno ao capital investido, ainda sobra renda. A questão é quem deve ficar com essa renda extra. Escolhemos o modelo de produção compartilhada como forma de ficar com essa renda extra. Ao mesmo tempo temos claro os aspectos da geopolítica do petróleo.

FT: O que isso significa?

DR: O que isso significa? Que países produtores e países consumidores tem interesses distintos. E que hoje 77% das reservas estão nas mãos de companhias nacionais de petróleo, companhias estatais. É de nosso interesse garantir que quaisquer parcerias que o país fizer sejam de grande importância.

FT: Parcerias com?

DR: Com outros países, para fornecer petróleo. Para vender petróleo.

FT: Há algumas coisas que...

DR: Para suprir o mercado internacional de petróleo. Nós somos um país com instituições estáveis, com regras claras, que não rompe contratos, que estamos no Ocidente, e portanto somos um fornecedor de quem se pode depender. Eu não acredito que haja alguém que não queria uma relação conosco. Não estamos em uma área de turbulência, não temos conflitos étnicos e respeitamos contratos. Então, penso que somos extremamente atrativos.

FT: Qual será o papel de outras companhias na indústria de petróleo?

DR: Elas terão um papel importante. Por que? Porque essa é uma parceria que é de interesse para nós, mas é de nosso interesse em nossos termos. Não temos razão para acreditar que toda a renda tem de ser transferida para companhias internacionais de petróleo ou companhias nacionais de petróleo de outros países para atraí-las ao Brasil.

Sabemos que as companhias internacionais de petróleo sabem que as regras do jogo podem mudar quando se passa a uma situação de baixo risco exploratório e de grande lucratividade. Considere os dois grandes blocos que encontramos, Tupi e Iara. Em Tupi temos entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris; em Iara temos entre 2 e 4 bilhões de barris. Então eu te pergunto, por que não seria atrativo para as companhias internacionais de petróleo participar no processo do pré-sal se a questão estratégica de acesso às reservas é garantida por nós? Se você tiver 10 por cento de um bloco de 8 bilhões de barris você tem 800 milhões de barris. Quando você considera que um bloco é considerado grande de 500 a 600 milhões de barris, não vejo qual é o problema.

FT: Uma problema que me foi apresentado é de que as companhias estrangeiras não serão operadoras, elas serão convidadas para ser pouco mais que investidoras de capital.

DR: Não. Não. Elas serão convidadas a participar nos blocos de operação. Hoje, por exemplo, no pré-sal, por que uma companhia internacional de petróleo quer ser parceira da Petrobras?

FT: Para participar do risco e da recompensa?


DR: Não. Não. Porque elas ganham com a transferência de tecnologia da Petrobras. Qual é a diferença entre a Petrobras e qualquer outra grande companhia internacional de petróleo? A Petrobras faz 22% por cento da exploração em águas profundas do mundo. As outras duas companhias privadas mais próximas tem 14% cada. Assim, a Petrobras está no mesmo nível das grandes companhias internacionais de petróleo em termos de conhecimento das águas profundas. Mas aqui no Brasil qual é o grande diferencial? Você sabe qual é?

FT: Qual?

DR: Que a Petrobras conhece os campos sedimentários brasileiros em águas profundas. Já os conhece. E esse conhecimento, você sabe o que produz? Reduz riscos. Se você reduz o risco, você sabe o que isso produz? Alta rentabilidade. Por que argumentamos que a Petrobras deve ser a operadora? Porque ser a operadora significa ter acesso a tecnologia, ditar o ritmo de produção e, ao mesmo tempo, a adoção da tecnologia específica mais apropriada àquela área.

Não vemos qualquer obstáculo a que as companhias internacionais de petróleo participem conosco. Elas terão um papel ativo nos comitês operacionais, op com. Por que elas terão um papel fundamental? Porque... como trabalha o comitê operacional? Todo mundo se senta, certo? E discute o melhor... o operador vai, apresenta seu projeto operacional. E os outros, que tem conhecimento, sem qualquer dúvida, eles discutem se deveria ser desse jeito ou daquele. A Petrobras obviamente vai usar empresas de serviços como qualquer outra companhia internacional. As companhias tradicionais de serviços, como a Halliburton e outras.

FT: Um comentário que ouvi é de que no Golfo do México, nos Estados Unidos, há mais de 100 companhias operando e que elas se entenderam enquanto faziam. Elas desenvolveram tecnologia em parcerias, atuando, e há uma preocupação de que desde que essas companhias serão minoritárias em qualquer comitê de operação [no pré-sal] vão se dispor menos a trocar tecnologia.

DR: Posso dizer algo? Eu não penso que as tecnologias existentes e disponíveis são segredos tecnológicos. O que faz a diferença entre uma companhia e outra é o conhecimento que ela tem daquele campo, daquela região. Não temos exatamente uma companhia de baixa tecnologia na Petrobras. Se fosse assim não haveria explicação para o número de premios que a Petrobras ganhou da OTC (Conferência de Tecnologia Offshore); na verdade fui a um OTC em Houston para receber um deles, como presidente do conselho.

Assim, não acredito que haja qualquer questão sobre se a Petrobras será excluída de acesso a tecnologia. É muito pouco provável, se você é uma companhia que tem um campo e o que está em jogo é a renda de 600 milhões de barris, que você não vá investir nas melhores práticas. É pouco provável, ninguém dá tiro no próprio pé nessa área, ninguem. De outro parte, estou certa de que nessas parcerias, hoje, as pessoas estão minimizando o papel que todas essas companhias internacionais de serviços jogam. Elas estão sendo subestimadas. Porque nenhuma dessas companhias de petróleo opera sem elas, não que eu saiba.

FT: Ok. Outra dúvida que as pessoas tem é sobre a capacidade de investimento da Petrobras. De onde virá o dinheiro? E gostaria de entender essa questão do...

DR: De onde vem o dinheiro de uma companhia internacional de petróleo? O que você pensa?

FT: Dos acionistas, dos lucros...

DR: Uh uh, na na na. Do tamanho de suas reservas. Se você é um banco, a quem empresta? A uma que tenha reservas. Por que você acha que as pessoas emprestam à Petrobras? Hoje. Por que você acha que nós, no meio de uma crise, temos acesso a dinheiro? Esse argumento não tem base. A idéia de que as companhias de petróleo não vão investir... não acredito nisso por um minuto. Você acredita?

FT: Bem, não tenho opinião, mas pessoas expressaram dúvidas.


DR: Estou te perguntando se é plausível. É o que estou perguntando. A Petrobras terá acesso a financiamentos? Penso que sim. E acho que as companhias internacionais de petróleo vão participar desse investimento.

FT: Explique como a capitalização da Petrobras vai funcionar. São 5 bilhões de barris...

DR: Deixe-me voltar à questão do financiamento. Não estamos tirando as companhias internacionais de petróleo do investimento. É por isso que perguntei a você se é plausível. Estamos dizendo, olhe, venha e participe conosco porque você terá acesso a reservas enormes. A Petrobras será a operadora, o que reduz o risco por causa do conhecimento dela sobre os campos, e você terá um retorno adequado porque as reservas são grandes e você, a companhia internacional de petróleo, será capaz de colocar em seu balanço essas reservas às quais ganhará acesso nos leilões.

Vamos supor que a companhia obtém 600 milhões de barris, poderá registrá-los e será capaz de se financiar da mesma forma que a Petrobras. Então não acreditamos que o financiamento virá só da Petrobras, nem só das companhias internacionais de petróleo, nem só dos bancos. Virá da melhor combinação possível entre os três. É por isso que digo que não acredito ser plausível supor que se o arranjo é dessa forma ou daquela outra, isso vá reduzir o acesso ao capital. O que garante o acesso ao capital para uma companhia de petróleo e permite que ela se financie é precisamente a quantia de reservas de que dispõe.

FT: Mas a dúvida é...

DR: É um círculo virtuoso.

FT: Mas a dúvida é sobre de onde vem o capital que colocará esses poços em produção. Por exemplo, Tupi tem de 5 a 8 bilhões de barris. Se o custo de extração é de 10 dólares por barril, estamos falando de algo entre 50 e 80 bilhões de dólares, o que é um monte de dinheiro.

DR: Para um período de 35 anos. Ninguem tira tudo aquilo em um ano.

FT: Não, com certeza, mas...

DR: Seria fisicamente impossível. Deixa eu explicar.

FT: Mas há uma companhia [a Petrobras] que fica com de 30% a 100% de todo bloco...

DR: Deixa eu explicar. Tupi e Iara já estão sob concessão. Ok? Para a Petrobras, Tupi e Iara estão sob concessão. Assim, não fazem parte desse novo modelo regulatório.

FT: Sim...

DR: Na sua parte de Tupi e Iara, a Petrobras está investindo 174 bilhões de dólares até 2013. Certo?

FT: Não, é o total para tudo....

DR: São 174 bilhões de dólares sem contar o pré-sal. Isso é antes do pré-sal. Você sabe quanto a Petrobras levantou durante esse ano de crise? Foram 31 bilhões de dólares. Você sabe como levantou 31 bilhões de dólares? Vendeu petróleo adiantado à China. Ok? Nós colocamos 12,5 bilhões de dólares; 12,5 bilhões. O resto [a Petrobras] levantou no mercado. Levantou 31 bilhões de dólares. Ninguem no mundo levantou 31 bilhões de dólares. Entre fundos próprios, vendas adiantadas e acesso ao financiamento -- e não estou falando do pré-sal, que é um processo que vai levar décadas, isso é o pré-pré-sal.

FT: Mas o pré-sal em si vai requerer centenas de bilhões.

DR: Vai. Parte disso, vamos capitalizar. Estamos dando à Petrobras 5 bilhões de barris. Dos 5 bilhões de barris que a Petrobras terá, parte será de sua própria renda. Outra parte, vai mostrar a qualquer banco internacional que tem 5 bilhões de barris extras para dar de garantia. E [a Petrobras] tem um bom acesso às reservas do Brasil. O rating da Petrobras será bom.

FT: E...

DR: E te digo mais. Não há país no mundo com o qual conversamos recentemente onde... a grande pergunta é, como eu participo do pré-sal?

FT: Estive lendo a lei que você mandou para o Congresso e há um parágrafo dizendo que a União, através de um fundo criado por lei, pode participar em investimentos e atividades de produção. Que fundo é esse e como vai funcionar?

DR: Você tem familiaridade com o mecanismo norueguês?

FT: Sim.

DR: Quando eles ainda tinham grandes reservas, a Statoil era obrigada a ficar com 50%. Em alguns casos a União pôs dinheiro, em outros não. Em nosso modelo, em princípio, não adiantamos qualquer dinheiro. Mas, caso a caso, se decidirmos participar, poderemos. É assim que funciona. Deixe-me explicar o fundo. Todo o dinheiro que extrairmos do pré-sal irá para um fundo. Esse fundo vai gastar sua renda em várias atividades. Lutar contra a pobreza, investir em educação, ciência e tecnologia. Mas ao mesmo tempo também vai investir.

FT: Então é o mesmo fundo.

DR: Esse mesmo fundo precisa criar renda, tem que fazer seu dinheiro funcionar. Então pode investir em ações, em vários bônus internacionais, você pode fazer investimentos diretos. E quando esse fundo atingir um grande volume, pode ser que o investimento mais atrativo no Brasil seja no setor do petróleo. Por que não? Assim, em princípio, a União não coloca qualquer dinheiro, mas no futuro, se quiser, poderá.

URL: http://www.ft.com/cms/s/0/75466e5a-9b96-11de-b214-00144feabdc0.html"

5.9.09

Surpresa do ex-ministro

Do blog da Paola:

"Outra do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), durante a solenidade de assinatura da parceria entre a Caesb e a Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) para projetos relacionados a água, esgoto, resíduos sólidos e geração de energia. Ao agradecer aos deputados federais que ajudaram no acordo, ele citou Augusto Carvalho (PPS). O ex-ministro da Saúde foi avisado então de que Augusto, agora, era secretário da pasta no Distrito Federal. Surpreso, Serra disparou: “E Augusto entende de Saúde?”"

3.9.09

A tal reforma eleitoral

Destaque para três pontos da reforma eleitoral que está sendo discutida no Senado Federal:

  • Uso e restrição da internet;
  • Doação ocultas;
  • Voto impresso.
Quanto a internet é uma notícia boa e outra péssima. Louve-se a liberação de saites, blogues e afins. O candidatos poderão utilizar livremente estas ferramentas, além de poderem ter publicidade pagas em grandes saites de notícias no caso dos candidatos à presidência da República. Doação também poderão ser realizadas via web, por boleto bancário, cartão de crédito ou débito.

Porém, nem tudo são flores no que tange à internet. Foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça artigo que tenta enquadrar a internet nas mesmas regras bestas que regem a cobertura jornalística da televisão e do rádio.

O projeto também regulamenta as doação que são feitas na conta do partido e não do candidato. Se isto não é caixa 2, é, no mínimo, um caixa 1,5 (e o escândalo do mensalão é legalizado).

Outro tema presente no projeto, mas que vem sendo pouco falado é a impressão do voto para posterior conferência no caso de suspeita de fraude. Os senadores decidiram acabar com essa possibilidade. É uma pena, pois se o voto manual não era confiável, o voto eletrônico também não é infalível.

Qual é a urgência?

Aviso: Este é um tema extremamente desinteressante, para o qual o povo brasileiro não a menor bola. Não recomendo dirigir ou operar máquinas pesadas após ler este post.

Por que Lula enviou os projetos que tratam do pré-sal para o Congresso com pedido de urgência, o que obriga Câmara e Senado a votar as matérias em, no máximo, 45 dias cada um?

A questão é que o legislativo é extremamente moroso e se as propostas não tramitarem com o pedido de urgência não serão votadas ainda este ano. Ano que vem é ano eleitoral, difícil de votar matérias de tamanha importância.

Sim, mas e daí? Este petróleo vai ser extraído daqui a uns 15 anos. Por que tanta pressa? Ora bolas, Lula quer usar na campanha o mote de que garantiu que a riqueza do petróleo vai ser usado em benefício do povo e tal...

E além do mais, ninguém sabe qual governo e qual Congresso teremos a partir de 2011. Se José Serra for eleito preisdnete e tiver maioria parlamentar os projetos mofaram.

1.9.09

O oitavo elemento

Com o falecimento do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, o presidente Lula fará sua oitava indicação para compor o Supremo Tribunal Federal.

As numerosas indicações de Lula têm sido extremamente heterogêneas. Lula indicou desde nomes como Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto até César Peluso e o próprio Menezes Direito.

Segundo o jornalistas Fernando Rodrigues, há seis nomes cotados para substituir Direito. O ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha, o Advogado-Geral da União José Antônio Dias Toffoli e os advogados Roberto Caldas, Misabel Derzi e Luiz Roberto Barroso.

Dizem no Maranhão que o deputado Flávio Dino (PCdoB), também está de olho na vaga. Duvido, mais parece coisa de quem quer se ver livre do deputado na política dali.

Dos nomes na disputa Toffoli entra em vantagem, afinal foi advogado das últimas três campanhas presidenciais de Lula e foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão de José Dirceu. Seria para Lula o que Gilmar Mendes é para Efeagacê.

Outro nome com grandes chances é Antônio Francisco de Souza. Aliás, se as indicações de Lula para STF têm sido um tanto quanto questionáveis, as escolhas para a chefia do Ministério Público foram exemplares e para este cargo Antônio Francisco foi escolhido e reencaminhado por Lula, inclusive, depois de ter feito a famosa denúncias dos 40 envolvidos no escândalo do valerioduto.

Se a indicação fosse técnica o nome escolhido seria Luiz Roberto Barroso, mas não é... Para tomas sua decisão Lula deverá ouvir Márcio Thomaz Bastos, Nelson Jobim, José Dirceu e outros ilustres.

Se ouvisse o Braga, eu aconselharia o nome do juiz Fausto De Sanctis. =)

O nome escolhido, seja qual for, terá de ser aprovado pelo Senado Federal, que nunca rejeitou um nome indicado para o STF.

Lina Vieira, a falsa musa da oposição (3)

17 desistem de sair (Folha Online)

"Segundo a assessoria de imprensa do fisco, dos 31 servidores que ameaçavam deixar cargos de confiança na semana passada, 17 voltaram atrás. Os demais 14 serão exonerados. Até ontem, (o secretário da Receita Federal, Otacílio) Cartaxo havia exonerado outros 18 servidores"