31.5.09

Serra não está feliz


O co-presidente da República, que passa um tempo no Palácio dos Bandeirantes (só paulista mesmo pra homenagear os bandeirantes), deve passar essa noite sem dormir, desta vez com toda razão.

Na pesquisa publicada hoje pelo Datafolha Zé Serra (PSDB-SP) cruzou, pra baixo, a barreira dos 40 pontos percentuais. Estaria agora com 38% das intenções de votos segundo o instituto vinculado à "Folha de S. Paulo". A ministra Dilma Rousseff, por outro lado, cresceu e já estaria com 18%. Assim, a diferença entre os dois caiu 8% pontos percentuais em referência à ultima pesquisa.

O terceiro colocado neste cenário seria o deputado federal arqui-rival de Serra Ciro Gomes (PSB-CE), com 15%. A vereadora de Maceió Heloísa Helena (Psol) teria se mantido com 10% das intenções de voto.



Matemática simples

Dilma (18) + Ciro (15) + HH (10) > Serra (38).

Ou seja, segundo o próprio Datafolha o eterno candidato José Serra já não seria eleito em primeiro turno.

Ou seja, segundo este blogue ele não será eleito de jeito nenhum.

Na foto você pode ver Serra no gabinete presidencial, visivelmente sem jeito. Ali não é lugar pra ele.



Mas ele tem que ser candidato

O Folha Online agora destaca na sua primeira página: "Com Aécio, PSDB ficaria em último com 14% do eleitorado". Faça uma análise de discurso.

As outras manchetes são:
  • Distância em Serra e Dilma cai oito pontos;
  • Aprovação a Lula volta a alcançar patamar recorde;
  • Hipótese de terceiro mandato de Lula divide o país;
Todas com os verbos no presente do indicativo, já a manchete de Aécio no passado do pretérito. "Ficaria". Por que? Porque para a Folha o candidato será e tem que ser José Serra.



Popularidade de Lula

Em meio à crise que devasta a vida das pessoas, mudará a economia e as sociedades para sempre e fará com que o homem volte a morar em cavernas (segundo a grande imprensa), a pesquisa do Datafolha mostra a popularidade do presidente crescendo e chegando 69% do eleitorado.





Fotos: Agência Brasil

29.5.09

Rererereeleição

Muito tem se falado sobre a hipótese da legislação brasileira ser mudada para permitir que ocupantes de cargos majoritários (presidente, governadores e prefeitos) possam ser candidatos a um terceiro mandato consecutivo.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), considera a proposta inconstitucional. "Dizer que é constitucional o terceiro mandato é dizer que o quarto também é. E não tem como evitar dizer que é constitucional o quinto mandato, fragilizando a ideia de república", adiantou sobre a matéria, que no futuro pode vir a ser alvo de julgamento das Cortes Superiores.

Ora, poderia-se dizer em 1997, quando o ministro Marco Aurélio Mello presidia o TSE que "dizer que é constitucional o segundo mandato é dizer que o terceiro também é...". Quem abriu precedente para este debate foram os tucanos-pefelistas.

Ali, inegavelmente, houve casuísmo.

O então presidente Efeagacê, como faz agora Álvaro Uribe na Colômbia, jurava de pé junto que não tinha interesse na proposta e que caso fosse aprovada não seria candidato a reeleição.


Ou tem reeleição ou não tem

Se há reeleição uma vez por que não haver duas, três, quatro ou tantas quantas o eleitor decidir? A Venezuela fez sua opção. O presidente, os governadores e os prefeitos podem postular reeleições quantas vezes quiserem e o povo decide se são reeleitos não. Se o povo, durante o mandato não quiser mais o governante pode revogar seu período no poder.

Dirão que a Venezuela não é exemplo de democracia. E o que dirão da França? Lá as reeleições dos presidentes da República também podem acontecer indefinidamente, ou melhor, definidamente pelo voto do eleitor francês.

O fim da reeleição é o melhor para o fortalecimento da democracia e do programatismo

26.5.09

Agnelo governador

O diretório regional do PT-DF decidiu, em reunião nesta noite, lançar o ex-ministro Agnelo Queiroz como candidato do partido ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2010.

O lançamento da pré-candidatura de Agnelo ocorrerá no dia 20 de junho, às 9h, no Teatro dos Bancários (314/315 sul)

Com essas avaliações

Belluzzo: Obina é "aposta interessante" (Terra Magazine)


Melhor deixar mesmo o Meirelles no Banco Central.

Aparelhamento? Que aparelhamento?

Pesquisa mostra que apenas 20% dos cargos de confiança no governo federal são ocupados por petistas.

Cliquei aqui e veja.

E vocês achando que Agnelo e Magela brigavam feio

Depois de criar politicamente tanto Zé Arruda quanto Tadeu Filipelli o ex-governador Joaquim Roriz é traído por ambos.

22.5.09

Jornalismo que dá nojo

Do blog do porta-voz do governo Collor, Cláudio Humberto:

"Pesquisa da Vox Populli, após o anúncio do câncer: a ministra Dilma subiu de 13%, para 22%, contra os 40% de José Serra. Roubou votos de Ciro Gomes e Heloisa Helena. Se a doença agravar, se elege fácil."


Ah, só pra lembrar. Este sujeito tem diploma...

21.5.09

A mensagem de Dunga

O técnico (?) da seleção brasileira, Dunga, fez a convocação dos jogadores para os próximos jogos do Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

A mensagem desta convocação é: Jogador de clube brasileiro pode ser chamado para a seleção brasileira. Beleza. Porém, não precisava chamar qualquer jogador de clube brasileiro.

O que diabos eu vou fazer com uma lateral esquerda na qual podem jogar Kléber, que não joga uma partida a nível de seleção desde 2003, e André Santos, que nunca teve uma partida a nível de seleção brasileira?

Abaixo os convocados com as razões pelas quais foram chamados:


Goleiros

Júlio Cesar, da Internazionale (porque é melhor goleiro do mundo)
Gomes, do Tottenham (porque não vai jogar mesmo então pode ser qualquer um)
Victor, do Grêmio (pra chamar um goleiro do Brasil e atrapalhar a vida no Grêmio na Libertadores)


Laterais
Daniel Alves, do Barcelona (porque é único lateral direito com futebol pra seleção)
André Santos, do Corinthians (porque o Dunga é um brincalhão)
Maicon, da Internazionale (porque o Dunga gosta de insistir no erro)
Kléber, do Internacional (porque jogou muuuuuito... em 2002)


Zagueiros
:
Alex, do Chelsea (porque hoje só temos bons zagueiros)
Juan, da Roma (porque hoje só temos bons zagueiros
Lúcio, do Bayern de Munique (porque hoje só temos bons zagueiros)
Luisão, do Benfica (porque hoje só temos bons zagueiros)


Meio-campistas
Anderson, do Manchester United (Porque também joga de volante)
Josué, do Wolfsburg (Porque é volante e sendo volante o Dunda convoca mesmo)
Gilberto Silva, do Panathinaikos (porque pode jogar mal o quanto quiser que tem vaga garantida)
Elano, do Manchester City (porque também pode jogar de volante)
Júlio Baptista, da Roma (porque tem força e não técnica, Dunga adora isso)
Felipe Melo, da Fiorentina (porque o Dunga é um João Piada)
Kaká, Milan (Convocação óbvia)
Ramires, Cruzeiro (porque finalmente jogares daqui estão sendo chamados, boa chamada)


Atacantes

Robinho, do Manchester City (porque é único com futebol arte)
Alexandre Pato, do Milan (porque é uma grande promessa)
Luís Fabiano, do Sevilla (por falta de opção melhor)
Nilmar, do Internacional (porque é o melhor jogador atuando no Brasil, bye Ronaldo)

QUAL SERÁ O CAMINHO DO PT LOCAL PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?

Raimundo Junior

As eleições locais indicam um quadro de disputa entre Arruda versus Roriz. De um lado perfila-se o governo Arruda e os resultados positivos e negativos do seu período de gestão. A administração democrata vai brigar pelo voto do brasiliense calcada no discurso de realizações de um número grandioso de obras públicas e da defesa de uma postura mais rígida e disciplinadora da “ordem” na nossa cidade. A idéia força será a defesa de uma espécie de “choque de ordem” na área urbana e na ocupação do solo no DF e de um “choque de gestão”, aplicado à administração pública.

O governo Arruda pretende apresentar-se como portador de um jeito sério e competente de gerir os recursos públicos, baseado na transferência de competências e responsabilidades ao setor privado, segundo ele mais eficiente e mais econômico do que o setor público, mesmo que para isso seja preciso contrariar interesses localizado nos diferentes segmentos sociais da sociedade. No imaginário popular, pode-se afirmar que o lado positivo da gestão Arruda é o amplo inventário de execução de obras públicas e a ação disciplinadora no sentido de conter a “desordem” que marcou os anos de gestão Roriz.

Por outro lado, Roriz também perfila seus argumentos para a disputa. Sua força reside na imagem de homem simples e preocupado com os humildes; a lembrança das suas ações sociais no DF (lotes, cestas básicas, restaurantes populares, assentamentos que viraram cidades e outros); a experiência de ter sido governador por 4 gestões e a sua postura de político de baixa agressividade pessoal contra qualquer segmento social. Roriz trabalha e pretende preservar a imagem de político que não persegue ou não maltrata ninguém, seja ele quem for... Além também da sua vasta experiência administrativa de ter governado o DF várias vezes

Essas duas vertentes políticas: Roriz e Arruda moldam o seguinte quadro de polarização De um lado (Arruda), com muitas obras públicas e forte ação disciplinadora para a manutenção da “ordem”. Do outro (Roriz); experiência, grande trabalho social e preocupação com os mais humildes, um governante de coração grande e contrário às “perseguições”.

Diante dessas duas vertentes e dessas duas plataformas políticas qual será o espaço reservado aos setores que não se sentem representados nem por Arruda e nem por Roriz? Ou seja, o espaço do PT ou de outros partidos do campo progressista e popular?

No imaginário da população a passagem do PT pelo GDF foi marcada por inovações no campo social (adoção pioneira de programas como bolsa-escola; saúde em casa; respeito à faixa de pedestre; mala do livro, BRBTrabalho e outros); por um comportamento de ação policial e nada social contra a ocupação territorial desordenada; e pela baixa capacidade de apresentar um inventário de realizações de maior alcance no que toca a execução de grandes obras públicas, particularmente na malha viária e na transformação da precária estrutura urbana dos assentamentos populacionais em uma boa oferta de equipamentos comunitários e sociais nessas localidades. Ou seja, o governo petista inovou na adoção de programas sociais; agiu de forma policial contra a ocupação do solo e fez poucas obras de infra-estrutura urbana. É assim, a grosso modo, o que o povo imagina do último governo petista na cidade.

Para que o PT possa ocupar um espaço entre as vertentes que se moldam para a disputa eleitoral de 2010 terá de encontrar novas idéias força e uma nova imagem capaz de sustentar suas bandeiras. Disputar contra as imagens perfiladas por Arruda e por Roriz, fixando no eleitorado uma alternativa diferenciada. Não será tarefa fácil. O simples comportamento de negar Arruda e de negar Roriz não será suficiente para apresentar o PT como uma alternativa viável para administrar a cidade.

Desta forma, o partido deveria se debruçar sobre quais idéias forças deve defender para a próxima campanha em 2010.

É preciso evitar ficar prisioneiro do comportamento de realizar um grande e preciso “diagnóstico” dos problemas que afligem à população local. Isto é típico do PT! Apontar o caos nos setores e “denunciar” o abandono de áreas como saúde, educação, segurança e transporte coletivo não será o caminho para a vitória do partido ao governo do DF. É preciso ter um diagnóstico do funcionamento e da gestão das áreas, ninguém pode dispensar essa necessidade, mas todo diagnóstico deve ser acompanhado de uma receita de tratamento ou de uma medicação. Por isto, muito mais do que diagnosticar, o PT deve apresentar os “remédios” e o “tratamento” para corrigir os problemas vivenciados pela população quando recorre aos serviços públicos locais. Esses remédios devem apresentados como as soluções do PT para corrigir os problemas dessas áreas. Conhecer desde já programas de outros governos do PT nos estados onde governa e como é a gestão da saúde pública, do ensino, da segurança e dos transportes seria uma das formas de começar a tirar da prateleira os remédios que o PT apresentará para solucionar os problemas do DF. Outra forma seria interagir com a experiência do governo Lula na formulação e na execução de programas federais. O governo Lula proporcionou a muitos quadros do partido a experiência de conviver com a formulação e a execução de diversos programas governamentais. É mais do que necessário sorver essa experiência para preparar nosso programa de governo.

Outra interação necessária é com as organizações da sociedade civil que militam ou executam programas civis ou sociais diretamente com a população. É grande a rede social dessas entidades e muito ricas são suas vivências com os problemas e as soluções implementadas. Ao PT não cabe apenas acolher a pauta de reivindicações dos movimentos sociais como programa de governo. É preciso ir além! O partido deve valorizar o trabalho executado por esses movimentos na interação que eles estabeleceram com o governo Lula.

A grande idéia força que o PT poderia defender nas próximas eleições seria apresentar-se como o construtor de uma gestão pública não perdulária, focada nos resultados para atender bem aos cidadãos, valorizando os profissionais do serviço público na execução das suas tarefas de trabalho e afirmando que a gestão do serviço público não pode ser delegada ao interesse privado, nem sob o argumento da economia e da eficiência. Assim como a privada a gestão pública pode ser eficiente, austera, econômica e competente na execução das suas responsabilidades e competências. O PT tem todo o instrumental para realizar a defesa dessa idéia força. Talvez com essa idéia força e com outras que surgirão no transcurso dos debates sobre o nosso programa de governo podemos nos apresentar entre as vertentes de Arruda versus Roriz e polarizar na sociedade uma eleição que não será fácil vencer seja qual for o nome do candidato a governador do PT.

Raimundo Junior – Filiado ao PT GAMA e militante do PT no Distrito Federal.

19.5.09

O dia em que Dilma não morreu

A ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff passa pro tratamento contra um câncer BENIGNO e, como efeito colateral, sofreu fortes dores na perna e foi internada no hospital Sírio-Libanês.

Pronto. Esta é a notícia. Dilma não morreu, nem está morrendo, pelo contrário.

Especular sobre possível impedimento da ministra a essa altura é natural. Não por achar que ela não conseguirá derrotar o inimigo, mas por acreditar que esta batalha talvez faça com que ela tenha que focar na sua saúde e deixe as pretensões políticas, por enquanto, de lado.

Caso isso ocorra dúvido que Lula tente um terceiro mandato consecutivo. Seria um enorme desgaste com resultado incerto (no Congresso). Mais do que isso duvido, com ou sem Lula candidato, que José Serra seja eleito.

Por enquanto mantém-se o plano A: Dilma 2010.

Oi, Arruda

Do blog Diário de Bordo:

"By Roberto Cordeiro
A Oi comprou a BrasilTelecom. Demitiu e não contrata nada das indústrias locais

A Oi comprou a BrasilTelecom. Demitiu e não contrata nada das indústrias locais

Conversa para boi dormir. Uma notícia no Correio Braziliense desta terça-feira (19) informa que o GDF assina nesta data com o conglomerado de telecomunicações Oi acordo que, numa primeira leitura, parece vantajoso apenas para a empresa controlada pelas famílias Jereissati (dona dos shoppings no Brasil e free shopping nos aeroportos) e Andrade, da construtora Andrade Gutierrez.

Os orelhões da Oi estão espalhados pela região

Os orelhões da Oi estão espalhados pela região

Trata-se de um financiamento de R$ 3 bilhões pelo BrB – banco estatal – que a Oi pagaria a título de ICMS aos cofres do DF. Em contrapartida, a operadora investirá R$ 10 milhões – vejam a diferença da cifra – em 12 meses. O governo usa como pano de fundo o seguinte argumento: a empresa firma compromisso na contratação de profissionais.

Como acreditar nisso, cara pálida? A Oi procedeu a fusão com a BrasilTelecom, empresa que já existia na região. Apenas uniu as operações que ficam centralizadas no Rio de Janeiro. E, além disso, demitiu. E, além disso, não compra um centavo das indústrias aqui do DF. Então, como acreditar que isso é bom para a sociedade do DF? Até porque não se trata de um negócio novo. Por força de contrato, os donos da Oi têm que investir. Se eles não querem uma queda na qualidade dos serviços, é preciso manter o cronograma de investimentos. Então, nada de novo.

O que deveria ter sido feito é exatamente o seguinte: alinhavar um termo de compromisso de que a empresa não iria demitir seus empregados. Alguns que já estão na empresa desde o período do Sistema Telebrás. E a Oi chegou e sequer colocou em prática um programa de recolocação dos demitidos no mercado de trabalho. E as indústrias que tinham contratos com a antiga Oi dizem que não reclamam por receio de o mercado ficar ainda mais restrito. Ou seja, há o temor de uma retaliação.

Com a palavra o governador do DF, José Roberto Arruda…"

15.5.09

CPI da Petrobrás

Qual a finalidade da CPI da Petrobrás?

  1. Investigar por que há alguns anos havia tantos vazamentos de óleo e agora não? Exemplos 1, 2, 3 e 4.
  2. AInvestigar por que a Petrobrás pretendia mudar seu nome para PetroBrax durante o governo Efeagacê?
  3. Investigar como se faz pra encontrar grande quantidade de petróleo grandes profundidades marítimas?
  4. A oposição quer ter alguma coisa pra fazer?

Desconcentração petista

Um dirigente nacional do PT sofreu dias atrás um sequestro relâmpago. Na primeira reunião que participou depois de incidente começou sua fala dizendo:

"É um prazer estar aqui com vocês depois do susto pelo qual eu passei. Só quem passa uma hora com um revólver apontado pra cabeça sem saber se vai sobreviver sabe o que é essa experiência".

Nesse momento outro dirigente soltou essa:

"Eh... Não se fazem mais bandidos como antigamente"

Todos riram, inclusive, a vítima.

Denúncia derruba cúpula da PM de Zé Arruda


Os jornais que recebem volumosas quantias para fazer publicidade do governo Zé Arruda dão a notícia como se ela tivesse pouca relevância, mas todo o alto comando da Polícia Militar do DF caiu. A acusação? Peculato, coisa boba.

Crime de servidor público contra a administração pública. O jornais de Zé Arruda acham que isto não tem importância. Na verdade, nada de podre que brote deste governo tem qualquer destaque.

O coronel Antônio José de Oliveira Cerqueira foi nomeado comandante-geral da Polícia Militar do DF pelo governador Zé Arruda em 12 de março do ano passado e agora é acusado pelo Ministério Público de ter desviado R$ 919,6 mil durante sua gestão frente à PMDF. Sob a mesma acusação foram afastado também os coronéis João Fiorenza, do Centro de Inteligência, e Antônio Carlos de Souza, da diretoria Finanças.

12.5.09

Certezas nas dúvidas

Engraçado o quadro político do Distrito Federal para as eleições de 2010.

Há três grandes polos políticos na cidade hoje. Um polo azul, do ex-governador Joaquim Roriz, um polo vermelho, da esquerda, e um polo verde, governador Zé Arruda. Em todos, nada está definido até agora.

Joaquim Roriz, aquele que nunca perdeu uma eleição no DF, vê boa parte do PMDB, partido do qual ele é vice-presidente nacional, se rendendo aos encantos do governo Zé Arruda ($$$).

Zé Arruda foi candidato a governador em 2006 se comprometendo a apoiar seu vice, Paulo Octávio, em 2010. Arruda, como se sabe, não é de cumprir acordo (perguntem aos professores), mas ainda paira o fantasma deste acordo sobre sua pré-candidatura a reeleição.

Na esquerda, o chamado bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) ensaia uma candidatura independente do PT, que, por sua vez, ainda sofre dificuldade para tomar a decisão que todos sabem que será tomada. O deputado federal Geraldo Magela insiste em manter seu nome como pré-candidato e o ex-ministro Agnelo Queiroz, diante da decisão do partido de só escolher candidatos onde não há consenso em março de 2010, anunciou que não disputará mais a indicação do partido para concorrer ao GDF. A essa altura esta movimentação diz pouca coisa, já que a disposição de lançado na disputa não é apenas dele, mas de mais de 70% do partido no DF.

Neste quadros de incertezas algumas coisas começando a parecer mais claras.

Roriz será candidato, nem que tenha que mudar de partido, e essa possível mudança não muda sua força eleitoral.

Paulo Octávio é o pato da história. Arruda candidatíssimo.

O PT lançará Agnelo para disputar o palácio do Buriti. O bloquinho deve acabar indo junto.

Uma destas forças ficará de fora do segundo turno e qualquer uma delas pode ganhar.

2010 já começou.

Eu também estou me lixando

O polêmico deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) disse estar se lixando para a opinião pública.

Este humilde blogueiro está se lixando para a opinião publicada.

Não me importo com o que a Eliane Catanhede escreve. Os editoriais do Estadão não fazem a menor diferença na minha vida. O que o Cláudio Humberto diz entra por um ouvido e sai pelo outro.

Não me permito ser pautado pela agenda dessa grande imprensa burguesa. O que eles querem não se coaduna com o que eu defendo. Empresas familiares que batalhando dia e noite para manter o status quo são um atentado à liberdade de imprensa.

Agora estão em cima dos cascos por causa da frase do tal Sérgio Moraes. Mal sabem que o povo brasileiro, cada vez mais, está se lixando pra eles.

8.5.09

Carta de Delúbio Soares à direção nacional do PT

Presidente Ricardo Berzoini,

Companheiros do Diretório Nacional do PT,

Companheiras e Companheiros,

São 38 anos de luta, 30 no PT. Esse é o meu DNA.

Compareço com o pouco que tenho a vos oferecer: toda uma vida na trincheira do único partido ao qual pertenci e ao qual, mesmo tendo sido expulso, paradoxal e ironicamente, ainda pertenço.

Penso ser desnecessário relembrar de minha postura de fidelidade e disciplina, de fraternidade e de companheirismo, em todos os momentos de nossas vidas, a partidária e a pessoal. Disso me orgulho tanto quanto a de ter cumprido fiel e integralmente as missões que o partido me delegou.

Contrariando a modéstia de goiano simples do interior pobre, que desde a mais remota idade não conheceu senão a luta contra a oligarquia, em seu Estado, e a ditadura, em seu país, confesso a impagável paz de espírito de ter podido chegar até o dia de hoje sem trair meus compromissos partidários, meu credo ideológico, minhas alianças políticas, minhas convicções pessoais e um profundo e sincero sentimento de solidariedade para com todos os meus companheiros.

Fui assim desde sempre. Ainda menino, senti o peso da injustiça e constatei, filho de um pequeno agricultor, a desgraça do latifúndio improdutivo e o drama das mulheres e homens da terra que não tinham terra.

Estudante na cidade grande, dividi meu tempo entre os livros e a luta. Sentí, com a clareza dos simples, a brutalidade do regime em que vivíamos. Fui combatê-lo.

Nas salas de aula, sobrevivendo com o salário miserável dos que ensinam num país onde o analfabetismo grassa de forma vergonhosa, dividi conhecimentos e alimentei sonhos.

Na vida sindical, cerrando fileiras com meus companheiros professores, encontrei a possibilidade concreta de lutar pelas bandeiras que ainda hoje, passadas décadas, continuam justas e atuais.

Fundei esse partido. Tempo faz. Éramos alvo da descrença de uns, da zombaria de outros. Contamos nos dedos de uma das mãos os companheiros de então. Nos da outra, os votos conquistados num início que era só fé e pura teimosia.

Muitos poderão dizer que valeu a pena. Mas muito poucos podem dizer como o companheiro expulso que vos fala: começaria tudo outra vez, se preciso você.

Não há glória maior que a de se saber guerreiro fiel dos ideais acalentados na alma. A ficha de filiação, em assim sendo, vale menos do que a convicção de que todo sofrimento é nada diante da grandeza do ideal.

Companheiras e companheiros do PT,

Não creio que seja obra da má-sorte, dos astros ou simplesmente do destino, nem quem sabe das maquinações dos inimigos de sempre, a dura quadra pela qual passei e ainda hoje – menos que ontem – passo.

Ingênuos são os que crêem na atividade política ou na luta social, nos embates entre concepções ideológicas e nas disputas pelo poder, sem que se pague o preço da opção exercida.

Não fui, não sou e nem serei vítima. Recuso e dispenso esse papel menor .

Em todos os momentos de minha vida como professor, como sindicalista e, especialmente, como fundador e militante do Partido dos Trabalhadores, soube dos riscos e das dificuldades. Não fui um alegre, um néscio, um ingênuo.

Escolhi os caminhos a serem percorridos e aceitei os riscos da luta.

Mas não fui, senão, em todos os instantes, sem exceção, fiel cumpridor das tarefas que me destinou o PT.

Dediquei minha juventude e renunciei a boa parte de minha vida pessoal, para servir ao partido, lutar suas lutas, sonhar os seus sonhos, sofrer as suas derrotas. E o fiz, exclusivamente, por decisão pessoal, íntima, irrevogável.

E devo confessar-lhes que me arrependo de não ter dado ainda mais, muito mais, até a medida da exaustão, no limiar do cansaço, por saber que fui feliz e me realizei em cada passeata, em cada sala de aula, em cada assembléia sindical, em cada campanha eleitoral, em cada jornada de luta, em cada esforço em busca do possível ou do impossível.

Portanto, quem vos fala, meus companheiros, é um homem sem rancor, sem ressentimentos, sem medo e sem ódio.

Tragado ao centro de uma crise de proporções históricas, onde tudo se fez e nada se poupou na tentativa de desestabilizar o presidente que elegemos e seu governo de transformações sociais, mantive a integridade de caráter e a fidelidade ao PT e aos meus companheiros.

Diante de uma platéia como essa, defenestrado pelo partido que fundei, preferi as lágrimas à revolta. Estava certo. Vivi minha tragédia pessoal resignando-me com a dureza do destino que me era imposto.

A fatura da eleição de um presidente petista, mais cedo que tarde, nos seria cobrada.

Alguns petistas a estão pagando, com o preço da proscrição política, da desmoralização pessoal, da marginalidade social, da incompreensão ou da ingratidão de companheiros sinceros, mas equivocados.

Pago o quinhão que me foi destinado ao lado de José Dirceu e de outros poucos companheiros, cujas companhias enobrecem, mas não confortam, já que gostaria de estar sozinho, somente eu, apenas minha singularíssima pessoa de matuto goiano e petista renitente, enfrentando o pelotão de fuzilamento moral dos adversários que derrotamos, dos interesses que contrariamos, de certa parte da mídia e – desgraça das desgraças – de uns poucos petistas que erraram e erram, em avaliação rasa, imediatista, eleitoreira e desprovida de razão.

Não faz muito tempo companheiras e companheiros de todo o Brasil, militantes da base partidária ou parlamentares, prefeitos e governadores, gente que vem de nossa fundação e jovens que sequer haviam nascido naquele histórico, longínquo e inesquecível ano de 1980, passaram a articular um movimento em defesa de meu retorno aos quadros do PT.

Aí estão, nas mãos de todos, aos olhos do país, nas páginas dos jornais e nos noticiários de rádios e TV's, um número expressivo de manifestações nesse sentido. Trazem em seu bojo a marca grandiosa da solidariedade política e do caráter moldado pela coragem.

Gente que em sua imensa maioria nada me deve, de mim nada recebeu, nem teve para comigo convivência pessoal ou jamais obteve meu apoio, cerra fileiras em torno de meu reencontro formal com o PT.

E esses apoios me comoveram e estimularam. Percorri o caminho da volta, procurando todos os que se dispuseram, como Eduardo Suplicy, a escutar-me, a colocar suas posições e debater a conveniência ou não, a oportunidade ou não, o merecimento ou não, da volta meramente escritural de um companheiro que sublimou a expulsão injusta e humilhante em nome do sentimento elevado e puro que destinou e ainda destina ao PT.

Ainda ontem as adesões me alegraram. Acreditava, mesmo com a absoluta ausência de triunfalismo que sempre cultivei, que as vitórias ainda tímidas, mas significativas, que tenho alcançado em diferentes Cortes de Justiça, sinalizassem para todos o avanço que constato em minha luta diuturna e sem descanso para a superação de todos os obstáculos.

Entretanto, com o debate que se estabeleceu e em justa medida oxigenou o partido, afloraram argumentos contrários. Vários deles extremamente respeitáveis e colocados de forma clara. Mantive a única postura que me cabia: aceitá-los e debate-los democraticamente, não deixando nada sem resposta.

Outros se comprometeram, empenharam suas palavras, estimularam minha postulação, penhoraram seus apoios, garantiram seus votos. E isso me bastava: para um homem do interior, a palavra empenhada vale mais que documento com firma reconhecida.

Também se manifestaram, sem a clareza dos que vieram à luz combater-me, os que diziam acreditar que eu devo, posso e até, exageradamente, “tenho direito” a voltar aos quadros do PT. Mas, “só depois das eleições”. Minha presença, esclareceram-me, antes de tal data poderia trazer inevitável desgaste eleitoral para o partido e seu projeto presidencial.

Porquê 2011 se Delúbio de hoje é o Delúbio de 1980 e será o Delúbio de amanhã?

Esse argumento não aceito. Não é digno de minha consideração por não ser válido.

Não creio que se possa construir ou consolidar partido algum sem que a honestidade intelectual, a pluralidade na discussão e a clareza de posições se façam presentes a todo instante.

Não pretendo ser motivo de qualquer divisão interna, muito menos causar discórdia por conta de uma postulação política que muitos dizem ser pessoal, a de voltar ao PT. Nem devo causar tipo algum de embaraço aos companheiros que se colocaram, corajosa e generosamente, a meu lado no presente debate.

Se tanto lutei pelo PT, por qual obscuro motivo iria agora provocar qualquer divisão interna? Não devo, não posso, não quero.

Continuarei a trilhar o duro caminho da luta, não o tendo por calvário, mas por missão.

Minha honestidade pessoal, conhecida pelos petistas e por todos os que comigo conviveram e convivem, já foi posta a prova em diversas oportunidades.

Durante oito longos anos, representando a Central Única dos Trabalhadores, participei da gestão do CODEFAT. Vivíamos no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Por lá circularam cifras astronômicas. Em um desses anos, respondi diretamente pela gestão de tais recursos. Em valores atuais a soma chega a impressionantes 10 bilhões de dólares. O Tribunal de Contas da União, aprovou de forma cabal e definitiva as contas de minha gestão.

Na única oportunidade em que o dinheiro público esteve ao alcance de minhas mãos, tanto o TCU quanto os nossos adversários constataram a seriedade com que lidei com ele.

Do que me acusam? Quantos são os políticos brasileiros que realizaram campanhas eleitorais sem que alguma soma, por menor que fosse, não tenha sido contabilizada?

Porquê insistem em distribuir condenações e atribuir culpas se quando o financiamento público de campanhas se faz claramente necessário, há a inevitável recusa em debater o tema?

Companheiras e Companheiros,

Não sou vítima. Aos 53 anos de idade, trago o coração de um jovem com a esperança de um mundo melhor.

Iniciei por desprezar o papel piégas de vítima. Termino por renunciar a qualquer ressentimento ou mágoa. Não tenho tempo para isso.

Vivi nesse partido os melhores anos de minha vida: os anos da luta e da esperança.

A maioria absoluta dos que se aprestam a impedir meu retorno ao PT, não contribuiu em nada mais do que eu para a construção do partido que os abriga.

Sinceramente falando, não desejo a nenhum companheiro que passe pelo que passei frente ao furacão que me tragou.

Há a necessidade de uma discussão honesta e transparente, apenas no âmbito partidário, sem interferências externas equivocadas. Elas, sim, são inoportunas, não o meu retorno!

Agradeço aos companheiros que me apoiaram e me estimulam.

Respeito os companheiros que se colocaram contra minha postulação de forma clara e transparente.

Discutirei os caminhos a serem trilhados com Mônica, minha amada e grande companheira, meus leais companheiros de Goiás, meus amigos da CUT, meus familiares, meus companheiros do PT e milhares de pessoas que nem conheço e me emocionaram com a grandeza do apoio desinteressado, da generosidade que surpreende e gratifica.

A eles, só a eles, a mais ninguém, pertence a minha honra, a minha história e o meu futuro.

Obrigado.


Brasília, 08 de maio de 2009.

Delúbio recua perante um PT recuado

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores deu claros sinais de que o pedido de refiliação de Delúbio Soares não seria aprovado e o ex-tesoureiro do partido, expulso na época da crise do valerioduto, apresentou uma carta retirando seu pedido.

Ontem, o campo "Construindo Um Novo Brasil" (ex-Campo Majoritário), grupo do ex-presidente do partido José Dirceu, do atual Ricardo Berzoini e dos maiores nomes da legenda, se reuniu, decidiu não fechar posição e liberar seus representantes no Diretório Nacional a votar por conta própria. O principal argumento contra Delúbio foi a reação da opinião pública(da) e os reflexos na provável campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff.

Daqui a pouco publicarei a carta de Delúbio.

E o Delúbio, volta?

Estou no Diretório Nacional do PT e daqui vou acompanhar a reunião que decidirá o futuro político de Delúbio Soares.

Qualquer novidade eu dou um grito.

Eu voltei, agora pra ficar

Estava sem internet pessoal. Estou de volta.

Por enquanto fiquem com um vídeo do homem de compromisso:



Imaginem se o presidente Lula tivesse falado uma baboseira dessas.