24.12.09

Presente de Natal

Hey Jude



Cantada por Paulo McCartney, Elton John e Sting, com Eric Clapton na guitarra e Phil Colins na bateria. Ta bom assim?

22.12.09

Rogério Ulysses expulso


A executiva regional do PSB se reuniu hoje e decidiu por unanimidade de 6 votos expulsar dos seus quadros o deputado distrital Rogério Ulysses.

O relator do processo na Comissão de Ética do partido foi Marcelo Dourado e na Comissão Executiva foi o também membro da direção nacional do partido Carlos Siqueira, o que faz com que o recurso que Ulysses tentará na instância superior tenha enorme dificuldade de ser deferido.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa do Distrito Federal e deputado com ampla base na cidade de São Sebastião, Ulysses teve seu gabinete revistado pela Polícia Federal durante a deflagração da Operação Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina no governo Arruda envolvendo, além do próprio governador e o vice, deputados, secretários e empresas com contratos com o GDF.

Rogério Ulysses, que tinha reeleição virtualmente garantida, não poderá disputar nenhum cargo nas eleições de 2010 caso a decisão seja mantida.

Agora é Lula [2]

Jingle do Lula no 2º turno de 2002




Chegou a hora Brasil,
Que você tanto esperou
Mande a tristeza embora
Que a mudança começou

Agora vem!
Vem mudar a sua sorte
Nada pode ser mais forte
Que a vontade de mudar
Lê lê, lê lê, vem!

Ser feliz é ser direito
Bote esse grito no peito
Ninguém vai te segurar
Ô ô ô vem!

O Brasil está unido
E jamais será vencido
Nossa estrela vai brilhar
Vem!

Que a estrela da esperança
Do emprego e da mudança
Mora do lado de cá!

Agora é Lula!
Falta pouco, quase nada
Nossa pátria tão amada
Já não quer mais esperar

Agora é Lula!
Por um Brasil diferente
Vem entrar nessa corrente, aqui é o seu lugar

Agora é Lula!
Falta pouco, quase nada
Nossa pátria tão amada
Já não quer mais esperar

Agora é Lula!
Por um Brasil diferente
Vem entrar nessa corrente, aqui é o seu lugar

Lula! Lula!


18.12.09

Acreditar ou não em Aécio

O governador de Minas, Aécio Neves, anunciou ontem que "deixa a condição de pré-candidato à Presidência da República.

As manchetes sobre o assunto são enfáticas.

Bolha de S. Paulo: "Aécio sai e amplia pressão sobre Serra"
Estadinho: "Aécio sai da disputa e abre espaço para chapa com Serra" (?!)
JB: "Aécio desiste e abre campanha"

Mesmo que não soubessem, os que escreveram as manchetes fazem uma análise política e não apenas anunciam um fato concreto. O mais correto seria afirmar: "Aécio anuncia desistência...". Se ele desistiu mesmo não sei, creio que não.

Por outro lado, quando ele taxativamente afirmando que não será candidato a vice-presidente não há a mesma firmeza. Diz Aécio em entrevista à jornalista Cristiana Lobo:

"Não sendo o candidato (a presidente), a melhor forma que vejo de ajudar é me dedicar integralmente à eleição aqui em Minas, sendo candidato ao Senado. Vou mergulhar na eleição mineira."

E mesmo assim a imprensa serrista insiste que Aécio "deixou aberta a possibilidade".

Coisa de deixar a FOX News parecendo neutra.

17.12.09

Pequeno demais para dois


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em carta enviada ao presidente nacional do seu partido, senador Sérgio Guerra (PE), anunciou: "Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República".

Aécio não diz na carta que rumo tomará em 2010 e nem sequer cita o nome do governo de São Paulo, José Serra. Não houve, pelo menos na escrita da carta, nenhuma preocupação em demonstrar apoio à pré-candidatura remanescente.

O que se percebe nas entrelinhas da carta são críticas veladas ao oponente interno e a reafirmação da certeza que seu nome era o melhor: "Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte".

Apesar de agradecer à condução de Sérgio Guerra, Aécio deixou clara sua insatisfação com a não realização das prévias internas. "Defendi as préivas como importante processo de revitalização da noosa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão". Só eu li o "legítima" com alto teor de sarcasmo?


Então tá definido?
Tá nada. O que o Serra vai fazer agora? Se assumir como candidato? Duvido. Não se assumindo abre espaço para Aécio, ouvindo "as roucas vozes das ruas" voltar pra disputar e se ganhar não vai ficar parecendo que só foi escolhido porque Serra não quis ser o candidato.

Antes de ser tucano, Aécio Neves é mineiro. E por isso mesmo, escrevem, não será vice de Serra. Ou só se serve pão de queijo no Palácio do Jaburu? Do golpe de 64 pra cá nós tivemos nove vice-presidentes da República, cinco eram mineiros (José Maria Alckmin, Pedro Aleixo, Aureliano Chaves, Itamar Franco e José de Alencar). Minas Gerais não aguentar mais ser um vice-estado, ainda mais vice de São Paulo, ainda mais vice do Serra.

Caminhos não faltam
Se Aécio voltar pra disputa, for escolhido candidato e ganhar, ótimo pra ele.

Se Aécio voltar pra disputa, for escolhido candidato e perder. Bem, virou o nome nacional do bloco PSDB-DEM e amplia forças com partidos do campo lulista. Será a maior liderança da direita brasileira.

Se Aécio voltar pra disputa e não for escolhido candidato, o Serra não vai ter 50 votos em Minas Gerais.

Se Aécio não voltar pra disputa e for candidato (eleito, é claro) a senador há dois cenários.

Serra não sendo eleito presidente, Aécio já começa a andar o país pensando em 2014.
Serra sendo eleito presidente, Aécio já começa a andar o país pensando em 2018, tempo não lhe falta.

Mas, punhemos a possibilidade de Aécio topar ser vice de Serra, como tanto quer a "Bolha de S. Paulo". O que diabos o neto de Tancredo ganharia com isso? Correriam a chance de perder, e se ganham eles estariam num cargo vazio e submetido ao Serra.

Aécio não é o Alckmin, não vai se subordinar a Serra e as chances do fernandista ser eleito presidente continuam caindo.

Quem aprendeu com Tancredo entende tudo de política.

13.12.09

Em 2ª fase, PF mira em vice e ex-secretário

Por Juliana Weis:

"A segunda fase das investigações sobre a arrecadação e distribuição de propinas no Distrito Federal (DF) tem como alvos principais dois personagens que, aparentemente, tinham importância secundária no esquema: o vice-governador Paulo Octávio, do DEM, e o ex-secretário de Obras de Brasília, Márcio Machado, presidente licenciado do PSDB local. Responsável pela arrecadação de fundos para a eleição de Arruda em 2006, Machado seria, segundo informações repassadas ao Ministério Público, o homem encarregado de articular a formação do caixa que seria destinado à campanha do ano que vem."

Leia o resto aqui.

12.12.09

Ribeiro não está de fora

O deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB) foi eleito corregedor na Câmara Legislativa, mas em caráter "ah doc", isto é, para um fim específico: analisar as representações contra os deputados distritais citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na operação Caixa de Pandora.

Assim, dependendo de quando o deputado Leonardo Prudente (DEM) renunciar à presidência da CLDF, Ribeiro pode sim ser o sucessor.

11.12.09

Sobre o Estadão

Ouça aqui o comentário de Lúcia Hippólito sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a censura ao jornal "O Estado de S. Paulo".

Alguns considerações:

1. Não! Paulo Francis não reencarnou, eu juro que é a Lúcia Hippólito fazendo comentário;

2. Os seis ministro do STF que votaram de acordo com a decisão do desembargador Dácio Vieira também são amigos íntimos de José Sarney?

3. Este não é o único caso de "censura" a um jornal por determinação judicial. Este caso tem mais destaque por questões da luta política. E o problema não o Fernando Sarney, nem o José Sarney. O problema é sempre ele, o presidente que fala merda;

4. Não entendo bulhufas de Direito, mas, no que diz respeito ao mérito, sou contra a decisão da Justiça. O jornal que escreva o que quiser da forma que bem entender e depois se responsabilize pelas injustiças e garanta o direito de resposta. E garantir o direito de resposta não é acusar na manchete e inocentar nas notas de rodapé.

10.12.09

Arruda: a fase do autismo

"(...) Desmoralizado e abandonado pela raia miúda que com ele se locupletou dos maços de dinheiro que fazem a festa no Youtube, Arruda parece ter entrado naquela fase autista de Collor. Ao falar à imprensa, não estava se dirigindo ao mundo real, mas a uma existência virtual projetada em outra dimensão. Arruda decidiu que o importante agora é continuar governando o Distrito Federal e tocar as mais de mil obras em andamento, levantadas em toda parte, com vistas aos 50 anos de Brasília, a serem comemorados em 21 de abril de 2010.

Em primeiro lugar, José Roberto Arruda não governa mais o Distrito Federal. Sua última ação administrativa foi, digamos assim, a ordem dada à Política Militar para atacar, com cavalos, cães e cassetetes, dois mil manifestantes que estavam pacificamente no Eixo Monumental de Brasília. Lá, como ilustração da anarquia que virá, um coronel PM de cabelos brancos partiu como um babuíno enfurecido para cima de um estudante e rasgou-lhe a camisa. Filmado, ordenou aos PMs que jogassem gás de pimenta nos olhos dos cinegrafistas. Arruda, ao que parece, estava na residência oficial, decidindo se contratará a cantora pop Madonna ou a banda irlandesa U2 para abrir os festejos do Cinqüentenário.(..)"


Leia o texto completo aqui.

Raimundo Ribeiro eleito corregedor


Nada contra o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB). O considero um arrudista respeitável, mas ainda assim é Arrudista. Amigo íntimo de Arruda e não o deixará ao relento.

O deputado foi escolhido corregedor da Câmara Legislativa por apenas 14 votos, entre os 24 deputados. Isso mostra claramente a fragilidade da bancada arrudista na CLDF.


Fora de outra disputa


Eleito corregedor, cargo que dá mais dor de cabeça do que benefícios, Raimundo Ribeiro fica de fora das articulações para a eleição do novo presidente da Câmara quando Leonardo Prudente (DEM) renunciar.


Foto: Agência Brasil

Arruda renunciará

Há informações em off de fonte confiáveis de que o governador José Roberto Arruda anunciará sua renuncia ao mandato durante a entrevista coletiva realizada logo mais.

A conferir.




Update: Arruda apenas anunciou sua desfiliação do PFL (neo-Democratas). Segundo Paola Lima, ele deve se afastar do governo por 90 dias.

7.12.09

Foi ver o Flamengo

No Processo de Eleição Direta (PED) do PT o caso mais curioso aconteceu na cidade de Imperatriz, no sul do Maranhão.

A disputa estadual lá se deu entre o ex-candidato a governador Raimundo Monteiro (CNB), favorito na disputa, e Augusto Lobato (MPT).

A suspeita de fraude se dá pelo seguinte. Até as 16h tinham votado 94 pessoas. O fiscal do grupo de Monteiro deixou o local para assistir o jogo do Flamengo. Das 16 às 17h apareceram 226 eleitores para votar, duas vezes e meia o número de votantes durante todo dia. Monteiro, é claro, deve questionar o resultado da eleição na cidade.

Fazendo justiça

Terminada a temporada do futebol brasileiro, meus parabéns a quem merece.

Primeiramente ao Flamengo. Mesmo sem ter time de campeão, Andrade tirou leite de pedra e conseguiu ser campeão no campeonato mais equibilibrado da era dos pontos corridos.

Não se pode deixar de dar os parabéns ao Grêmio. Grande decepção da temporada, mas jogou com seriedade contra o Flamengo, abriu o placar e teve uma das suas melhores apresentações fora de casa.

Ao Internacional, vice-campeão. Com altos e baixos durante a temporada acabou quase beliscando o título. Um dos melhores elencos do campeonato.

Parabéns ao São Paulo, que depois de três título consecutivos manteve-se no grupo de frente da classificação mesmo desacreditado durante boa parte da temporada.

O Cruzeiro também teve seus méritos. Vice-campeão da Libertadores sacrificando seu início no Brasileirão teve uma arrancada surpreendente e jogadará o principal torneio sul-americano de novo.

A maior surpresa do ano foi o Avaí. Cotadíssimo pro rebaixamento, o time terminou em na 6ª colocação com boas apresentações.

Mesmo decepcionando no final, o Atlético-MG esteve acima das expectativas. Fez boas contratações durante a temporada e jogou um belo futebol.

O Corinthians foi coadjuvante no Brasileirão, mas foi campeão do Paulista e da Copa do Brasil. Tá bom né.

O que houve mais sensacional foi o renascimento do Fluminense. Depois dos matemáticos, que não entendem nada de futebol, darem as chances de rebaixamento do clube em mais de 97% o time começou uma sequência de vitórias que o salvou da degola.

Parabéns também, é claro, ao Vasco da Gama. Fantástica temporada. Jogou bem o carioca, saiu da Copa do Brasil invicto empatando os dois jogos da semi-final com o galático time do Corinthians e foi superior no Brasileirão da série B como tinha a obrigação de ser. Torcida sempre presente dando show nas arquibancadas e sem violência e sem fazer quebra-quebra quando subiu e foi campeão.



Vergonha pelos outros

O Palmeiras amarelou. Como diz Carlos Odas, "parabéns pela classificação para a Copa do Brasil".

Cadê o Bahêa?!

6.12.09

Arruda não vai cair...

... vão derrubar ele.



A soma de alguns fatores faz com que esta realidade esteja cada vez mais próxima.

Expulsão quase inevitável: Meio zonzo com a porrada que levou, o PFL (neo-Democratas) até deu alguns dias para Arruda se explicar, mas ninguém joga com a possibilidade de não expulsão. Expulso, Arruda fica ao relento e sem possibilidade de concorrer à reeleição.

Fuga de partidos: Os apoios, que já ficaram poucos, podem minguar de vez, afinal, os deputados e outras lideranças querem saber é da eleição do ano que vem. Além de já ter assistido a PDT, PSB, PV, PPS e PSDB anunciarem a saída do seu governo, Arruda poderá perder na semana que vem, além do seu próprio PFL, o PMDB.

Briga com P.O.: O vice-governador, Paulo Octávio, quer mais que Arruda se exploda e a notícia corra, desde que nada respingue sobre si. Essa possibilidade, inclusive, seria a ideal para o PFL a essa altura dos acontecimentos.

Racha na base mais aliada: A, até pouco tempo, sólida base parlamentar de Arruda não é de Arruda. É de Arruda e Paulo Octávio. A disputa poderá ficar mais clara se Leonardo Prudente renunciar de vez à presidência da Câmara Legislativa e houver nossa eleição para o cargo. Os dois grupos devem disputar e o racha será declarado.

Mobilização social: A sociedade brasiliense vem ficando cada vez mais indignada com o escândalo. O grande ato previsto para a próxima quarta-feira poderá ser usada como termômetro pra isso.

Expulsão do Maçonaria: A notícia de que a Assembleia Soberana da Maçonaria aceitou pedido de expulsão contra Arruda é um duro golpe. Não há político que esnobe um apoio desses.

OAB: A Ordem dos Advogados do Brasil de Brasília decidiu apresentar pedido de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio. É um atestado técnico de que governador e vice devem ser afastados.

Imprensa já se distancia: A imprensa local, liderada pelo Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, tentou inutilmente abafar o caso e deixar Arruda longe de problemas. Agora já claros sinais de que vai deixar Arruda afundar sozinho, talvez já estão de olho na verba de publicidade do próximo governo.

5.12.09

Não seria do jogo

Há alguns dias escrevi aqui sobre o tal lance no qual o jogador Thierry Henry arrumou a bola com a mão antes de cruzar para o zagueiro Gallas marcar o gol que classificou a França pra Copa do Mundo e tirou a coitada da Irlanda.

Disse naquela ocasião: "Sinceramente, isto é do futebol. Não é da vida, não é da política, não é nem exemplo pra ninguém, mas é do futebol. Na pelada, "pediu pra parar, parou". No futebol, o juiz apitou para o lance, não apitou segue o jogo. (...) A não ser quanto é uma questão de direito, não creio que o jogador deva ser obrigado a se acusar."

E mantenho minha posição.

Se um jogador marca um gol sabendo que está em posição de empedimento e o bandeirinha não marca a irregularidade ele deve avisar o juiz pra anular o gol? Não. É do jogo.

Mas e se o jogador chuta à meta adversária, a bola bate na rede pela lado de fora e o juiz assinala gol? Bem, isso não é o jogo.

Um time entregar uma partida, seja pelo motivo que for, não é do jogo.

A partida disputa logo mais entre Flamengo/TV Globo e o Grêmio entrará para história, isto é certo. Basta saber se lá na frente, quando lembrarmos desta parte o gremista poderá permanecer de cabeça erguida, com honra.

Podem dizer: "E os times que jogam com time reserva no meio do campeonato para poupar o titular para outras competições?".

Estes, meus caros, o fazem para "poupar o time titular para outras competições", não para entregar a partida, para bular o caminho natural do esporte e evitar que um terceiro time de beneficie.


Grêmio X Chapadinha

O caso do Chapadinha, que perdeu por 11 X 0 levando 9 gols nos últimos 10 minutos de jogo na segunda divisão do campeonato maranhense ficou famoso até no exterior. Não tem falta de iluminação que explique o fato, até porque se não havia refletores no estádio a falta de iluminação era para os dois times.

O Chapadinha entregou o jogo. Se houve alguma negociação envolvendo dinheiro ou se o clube queria apenas impedir que o Moto Clube, rebaixado no início desse ano, voltasse à primeira divisão do maranhense já no ano que vem eu não sei, mas o que importa é que o Chapadinha entregou o jogo.

Resultado: O Chapadinha foi banido do futebol!


Qual seria a diferença pra máfia do apito?

O ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho se envolveu com uma máfia que manipulava resultados de partidas de futebol para ganhar dinheiro com apostas. As manipulações de Edilson, inclusive, fizeram com que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anulasse as 11 partidas que ele havia apitado no Brasileirão de 2005. A remarcação das partidas foi decisiva para que o Corinthians fosse o campeão daquele ano.

Edilson, obviamente, foi banido do futebol.

2.12.09

Suicídio ou eutanásia

A União Democrática Nacional (UDN) não tinha nada de democrática. Era um partido golpista, de direita e reacionário. Sua principal liderança, Carlos Lacerda, o corvo, entrou para a história como alguém que quis de todas as formas chegar à presidência da República, mas nunca conseguiu.

Apoiaram o golpe de 64 acreditando que a "revolução" duraria pouco tempo e quando voltasse a "normalidade democrática" poderiam, enfim, chegar onde sempre quiseram.

Com o aprofundamento do regime e a decretação do bipartidarismo, os udenistas passaram a compor a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), que não tinha nada de renovadora e dava apoio político ao regime dos generais.

No inicío da reabertura política, a reforma partidária acabou com o bipartidariamos e a Arena virou o Partido Democrático Social (PDS), que não tinha nada de democrático, nem de social. Sigla do presidente João Figueiredo, o partido lançou a candidatura de Paulo Maluf para a presidência da República no colégio eleitoral, em 1985.

Como sempre há ratos a roer a corda e deixar o návio ao primeiro sinal de naufrágio, um racha do partido apoiou a candidatura que tinha cheiro de vitória, de Tancredo Neves (PMDB).

Esse racha chamou-se Frente Liberal e depois virou, criativamente, o Partido da Frente Liberal (PFL).

Desgastado e em fase de enxugamento, o PFL mudou de nome de novo e se auto-intitulou "Democratas". Colocaram um político relativamente jovem, Rodrigo Maia, como presidente nacional do partido, mudaram a identidade visual, tudo para tentar ser o que não são, um partido moderno, ético e democrático.

O partido tem feito dura oposição ao governo Lula usando principalmente a bandeira do moralismo.


E a própria carne?

Há alguns meses, o deputado Edmar Moreira, então filiado ao partido, discordou da candidatura oficial da bancada à 2ª vice-presidência da Câmara Federal, concorreu ao cargo e foi eleito. Meses depois foi acusado de sonegar a posse de um castelo e o partido o expulsou.

Agora, com as acusações contra o seu único governador, José Roberto Arruda, e seu vice Paulo Octávio a postura não tem sido a mesma.

Não são acusações quaisquer. Este é o escândalo mais bem documentado da história da política brasileira. Há vídeos e áudios que deixam clara a participação de Arruda em esquemas nada republicanos. Por que o ex-PFL não o expulsou? Por que sofrer este forte desgaste?

Três questões tem que ser lembradas.

Primeiro o fato de que Paulo Octávio é um mega empresário, um dos homens mais ricos do país e tem grande capacidade de levantar dinheiro para o partido.

Segundo o fato de que Arruda é o único (último?) governador do partido e tem colocado dentro do seu governo gente do partido de outros estados como o ex-senador José Jorge (PE), que foi presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Cássio Taniguchi (PR), deputado federal e ex-prefeito de Curitiba, e o deputado federal Alceni Guerra (PR), que foi secretário de Educação.

E terceira e mais importante. Nada garante que o dinheiro movimentado irregularmente pelo esquema de Brasília não tenha rojado para outros estados, principalmente nas eleições municipais do ano passado.


O dilema do ex-PFL

Se o partido não expulsar Arruda sofrerá mais ainda um enorme desgaste político. Pra quem passou os últimos anos apontando o dedo para supostos desvios éticos do governo federal, ter seu único governador engolido politicamente por um escândalo como este e ainda manter o apoio a ele, este pode ser um golpe definitivo.

Ao se colocar como sub-legenda nacional do PSDB e se negar a sequer tentar a viabilização de um projeto de governo e um projeto de poder próprio, o ex-PFL só pode querer indicar o vice da chapa tucana e manter uma bancada de pelo menos 50 deputados federais e 15 senadores. Porém, com a desmoralização total do partido, eles correm o risco de nem o vice da chapa tucana emplacarem.

Por outro lado, se expulsão Arruda este será o golpe final na carreira dele e não parece haver disposição dele de cair sozinho. Tendo ou não irrigado contas e campanhas do ex-PFL de outros estados, Arruda pode sair jogando panetone no ventilador.

Ó duvida cruel.

1.12.09

Quem sair por último apaga a luz

Sabe quando Michael Jackson morreu e demoraram meses para enterrá-lo? Pois é, parece que este é o estágio atual do Arruda.

Uma das condições fundamentais para sua queda, o isolamento político, vem acontecendo mais rápido do que se esperava.

O PDT, do senador Cristovam Buarque, decidiu que seus três filiados que ocupavam cargos no governo, Marcelo Aguiar, Edilson Barbosa e Israel Batista, deviam entragar seus postos e já aderiu ao movimento "Fora Arruda.

O PSB, do deputado Rodrigo Rollemberg, que era governo e oposição ao mesmo tempo decidiu ser só oposição. Abriu inquérito interno contra o deputado Rogério Ulysses, aliado de Arruda e citado no escândalo, e recomendou ao recém-empossado Joe Valle a deixar a presidência da Emater-DF. Joe já se demitiu e o PSB também aderiu ao "Fora Arruda.

O PPS, enroladíssimo no escândalo com o secretário de Saúde Augusto Carvalho e seu adjunto Fernando Antunes, também deixou a base de apoio do governo. O secretário de Justiça e Cidadania, deputado Alírio Neto, também saiu do governo.

O PSDB, principal aliado do DEM em âmbito nacional, também já ordenou que seus integrantes deixem o GDF. O presidente regional do partido, Márcio Machado, e José Humberto Pires ocupavam as secretárias de Obras e de Governo, respectivamente.

O próximo partido a anunciar o afastamento pode ser o neo-aliado PMDB, que já quase abandonou Arruda no início da semana passada.



Falando em partidos

Não vão pegar o Izalci Lucas e a republicana intervenção que Arruda fez no PR?

Valmir Amaral soltou m... no ventilador


O ex-senador e empresário do setor de transporte da capital Valmir Amaral soltou m... no ventilador de vez.

Amaral, que era suplente de Luiz Estevão e assumiu o cargo quando este foi cassado, compareceu à entrevista coletiva dada pelo ainda presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente (DEM). Sabendo da presença de Amaral, Prudente atrasou o quanto pode a entrevista para não ouvir de frente a denúncia que Amaral faria, e fez.

Segundo Valmir Amaral, ele e outros empresários do setor teriam pago R$ 1 milhão aos deputados para eles aprovarem, no projeto do passe-livre estudantil , uma emenda que garante o benefício também a deficientes físicos. Assim o subsídio pago pelo GDF à empresas dobradia.

O governador Arruda vetou a emenda, mas, ainda segundo Amaral, os empresários pagaram outros R$ 600 mil para os deputados derrubarem o veto.

O fato, se verdadeiro, e tem tudo para sê-lo, mostra o quão endêmica é a corrupção dentro das instituições do Distrito Federal.

30.11.09

Fora, Arruda!


Lançado por partidos, movimentos e militantes de bem da sociedade de Brasília, o movimento Fora Arruda já tem música com a melodia "As águas vão rolar":

"Arruda vai ganhar
Uma passagem pra sair desse lugar
Não é de trem, nem de navio, nem de avião
É algemado no camburão
Eita Arruda ladrão!"

Só para constar

A única doação para campanhas eleitorais declarada à Justiça por Durval Barbosa em 2006 foi ao seu irmão, deputado distrital Milton Barbosa (PSDB), no valor de R$ 10.000.

28.11.09

Assim jaz um governo


É difícil escrever sobre o Arrudagate, já que toda hora aparece algo novo no escândalo. Mas aqui vão algumas considerações sobre o caso.

O ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda e ex-presidente da Codeplan do governo Roriz, Durval Barbosa, homem-bomba do escândalo, não é alguém de quem eu compraria um carro usado, mas suas denúncias vão além de simples declarações. Há provas, áudio, vídeos feitos com o conhecimento e a autorização da Justiça.

Por enquanto, é verdade, não há base para se cassar o mandato de José Roberto Arruda (PFL), governador democraticamente eleito, mas se forem confirmadas as denúncias este governo entrará pra história como o mais corrupto do Distrito Federal, e olha que já tivemos quatro governos comandados por Joaquim Roriz.

Fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, compra de apoio de parlamentares e partidos políticos com conhecimento, consentimento e participação direta do próprio governador. Essas características fazem com que o atual escândalo se mostre distante daquele que se colocou sobre o governo federal entre 2005 e 2006. Portanto, chamá-lo de mensalão é tentar baralhar os fatos, misturar alhos com bugalhos e igualar os desiguais. Chamar de mensalinho então é fazer o mesmo e ainda tentar diminuir o tamanho da esculhambação que corrói as instituições do Distrito Federal.

O envolvimento do governador, do vice-governador, do presidente da Câmara Legislativa, de considerável parte dos deputados distritais, secretários e do conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal Domingos Lamoglia pode inviabilizar não apenas o governo, mas o Estado, pelo menos por um certo período.



Roriz, o honesto (?)

O governo Arruda, como se sabe, é formado majoritariamente por ex-rorizistas. Do próprio Arruda a Durval Barbosa, de Paulo Octácio a Ricardo Pena, de Valdivino Oliveira a Odilon Aires. Há, portanto, fortes motivos para acreditar que o esquema, que, diga-se, ainda está por se provar, começou antes de Arruda ocupar o Palácio do Buriti.

Há também razões para acreditar que Roriz sabia que estes fatos viriam a público. Em entrevista concedida em outubro ao jornal "Hoje em Dia", o ex-governador disse que o governo Arruda acabaria em abril e disse que sentia que seu adversário verde não seria candidato a reeleição. Perguntado pelo motivo Roriz foi lacônico: "Tenho vontade de falar, mas não posso".

Pode ser até que Durval seja um agente duplo, que estivesse infiltrado no governo Arruda trabalhando por Roriz. Pode ser inclusive que ele tenha aceitado fazer as escutas por, além de se beneficiar de redução de pena no caso de condenação, ser do interesse de Roriz. Nada disso, porém, inocentaria Arruda.



De reeleição certa ou vice a renúncia ou licença

O (ainda) governador Arruda era um dos cotados para ser o candidato à vice-presidência da República na chapa encabeçada por José Serra (PSDB). Caso fosse apenas candidato a reeleição era cotado como favorito.

Mas o mundo gira e a situação política de Arruda agora simplesmente não tem mais sustentação.

É verdade que Arruda já passou por um grande escândalo, o da violação do painel do Senado, e deu a volta por cima. Renunciou ao mandato, voltou ao Congresso Nacional como deputado federal mais bem votado do Brasil (mais de 320.000 votos) e foi eleito governador em 1º turno.

Porém, há uma grande diferença. Naquele caso não havia envolvimento direto de dinheiro público. Desta vez há vídeo claro e nítido do careca recebendo volumosa quantia. E quem viu Arruda se defendendo no caso do painel e depois admitindo a mentira não acreditará em uma palavra da sua defesa. E falando em defesa, eu me nego a comentar aqui a justificativa do panetone.



Os caminhos de Arruda

Quem conhece o jeito de Arruda fazer política aposta que ele vai tentar submergir e apostar no esfriamento do escândalo com a chegada do fim de ano. Qualquer outra atitude dependeria do não sucesso dessa tentativa.

O afastamento temporário seria o mais coerente. Se ele afastou os secretários citados no escândalo é porque julga que as denúncias são graves e que eles devem se defender fora do cargo e só voltarem se forem inocentados. Ora, a mesma premissa deveria valer também pra ele próprio.

Como coerência não é matéria que se preze na política. Arruda só deverá se afastar em último caso. Se a população for às ruas exigir sua saída, a imprensa nacional der ampla cobertura e os aliados, políticos e empresariais, se afastarem.

Renúncia é pouquíssimo provável. Um processo de impeachment não ocorre de uma hora pra outra. Em duas semanas a Câmara Legislativa entrará em recesso e só voltará no fim de janeiro. Daí até abrir o processo, do processo aberto até ser concluído, daí até ser aprovado... Tudo isso levaria grande tempo, principalmente se levarmos em consideração que ano que vem é ano eleitoral e grande parte dos deputados distritais estão interessadíssimos em abafar o caso e
cuidar de suas próprias reeleições.

A oposição, vale lembrar, só tem 5 dos 24 deputados. Mesmo se o processo for aberto e concluído dificilmente seria aprovado. E repito: "principalmente se levarmos em consideração que ano que vem é ano eleitoral e grande parte dos deputados distritais estão interessadíssimos em abafar o caso e cuidar de suas próprias reeleições".



Reeleição quase impossível

Esta é a parte mais difícil do texto porque tenho que fazer vários cálculos ao mesmo tempo. Convido os leitores a discordarem ou comentarem.

Arruda foi eleito governador em 2006 no primeiro turno, é verdade, mas com apenas 50,3% dos votos e num cenário perfeito para si. Os dois grupos políticos tradicionais do DF estavam em baixa.

Os azuis porque o candidato não era Roriz e se o velho nunca perdeu uma eleição no DF, também nunca transferiu voto. Além de boa parte da base rorizista ter sido cooptada por Arruda, agora imaginamos o porquê.

Os vermelhos ainda sofriam as consequências do escândalo do valerioduto, a candidata não era a ideal, a base estava desmobilizada, o marketing era péssimo e não tinham dinheiro pra bancar nada melhor.

Assim, Arruda cresceu no eleitorado de Roriz com mil promessas, grande estrutura de campanha e uma bizarra circunstância. Roriz era candidato a senador e apoiava Maria de Lourdes Abadia (PSDB) para o governo. Arruda lançou um laranja, Marcos Cardoso, como candidato a senador, mas declarava apoio a Roriz, que por sua vez esperava uma vitória tranquila, mas levou um sufoco de Agnelo Queiroz, e não renegou as declarações de apoio de Arruda, líder nas pesquisas pra governador.

Com a imagem ética dos petistas abalada, Arruda também cresceu nesse eleitorado legalista, sobretudo no Plano Piloto.

Levando essa avaliação em consideração, Arruda perderá sua força no eleitorado azul, já que Roriz será o candidato dessa vez, e no eleitorado vermelho, já que o PT não está mais em crise, e sim o próprio Arruda.

A última força de Arruda, na possibilidade dele insistir em concorrer à reeleição, é a máquina pública, mas também é bom lembrar que a máquina só ganhou no DF mas eleições de 2002, quando Roriz foi reeleito governador com menos de 16 mil votos a frente de Geraldo Magela.



Sem futuro político

Se ainda não dá pra dizer juridicamente que estão cabalmente provadas as denúncias de corrupção, politicamente este é o fim de Arruda. Ainda bem.



Não há imprensa livre no DF

Neste momento pré Conferência Nacional de Comunicação é interessante ver a postura da "imprensa" local quanto ao escândalo.

O Correio Braziliense declarou na 1ª página que "GDF e distritais são alvo de denúncia". Imaginem se a Polícia Federal entrasse no Palácio da Alvorada durante uma operação. O alvo da denúncia seria o "governo federal" ou LULA (em letras garrafais mesmo)? O CB também não citou Arruda entre os investigados na 1ª página.

O Jornal de Brasília, que nunca fez jornalismo, estampou como manchete: "Arruda exonera secretários". Simplesmente rídiculo e inútil a tentativa de esconder o envolvido de Arruda nas irregularidades.

Vivemos uma situação de risco no DF quanto a liberdade de imprensa. Similar até, me arrisco a dizer, do que na época de ditadura militar. Naquela época havia censura prévia que proibia os jornais de criticarem ou questionarem o governo federal. Hoje, no DF, além de não poder criticar o governom os jornais ainda são forças a elogiar a incompetência e a esconder a corrupção do governo Arruda. Estão todos no bolso do GDF via verba de publicidade.



Movimento Fora Arruda

Segunda-feira, às 15h, na sede da CUT-DF, reunem-se os partidos de oposição e os movimentos sociais para analisar as denúncias e definir meios de pressionar por duras investigações e punições exemplares para os culpados. Estarei na reunião e diante das graves denúncias e consistentes provas defenderei o afastamento de Arruda do cargo de governador.

Vídeo do Arruda recebendo suposta propina

Só pra deixar claro


Continuo apoiando o Arruda pra vice na chapa do Serra

27.11.09

Arruda se cala e movimentos sociais se preparam


Depois de rodar pela cidade a informação de que o governo José Roberto Arruda daria um entrevista coletiva à imprensa local, a assessoria do governo negou a informação. Os advogados ainda estão analisando melhor o caso.

Enquanto isso, os partidos de oposição e os movimento sociais já preparam manifestações exigindo dura investigação das denúncias e punição exemplar aos eventuais culpados.

Vídeo poderá vir a público

O ministro do STJ Fernando Gonçalves, que assinou os mandados de busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora, anunciou determinará a suspensão do "segredo de justiça" da operação.

Com isso, pode chegar ao grande público, por exemplo, o famoso vídeo gravado por Durval Barbosa no qual o governador José Roberto Arruda receberia uma suposta propina de R$ 400 mil.

PF investiga a fina flor do governo Arruda


A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a Operação Caixa de Pandora.

Com pedidos de busca e apreensão em mãos feitos pelo Ministério Público do Federal (MPF) e determinados pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os políciais visitaram gabinetes e residência, inclusive a Residência Oficial de Águas Claras, do governador Arruda.

Os trabalhos começaram cedo, nas primeiras horas da manhã, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Lá os agentes "visitaram" os gabinetes da deputada Eurides Britto (PMDB), líder do governo Arruda na CLDF, do deputado Leonardo Prudente (PFL), presidente da casa por escolha de Arruda, do deputado Rogério Ulysses (PSB), presidente da CCJ e aliado canino de Arruda. Segundo informações, também houve buscas na casa do suplente Pedro do Ovo (PRP).

Os agentes deixaram a CLDF levando malotes com documentos e até computadores.

Além das buscas na Câmara Legislativa, a PF foi também à residência de Leonardo Prudente
e aos gabinetes do secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, e do novo chefe de gabinete da Governadoria, Fábio Simão.

Ainda não se sabe ao certo os motivos da ação, até porque o inquérito correm em segredo de Justiça, mas as informações que chegam até o momento é de que a investigação ocorre já há alguns meses, há áudios e vídeos gravados com autorização da Justiça e a origem seria licitações fraudulentas e pagamento de propina.


Caixa de Pandora

A expressão "Caixa de Pandora", com a qual a operação foi batizada, é usada para designar algo que desperta curiosidade, mas que se for relevado pode mostrar algo horrível, que fuja do controle.

24.11.09

Um país que é, gosta e quer ser ainda mais desigual

A elite mais letrada adora dizer que o povo brasileiro é formado por um bando de bestas mal informados que se importam mais com sexo do que com os assuntos políticos do Brasil.

Agora eu pergunto: como se interessar pelo que é publicado nessa imprensa brasileira?

Há meses lemos matérias sobre uma tal disputa sobres uns tais "royalties". Pois na próxima pesquisas dessas que só perguntam coisas que o povo brasileiro não está interessado em saber por enquanto adicionem uma pergunta: "Você sabe o que royalty?"

Quantos, meus caros, sabem o que é royalty? Poucos, muito poucos. Talvez menos do que o número de brasileiros que fazem questão em votar num candidato apoiado por Efeagacê.

Pois pronto, regojiza-se a elite sabichona. "Prova de que o brasileiro é um sujeito ignorante, que não sabe sequer o que é royalty". Sinceramente, não é nem engraçado a mesma classe que sempre dominou o poder no Brasil e privou a maior parte da sua população de ter acesso a serviços de qualidade, como o de educação pública, agora orgulhar-se de ser mais "inteligente" do que a média do povo.

Com base no "Aurélio", pode-se dizer que Royalty é "um valor cobrado pelo proprietário de (...) um processo de produção (...) para permitir seu uso ou comercialização".

A briga sobre o royalties se dá por causa da descoberta dessa grande quantidade de petróleo abaixo da camada do pré-sal ainda dentro do espaço territorial marinho brasileiro, isto é, o petróleo é do Brasil apesar de estar abaixo do oceano e a milhas de distância do nosso litoral.

Os estados donos dos litorais mais próximos às reservas petrolíferas querem que os royalties (dinheiro, grana, bufunfa) provenientes da extração desse petróleo fique só pra eles. O resto do país quer que os valores sejam destribuídos com outros estados.

Desculpem se a partir deste momento este texto ficar pior ainda do que no seu início, mas este é realmente um assunto muito chato e só o escrevo para não dizerem que me calei sobre o assunto.

Chamo os leitores a uma rápida reflexão antes de declarar explicitamente minha opinião sobre o assunto.

Por que São Paulo é tudo isso que é? Maior PIB do Brasil, economia pujante e tal... O povo paulista é mais trabalhador do que o do resto do país? Não, tem gente trabalhadora no país todo. São Paulo tem mais riquezas naturais? Não, muito pelo contrário. A posição geográfica é estratégica? Não, fosse isso o nordeste, que ficava mais perto da metrópole seria mais desenvolvido.

São Paulo é tudo que por causa da enorme quantidade de dinheiro históricamente investida ali. Dinheiro arrecado por todo o país e desigualmente investido ali. A cidade de São Paulo, lembrem, tem uma orçamento maior do que a de qualquer estado da federação, a exceção, é claro, do próprio estado de São Paulo.

A distribuição dos royalties concentrada nos "estados produtores"(lembrando que o petróleo está a 300 km do pedaço de chão seco mais próximo) viria agravar uma triste realidade brasileira a desigualdade regional.

O tais "estados produtores" são Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Aumentar desproporcionalmente os repasses e os investimentos destes estados seria uma desgraçada para todo o país, inclusive para eles.

Interessa ao Rio de Janeiro ser um estado rico rodeado de probeza? Interessa a São Paulo aumentar o nível de migração de regiões mais pobres para as periferias paulistas? Não creio que interesse, não pode interessar.

Digo com todas as letras, se este petróleo tivesse sido investido "perto" do litoral potiguar, paraense ou paraibano seria diferente sim!

Claro que não dá pra esperar que os governadores e parlamentares destes estados defendam esta opinião aqui colocada, mas o Congresso Nacional tem de tomar suas decisões como representante do povo, e de todo o povo brasileiro.

Constituição Federal:

"Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais"

23.11.09

Adeus, FHC

"Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre."

Continue lendo aqui

19.11.09

Main de Dieu


O lance do atacante Thierry Henry, um dos melhores que eu já vi jogar, ajeitando a bola com a mão antes de cruzar para o zegueiro Gallas marcar o gol da classificação francesa para a Copa do Mundo foi polêmico, e mais polêmica foi a declaração dele sobre o lance: "Não sou eu o árbitro".

O árbitro da partida não viu a mão boba, estava com a visão do lance encoberto. A não ser que o acusem de mau posicionamento, não dá pra culpá-lo por não ter marcado a falta.

Henry, portanto, deveria ter se acusado?

Sinceramente, isto é do futebol.

Não é da vida, não é da política, não é nem exemplo pra ninguém, mas é do futebol.

Na pelada, "pediu pra parar, parou". No futebol, o juiz apitou para o lance, não apitou segue o jogo.

Se houvesse o recurso tecnológico para o árbitro rever os lances mais complicados como este, a França não iria pra Copa, mas o não uso destas tecnologias é uma opção feita pela Fifa.

A não ser quanto é uma questão de direito, não creio que o jogador deva ser obrigado a se acusar.

Movimentações políticas se intensificam no DF

Os eleitores devem ter reparado o quanto a pirotecnia do governo Arruda tem aumentado ainda mais de uns meses pra cá. A impressão que passa é a de que ele não está contente com o que as pesquisas lhe dizem.

Com toda a máquina, com toda a propaganda, como a campanha anunciada ele ainda tem menos intenção de votos nas pesquisas, mesmo nas menos confiáveis, do que teve em 2006.


Acerto petista

O Partido dos Trabalhadores parecia irremediavelmente rachado. Com dois pré-candidatos a governador e 12 candidatos a presidente regional do partido, mas os recentes acordos fechados mudaram este cenário.

O candidato Roberto Policarpo, da Articulação - Unidade na Luta, conseguiu aglutinar o apoio de outros seis candidatos: Wilmar Lacerda, da Construindo um Nova Brasília, Dirsomar Chaves, do Movimento PT, Hélio José, do Base Petista e Socialista, Abimael Nunes, do MAS PT, Marcius Siddarta, do O Trabalho, Jamil Mustafá, da Alternativa Militante. Policarpo já contava com o apoio do deputado distrital Chico Leite.

Ainda seguem na disputa: José Ricardo, da Articulação de Esquerda, Chico Machado, do Movimento de Reafirmação do Socialismo, Carlos Roberto, do Socialistas no Movimento Popular, Gustavo Balduíno, do Partido Ético e Democrático e Antônio Sabino, do No Movimento Popular.

Os acordos já fechados podem destravar o impasse em torno com da candidatura a governador com o consenso em torno do nome de Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela se lançando a senador ou à reeleição.

Esse rearranjo é condição sine qua non para o partido entra na disputa pelo Palácio do Buriti com chances reais de vencer. E as chances jamais foram tão grandes. Nunca um pré-candidato petista largou nessa disputa partindo do patamar que Agnelo já parte, a exceção de Cristovam Buarque quando foi candidato a reeleição.

O acerto, é claro, não agrada a todos. As pré-candidaturas proporcionais, para deputado, começaram a ser discutidas e bem planejadas. Nomes experientes como Chico Vigilante, Wasny de Roure e Arlete Sampaio devem concorrer a distrital e isto vem deixando alguns outros pré-candidatos um tanto quanto irritados.


"Na próxima eu te apoio, eu juro, dessa vez é sério"

O neo-Democratas parece ter chegado a um novo acordo. Assim como há quatro anos Arruda conseguiu convencer Paulo Octávio a ser seu vice.

Já disse aqui e repito: PO não tem coragem de peitar Arruda, e além do mais as obras de outras ações do governo estão fazendo ele lucrar o suficiente pra ficar calado.



PMDB, a noiva

É incrível, ninguém gosta, mas todo mundo quer o PMDB. Como também já disse aqui, as chances do PMDB fechar com o PT no DF são maiores do que parecem.

O presidente do PMDB-DF, deputado Tadeu Filipelli, é mantido politicamente pelo presidente nacional, deputado Michel Temer, e se for pra esse ser vice de Dilma, Filipelli terá de assegurar o acordo aqui.

O PMDB fechar acordo com o ex-governador Joaquim Roriz é a possibilidade mais remota.

Agora, pra quem o PMDB fará campanha? Cada um pra quem lhe interessar.

18.11.09

Quanto ódio no coração

Comentário na primeira página do Correio Braziliense de hoje sobre a estréia do filme "Lula, o filho do Brasil":

"Na abertura do Festival de Brasília, a primeira sessão pública de Lula, o filho do Brasil teve um enredo típico de produções amadoras: desorganização e superlotação da Sala Villa-Lobos, com ministros, parlamentares e outros convidados em pé ou sentados ao chão. Sem a companhia do presidente, a primeira-dama, Marisa Letícia, foi ao Teatro Nacional e conversou em clima festivo com Glória Pires e Juliana Baroni, que a interpreta no longa-metragem. Ao final da sessão, houve aplausos protocolares."

13.11.09

Cláudio Humberto não sabe mais nem mentir


O porta-voz do governo Collor, Cláudio Humberto, publicou hoje no seu lidíssimo blogue:

"Comitê de Dilma se reúne até no Planalto


Para a ministra Dilma Rousseff a campanha de 2010 já começou e até sua casa se transforma em comitê eleitoral pelo menos uma vez por semana. Sempre às terças-feiras ela reúne o comando da campanha ora em sua residência, e ocasionalmente no Palácio do Planalto, para discutir os rumos da corrida. Participam das reuniões o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o ministro da Propaganda, Franklin Martins."


Acontece que a besta se esquece que há mais de cinco meses o Palácio do Planalto está em reforma e está previsto para ser reentregue apenas em abril do ano que vem, na comemoração do aniversário de Brasília. Veja aqui, aqui e aqui.

12.11.09

Paulo Octávio não tem coragem de peitar Arruda


Um dos principais jornalistas do sistema oficial de comunicação do GDF, Ricardo Callado, anunciou hoje em seu blog:

"Das quatro vagas do grupo governista na chapa majoritária para as eleições de 2010, duas já estão definidas. O governador José Roberto Arruda (DEM) e o seu vice e atual governador em exercício, Paulo Octávio (DEM) irão repetir a dobradinha vitoriosa de 2006. Mas, há possibilidade de inversão de posições. A decisão oficial foi divulgada hoje durante almoço no Hotel Kubstichek Plaza, por Paulo Octávio. Ele reuniu um grupo de vinte pessoas, entre políticos e amigos, que teve participação decisiva na articulação da chapa de 2006, quando os dois travavam uma disputa interna para definir quem seria o candidato a governador. O grupo foi atuante para evitar que desunião dentro do partido, que podia levar os dois candidatos a derrota."

Será que o vice-governador é tão ingênuo assim? Ele realmente continua acreditando em acordo do Arruda?!

O violador do painel do Senado é candidatíssimo a reeleição e Paulo Octávio não tem peito pra cobrar o acordo que fizeram em 2006. Pra quem não lembra, o PFL estava dividido entre as pré-candidaturas de Arruda e PO e, para resolver o pepino, o primeiro propôs ser o candidato do partido em 2006 e apoiar o segundo em 2010.

Se Paulo Octávio tivesse coragem, o acordo seria cumprido. Primeiro porque ele que é o presidente regional do PFL, segundo porque a direção nacional da legenda prefere ele a Arruda, que já teria prometido ao presidente Lula não fazer campanha contra Dilma.

A tendência é a chapa ser a mesma de 2006, Arruda para governador e PO para vice. As duas vagas para o Senado serão negociadas com PMDB, PSDB, PR, PP e com o próprio DEM.


Foto: Agência Brasil

Apagão X Racionamento

Fica parecendo que o debate é se o apagão do Lula é melhor do que o do Efeagacê. Não é, e não pode ser. Principalmente porque o que aconteceu anteontem nada tem a ver com o que aconteceu em 2001.

São dois absurdos diferentes.

Em 2001, ainda no governo Efeagacê, o país não estava gerando energia suficiente. Os níveis dos reservatórios de água das hidrelétricas estava muito baixo e todo mundo teve que economizar energia. Era banho cronometrado, poucas lâmpadas ligadas, passar roupa uma vez por semana.

O que aconteceu agora foi um blecaute. Ponto. Importante é saber porque ele aconteceu? Se pode se repetir? E tomar medidas para que não se repita.

A oposição pode tentar usar isso contra a Dilma, afinal, ela já foi ministra de Energia, mas não surtirá efeito. O racionamento que aconteceu no governo Efeagacê, também em ano pré-eleitoral, nada ou quase nada influiu no resultado da eleição. Imaginem um caso específico como este.

Se querem ter chance vitória ano a oposição tem que, primeiro escolher o governador Aécio Neves como candidato, o José Serra não tem chances. E segundo, encontrar ou assumir um discurso.

O que eles têm hoje é a defesa da ética, bandeira eleitoral inútil, e a redução do Estado para diminuição dos impostos. Isto dá pra ganhar eleição? Não. Vão assumir o discurso de continuidade do que está dando certo? Se for pra dar continuidade o eleitor vai preferir manter quem já está fazendo o que dá certo. Como se diria em 2006, não trocará o certo pelo duvidoso.

No meio desta sinuca de bico achar que este blecaute vai demonstrar incompetência e despreparo de Dilma é tolice.

Só a Globo pode

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11.11.09

Dilma cresce e Serra continua caindo

Aguardo a íntegra da pesquisa para fazer uma análise mais profunda, por enquanto vou falar o que eu sei.


No primeiro cenário:

José Serra (PSDB) caiu de 40% para 36%

Dilma Rousseff (PT) subiu de 15% para 19%

Ciro Gomes (PSB) subiu de 12% para 13%

Heloísa Helena (Psol) ficou com 6% (não constava anterior)

Marina Silva caiu de 5% para 3%

Isto é, Serra não para de cair e Dilma continua crescendo. Portanto, comecem a prestar atenção no cenário com Aécio Neves como candidato do PSDB. Nele os números são:

Dilma (PT) - 20%

Ciro (PSB) - 19%

Aécio (PSDB) - 18%

Heloísa (PSOL) - 8%

Marina (PV) - 4%

Quem tem lado e quem não tem

Ainda tem gente que reclama, digamos, da minha falta de imparcialidade neste blogue.

1º Não há imparcialidade;
2º Não tenham dúvidas, eu tenho lado;
3º Só gostaria que a Rede Blobo também assumisse seu lado.

O assunto do dia é a falta de energia que chegou a 18 estados brasileiros. Aí o repórter Rafael Mônaco, da Globo News, vai repercutir o assunto no Congresso. Com quem? Com o deputado José Carlos Aleluia (UDN-BA).

Até aí tudo bem, afinal, Aleluia é engenheiro elétrico.

Mas qual a "pergunta" do repórter pro deputado? Faço questão de transcrevê-la:

"O que não dá pra engolir até agora? É a falta de respostas ou as respostas dadas até o momento de que foi uma chuva forte ou foi um ventinho que derrubou, quem sabe, torres ou linhas de transmissão, como foi afirmado?", se enrolou o coitado do Rafael.

Primeiro: Ou não tem resposta ou a resposta é culpar o clima.

Segundo: Culpou o clima? O próprio presidente Lula disse que não ia nem "chutar" qual o motivo do apagão, e que as razões estavam sendo apuradas.

Terceiro: Alguém culpou o clima pelo apagão? Sim. Quem o Bom Dia Brasil! Nas sábias palavras dos especialistas Luiz Pinguelli Rosa, Alexandre Garcia (?) e Miriam Leitão (??).


Prefiro a falta de imparcialidade deste blogue, que assume sua posição.

9.11.09

A vitória do exibicionismo

por Luiz Carlos Azenha , em Vi o Mundo:

"Houve um tempo em que oferecer redenção era exclusividade dos religiosos e das igrejas. Você pagava por um terreninho no céu. No século 20, o da Ciência, da crença de que a Ciência nos redimiria de todos os males -- em que o cientificismo derrotou o idealismo -- a redenção estava na Educação, com e maiúsculo. No século 21, o da midiatização permitida pelas tecnologias da informação, a redenção pode ser encontrada através da mídia, especialmente nos programas de TV que se apresentam como "populares"."

Leia mais aqui.

Folia terceirizada

De Leandro Fortes, em Brasília, eu vi:

"O carnaval de Brasília é um horror. Você pode defender muita coisa por aqui – o verde, o céu, o sol, a chuva, a paz, a tranqüilidade, as pistas largas – menos o carnaval. Primeiro porque, todo ano, chove no carnaval. É sempre uma festa mixuruca, mantida por uns poucos foliões recalcitrantes dispostos a colocar nas ruas um simulacro de desfile de escolas de sambas que não passam de um arremedo, quando não de uma versão maltrapilha, das escolas de samba do Rio de Janeiro e, vá lá, de São Paulo. O carnaval daqui é tão ruim, que nem o governador José Roberto Arruda, do DEM, empenhadíssimo em comemorar o cinqüentenário da capital federal, em 2010, se arriscou a bolar alguma coisa especial para a folia do ano que vem. Preferiu, na verdade, financiar uma escola do Rio, a Beija Flor, e capitalizar seus dirigentes, capitaneados por um bicheiro condenado pela Justiça, com dinheiro do contribuinte local."

Clique aqui para ler o resto.

8.11.09

Atlético X Flamengo, o jogo do maior escândalo da história

Logo mais o Atlético Mineiro e o Flamengo/Rede Globo entrarão em campo para um dos mais importantes jogos do Brasileirão deste ano. Hoje sou atleticano desde criancinha.

Este dois clubes já decidiram um campeonato brasileiro, em 1980, quando o Flamengo venceu seu primeiro título nacional, mas o confronto mais importante entre eles ocorreu no ano seguinte, pela Libertadores da América.

O regulamento daquela Libertadores não previa critérios de desempate, quando dois times terminavam a primeira fase com o mesmo número de pontos, como Flamengo e Atlético no grupo 3, era jogada uma partida de desempate.

A partida foi marcada com campo neutro, Goiânia, o árbitro nem tanto. Além do juiz escolhido ser carioca, ele foi para a capital goiana no mesmo avião com o time do Flamengo e ficou hospedado no mesmo hotel!

Tudo normal? Não, nada normal. Ainda mais quando o árbitro expulsa 5 (por extenso, cinco) jogadores do Atlético ainda no primeiro tempo de jogo!

Com 10 minutos, Reinaldo fez falta no seu campo de ataque e recebeu o cartão vermelho sem intermédio de um amarelo sequer. O pecado cometido por Reinaldo deve ter sido fazer falta em Zico, "um absurdo".

Aos 35 minutos, com o jogo parado, Éder tenta posicionar a bola para cobrar uma falta, o juiz coloca o pé na frente e o atrapalha. Quando volta pra pegar a redonda esbarra no distinto árbitro e o cartão vermelho volta a ser mostrado. Atlético sem Reinaldo e sem Éder, jogadores coadjuvantes, claro.

Revolta geral do lado do Atlético, invasão de campo até por parte do diretoria do clube e mais dois jogadores atleticanos são expulsos Palhinha e Chicão. O técnico Carlos Alberto Silva orientou atletas do Galo a se jogarem em campo para forçar o fim do jogo. O goleiro João Leite simulou contusão, mais um atleticano foi expulso e o jogo foi encerrado.

Depois de briga na Justiça desportiva o Flamengo foi declarado vencedor do jogo, seguiu na competição e conquistou assim o seu único título da Libertadores.

O árbitro da partido era José Roberto Wright, que hoje comenta futebol ao lado de Júnior, lateral daquele time do Flamengo, e Galvão Bueno.

Veja vídeo do jogo: