26.2.08

Esqueceram de Gim?

Lead de matéria do "Correio Braziliense" de hoje:

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"A Justiça decretou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e de dados telefônicos e telemáticos do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), do empresário Nenê Constantino e todas as pessoas físicas e jurídicas direta ou indiretamente envolvidas na partilha de um cheque no valor de R$ 2,2 milhões, descoberta durante a Operação Aquarela."

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Ora bolas! Nenhuma palavra sobre o senador (sic) Gim Argello (PTB-DF)? Será que seus sigilos não serão quebrados? Ou será que o Correio Braziliense, e todos os outros veículos que noticiaram a decisão da justiça, simplesmente esqueceu de citá-lo?




Para quem não lembra => Joaquim Roriz (PMDB-DF) renunciou ao mandato de senador por envolvimento no escândalo da Operação Aquarela, da Polícia Federal. Ele não soube explicar de onde veio o dinheiro de um cheque de R$ 2,2 milhões. O dinheiro, segundo a PF, seria dividido entre várias pessoas. Entre os envolvidos estava o próprio Gim Argello, que era suplente de Roriz. O criador de gado renunciou (Roriz, não Renan) e Gim assumiu o cargo. Não, não, não, caro leitor. Parece que não faz sentido o que eu escrevi, mas o Senado é que não anda fazendo muito sentido. Roriz e Gim se envolveram num escândalo. O primeiro teve que renunciar, o segundo assumiu o cargo e está lá até hoje, e possívelmente pelos próximos sete anos!


fotos: Lula Marques/Folha de S. Paulo;
José Cruz/Agência Brasil; Sérgio Lima/Folha Imagem

Valeu Zico

25.2.08

Los Bob's

Não seria bacana ter um vídeo assim com McCartney falando todo sem jeito e Lennon perguntando: "Ainda tá gravando?"


TROCAR USA POR BR?

Alardeia-se no país, e também no exterior, novos fatos relacionados à nossa dívida externa. Os números do Banco Central, divulgados apenas como estimativa, indicam que a nossa dívida é de aproximadamente US$ 188 a US$ 190 bilhões e os nossos haveres estão estimados entre US$ 192 bilhões a US$ 196 bilhões.

Parabéns para o Brasil, parabéns a todos nós. A dívida externa foi paga! Não, não é nada disso! Todos nós temos as nossas dívidas e também temos alguns bens. Aquilo que os contabilistas chamam de ativo e passivo. É o caso do Brasil: não é que a dívida externa não mais exista. A dívida líquida do país, expressa em moeda estrangeira, computado tudo aquilo que devemos menos o que temos nas chamadas reservas cambiais, sob as diversas formas, não mais existe. É como se alguém devesse R$ 10 mil ao Banco A e tivesse um saldo de R$ 12 mil no Banco B. Dessa forma os créditos estariam superando os débitos.

O que há de positivo? São grandes os benefícios: aumenta a credibilidade do país no exterior; com isso, espera-se haver um maior fluxo de recursos produtivos (aqueles que geram produção, emprego e renda). Os potenciais credores do país exigirão uma taxa de juros mais palatável, pois o seu risco passa a ser menor (o chamado risco país). O país torna-se também menos vulnerável às crises da economia mundial.

E para o povo brasileiro, o que ganha com isso? Em média, todos ganham quando a economia cresce. Para crescer, tem-se que fazer investimento, o que, em outras palavras, significa utilizar poupança. Neste caso, como a taxa de poupança interna é pequena (privilégio de poucos no Brasil), haveremos de utilizar a poupança externa, ou sob a forma de novos empréstimos, ou recebendo maior volume de capital de risco.

Sem dúvida que a situação de hoje é resultado, em algum momento, da troca da dívida externa pela dívida interna. O Banco Central, utilizando-se das suas prerrogativas, vai ao mercado e compra dólares, pagando em reais. Como não existem esses reais, ele lança mais títulos no mercado, aumentando a dívida interna. Como permanecer com essa lógica se no mês de janeiro a dívida interna já teria se reduzido em mais de 1%?

A boa condução da economia brasileira, está fazendo com que, pouco a pouco, a décima economia do mundo esteja galgando patamares nunca antes imaginados rumo ao desenvolvimento, seja em relação ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), ou no caso da dívida externa, ou à paridade da nossa moeda, ao volume de exportações, ao controle da inflação, etc. etc. etc.

Este feito é tão salutar que comentaristas e analistas internacionais já arriscavam: “venda Estados Unidos e compre Brasil”, querendo dizer que farão melhor negócio aqueles que se desfizerem de papéis do tesouro americano e comprarem papeis do tesouro brasileiro.


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

Futebol carioca

Por que o juiz ajudaria o Flamengo?

O que é que o Obama tem?

Sou um entusiasta da candidatura do senador Barack Obama à presidência dos Estados Unidos da América. Teoricamente seria melhor para a economia brasileira a vitória de um dos republicanos, em média são menos protecionistas, mas a liderança de Obama pode levar o mundo a um novo momento.

O cauteloso amigo deste blog, Cássio Augusto (recomendo seu blog), vê com desconfiança o entusiasmo em torno do senador democrata. "Obama está sendo vendido como a salvação do mundo... espero que ñ decepcione!!!", declarou aqui no Blog do Braga. Está certa a cautela. Obama é como um "Lula negro". Um candidato que vem de classes oprimidas, chega vendendo esperança, mas no final acaba não sendo tudo que se esperava. Lula não é tudo que esperávamos, Obama também não será.Mas será diferente.

Nunca antes na história daquele país um negro esteve tão perto de chegar à presidência, e só por isso já valeria a pena a sua eleição. Pela quebra de paradigma, mas ele vai além. Dono de ótima oratória e de discurso conciliador ele poderá cumprir o papel do líder que inspira seus liderados a mudar. Alguns vão insistir que ele não conseguirá trazer essa mudança, estão enganados. "Yes, he can".

22.2.08

Governador consegue mais tempo

O governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira (PMDB) conseguiu ganhar tempo com seu processo no TSE, no qual é acusado de abuso do poder econômico e político.

Não havia no processo defesa do vice-governador Leonel Pavan (PSDB). Com isso o processo empaca.

Os três (de um total de sete) votos a favor da cassação não serão anulados, mas podem sempre ser remodelados pelos ministros.

Não houve vitória no mérito, mas pelo menos o governador ganhou tempo e tentará robustar sua defesa. Ele não havia levado a sério as acusações e fez uma defesa conssisa e fraca em apenas seis páginas (a acusação tem 196).

De qualquer forma, dificilmente ele escapará.

Quase R$ 2bi

Abramovich já investiu quase R$ 2 bi no Chelsea

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Haja água e sabão!

21.2.08

Casuísmo "lulante"

Lula adora uma medida provisória (MP). O excesso no uso desta medida é extremamente danoso, principalmente quando ela não respeita os preceitos constitucionais de urgência e relevância.

Veja o caso da TV Brasil. Pra quê criar a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) por meio de MP? É revelante? É. É urgente? Não! Custaria muito fazer pelos trâmites normais?!

Pior mesmo foi o caso do ministro Edson Santos, que assumiu o cargo substituindo Matilde Ribeiro na Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (já reparou que títulos grandes são os menos importantes?). Caso fosse assumir uma secretaria especial ele teria que renunciar ao mandato parlamentar que o povo do Rio de Janeiro lhe concedeu. Para que ele pudesse apenas se licenciar e, eventualmente, receber o salário de deputado (R$ 16.512), que é maior que o de ministro (R$10.748), Lula editou uma Medida Provisória (sempre ela) mudando o cargo de Edson de "secretário com status de ministro" para "ministro de Estado chefe da secretaria...". Indefensável! Nem se a mudança fosse para aperfeiçoar o funcionamento da pasta seria justificável tal MP.



Secretarias especiais


Quando Lula assumiu a presidência e inventou o status de ministério para estas secretarias especiais (Igualdade Racial, Mulheres, Direitos Humanos) foi até bonito simbolicamente. Deixou claro que o governo que estava começando daria atenção às minorias, aos excluídos. Poderia trazer para o centro da agenda política discussões saudáveis, mas não se viu grandes avanços.

Se estas secretarias ganharam o status de ministério, a secretaria de juventude também merecia. Desafio encontrarem uma boa razão que justifique o status ganhado pelas outras secretarias que não poderia ser aplicada a de Juventude. Não há.

Por que não fazer um ministério só para as minorias e tocar as políticas públicas para valer?

Grande conquista da economia brasileira!

O Banco Central anunciou hoje em seu sítio que a dívida externa brasileira é coisa do passado. Da época que a televisão era analógica. Da época que o Corinthians jogava na primeira divisão. Da época que Fidel Castro era presidente de Cuba.

Não foi fácil, mas viramos credores. Em 2003, segundo o cavaleiro do apocalipse Carlos Alberto Sardenberg, devíamos US$ 165 bi e conseguimos não só acumular reservas cambiais suficientes para cobrir essa dívida como ainda somamos mais US$ 4 bi de lambuja.

É por isso que apoiamos a política econômica que o país vem seguindo. Parsimônia no controle dos juros e superávit primário lá em cima não são uma dupla doce, mas necessária para conseguirmos conquistas como esta. Do Plano Real pra cá fomos passamos por momentos difíceis, mas a responsabilidade tem nos mantido no caminho certo.

Hora... da Bahia

"O grande João Ubaldo Ribeiro trocou a ‘sua’ Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos… pela zona sul do Rio de Janeiro. E faz tempo. Numa das suas voltas a Salvador, está num hotel com vários amigos. A noite avança, relógio ninguém olha, a conversa melhora. Numa das rodadas, alguém descobre:

- Acabou o gelo.

O anfitrião liga pro serviço de quarto e pede um balde de gelo. E segue o papo. Um bom tempo depois, quando vai se beliscar mais uma dose… e gelo? Direto pro telefone.

- Como é que é, esse gelo vem ou não vem?

- Vai já, doutor.

- Mas faz mais de meia hora que eu pedi.

- Já tá subindo, pode contar.

O papo recomeça, a alegria sobe, cada um lembra um caso… e o gelo, nada. Irritado, João Ubaldo volta ao telefone:

- Faz mais de uma hora que eu pedi um balde de gelo…

- Pois é, doutor, já tá indo.

- Mas eu pedi há mais de uma hora!

E o outro baiano explica:

- É que eu tô caprichando, doutor, tô caprichando.

Mas esse funcionário que capricha até no gelo, talvez encontre algum problema pra trabalhar em Salvador, atualmente. Alguma coisa parece mudar na universal impontualidade baiana. Lá, é comum se marcar um encontro assim:

- Passo aí entre dez e meio dia.

- Combinado.

Mas quando um dos dois quer evitar longas esperas, diz:

- Passo aí às dez horas. Mas hora de relógio, hein?

Agora, a frase é repetida com freqüência… mas com um sentido mais rigoroso. Por exemplo: se o interessado não chegar às dez – no dentista, no advogado – periga ser colocado no fim da fila. Contam que a prática é percebida cada vez mais. Será pra compensar um pouco a impontualidade dos aeroportos, por exemplo? O tal “relaxa e goza” recomendado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy."


Maurício Kubrusly, jornalista das Organizações Globo

18.2.08

Nada como um dia após o outro

Ontem, domingo, a ótima jornalista Cristiana Lôbo publicou no seu blog um post entitulado "Pesquisa anima tucanos". Hoje pela manhã este título não fazia mais o menor sentido. A CNT/Sensus divulgou pesquisa mostrando que a popularidade nunca esteve não alta desde janeiro de 2003, quando tomou posse.

Nada parece atingir o homem.

17.2.08

Flávio Luciano e seu braço

Como é duro ser vascaíno!

O Vasco perdeu as últimas cinco finais que disputou contra seu maior rival, o Flamengo. A gozação da torcida rubro-negra sobre a cruzmaltina é inevitável, mas depois de ver o favorito Fluminense cair diante o esforçado time do Botafogo na outra semifinal da Taça Guanabara os vascaínos criaram esperança de ser diferente desta vez. Mas mesmo não sendo uma final o fim foi o mesmo.

O Flamengo não jogou melhor, só jogou diferente, com mais velocidade. O que o Souza fez? E o Diego Tardelli? O Obina então nem se fala. O Kleberson não conseguiu usar sua boa visão de jogo por ainda lhe faltar ritmo de jogo e entrosamento. Não que o Flamengo tenha jogado mal, muito menos que não tenha merecido a vitória, mas também não encantou.

O Vasco, do outro lado, contou com as boas passadas de bola de Edmundo, mas sem ritmo de jogo e com a idade pesando ele não podia resolver tudo sozinho. Seu companheiro no meio de criação joga muito menos do que andam falando por aí. Morais é um jogador instável e quando está em dias ruins aparece mais do que quando joga bem.

Quando a bola rolou as coisas começaram incomuns. Amaral deu um bom passe e Alan Kardec marcou um belo gol aos 31 minutos. Mais tarde veio o lance mais preocupante. O braço do zagueiro flamenguista Flávio Luciano parecia ter quebrado quando Edmundo, tentando atingir a bola, o chutou. Pois, por pura ironia, foi com o braço que o capitão rubro negro empurrou o marcador vascaíno pelas costas no lance que marcou o gol de empate aos 41 minutos. A falta não foi marcada pela elogiado juiz Gutemberg de Paula Fonseca.

A única coisa útil que Morais fez no jogo foi no início do segundo tempo quando caiu dentro da área e foi marcada penalidade máxima a favor do Gigante da Colina. Ele, Morais, vinha cobrando os últimos pênaltis para o Vasco (com chutes fortes no centro do gol), mas deixou para o ídolo Edmundo bater dessa vez. O "Animal" cobrou fraco e no canto. Bruno foi lá e defendeu sem grandes dificuldades. Aos 34 do segundo tempo o outro zagueiro flamenguista, Ronaldo Angelim, cabeceou livre de marcação e com os dois pés fincados no chão a bola alçada na área, a gorduchinha bateu na trave, passou pelas costas do goleiro Tiago, quicou na linha e entrou. Pronto. Flamengo classificado, Vasco freguês.

Como é duro ser vascaíno.

15.2.08

E o senhor da guerra disse

"Sufocamento em interrogatório não é tortura"

(George W. Bush)

Só falta um

O governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira (PMDB) tem tudo para perder cargo.

O TSE deu segmento ontem ao julgamento contra o governador no que diz respeito às acusações de abuso de poder economico, político, de autoridade, propaganda institucional e uso indevido de meio de comunicação social. O placar parcialmente é de três votos favoráveis à cassação e nenhum pela absolvição. Ou todos os outros ministros se convencem da sua inocência ou ele será cassado.

Caso a cassação seja confirmada o segundo colocado nas eleições, o ex-governador Esperidião Amin (PP), assume o posto.

Depois chamam de burguês e eles reclamam

Quando se diz que o PSDB é um partido de elite eles sobem nos tamancos. Estudam começar a usar o sistema de prévias para escolher os seus candidatos a cargos eletivos para demonstrarem ser o partido de massas. Não adianta.

Menos de 10% dos brasileiros andam de avião, mas site do PSDB 41% daqueles que respondem à enquete dizem que O QUE MAIS O INCOMODA no governo Lula é o "apagão aéreo".

14.2.08

Seguindo o ditado

A justiça brasileira continua seguindo o ditado que diz que a pressa é inimiga da perfeição.


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Celso Pitta é condenado no escândalo dos precatórios

Tá tudo bem...

... tá tudo muito bom, mas Carlos Lupi continua ministro do Trabalho e presidente do PDT.

"Aceito"



Neuto de Conto (PMDB-SC) aceitou presidir a futura CPI dos Cartões.

A relatoria deve ficar com o PT, caso a comissão seja mesmo mista.
foto: Agência Senado

Pode até balançar, mas não vai cair

A denuncia agora é séria: O TCU diz ter detectado 27 notas frias nos gastos do cartão corporativo de sua excelência o presidente Lula, segundo a "Folha de S. Paulo". Confirmada a sua suspeita isto seria mais do que o necessário para cassar o mandato do presidente, mas no caso não será. Por que? "É a economia, estúpido", diria um dos assessores de Bill Clinton na disputa pela presidência dos EUA em 1992.

Tudo o que a imprensa conservadora e a oposição fizerem por enquanto só servirá para não deixar o clima calmo demais para o Palácio do Planalto e para, eventualmente, atrapalhar Lula em fazer seu sucessor. Impeachment nem pensar. Independentemente de haver motivo para isto. A alta popularidade de Lula, que não vai cair por causa de uso indevido de um cartão corporativo, não permitiria.

Isto é um programa ao vivo

12.2.08

Em meados de fevereiro

Tá bom. Vamos deixar de molecagem e começar a escrever neste blog porque o ano já começou mesmo.

Esse escândalo do cartão corporativo é muito chato. Só serve para render piadinhas na hora de pagar uma conta. Mas não fará grandes estragos, até o governo vai controlar a CPI mista que está para ser instalada no Congresso e o co-presidente e governador de São Paulo José Serra tem a Assembléia Legislativa do estado tão na sua mão que nem CPI deve ocorrer por lá.

Se há algo que chama a atenção neste início de ano é o processo de sucessão de George W. Bush. O partido do atual presidente já está praticamente decidido em lançar o herói de guerra John McCain na disputa pela Casa Branca, mas o partido Democrata é que dará uma grande lição ao mundo. Cetera paribus, eles escolherão entre um negro, Barack Obama, e uma mulher, Hillary Clinton. De qualquer forma será uma quebra de padrão e quem dos dois for o escolhido tem tudo para vencer o concorrente republicano.

9.2.08

Tudo como dantes

Este "escândalo" dos cartões corporativos está pegando mal pra todo mundo:

  • Pro governo Lula que tem ministro acusado, um inclusive caiu;
  • Pro PT de São Paulo que denunciou o governo paulista de José Serra numa clara atitude "eu roubo melhor do que você";
  • Para o governo Serra que consegue gastar mais do que o governo federal. E José Serra ser co-presidente da República não é desculpa;
  • Para a oposição que quer criar uma CPI para investigar o uso dos cartões no governo Lula, mas não aceita investigar o governo anterior (o que teme?);
  • Para a imprensa que já falava sobre isto desde o escândalo do suposto mensalão e só agora dá a repercussão que o caso merece porque falta acusações novas e eles resolveram, a reboque da oposição, requentar este caso antigo para não dar sossego ao governo Lula;
  • Para Paulo Henrique Amorim que consegue defender o indefensável e trata o caso como se só existissem acusações contra o governo Serra;
  • Para o Blog do Braga que pensa que o ano ainda não começou e ainda não tinha escrito uma linha sequer sobre o assunto até agora.

O caso me faz lembrar a época do escândalo da Gautama. Os jornais do Maranhão fizeram uma cobertura hilária. Os veículos sob influência da família Sarney chamando o governador Jackson Lago (PDT), seus sobrinhos, e o ex-governador Zé Reinaldo Tavares (PSB) de ladrões e dizendo que os Sarney nada tinham a ver com o caso. Os jornais "contrários à oligarquia" diziam que Roseana Sarney (PMDB) havia trazido a Gautama para o Maranhão quando governadora, que o atual governo era e inocente e que tudo não passava de uma tentativa de golpe. No fim de tudo ninguém disse o óbvio: Estava todo mundo errado e todos tinham que ser investigados.

Qualquer semelhança com o atual "escândalo" não é mera coincidência.