29.11.07

As garrafinhas do PT

Amanhã os filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) vão às urnas eleger suas direções partidárias em todos os níveis: Nacional, estadual, municipal e zonal.

Na disputa nacional o favorito é Ricardo Berzoini. Ele é o atual presidente e candidato do campo "Construindo um Novo Brasil" (o ex-“Campo Majoritário”, é grupo que deu linha ao partido nas últimas décadas e que conta com as maiores estrelas como José Dirceu, Marco Aurélio Garcia e Luiz Dulci), mas outros três postulantes podem fazer a diferença.

O deputado José Eduardo Cardoso é o candidato do campo "Mensagem ao Partido" (norteado pelo ministro Tarso Genro) e tem o apoio da imprensa. Tem grandes chances de ir ao segundo turno com Berzoini, mas perde muito tempo criticando a atual direção o que lhe afasta de 45% do partido que vota com o ex-campo majoritário.

Jilmar Tatto é o candidato de Marta Suplicy, do presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e da tendência "Movimento PT". Tem feito uma campanha forte e pode chegar ao segundo também.

Valter Pomar é quem tem menos chances destes candidatos. Maior nome da tendência Articulação de Esquerda ele apoiará o candidato que disputar o segundo turno com Ricardo Berzoini.

Quem ganhará? Quem tiver mais “garrafinhas”.

Como no PT quem decide são os filiados por meio de eleição direta as tendências fazem filiações em massa e quem conseguir fazer isso com mais competência ganha mais votos de cabresto, o que acaba decidindo eleições. Ao invés de se decidir por meio de um debate qualificado decide-se contando os votos como quem conta garrafas.

Esta não é uma prática desta ou daquela da tendência, mas sim generalizada. Salvo as tendências minúsculas todas fazem isto. Esta prática é extremamente danosa ao partido que tem sua militância inchada com pessoas sem compromisso ideológico.

No III Congresso do partido, realizado em setembro último, foi aprovada uma resolução dizendo o seguinte: "(...) para que o PT se consolide, definitivamente, como um partido de massa e evite o surgimento ou consolidação de práticas coronelistas, temos de facilitar o acesso de quem quer se filiar ao PT." Não, ora. Muito pelo contrário. O partido deveria dificultar as filiações e valorizar os militantes ideológicos.

Eu, Braga, votarei nas eleições petistas como filiado que sou. Votarei no atual presidente Ricardo Berzoini. Por dois motivos:

  1. Valorizar o campo “Construindo Um Novo Brasil" que é o maior responsável pelo PT ter chegado onde chegou e nunca fazendo o jogo da imprensa contra o próprio partido.
  2. Contrariar a grande imprensa.

À CPMF

Nesta enorme falta de pautas falemos da tal prorrogação da CPMF.

Já deixei claro que este blog apóia a prorrogação da contribuição. Mais: apoiamos a instituição deste tributo como permanente.

A batalha no Senado para aprovar a prorrogação será difícil, mas o governo deve acabar vencendo. Grande parte destes que estão por aí fazendo reuniões e prometendo votar contra a Emenda Constitucional estão apenas valorizando seus passes, fazendo com o governo lhes prometa mais cargos e verbas para eles votarem com a base.

Os senadores de estados em situações financeiras críticas, mesmo não compondo a base do governo, serão pressionados até o último momento para não causarem essa redução de receita que seria o fim da CPMF e, se forem prudentes, acabaram votando responsavelmente. Cicero Lucena (PSDB-PB), João Tenório (PSDB-AL), Pedro Simon (PMDB-RS) são exemplo.

Outros serão pressionados pelos seus governadores por questões políticas. Jayme Campos (DEM-MT), Jonas Pinheiro (DEM-MT), Eduardo Azeredo (PSDB-MG) estão nesta categoria.

Com as barganhas que este governo sabe fazer muito bem a proposta acaba sendo aprovada.

27.11.07

IDH de primeiro mundo...

e condições sociais de terceiro mundo.

Não vou nem escrever muito sobre esta melhor no IDH brasileiro.

Para um país com a desigualdade brasileira esta melhora é quase nada.

Metade das terras no Brasil está na mão de 1% da população.

Impagável

Homossexualidade e o direito à cidadania

Lula, o ecumênico ou o homem da barganha?

O ministro Franklin Martins anunciou nesta segunda-feira os membros do conselho curador da TV Brasil.

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Nenhum nome me chamou tanto a atenção quanto o de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Dono da TV Vanguarda, consultor e ex-manda-chuva da Rede Globo ele é o símbolo de como o presidente Lula tenta agradar a todos.

A TV Brasil está sendo criada como alternativa de qualidade a tudo isso que nós vemos na TV privada e o presidente indica a alma do que a de pior na área!?

Desde a campanha de 2002, Lula virou um ser ecumênico, quer agradar todo, mas é que ele tem que agradar todo mundo. Ele não tem os apoios naturais necessários para conduzir um governo neste país. Por isso ele dá cargos, libera emendas, chora no funeral de Roberto Marinho.

Não é só ecumenismo, é barganha também.

26.11.07

Tragédia baiana

O que aconteceu no estádio da Fonte Nova ontem a noite foi uma tragédia anunciada. O diretor da Sudesb (Superintendência de Desportos da Bahia), o ex-jogador Bobô, agora diz que não havia sinal de que algo como isto poderia acontecer. Claro que havia, ainda há.

O anel superior onde aconteceu a tragédia foi inaugurado na década de 1970 e nunca houve, segundo informações, reformas estruturantes. E o governador da Bahia Jacques Wagner, considerado pré-candidato a presidência da República em 2010, ainda diz que não sabe se o problema foi apenas naquele ponto do estádio ou é generalizado. Ora, governador! Estamos falando do pior estádio do Brasil! O estádio grande com a pior estrutura neste país!

Wagner agiu rápido, apareceu em público mostrando seus sentimentos de pesar, interditou o estádio que seu governo havia liberado. Fez o mínimo que poderia fazer. Seu governo é o responsável pela tragédia e isso pode descartar a bela cidade de Salvador das pretendentes a sede da Copa do Mundo 2014.

24.11.07

Por que Chávez?

Talvez nenhum outro líder político latino-americano tenha recebido tanta atenção de jornalistas e de políticos brasileiros quanto o presidente Chávez. As análises e críticas são sempre sobre “o que é” e “como age Chávez”. Ninguém pergunta “por que Chávez?” – o que levou a Venezuela, depois de 50 anos de democracia, a optar, por meio do voto, eleição após eleição, por um governo com características autocratas. A resposta é simples: Chávez é o produto da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

Durante os 50 anos de sua democracia, a Venezuela teve dois partidos se sucediam, sem nada mudar, exceto o nome do Presidente. Uma falsa alternância do poder. Por todo esse tempo, o país exportou petróleo e teve recursos para financiar o luxo e a sofisticação do consumo de uma minoria rica. Muito pouco foi usado para atender às necessidades da população pobre, ou para investir em um projeto estratégico de desenvolvimento. O resultado foi um país dividido por uma apartação social, o total estranhamento entre incluídos e excluídos, que se vêem como se fossem partes separadas de um mesmo país, e não componentes de uma mesma nação.

O Brasil se comporta hoje como a Venezuela de anos atrás. A eleição de Lula já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política. Ele representava o novo, dizia que o Congresso era composto por 300 picaretas; liderava um partido que era símbolo da luta contra a corrupção e da esperança de uma nova política nacional, que transformaria a sociedade em benefício da emancipação das camadas pobres. É verdade que, no poder, Lula não se comportou como Chávez: em vez de dividir o país, fez uma coesão política entre pobres e ricos. Mas não criou as condições para a unidade social, para a formação de uma nação. Em vez de mudar a sociedade, tomou medidas que acomodaram o povo e os partidos. Adotou uma forma de fazer política idêntica à que antes criticava. A coesão política veio do compromisso com a manutenção do status quo em todas as áreas, e da concessão de programas assistenciais para as camadas pobres.

O resultado é que o Brasil de hoje é a Venezuela de antes de Chávez, com o agravante da perda da esperança no governo Lula. A democracia vai aos poucos sendo corroída pela desmoralização dos políticos, pela insensibilidade das elites dirigentes, pelo cinismo da comemoração pelos pequenos avanços, pela aceitação de que a corrupção é natural e generalizada. Somos um caldeirão de frustrações fabricando uma alternativa autocrática.

Apesar de criticar Chávez, o Congresso brasileiro colabora sistematicamente para fabricar o chavismo no Brasil. Com o aumento do salário dos parlamentares, os acordos para salvar colegas condenados pela opinião pública, a mudança de posições que depende de estar no governo ou na oposição, o aumento de impostos repudiado pelos contribuintes, os fracos resultados no enfrentamento dos problemas da população. Nem aqueles que criticam Chávez sentem saudades dos partidos e dos políticos de antes.

Os juízes passam a idéia de estar mais preocupados com o aumento dos seus salários do que em fazer justiça, e permitem a vergonhosa impunidade dos ricos. Colaboram para formar o desejo popular de um líder autoritário. Na Venezuela, mesmo aqueles que se horrorizam com o controle da justiça afirmam que a justiça anterior não merecia sobreviver.

A imprensa, apesar de denunciar constantemente a corrupção, se concentra no debate superficial, generaliza a crítica a todo político, desmoraliza a classe política – e junto com ela, a democracia –, ignora propostas alternativas para um Brasil sem apartação. Critica os erros, mas não denuncia as causas.

É como nas tragédias gregas. Ninguém quer o resultado trágico do autoritarismo. Mas como atores, estamos todos – Congresso, justiça, imprensa – fazendo a nossa parte para que o Brasil seja uma fábrica de autocratas, produtos da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

Cristovam Buarque,
Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador do Distrito Federal e senador da República pelo PDT

Rindo do quê?


Do que ri Efeagacê? Da desgraça alheia? Da miséria dos que não falam o português corretamente?

O príncipe dos sociólogos passou de todos os limites no III Congresso Nacional do PSDB. Totalmente afastado da imagem de estadista que sempre quis ter, Efeagacê atacou o presidente Lula por ele não ter nascido em berço de ouro. Ele que sempre quis fazer do Brasil um "Estados Unidos Tropical" deveria ter a conduta dos ex-presidentes estadunidenses que nem dão pitaco nem ficam criticando seus sucessores.

As críticas de Efeagacê só aumentam a popularidade de Lula. Ele já foi o salvador da pátria na época do lançamento do Plano Real e durante todo seu primeiro mandato, mas hoje todos o vêem como símbolo de retrocesso neoliberal, porta-voz da elite branca. A melhor coisa que ele faz, para ele e para o PSDB, é se esconder. Se for para abrir a boca que seja falando sobre o aquecimento global, sobre a reforma da ONU ou qualquer coisa de nível global, mas esqueça o governo Lula. Criticando-o ele só o engrandece.


OBS: Paulo Henrique Amorim está doido pra ser processado.



Foto: Sérgio Lima/Folha Imagem

23.11.07

Ele não

De um membro do campo majoritário sobre a possibilidade do ministro Tarso Genro ser o candidato do PT à presidência da República em 2010:

-Se ele não fosse o Tarso seria um bom nome.


Então tá.

22.11.07

Mensalão mineiro-tucano denunciado

Segundo o Jornal Hoje, da Rede Globo, o Procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ofereceu hoje denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador tucano e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo, o ministro de relações institucionais Walfrido dos Mares Guia e outros.


Clique aqui para ler uma versão totalmente parcial da notícia

Atrapalhando nossos planos

A seleção inglesa demitiu o técnico Steve McLaren depois do fiasco da não classificação para a EuroCopa.

Nada mais natural. O cara é fraquinho mesmo. O problema é que agora um dos nomes cotados para assumir o cargo é Luís Felipe Scolari, o substituto ideal para Dunga.

E vocês acham isso bonito?

A seleção brasileira levou um sufoco, isso sim.

Merecíamos perder.

Uma seleção pentacampeã em casa jogar como a seleção do Dunga jogou é ridículo. Sorte nossa que ele teve idéia de, renegando aos seus instintos, colocar o Luís Fabiano no lugar do Vágner Love. Não fosse sua bela atuação junto a do goleiro Júlio César teríamos perdido e perdido feio.

Mas até quando ganhar Dunga faz besteira. Tirou o Ronaldinho, que de fato vinha mal na partida, e colocou o Josué. Repito para quem achar que leu errado: O JOSUÉ. Tirou o Robinho e colocou ele, sua paixão: Vágner Love.

Assisti o jogo ao lado de alguns colegas e ele me repreenderam, mas antes da bola entrar no segundo gol gritei: "Não faz esse gol!". Torci para o Brasil não vencer, torci para Dunga não ter desculpa, gritei "Pede pra sair", o chamei de "fanfarrão". Não adiantou. Começamos a lembrar as seleções brasileiras de 1970, 1982, 1994, 2002... voltei a assistir a seleção do Dunga e o pensamento veio a cabeça: "Nunca serão!".

VOLTA FELIPÃO!

20.11.07

Proposta de Cristovam

Tirado da Folha de S.Paulo:

"O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou projeto que impede parlamentares, prefeitos, governadores e presidente da República de matricularem seus filhos em escolas particulares durante a educação básica.
Quem tem cargo eletivo seria obrigado a colocar filhos e demais dependentes em escolas públicas a partir de 2014. A punição para quem descumprir a regra não está prevista, mas Cristovam disse que para os parlamentares federais poderia ser considerado quebra de decoro.
Ele disse que não estudou nem colocou seus filhos em escolas públicas, mas justificou que na época não era parlamentar.
Para o pedetista, com os filhos de políticos na escola pública, haverá melhoria na educação gratuita. Em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o projeto recebeu parecer contrário do senador Romeu Tuma (PTB-SP) porque prejudicaria as particulares ao excluir delas "os filhos de mais de 60 mil famílias". Como Tuma não pertence mais a CCJ, o projeto terá novo relator."


APOIADO!

Dia Nacional da Consciência Negra

É importante frisar, neste dia ainda mais do que nos outros, que a descriminação racial ainda é rotina no Brasil. Construímos uma sociedade em cima da escravidão e a mentalidade de um povo não muda tão rapidamente e, definitivamente, não mudará conosco fingindo que o problema não existe.

Tudo como dantes

Região do DF tem maior desigualdade social do país


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E o que o governador violador de painel faz? Continua o governo Roriz. Faz obras para todos os lados, duplica rodovias desnecessariamente para valorizar as casas da classe média, planeja construir outra ponte sobre o lago Paranoá com o mesmo fim, manda demolir antigos esqueletos de prédios abandonados para seu vice-governador construir shoppings no lugar... E a saúde? E a educação? E a inclusão social?

O violador de painel poderia fazer um bom governo. Basta fazer o mínimo que se espera de um político: cumprir suas promessas! Será que pelo menos não poderia já ter tirado os pardais? Estes verdadeiros caça-níqueis não ajudam em nada na segurança do trânsito. Prova disso são as seguidas tragédias que vêem ocorrendo, mas gera arrecadação NE.

Este governo, pela oportunidade que tinha e pelas promessas feitas, pode acabar virando uma grande decepção.

Bancos:lucros vultuosos permitem aprofundar resposabilidade social

19.11.07

O "Expurgo" do IPEA

Nas últimas semanas foi destaque na mídia o desligamento de quatro renomados economistas do IPEA por determinação do seu presidente, o economista Márcio Pochmann que, segundo ele, ocorreu por questões meramente administrativas. No entanto parte da mídia denunciou o fato como um "expurgo", perseguição ideológica e aparelhamento do instituto feito pelos petistas, pois os economistas em questão seriam críticos da política econômica do atual governo.

Primeiro cabe ressaltar a finalidade do IPEA que, segundo seu estatuto, érealizar pesquisas e estudos sociais e econômicos e disseminar o conhecimento resultante, dar apoio técnico e institucional ao Governo na avaliação, formulação e acompanhamento de políticas públicas, planos e programas de desenvolvimento e oferecer à sociedade elementos para o conhecimento e solução dos problemas e dos desafios do desenvolvimento brasileiro", dado este objetivo desafiador, é salutar defender que o embate de idéias deva ocorrer em qualquer esfera da sociedade, inclusive no IPEA. Entretanto acredito que esta polêmica foi positiva pois nos fez lembrar que há diferentes linhas de pensamento econômico no Brasil. Hoje podemos ousar em falar políticas estratégicas para o desenvolvimento do país, ressaltando tanto o papel do capital privado como do Estado, o que não acontecia há pouco tempo atrás.

Vale lembrar o "patrulhamento ideológico" que ocorria contra qualquer um que levantasse a voz contra o pensamento econômico neoliberal que imperou no país nas últimas décadas, pois certamente quem o fizesse, seria acusado de propagar um pensamento infantil e ultrapassado que, caso posto em prática, só causaria a desestabilização da economia. Ser considerado desenvolvimentista era estar fora de moda ou ser um “aventureiro”. Vivíamos na era do pensamento econômico único. Todavia, não vejo, no caso atual, o economista Márcio Pochmann com qualquer viés de censura ou de perseguição ideológica, muito pelo contrário, qualquer pesquisa rápida sobre suas teses poderão perceber a sua dedicação sobre as questões que afligem o Brasil real, debatendo democraticamente as políticas públicas do país e qualquer ação contrária a este princípio, certamente comprometeria seu desempenho a frente do órgão.

Acredito que podemos levar este debate para além das questões pseudo chavistas - ditatoriais que parte da mídia quer nos impor. Existem sim modelos distintos de desenvolvimento econômico e é sobre eles que ganharíamos mais se discutíssemos, se analisássemos suas premissas, fundamentos e principalmente seus resultados. O debate qualificado faz bem a democracia, mostra as forças e fraquezas de ambos os lados e os rumos que devemos seguir para termos um país socialmente justo e economicamente desenvolvido. A pluralidade de idéias não deve ter espaço somente no IPEA, mas também nos meios de comunicação, nas universidades, na sociedade de forma geral.

Em tempo: Gostaria de lembrar um episódio ocorrido em 2004 quando o então presidente do BNDES, professor Carlos Lessa, foi demitido por discordar publicamente da política monetária conduzida pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Não me lembro de nenhum editorial da época acusar o presidente Lula de praticar o expurgo no BNDES.


Patrícia Vasconcellos,
Economista, mestre em economia pela Universidade Federal Fluminense e foi membro do setorial de juventude do PT/DF

18.11.07

Volta Felipão!

Podem falar o que quiserem. Podem dizer que o jogo foi fora de casa, que o time merecia a vitória, que é culpa do árbitro, mas a verdade é que a seleção brasileira não pode ficar empatando com a seleção peruana, com todo respeito à nação vizinha.

Nada contra o Dunga, coitado. Ele é mais vítima do que vilão. A culpa é de quem resolveu contratá-lo. Depois que a seleção fez aquele papelão na Copa e o Parreira (grande técnico) foi tido como o grande culpado pelo seu estilo pouco energético, entre outras coisas, alguém decidiu que o Dunga era a melhor pessoa para substitui-lo só porque ele xingava pra caramba quando era jogador e dava bronca em todo mundo.

Os defensores de Dunga lembrarão que ele conquistou o título da Copa América. É verdade. Perdemos para a seleção mexicana, nos classificamos sobre a seleção uruguaia só nos pênaltis e ficamos reféns do brilho de Robinho num time cheio de volantes, mas vencemos.

Ora, Dunga faz o mínimo que pode fazer e não podemos nos contentar com o mínimo.

Um grande amigo gaúcho me fez uma comparação dia desses que me chamou a atenção:

  • Felipão apostou no Marcos, no Lúcio, no Gilberto Silva e principalmente no Kaká e no Ronaldinho, que não eram estrelas quando ele assumiu a seleção.
  • Dunga aposta no Doni, no Fernando, no Vágner Love, no Maicon e no Afonso.

Volta Felipão!!!

Dá-lhe Igreja Católica

Conferência de Saúde rejeita descriminalização do aborto

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Vitória do conservadorismo, derrota da saúde pública, do feminismo e dos mais pobres

Berzoini já falou, agora falta o Lula

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e candidato à reeleição (com apoio declarado deste blog) Ricardo Berzoini foi bem claro refutando em alto e bom som a possibilidade de Lula concorrer a um terceiro mandato consecutivo.


Agora é o próprio presidente Lula quem deveria dizer com todas as letras que esta idéia absurda não passa pela sua cabeça.

16.11.07

Reinaldo Azevedo, outro Zé Graça

Não perdido meu tempo lendo o Zé Graça nas últimas semanas. Muito menos comentando aqui as besteiras que ele fala, mas não deixo de ler o escreve seu amiguinho número 1 (que na verdade é um tremendo número 2) Reinaldo Azevedo em seu blog hospedado no site da Veja.

Ele criticou o maior quadro do PT. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Luiz Dulci.

Pensando bem... Eu ia sair em defesa de Dulci, mas basta ver sua biografia para eu não precisar gastar meu latim.


Viva Dulci.

Grande Mussum

Fruto da educação no Brasil

Saudações aos súditos

Um Ipea, duas visões

A "tucana" Lúcia Hippolito

O "petista" Luís Nassif

Palavras Ausentes

Quando conspiravam para derrubar a Monarquia, os líderes republicanos já sabiam como seria a bandeira da República. Ela já estava desenhada, inspirada pelo exterior, especificamente pela França. Seguia o pensamento de Auguste Comte (1798-1857), que defendia que cada sociedade deveria ter por divisa “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso como objetivo.” As bandeiras nacionais deveriam ter a inscrição: Amor, Ordem e Progresso. Na nossa bandeira, não coube a palavra “Amor”. Ficaram apenas “Ordem e Progresso”.
Mas muitas outras palavras ficaram ausentes.

Soberania: já nascemos com um lema importado. Não usamos bandeira com apenas desenhos e cores. E as palavras não foram criadas por um poeta brasileiro.

Solidariedade: a nova república ignorou a solidariedade, quando colocou na bandeira uma divisa escrita, mesmo sabendo que 35% da população não sabia ler. Nem criou escolas para erradicar o analfabetismo e permitir de que todos pudessem ler a nova bandeira.

Em um país com 90% da população na área rural, ninguém fez uma reforma agrária. Sem escola nem terra, os republicanos não completaram a Abolição da Escravatura. A verdade é que alguns deles derrubaram a monarquia e a Lei Áurea assinada pela Princesa Izabel.

Faltou igualdade: a república manteve a mesma estrutura de castas separando pobres e ricos, negros e brancos. Não houve nenhum gesto para reduzir a distância secular que havia entre os brasileiros. Todos eles viraram cidadãos. Acabaram os títulos de nobreza do Império, mas a República continuou um país de doutores e analfabetos, incluídos e excluídos, excelências e gente comum, povo e povão.

Faltou justiça: desde o início, a República tratou diferentemente a distribuição da justiça, prestigiando os ricos - com conexões e dinheiro - em detrimento dos pobres, excluídos, isolados em sua pobreza.

Faltou compromisso com a educação: nem mesmo um ministério da instrução pública foi criado. Esqueceram-se de que a base do pensamento positivista estava no objetivo de “Reorganizar Cientificamente a Sociedade”, o que exigiria a educação de todos como elemento central do progresso. Não pensaram na divisa “Educação é Progresso”, nem agiram nessa direção.

Faltou a palavra ética: e não é por acaso que, poucos anos depois, já começaram a estourar escândalos de corrupção, como se a República brasileira nascesse dentro da caverna de Ali Babá.

Faltou natureza: a república nasceu, cresceu, desenvolveu-se destruindo a natureza que herdara dos índios, que ainda existia ao final do Império. Uma república amante do cimento e do deserto, em nome do progresso.

Faltou democracia: não se passaram muitos anos para a primeira mudança de presidente fora do prazo, e a posse de um novo que se orgulhava do título de Marechal de Ferro. Os primeiros governos da República foram legais, mas aristocráticos, de fazendeiros latifundiários, juristas sem contato com o povo. Depois foram ditaduras civis e militares. Mesmo as democracias se limitaram à legalidade, jamais à integração e à participação popular. A palavra democracia, social e plena, não foi escrita na bandeira.

Faltou emancipação: o último gesto emancipador incompleto foi da monarquia - a Abolição. Desde então, a República tem sido instrumento de manutenção do status quo: nem revolução, nem educação, nem mudança social.
A divisa ficou incompleta, com duas palavras que se casam sucessivamente, pelo autoritarismo, pela passividade ou, de vez em quando, por esmolas.


Cristovam Buarque,
Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador do Distrito Federal e senador da República pelo PDT

Finalmente ele disse o que tinha que ser dito

Lula: "CPMF é coisa de rico, que não deveria reclamar do que paga"

Sim, eu estava lendo coluna de fofocas...

... mas vale a pena.

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Tadinha da Yeda

PP prepara saída do governo Yeda Crusius

Primeiro foi o coitado do Plutão, agora isso...

Sol perde posto de maior astro do Sistema Solar!

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Não vou nem falar em criar um ONG chamada "Amigos do Sol" para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) não dar piti.



Não entendeu? Clique aqui.

15.11.07

7:15

A Descriminalização do Imoral

Neste feriado de finados tentei colocar a minha leitura em ordem, comecei pelo livro do economista Gustavo Néri, que faz um retrato sobre a juventude brasileira, chamado “O Estado da Juventude”, recentemente lançado pela FGV. Depois de lida a sua obra avancei pela brilhante biografia de Hannah Arendt, escrito magistralmente por Laure Adler – vale muito a pena ler. Mas enfim, não venci a carga de leitura que gostaria de me impor durante o feriado.

Para entrar no tema que o renomado economista Gustavo Neri, PHD pela Princeton University, coloca em seu livro, vou citar uma frase de Hannah Arendt, para que não seja por todo abominado em minhas colocações.

“Pensar é viver. Viver é pensar. Não há pensamento sem risco. Não há pensamento que não seja um afrontamento pessoal com o mundo. Pensar é também esbarrar no precipício, assumir o desespero e a solidão que possam resultar do pensamento”.

Hannah Arendt

A etimologia da palavra conservador pode ser interpretada de diversas formas. Entretanto, escolhi duas no dicionário Houaiss, são: 1) cujas idéias, valores e costumes são ultrapassados e/ou que é contrário a qualquer alteração do que é tradicional ou da ordem estabelecida a; 2) o que preserva de alteração, deterioração ou extinção.

Mas por que o uso da expressão “conservador”, tão corriqueira no meio político? Simples. Paramos no tempo sobre alguns debates “tabus”. A esquerda, ou os setores progressistas, simplesmente alijaram das suas agendas debates importantíssimos.

Recentemente escrevi sobre a legalização da maconha e o direito da mulher em optar a ter filhos. Para ser sincero e direto, falei do aborto mesmo. Escrever ou falar sobre a legalização da maconha hoje é a mesma coisa que se auto-intitular maconheiro, mas como muitos sabem não sou adepto da cannabis.

Caso discorra sobre o aborto, não faltará àqueles que me chamarão de ateu, desnaturado, ou algo pior que o valha. Mas isso não cola, pois sou católico, apostólico, romano, praticante, devoto de Santa Rita de Cássia e assíduo freqüentador da Igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema – Rio de Janeiro. Sempre aos domingos estou lá para refletir sobre a homilia - pregação em estilo familiar que busca explicar um tema ou texto evangélico e/ou comentário do Evangelho, depois de sua leitura, por ocasião da missa.

Recentemente o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, colocou dois temas à mesa, ambos polêmicos: legalização da maconha e aborto. O mais constrangedor é que não ouvi eco em suas colocações, somente reações pra lá de conservadoras - no sentido de conservar o que está.

Fica mais fácil reagir a esses temas interpretando de forma obtusa as suas colocações. Mas enfim, o que tem haver o livro do Gustavo Néri com as colocações do Governador Sergio Cabral? Tudo!

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), 44 anos, propõe a legalização do aborto como forma de conter a violência no Rio de Janeiro. Em entrevista ao G1 na última segunda (22), ele se valeu das teses dos autores de "Freakonomics", livro dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.

Veja o que Gustavo Néri escreve:

Steven Levitt, o autor do best seller Freaknomics causou espanto ao revelar como principal causa da redução da criminalidade em estados americanos em meados da década de 90, a lei do aborto promulgada duas décadas antes. A idéia é tão simples quanto politicamente incorreto, como muitas das vezes a vida é (embora não gostemos disso): o fato da lei diminuir o nascimento de filhos indesejados de pobres mulheres solteiras gerou redução da oferta de criminosos duas décadas depois! No Brasil a contrapartida feminina da predisposição de jovens homens solteiros a atividades criminosas é a incidência da gravidez precoce que sobe de 7,9% para 9,1%, entre 1980 e 2000, enquanto a taxa de fecundidade para todos os grupos etários cai de 4,4 para 2,3 filhos por mulher.

Em particular, enquanto a taxa de fecundidade entre moradores de 40 a 45 anos de favelas cariocas é duas vezes maior que aquelas em bairros de alta renda, entre adolescentes dos morros cariocas a taxa é cinco vezes maior que as de adolescentes de bairros de alta renda (0,27 filhos por jovens entre 15 a 19 anos contra 0,054 respectivamente. Sem querer entrar – mas já entrando – no olho do furacão, se o Brasil não revolucionar a educação reprodutiva dos jovens, vamos estar colhendo mais e mais tragédias como as da semana passada, retrasada e assim por diante.

Esta abordagem não é propriedade de um livro fantástico e ao mesmo tempo polêmico como o de Steven Levitt, ou mesmo daquilo que está contido na obra de Gustavo Néri. O economista Gabriel Hartung, doutorando na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, em estudo inédito sobre o tema, focado no estado de São Paulo, reafirma o que muitos não têm a coragem de abordar:

Os resultados do trabalho mostram que uma queda no numero de crianças vivendo com mães solteiras diminuiria a taxa de homicídios três vezes mais do que reduções idênticas da desigualdade – e quatro vezes mais do que uma aceleração equivalente do crescimento econômico. Assim, uma queda de 10% no número de filhos criados por mães solteiras provocaria uma redução de 5,1% na taxa de homicídios, enquanto uma diminuição de 10% na desigualdade reduziria a taxa de homicídios em apenas 1,7%, e uma aceleração de 10% no crescimento econômico teria um efeito de apenas 1,2%.

Na prática, nos lugares onde havia mais filhos indesejados, nascidos de mães solteiras, mães adolescentes ou abandonadas por um dos pais, a criminalidade era maior. O canal entre gravidez indesejada e o crime violento é a criação dos filhos em um ambiente deteriorado, que tipicamente consiste num lar chefiado por uma mulher sem marido ou companheiro, que muitas vezes deu à luz na adolescência. Dessa forma essas crianças têm probabilidade maior de se tornarem criminosas quando chegarem à adolescência ou à juventude.

Não se trata de controle de natalidade como alguns incautos e mal intencionados tentaram dar a abordagem do Governador Sergio Cabral. Estamos falando em educação reprodutiva, educação sexual. Já passou a hora das escolas públicas brasileiras colocarem em suas salas de aulas temas com os quais os jovens se defrontam aos sair dos seus muros. A sexualidade hoje é tão importante na lousa como o português e a matemática. Melhor aprender na escola do que fora dela.

Por que só o filho do rico ou da classe média, quem tem uma educação razoável, acesso aos meios de comunicação e família estruturada sabe o tamanho do impacto em ter um filho? Meus irmãos que o digam. Um médico e o outro advogado, ambos economicamente estáveis, casados há bastante tempo, repetem a mesma frase quando meus país os perguntam quando chegará o neto - “assim que tivermos condições para criarmos nossos filhos como vocês tiveram”. Simples não?

Para não ficar somente no tema do aborto, vamos a outra polêmica: legalização da maconha.

Recentemente acompanhei aqui no Rio de Janeiro uma manifestação sobre a legalização da maconha, ali na praia do Arpoador. Cheguei a uma triste conclusão: a galera da cannabis está pra lá de desarticulada, pois só havia umas 400 pessoas. Para bem da verdade corroboraram com a fama de bicho grilos. Mas eu estava lá apoiando eles, meio que tonto com tanta fumaça em plena tarde na avenida com o metro quadrado mais caro do Brasil – Viera Souto. Só para registro: havia no mínimo o dobro de pessoas pela orla, na beira da praia, degustando o seu cigarrinho de maconha, mas não estavam engajados na manifestação.

Partindo do pressuposto que a maconha altera o estado normal das pessoas, faz mal a saúde, causa dependência e traz outros males, vale a pena listar aqui outras “drogas” com efeitos tão colaterais quanto a cannabis: cerveja, vinho, vodka, conhaque, cigarro, charuto, aspirina, neusaudina – não poderia viver sem ela, e por aí vai.

Mas qual e diferença afinal? Simples: umas fomentam a economia, geram milhões de empregos no mundo, são parte importante do produto interno bruto de inúmeros países, enquanto a outra gera emprego informal, não recolhe imposto algum, não é computada para efeito de calculo do produto interno bruto e traz consigo um lastro de desgraça, revestida de enorme brutalidade e desajuste social.

O filme do diretor José Padilha, coqueluche do cinema brasileiro nos últimos tempos é mais um fenômeno de como a telas pode retratar de forma natural a dura realidade suburbana do Brasil. Assim foi com Cidade de Deus e Falcão – Meninos do Trafico.

Muito tem se falado sobre o filme. O mais espetacular é que há interpretações para todas as análises sociais e antropológicas. Novamente o economista Gustavo Néri dá um banho com suas teses econométricas.

Ao traçar o perfil do consumidor de drogas e fazer um paralelo com àqueles que estão reclusos a privação de liberdade em presídios brasileiros, chegamos a uma escatológica conclusão: enquanto os filhos das classes mais abastadas consomem drogas, os filhos dos pobres é que vão para a cadeia pela sua venda. Resumindo: quem compra é absolvido, quem vende é preso. Quem tem renda e consome drogas tem maior probabilidade de viver em liberdade, enquanto quem não tem renda está à mercê da privação de liberdade pelo comércio de drogas.

As declarações na pesquisa se restringem a quatro tipos de drogas, a saber: maconha, cigarros de maconha, lança-perfume e cocaína que atingem 0,06% da população cuja média gasta por quem consome é de 45,77 reais mês a preços de hoje.

O perfil do consumidor declarado de drogas é como no caso dos demais problemas o de um jovem homem solteiro: 86% tem entre 10 e 29 anos de idade contra 39% do conjunto da população, e 99% são do sexo masculino contra 49,82% da população geral.

Brancos (85% contra 53% do conjunto da população) de Classe A (62% contra 5,8% da população). O quadro de drogas como um bem de luxo para casas de elite confirma em quase todos os níveis analisados. Em 68% daquelas aonde declara consumo de drogas sempre se consome os alimentos do tipo que se quer contra 25% do conjunto da população. Ainda consiste com o quadro de “filhinhos de papai”, 80% ocupam papel de filhos em suas moradias (ao invés de chefes, cônjuges, etc) contra 26% do total da população.

Também de forma consistente com as imagens do filme “Tropa de Elite”, 30% freqüentam a universidade contra 4% do conjunto da população, embora 54% dos usuários freqüentem o ensino médio. Desta forma, à proporção que freqüentam escolas ou universidades privadas é mais de 3 vezes maior do que no conjunto da população.

A visão dos consumidores de drogas como elite econômica é confirmada no acesso a serviços públicos de alta qualidade percebida, não simplesmente no acesso a estes serviços, nos domicílios de usuários assumidos de drogas do que dos demais: água (93% contra 70%), lixo (90% contra 73%), iluminação de rua (81% contra 62%), energia elétrica em casa (99% contra 88%), e drenagem e escoamento (90% contra 53%). O nível maior de acesso a cheque especial (35% contra 12,2%) e cartão de credito (44% contra 16,9%), consolidam a imagem do consumidor declarado de drogas como elite.

A contradição deste retrato do consumo de drogas está localizada nos presídios, vejamos: 51,96% daqueles que estão em sistema de privação de liberdade estão entre os 20 e 29 anos de idade (esta faixa etária é 29,52% da população geral).

O retrato do filme “Tropa de Elite” de que setores mais abastados é que financiam o tráfico de drogas fica mais evidente neste estudo. Entretanto, é importante frisar que são apenas cruzamentos, porém nos colocam vários dilemas a serem enfrentados.

Contudo, o Brasil ainda precisa sair da sua redoma de hipocrisia apoteótica. Enquanto isso, violência será sempre o simples resultado de má índole, pobreza e descaminho, e como política pública reparativa o binômio presídios e penas mais elevadas.

Como pelo jeito venho falando para as paredes sobre esses dois temas, vou voltar para a minha leitura sobre Hannah Arendt.

Rodrigo Abel,

Foi Secretario Nacional de Juventude do PT, assessor da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e hoje é Superintende de Políticas de Juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

14.11.07

A Polícia Federal está de volta

Law Kin Chong é detido pela PF em São Paulo

Um tributo a Kátia Abreu

É necessário que sempre se volte a este tema, mesmo porque ele ganhou dimensão nacional, como era de se esperar. A mídia, golpista como dirá Paulo Henrique Amorim, não conta toda a verdade.

Acabo de ouvir um pronunciamento da EX-Relatora da PEC que prorroga a CPMF. Angustiada, claro. Derrotada, sempre. Filiada a um partido em extinção (DEM).

Confessa a senadora, e todos já sabiam, não ser economista. Ela é psicóloga. Certamente que ela tem assessores economistas, mas preferiu tratar o tema politicamente. Usou todo o tempo disponível para dar o seu parecer e confessou de antemão que o mesmo seria contrário à pretensão do governo. Não me venha, agora, com essa de discutir a questão, quando, a priori, ela já tinha o seu parecer formado!

Tenta a psicóloga dar um recado para os mais pobres que quando ele vai a uma loja comprar uma geladeira que custa R$ 800,00, se não fosse a CPMF poderia o mesmo equipamento sair por R$ 600,00 ou R$ 700,00. Que coisa mais falaciosa!

Concordo com a senadora, aliás todos concordam, que a carga tributária no Brasil é muito alta. Ninguém tem dúvida disso. Mas, como diria o poeta, vamos e venhamos: a CPMF não encarece tanto os produtos como a senadora tenta induzir o raciocínio dos incautos. O que eleva o preço dos produtos é uma enxurrada de tributos ( e aí, senadora, incluem-se os impostos , taxas e contribuições) que onera a produção e o consumo.

O pobre, pobre mesmo, ficaria muito mais feliz se desonerasse o ICMS que incide sobre o feijão, o arroz, o fubá, o macarrão, o óleo de soja, todos produtos de primeira necessidade. Eles ficariam 17% mais baratos!

Quando o pobre paga, incluso no preço do feijão, ou de outro produto qualquer, o correspondente aos impostos, ele não tem a certeza que essa parcela irá para os cofres públicos.

Senhora senadora, fique do lado dos pobres: encabece uma campanha para reduzir tais impostos. Seria um grande apelo seu e do seu partido.

Ao contrário, quando se paga a CPMF, tem-se a certeza que esse dinheiro vai chegar aos cofres públicos e não tem como sonegá-lo. Tem-se, assim, a certeza, que mais hospitais e mais escolas serão construídos e mais pessoas serão alimentadas pelo Bolsa Família.

O trabalhador, quando recebe o seu contracheque no final do mês, pode apenas contemplar quanto foi descontado do seu salário. Ele, neste momento, não declara quanto ganhou: é compulsório o desconto.

Ninguém em são consciência é a favor de aumento da carga tributária. Os trabalhadores são a favor de um tributo que não seja sonegado: chama-se CPMF. É isso que incomoda alguns setores do empresariado.

Ou vamos viver sempre a mesma ladainha: “sem nota fiscal é mais barato”.

Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

Desvia-se de tudo nesse país

clique aqui

Por que não se calou

O barraco em que o presidente democraticamente eleito da Venezuela Hugo Chávez se meteu desta vez foi comemorado pela grande imprensa.

"Até que enfim alguém mandou ele calar a boca", comemorou algum destes comentaristas.

Chávez errou do ponto de vista protocolar, do ponto de vista regimental. O chefe de governo espanhol, José Luís Zapareto, estava falando e ele começou um debate informal sobre o antecessor José Maria Aznar, um dos maiores líderes da direita mundial, que apoiou a tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002 e a invasão do Iraque. Não disse uma mentira.

O rei Juan Carlos de Borbón (clique aqui para ver a admiração do rei ao ditador Francisco Franco) foi igualmente indelicado ao "aconselhar" o presidente venezuelano a se calar. Não se espera isto de uma majestade.

O único certo na situação foi Zapatero. Mesmo sendo adversário político de Aznar o defendeu. Não sei políticos brasileiros fariam o mesmo. (Vale a pena lembrar que falo de um país onde o presidente da República foi vaiado numa cerimônia de abertura de um evento internacional).

A perseguição a Chávez é interessante. Parem e pensem bem. Será que Chávez é pior do que o presidente estadunidense eleito sob suspeitas George W. Bush?

Palavra de elite cansada jogadora de ovos

Narcisa: "Deviam comprar (ecstasy) na farmácia"

12.11.07

A grande imprensa já escolheu o seu

Entrevistas feitas por Gustavo Krieger publicadas hoje no Correio Braziliense:

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Ricardo Berzoini

Nada de ansiedade
Paulo H. Carvalho/CB - 26/2/07
Ainda é cedo para discutir nomes (para 2010). Vamos com calma


Ricardo Berzoini quase não foi candidato à reeleição no comando do PT. O Palácio do Planalto tentou emplacar o assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia, mas ele foi vetado pelo PT de São Paulo. Berzoini continuou na disputa e com ares de favorito.

Todas as chapas que disputam o comando do PT colocaram em seus programas a defesa de candidatura própria à sucessão de Lula. Essa é uma necessidade do PT?
Faz parte da afirmação política de um partido que elegeu o presidente, cinco governadores e a maior bancada na Câmara dos Deputados. Um partido assim não tem por que não ter candidatura própria. Por outro lado, temos de ter muita sensibilidade para a reação dos demais partidos da base do governo. Sabemos que o PT em sua história sempre teve candidato. É claro que esse candidato era o Lula e isso não vai acontecer em 2010. Mas o nosso plano é a candidatura própria.

O senhor é o candidato da chapa “Construindo um Novo Brasil”, a mais próxima do presidente Lula. Sua vitória não o ajudaria a impor ao PT uma candidatura única da coalizão de governo?
A história mostra o contrário. Basta lembrar da eleição para a Presidência da Câmara. O candidato do presidente era Aldo Rebelo (PCdoB). Analisando a conjuntura e as necessidades do PT, decidimos lançar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que venceu. Se fosse para termos qualquer tipo de subordinação mecânica ao pensamento momentâneo do presidente, aquele momento seria mais propício, até porque Lula acabara de ser reeleito. Acredito que Lula, mais próximo da eleição, terá uma opinião semelhante à que temos hoje, de que o PT não tem motivo para não ter candidato.

A mais recente pesquisa do instituto Sensus mostrou os candidatos tucanos na liderança da disputa pela sucessão de Lula.
O PT não está perdendo tempo para construir um candidato?

Não. Neste momento é cedo para discutir nomes. Podemos chegar a 2009 com meia dúzia de nomes para discutir. Em política, muita água passa debaixo da ponte em três anos. Não há razão para precipitação. Vamos trabalhar com calma, sem ansiedade.

Se em 2009 nenhum desses candidatos decolar, o PT não tentará um terceiro mandato para Lula?
O presidente não quer e o PT firmou posição de lidar com as regras que estão aí. E se fosse para mudar, a tendência do PT seria acabar com a reeleição.

O PT tem uma relação equilibrada com o governo ou é submisso?
A relação sempre pode ser aperfeiçoada. O PT, pela importância que tem, busca seus espaços. Mas reconhece que o governo Lula é profundamente identificado com o PT. Vários ministros são petistas de carteirinha e de coração.

A eleição anterior foi marcada pela discussão ética gerada pela crise do mensalão. O senhor acha que isso acontecerá novamente ou o PT já superou o assunto?
Nos debates que fizemos até agora a gente percebe que esse assunto tem importância, mas não é central. Para nós é importante qualificar o processo ético dentro do PT. Sem transformar em ponto de exploração política, mas sem minimizar o assunto.

O senhor é apontado como o candidato do ex-ministro José Dirceu. Qual é a influência de Dirceu no PT e em sua campanha?
O Zé é um militante importante. Todos reconhecem seu papel na construção do PT, mas hoje ele está afastado. Não tem participado sistematicamente. Ele merece a nossa consideração, mas existe exagero em relação a seu papel. Nesses dois anos em que presidi o PT ele não me procurou nenhuma vez para discutir linha política. (GK)


jilmar tatto
Visibilidade a nomes
Gustavo Moreno/Especial para o CB - 7/11/07
O PT poderia destacar candidatos e o próprio governo. o presidente poderia trabalhar a sua agenda para isso


A força da candidatura do deputado Jilmar Tatto (SP) está no acordo que uniu várias correntes internas em torno do nome dele. Por isso, seu discurso ganhou um tom mais à esquerda. O mesmo tom que ele quer ver no programa do candidato do PT à sucessão de Lula.

Sua candidatura uniu várias correntes do PT. Com que objetivo?
O Campo Majoritário não tem mais condições de unificar o PT e perdeu a capacidade de elaboração política. Esgotou-se. Para ajudar o governo Lula e fazer com que ele seja um governo mais à esquerda, é necessário um PT unificado e organizado. Tenho uma história de centro dentro do PT. Tenho uma história como dirigente e militante partidário. Eu posso derrotar o Campo Majoritário.

O que o diferencia da atual direção do PT?
Em primeiro lugar, o método. A diferença está na maneira de conduzir o partido. O Campo Majoritário tem uma tradição autoritária e até arrogante. Acham que por ter a maioria, não precisam dialogar com as outras correntes. Todos concordam com a defesa do governo Lula, mas o PT tem de ser um partido estratégico. O governo passa e o partido fica. As pessoas do Campo Majoritário ficam constrangidas de fazer o debate com o governo. O PT não pode ser adesista.

O PT não tem com o governo uma relação de respeito?
Se o PT quer ajudar o governo Lula, tem de se impor politicamente. No governo e na frente de partidos coligados. Vamos usar o exemplo da eleição do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à Presidência da Câmara. O candidato do governo era o Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O Lula está certo ao querer um candidato único da coalizão. Mas temos de pensar no ponto de vista estratégico do governo. Se o PT não se posiciona politicamente, o governo começa a elaborar políticas que podem não ser do interesse do PT.

Na sucessão de Lula o PT também vai impor seu candidato?
O PT precisa se fortalecer, ganhar musculatura, dialogar com os movimentos sociais. Como o candidato não é o Lula e não há ninguém igual ao Lula, o que será valorizado em 2010 será o programa. Vamos ter de apresentar um programa para a frente. E esse programa tem de aprofundar o governo Lula. Vejo três pontos fundamentais. O primeiro é a reforma política, com o financiamento público de campanha, a lista partidária pré-ordenada, a fidelidade partidária e a discussão do papel do Senado. O segundo é uma reforma tributária que foque as grandes empresas, as grandes fortunas. Que taxe os bancos. Um governo à esquerda tem que mexer nessas questões. O terceiro é a questão da democratização das comunicações. Discutir o papel da radiodifusão. É um debate ideológico.

Um programa tão à esquerda não inviabiliza a atual coalizão
com PR, PP e outros?

Defendo uma política de alianças sob hegemonia do PT. O PT é o maior partido, tem base social e elegeu o presidente da República.

O senhor acha que o PT tem menos espaço no governo do que deveria?
Acho. E o governo perde com isso. Não se trata de defender cargos, mas quando o PT fica fora de setores estratégicos, há um efeito nas políticas. A articulação política é um exemplo. Veja o caso da reforma política. O presidente Lula defendeu a importância da reforma, mas o governo não se mexeu para que ela fosse aprovada. Se os coordenadores políticos do governo fossem do PT, seria diferente.

O senhor é ligado à ministra Marta Suplicy. Sua vitória a
fortaleceria como presidenciável?

Eu queria que ela fosse candidata à prefeitura de São Paulo. Se for presidente do PT, tenho de manter a unidade do partido. Temos vários nomes, como Patrus Ananias, Jaques Wagner e Dilma Rousseff. Acho que não devemos antecipar o debate, mas poderíamos dar visibilidade a esses nomes. O PT poderia destacá-los e o próprio governo. O presidente poderia trabalhar sua agenda para isso. (GK)


josé eduardo cardozo
Alianças diferenciadas
Daniel Ferreira/CB - 11/7/05
O partido tem outra dimensão e suas alianças não têm de refletir as do governo


A chapa “Mensagem ao Partido”, que lançou José Eduardo Cardozo, é uma das mais governistas na disputa do PT. Mesmo assim, ele bate de frente com o atual presidente, Ricardo Berzoini, o nome preferido pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, as diferenças estão no debate interno do partido.

O foco central de sua campanha é o ataque à atual direção do PT. Por quê?
Nossa divergência central é a questão do partido. A democracia interna, a política de alianças do partido, a questão da ética, dos movimentos sociais. Temos assistido a uma confusão muito ruim entre governo e partido. Dirigentes partidários são porta-vozes do Palácio do Planalto e o PT se transformou em um braço instrumental do governo. O partido tem o dever de sustentar seu governo e propor políticas que façam esse governo avançar. O governo é composto por muitas forças políticas e o PT é uma delas. Cada um tem de ter seu papel. A política de alianças é um exemplo. O governo tem de fazer as alianças necessárias à sua sustentação, que são amplas. O partido tem outra dimensão e suas alianças não têm de refletir as do governo. O PT tem de se aliar a partidos de centro-esquerda. O que nós temos visto é o partido reproduzir as alianças de seu governo e perder a identidade de um campo de esquerda no país.

Esses partidos formaram um bloco para enfrentar o PT nas eleições municipais.
É um equívoco, em larga medida provocado por um erro nosso. Nós nos distanciamos desses partidos. Não tem sentido haver um bloco de esquerda sem o maior partido de esquerda. É um erro de condução da direção partidária.

Na sua chapa há três ministros — Tarso Genro (Justiça), Fernando Hadaad (Educação) e Guilherme Cassel (Reforma Agrária). Por que sua eleição faria o governo interferir menos no PT?
Nossa postura política é muito clara. As pessoas que vão estar como dirigentes partidários sabem do seu papel, que é diferente do que têm como ministros. O problema é quando há confusão entre os papéis.

Essa confusão leva o governo a respeitar menos o PT?
O PT respeita menos o governo, enquanto pluralidade de forças políticas, do que deveria. E o governo respeita menos o PT do que deveria, enquanto força política fundamental para sua sustentação.

O PT perdeu sua identidade?
O PT tem sua identidade passada, mas este momento de dificuldade que passamos levou ao abatimento dos militantes e ao afastamento dos militantes ideológicos e das pessoas que construíram o partido. O partido precisa de um novo modelo de direção que permita manter sua identidade e revitalizar sua ação. Temos de rediscutir a democracia interna do PT. Há muito tempo que um pequeno grupo de pessoas discute as políticas, toma as decisões e impõe ao partido a linha a ser seguida. Os nossos encontros se transformaram em cerimônias de levantamento de crachás. Esse processo afasta o militante que quer ser ouvido. Cada vez mais o PT perde seus militantes e acontece a captura de filiados para servir de instrumental bélico interno na hora das votações de candidaturas.

O PT tem seus currais eleitorais?
Exatamente. Sai o militante ideológico e entra o militante pago, contratado que não tem identidade com o partido. Isso é colocar fora o potencial ideológico do PT e transformá-lo em um partido convencional e conservador. As minorias partidárias não podem ser massacradas. A direção não tem a verdade única. Precisamos de mais transparência nas finanças partidárias. Nós defendemos o orçamento participativo nos estados e o PT não tem clareza em seu orçamento. O caso Delúbio Soares é um exemplo de uso equivocado dos recursos do PT. O partido não discutiu aquilo. (GK)


valter pomar
Ambiente de mudança
Paulo Filgueiras/Estado de Minas - 10/9/05
temos de ir para o segundo turno, em 2010, numa eleição difícil. com candidatura petista


Nas eleições do PT em 2005, Valter Pomar quase chegou ao segundo turno. Ele espera chegar desta vez, mas se não conseguir, já decidiu: apoiará qualquer nome contra o atual presidente, Ricardo Berzoini.

Qual sua avaliação do cenário eleitoral?
Acho que haverá segundo turno e Ricardo Berzoini será derrotado. Trabalho para ir ao segundo turno e acho que tenho as melhores condições para derrotar Berzoini, porque sou o candidato com menos resistências. No caso de Jilmar Tatto e José Eduardo Cardozo há setores que não os apoiariam no segundo turno. Mas se eu não for para o segundo turno, apoiarei quem enfrentar Berzoini.

Qualquer candidato pode vencer o atual presidente?
Sim. Há um sentimento na base do partido de que em 2005 faltou muito pouco para derrotar Berzoini. O desempenho dele na presidência do partido mostrou que deveríamos ter eleito outro nome. Reconheço que ele se esforçou para ser presidente do partido e não apenas de um grupo. Mas não conseguiu. O peso de ter sido candidato do Campo Majoritário e principalmente a imagem pública é muito pesada. Ao longo de sua gestão isso fez dele um presidente fraco, com pouca capacidade de fazer pressão sobre o governo Lula em nome do PT. E também não conseguiu superar internamente uma série de práticas do antigo Campo Majoritário.

Qual é o principal problema da direção do PT hoje?
Precisamos de uma direção de partido com capacidade de operação política muito maior que a de hoje. Capacidade de coordenar o processo eleitoral de 2008 e as relações do PT com os movimentos sociais, os outros partidos de esquerda e a bancada. E de melhor o funcionamento interno do PT. Essa incapacidade não é um problema administrativo. É um problema político. A lógica que prevaleceu no PT no período anterior, que fazia do partido uma extensão do governo, ainda é muito forte. Isso faz que o PT tenha pouco protagonismo. Para dar protagonismo ao PT é necessário uma direção com essa capacidade. Para isso é preciso se libertar da idéia de que o PT é uma extensão do governo. Se você olhar o site do PT a qualquer momento, a chance da fotografia ser do presidente da República ou de algum ministro é enorme. As notícias são sobre ações do governo. Essa é uma visão rebaixada do papel do partido. Veja esse episódio em que o Devanir (deputado Devanir Ribeiro) propôs o terceiro mandato. O presidente do partido deveria ter determinado ao deputado que retirasse imediatamente a proposta. O Berzoini disse que era pessoalmente contra, mas que no PT não há assunto proibido. Qual foi o resultado dessa postura subalterna? O presidente da República chamou o presidente do partido e o deputado e mandou retirar.

É possível mudar a política num quadro de tanta disputa interna?
O instinto de sobrevivência do PT fala mais alto. O partido sabe que o que vem pela frente exigirá do PT uma qualidade superior. Vamos disputar 2008 sob cerco. Não só da oposição quanto de alguns aliados. Vamos para 2010 com uma candidatura petista e temos de ir para o segundo turno em uma eleição difícil. E a partir de 1º de janeiro de 2011, teremos um quadro novo, seja em caso de vitória ou de derrota. Há um ambiente de mudança. Por isso fizemos uma campanha de esquerda no segundo turno em 2006. Por isso o Congresso do PT aprovou resoluções interessantes. Ter um presidente que não seja do Campo Majoritário não resolve tudo. Mas ajuda muito.(GK)

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José Eduardo Cardoso, o candidato de quem fez o jogo da grande imprensa, tem o apoio da grande imprensa. Mais um motivo para o PT reeleger seu atual presidente.

Deus é brasileiro, e adora futebol

Atacante cortado da seleção

Lula faz escola

Depois de o governo federal ter feito as concessões das principais rodovias do país privilegiando as tarifas mais baixa de pedágio é a vez do governo paranaense, sob a tutela de Roberto Requião, fazer o mesmo.

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Requião quer que concessionárias usem pedágio federal como referência

11.11.07

Mais uma piada pronta

"A prova (de que é possível governar sem corrupção) é tudo aquilo que o eu fiz quando governei"

(Paulo Salim Maluf, deputado federal, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo)

Porque hoje é domingo

Lúcia Hippolito é uma das meninas do Jô, comentarista de política da Rádio CBN e do canal de TV a cabo GloboNews, professora, cientista política e uma tucana enrustida.

Não tenho nada contra ela ter sua preferência política, pelo contrário. Eu mesmo não nego que defendo o PT e acima disto o socialismo. O problema é a desfaçatez desta senhora em não se assumir e si transvestir de imparcial. Não é.

Lembro que não tenho nada contra o PSDB também. Já disse e repito: Ao invés de se aliarem um o PFL e o outro ao centrão (PP, PTB, PR), PT e PSDB deveriam acabar com esta polarização burra e se aliarem para, juntos, conduzirem uma coalização governamental que rumasse o país para o desenvolvimento e para o combate diuturno às injustiças sociais e regionais.

Mas voltemos à Lúcia. Ontem ela escreveu no seu blog (o qual mantenho entre as indicações do Blog do Braga) um texto entitulado "Lembrai-vos de 37!". Em suma ela lembra do golpe de Estado que o presidente Getúlio Vargas deu no seu próprio governo quando instituiu o Estado Novo. Em certo momento ela sentencia: "Este brado é importante ainda hoje, para nos alertar sobre o perigo de um golpe de Estado que interrompa um governo democrático.”

Respeitada no meio acadêmico e jornalístico, Lúcia estaria sendo extremamente irresponsável que se estivesse tentando passar a idéia de que aquele episódio pode vir a se repetir hoje com o presidente Lula liderando um golpe de Estado. Não vou nem perder meu tempo defendendo o presidente. Esta idéia maluca só pode existir na cabeça desesperada da oposição e da grande imprensa, que estão longe do poder e sem grande perspectiva de volta (começo a achar que José Serra nunca será presidente).

Lembrai-vos de 64! Brado eu. Em 1964 tivemos o último presidente trabalhista antes de Lula. João Goulart foi chamado de subversivo, de comunista (o que na época era praticamente um xingamento), de conivente com a corrupção etc. Tudo porque, investido na presidência da República, pretendia realizar as reformas de base que atacariam os privilégios das elites mais anacrônicas do país e tentou (só tentou) priorizar os interesses do trabalhador brasileiro. Resultado: Ele, que havia sido democraticamente eleito vice-presidente e assumiu o cargo após a renuncia de Jânio Quadros, foi expulso da presidência por um golpe de Estado apoiado pela grande imprensa e pela elite cansada.

Qualquer semelhança com um passado bem mais recente não é mera coincidência.

Lúcia, lembrai de 64!

9.11.07

Corta tudo


O governador de Goiás Alcides Rodrigues (PP), eleito sob as bênçãos do antecessor e atual senador Marconi Perillo (PSDB-GO), anunciou ontem uma reforma administrativa para "modernizar o Estado". A reforma inclui a extinção de 22 órgãos do governo goiano.

Interessante que o governador usou como parâmetro para o crescimento da folha de pagamento o período de 1998 pra cá. Exatamente quando Perrilo, de quem ele mesmo foi vice, assumiu o governo.

Talvez o PSDB não seja tão bom assim de "choque de gestão".



Diagnóstico: Diário da Manhã

Petróleo... Muito petróleo

Num momento que se especula que o PAC pode empacar e a economia brasileira parar de crescer por falta de energia a Petrobrás descobre um enorme campo de extração de petróleo na baía de Santos. Petróleo suficiente para colocar o Brasil em condição de exportador do valioso líquido negro.

E mais: O fato ocorre quando o preço do barril de petróleo está pra lá de US$ 90, batendo recorde atrás de recorde.

Lula é realmente muito sortudo. Não que todo o mérito do seu governo seja por sorte, como quer dizer a oposição e a grande imprensa, mas o azar vem passando longe deste presidente.

A oposição que torce pelo quanto pior melhor (aquela que não quer a CPMF) e a grande imprensa conservadora estão dando chilique. O “O Globo”, por exemplo, deu mais destaque ao fato de o anuncia ter sido feito pela ministra Dilma Rousseff (na visão deles, pré-candidata a presidência da República) do que as maravilhosas conseqüências que esta descoberta pode trazer para o país.

O problema da falta de energia é mundial. Novas fontes são procuradas em todo o planeta e até fora dele. Isto fará com que, num futuro não muito distante, quem tiver energia terá poder, terá destaque. Juntando-se o sucesso do petróleo ao etanol o Brasil trilha um caminho para se tornar uma potência energética.

Outro item escasso que não nos falta é água, portanto, das duas uma: Ou vamos ser invadidos como o Iraque para tomarem nossas riquezas ou nos transformaremos em uma grande potência mundial ocupando o lugar que nos é de direito no cenário internacional.

8.11.07

Testísculos

Censura corretíssima

É curiosa a história da foto de Rogéria. Foto está que eu nem publicarei neste blog.

A questão é a seguinte. Estava prevista a exibição da mostra "Heróis" com 13 fotos de Luiz Garrido. Tudo muito bem, tudo muito bom. O problema surgiu quando estava sendo montada a mostra no salão negro do Congresso e surgiu a foto da transformista Rogéria (Astolfo Barroso Pinto, de batismo) mostrando seus pelos pubianos. A Câmara decidiu vetar a foto.

Ora, fez certíssimo!

O fotógrafo Garrido insiste que a foto foi vetada por causa do homossexualismo de Rogéria. Não é o caso. O Congresso Nacional é diariamente visitado por crianças em excursões escolares. Não se pode mostrar tudo. Imagens eróticas não devem ser exibidas mesmo.

Entre outras personalidades há fotos também do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) e Diego Hipólito.

Vocês viram a lista?

A Associação de Estatística do Futebol publicou nesta semana um ranking dos 100 melhores jogadores de todos os tempos.

A lista, como todas que se propoem a este proposito, é bastante polêmica. Os 10 melhores são:

1. Pelé
2. Ronaldo
3. Romário
4. Luís Figo
5. Zinedine Zidane
6. Diego Maradona
7. Lothar Matthäus
8. Gerd Müller
9. Franz Beckenbauer
10. Cafú

Ainda há na lista os brasileiros Roberto Carlos (11º), Rivaldo (14º), Zico (16º), Ronaldinho Gaúcho (57º), Bebeto (59º), Djalma Santos (74º) e Taffarel (88º).


Não posso deixar destacar. O queridinho da mídia e da nação flamenguista Zico ficou na 16ª posição. Atrás do Cafú, do Rivaldo, do Figo...

Será que eu estou tão errado nas críticas que faço ao senhor Arthur Antunes Coimbra?

4.11.07

Aborto Invisível

O Brasil gasta bilhões de dólares para descobrir poços de petróleo e explorá-los, mesmo sabendo que cada um deles provoca a maior das violências já cometidas contra a humanidade: o aquecimento global e a destruição da vida no planeta. Nem por isso, alguém propõe abortar um novo poço de petróleo: tapá-lo para reduzir a violência ecológica. Mas o aborto de crianças é proposto como forma de reduzir a violência urbana. Não como um direito de escolha da mulher.

Aceitar a idéia de que o aborto em mulheres pobres reduziria a criminalidade abre margem a discussões muito graves. Por exemplo, se um aborto pode ajudar a reduzir a criminalidade; assassinar legalmente, por meio da pena de morte, aqueles que já cometeram crimes poderia ser também um instrumento justificado. A possibilidade de aborto nos bairros onde a violência é resultado do tráfico pode justificar o aborto nos bairros onde estão os consumidores das drogas. Afinal, a criminalidade do tráfico tem duas pontas: os que nasceriam para traficar e os que nasceriam para consumir.

O aborto como mecanismo de redução da criminalidade aborta o enfrentamento correto dos problemas brasileiros. Não permite ver o aborto legal invisível, permanente e sistemático que existe neste País: o aborto da inteligência. Provocando pela omissão pública que impede os cérebros de nascerem. O corpo nasce na maternidade, o cérebro nasce na escola. Dos 185 milhões de brasileiros, pelo menos 155 milhões de cérebros já foram ou serão abortados, impedidos de receber uma boa educação. Aborto que já existe há cinco séculos no Brasil e ameaça o futuro do nosso País, porque essa é a grande energia que teríamos disponível, se não for abortada.

Mas tentando reduzir a violência, alguns falam em abrir clínicas legais de aborto para que não nasçam crianças, sem falar em abrir escolas de qualidade para evitar o aborto de cérebros. Há dez meses, os atuais Governadores estão enfrentando a violência que herdaram do passado. Poucos tiveram a coragem necessária de levar a polícia, mas sem levar escolas aos morros, favelas. Nenhum implantou horário integral para tentar impedir o aborto intelectual.

Isso está paralisando a economia. A economia crescerá cada vez menos por falta de cérebros que façam funcionar a nova economia baseada no conhecimento. Além disso, impede os jovens sem educação de terem oportunidade de emprego e leva-os à tentação da criminalidade como forma de sobrevivência. O jornal O Globo do dia 27/10 mostrou que, de um milhão e meio de postos de trabalho, apenas 720 mil foram preenchidos; 780 mil continuam vagos por falta de pessoal qualificado para exercer as atividades.

É a falta de oportunidade, o aborto cerebral dos nossos jovens, que faz com que muitos deles terminem na criminalidade, por falta de alternativa.

Daqui a poucos anos, não haverá mais poço com petróleo. Precisaremos de capacidade intelectual para inventar fontes alternativas de energia que substituam o petróleo. Mas, de uma maneira estúpida, exploramos todos os poços de petróleo na maior velocidade possível, apesar da violência que a queima desses poços provoca, e propomos tapar o nascimento de nossas crianças, apesar de nosso futuro estar nesse maravilhoso poço de energia que é a massa cinzenta dos cérebros de nossos habitantes.

Talvez, essas lógicas absurdas que orientam a política brasileira sejam a maior prova do sistemático aborto da inteligência chegando aos que fazem política no Brasil.


Cristovam Buarque,
Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador do Distrito Federal e senador da República pelo PDT

3.11.07

A "Era Zé Dirceu" não acaba tão cedo

A edição desta semana da revista "Época" prevê o fim da "era Zé Dirceu" dentro do PT depois das eleições diretas de dezembro, quando os filiados elegerão novas direções para o partido, inclusive para a presidência nacional do partido.

Pura torcida.

Na matéria da revista divulgou números de uma pesquisa que aponta o deputado José Eduardo Cardozo na liderança da corrida pela presidência do partido com 31% da preferência. Ele conta o apoio do grupo "Mensagem ao Partido", capitaneado pelo ministro da Justiça Tarso Genro e todo mundo que defendeu mal sucedida tentativa de "refundação" do PT. Atrás de Cardozo, segundo a pesquisa, vem o também deputado Jilmar Tatto, ligado aos grupos "PT de Luta e de Massa" e "Novo Rumo para o PT", sob influência da ministra Marta Suplicy, com 27%. O atual presidente do partido e candidato à reeleição deputado Ricardo Berzoini, membro do "Construindo um Novo Brasil" (ex-Campo Majoritário) estaria apenas em terceiro com míseros 25%.

Duvido categoricamente desta pesquisa!

O PT realizou em setembro último seu 3º Congresso Nacional. Ali o CNB teve quase metade dos delegados eleitos (por volta de 47%).

Deixa eu ver se eu entendi. O PT passou por uma grande crise que abalou a imagem de várias das principais lideranças do Campo Majoritário, grupo que dá a linha do partido há pelo menos 15 anos, depois tem a história do dossiê contra Serra e Alckmin (que ninguém investigou direito) atingindo diretamente a imagem de Berzoini. Logo depois o CNB elege quase 50% dos delegados para o 3º Congresso e dois meses depois sua força dentro do partido, sem mais nem menos, caiu pela metade?!

A imprensa não gosta de Berzoini, não gosta de Zé Dirceu. Por que? Porque não gosta do PT e sabe que foi o grupo deles que fez o PT chegar onde chegou.

No lançamento da sua candidatura Berzoini disse: "Esta candidatura é daquele que não fizeram o jogo da mídia no meio da crise pela qual nosso partido passou". Pois agora a imprensa está fazendo o jogo de quem fez o jogo dela.

Berzoini corre o risco de vencer a eleição no 1º turno. Se não o fizer enfrentará um 2º turno complicadíssimo, no qual os candidatos derrotados devem se unir ao seu adversário para derrota-lo.

Que maravilha

A Solidão dos Ricos

Conversar, discutir, confrontar idéias, convergir, concordar ou discordar. E a resultante? Algo bem melhor do que o ditatorial. Essa e a essência da democracia.

Nesta semana passada, os políticos nos deram uma verdadeira lição de como conduzir uma proposta pensando na sociedade. Refiro-me às discussões acerca da tão propalada CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. De um lado os governistas; do outro, os tucanos. A proposta do governo era “inegociável”. Não passaria no Senado. Contemplando as propostas da oposição, a proposta inicial ficou muito mais palatável, principalmente o acatamento à sugestão de isentar da contribuição quem percebe até R$ 1.640,00. Resulta que 90% dos assalariados estarão isentos do pagamento direto.

Não dá para entender tanto alarde a respeito da CPMF. Por que razão os intransigentes representantes do povo ou o Sr Skaff, representante da classe empresarial, não faz uma campanha contra o Imposto de Renda ou contra os outros 57 tributos que oneram a produção e o consumidor? A CPMF é o tributo que não exige um aparato burocrático para ser cobrado, ou seja, é fácil e barato de ser arrecadado. Tem apenas um detalhe: não há como sonegá-lo. Seria esta uma razão?

Achei ótima a sugestão do Ministro da Fazenda sobre como desonerar o setor produtivo. Mantenha-se a CPMF na base de 0,38% e reduza-se a contribuição para o sistema “S” (SESI, SENAI, SESC, SENAC) que onera as empresas em 3,5%.

Vi esta noite um vídeo em que um repórter aborda algumas pessoas numa grande cidade (Rio ou São Paulo) para as quais é feita a pergunta “O que é a CPMF?” . Nenhum dos transeuntes soube explicar. As pessoas entrevistadas podem se constituir numa amostra bem representativa dos moradores das grandes cidades. Comparo este fato, então, com um milhão e trezentas mil assinaturas transportadas pelo Sr. Skaff e entregue à relatora da PEC no Senado. Tem validade? Isto é sério?

Se a proposta do governo consegue agradar uma parcela da oposição, mas não os intransigentes, fico pensando que os ricos na esfera privada (Sr. Skaff, da FIESP) e a ala dos ricos na esfera parlamentar (o DEM, ex-PFL) vão bradar sozinhos e vamos louvar a solidão dos abastados.


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

2.11.07

Cada vez mais as coisas não fazem sentido

O ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) renunciou ao mandato de deputado federal para atrasar ainda mais o julgamento no qual ele é acusado de tentativa de assassinato contra um político adversário, Tarcisio Burity, em 1993. Lima saiu dizendo que desejava ser julgado como qualquer outro e não com foro previlegiado. Ele chegou a esta conclusão mais de 14 anos depois do acontecido.


Com a renuncia dele deverá assumir o cargo o jovem 1º suplente Walter Brito Neto (PRB-PB).

Ora, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu e depois o Supremo Tribunal Federal confirmou que o mandato proporcional, como o de deputado, pertence ao partido. O correto então não seria assumir um candidato do PSDB, partido de Cunha Lima?

Zico, de novo, falando besteira


Zico, na foto com o cantor Fagner, perdeu mais uma chance de ficar calado.

O ex-jogador do Flamengo, e só do Flamengo, criticou o São Paulo Futebol Clube porque o tricolor paulista se considera o único pentacampeão brasileiro. Só que os são-paulinos são os primeiros e únicos pentacampeões, ora bola!

O grande problema é a tal Copa União de 1987. Naquele ano não houve campeonato brasileiro e o Clube dos 13 organizou esta Copa. O Flamengo venceu o módulo verde, suposto equivalente à primeira divisão, tendo o Internacional como vice. O Sport Recife venceu o módulo amarelo, suposto equivalente à segunda divisão, tendo o Guarani como vice. O regulamento do torneio dizia que estes quatro times deveriam jogar um quadrangular final. O Internacional e Flamengo, unilateralmente, simplesmente se recusaram a jogar e o rubro-negro carioca se declarou campeão brasileiro daquele ano. O Sport Recife e o Guarani jogaram e o time pernambucano venceu consagrando-se assim, como mandava o regulamento (insisto na atenção ao regulamento), campeão da Copa União.

Não vejo polêmica sobre a legitimidade da Copa União como equivalente ao campeonato brasileiro de 1987, assim como a Copa João Havelange em 2000. O que não dá é pro Flamengo desrespeitar o regulamento, se recusar a jogar, vencer o módulo verde e, por causa disso, se declarar campeão brasileiro.

Zico ainda soltou essa: "A torcida sabe, a imprensa sabe. Títulos são conquistados dentro do campo e não por canetada". Ora, então que jogassem!

Parabéns ao São Paulo, que venceu o brasileirão de 2007 respeitando todo o regulamento, está um degrau acima dos outros times brasileiros e é o primeiro pentacampeão brasileiro da história.


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O Blog do Braga errou: Foi cometido um equívoco sem tamanho ao se descrever Zico como um "ex-jogador do Flamengo, e só do Flamengo". Zico jogou, e jogou muito bem, no campeonato italiano pela mediana Udinese e quem consegue convencer jogando num futebol tão competitivo como o italiano merece os louros por isso.

3 de novembro de 2007, 10:35

Como se já não bastasse na principal

Dunga vai comandar a seleção olímpica brasileira


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Mas que beleza! Que maravilha!

Se classificada para as olimpíadas a seleção poderá convocar três jogares com mais de 23 anos. Do jeito que Dunga é deverão ser Vagner Love, Afonso e Fernando.

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A propósito, quem entende um pouco de francês pode pegar alguma informações sobre o tal Fernando no site oficial do Bordeaux, clube pelo qual ele joga na França.

Clique aqui