31.10.07

Dunga é um fanfarrão

Já elogiei o técnico Dunga. Defendi sua forma de jogar e caramba a quatro, mas estou cansado destas convocações sem pé nem cabeça.

Quando ele convocou pela primeira o volante Fernando, do Bordeaux, eu não sabia quem ele era e perguntei para todos que eu conheço de quem se tratava. Até hoje não descobri quem é, nem de onde veio, nem pra onde vai o tal volante.

Há outros convocados para a família Dunga que são bons jogadores, mas não suficientes para a seleção brasileira. Vágner Love, Doni, Mineiro, Josué e até o Afonso estão nesta categoria. E ainda há os que são ruins mesmo. Aquele que eu não escalaria nem no Vasco. O Maicon, por exemplo, é uma das grandes farsas que o futebol já inventou.

Enquanto iss temos atletas jogando bem no Brasil como Ibson, Leandro Amaral, Diego Cavalieri, Dagoberto e outros. Dunga convoca até jogador do Heerenveen, mas estes nem pensar.

Zuanazzi sai da ANAC

O diretor presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Milton Zuanazzi, anunciou sua saída da instituição esbravajando contra o "ministro do avião" Nelson Jobim.

Fez muito mal. Deveria ter mantido a birra e continuado no cargo. Demonstrou fraqueza. Sair sucumbindo às pressões do PMDB pré-candidato à presidência fortalece o gaúcho, que tem carta branca para solucionar a tal crise aérea.

Fica claro que esta história de agência reguladora ser orgão do Estado, sem influência cai por terra, se é que lá já não estava.

30.10.07

A música é da TV ou da Internet?

Foi-se o tempo em que a música da novela do momento, ou dos programetes juvenis de final de tarde, era o hit de sucesso. Quer dizer, ainda é sucesso por conta dos jabás da rádio, comerciais, programas de auditório, mas será que elas ainda exercem decisivamente no gosto musical dessa novíssima geração que nem mesmo sabe como usar um rádio e raramente liga a TV?

De tudo isso, é cada vez maior o número de acessos dos grandes sites de notícias, músicas e entretenimento: O internauta quer cada vez mais seletividade e mais singularidade. Lembro, pelos idos de 1995, quando a internet ainda era coisa de laboratório, era muito fácil (com grana no bolso) pra uma banda espalhar sua música. Num plano estratégico feito pela gravadora, a tática guerrilheira era assim: Aparecia duas vezes num programa de domingo, depois uma participação como música de fundo do casal apaixonado da novela de horário nobre, mais dois comerciais de roupa ou solidariedade e pronto: Estouro, estouro e estouro, dinheiro pra todo mundo. Um grande exemplo que me vam à cabeça é o mega sucesso do Gera Samba (que depois de uma quase batalha judicial virou É o Tchan). Eles surgiram mais ou menos em 1996 com uma música nada convencional, explorava tanto a sexualidade que fazia uma mulher dançar no gargalo de uma garrafa, em pouquíssimo tempo foi febre pelo Brasil inteiro. Imediatamente estavam em todos os programas nacionais, coleções de bonecas, concursos para novos integrantes e shows diários - sempre lotados. Nessa mesma época, os Mamonas Assassinas também exploravam outra temática, a da diversão exagerada, o jogo das piadas contínuas. Não demorou muito pra que a primeira vendesse mais de 10 milhões de cópias, e a segunda cerca de 2 milhões, que não só foi mais por causa do fatídico acidente. O resultado de toda essa estratégia foi transformar essas duas bandas os maiores símbolos daqueles anos. Mas pergunto: - Se fosse hoje, surtiria tanto efeito? Depois do advento de sites, blogs, Orkuts, pessoas fazendo por si só, seria tão massificada e explorada uma imagem como essa? A geração que toma o espaço, e que vai abraçar a década de 10 é a que menos é influenciada pela grande mídia, isso é fato. Não é incomum pessoas com menos de 20 anos não saberem quem são os protagonistas da novela do momento, ou até mesmo, o hit do herói da novela de mutantes (novo conceito criado pelos lados tupininquins), mas talvez seja fácil qualquer um deste dizer o que rola de engraçado no youtube.com, por exemplo.

Mas essa não é a discussão, e sim a música: O que digo é que hoje as possibilidades de se explorar, conhecer e fuçar são muito mais atraentes e fáceis, e é isso cresce cada vez mais. As probabilidades de se conhecer outra cultural musical se abrem além: Posso muito bem - daqui mesmo do computador onde estou - escutar o último Cd do Fábio Junior ou optar pela voz suave de Dian Permana Putra, um indonesiano autor da triste Keranguan, que diz no refrão Perca Yalah Kasih Tiada Yang Lain Hara Panku, que eu nem faço idéia do que significa. Ou então, posso escolher uma banda sergipana chamada Snooze, do que a regravação cover do novo sucesso do KLB. Ou então a regravação cover do Roger Water de Across the Universe, dos Beatles. É tudo ao alcance, há um click apenas.

Com isso tudo, você pergunta para alguém de mais ou menos 18 anos sobre sua banda preferida, ela poderá dizer quatro ou cinco que você nunca ouviu na vida, é uma realidade diferentes? Não! Mas é a opção pela exploração. E é nesse campo que nascem os produtos independentes. Pense bem, antigamente o artista tinha que gravar o CD, vender, fazer shows, ganhar dinheiro e ficava tudo bem. Só que tudo ficou alarmante: Segundo a ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos, no ano passado foram vendidos cerca de 80 milhões de Cd’s em todo o território nacional, enquanto que 112 milhões foram pirateados. Então o que acontece? O artista se desliga do Cd, e começa a fazer show novamente. Um grande exemplo disso é a banda inglesa Radiohead,uma das mais conceituais do anos 90, que acaba de lançar o CD In Rainbows, através do seu site, onde poderia ser pagar quanto quiser, ou até mesmo nem pagar nada. Outro exemplo é o cantor folk-rock americano Bob Dylan que, com mais de 50 anos no meio musical, ainda sim faz shows todos os dias. Não existem mais diferenças, nem regiões, nem história, nem idiomas quando se fala musicalmente na internet. E o bom disso tudo é que a maior banda do mundo tem o mesmo valor de importância e alcance do que a menor banda: Quem ganha minha audiência é quem fizer a música que mais me agrada, e pronto!! Só quero ver quando o mercado fonográfico vai assimilar isso.

Por Dewis Caldas,
editor do Hellcity.blogger.com

Quem usa droga é branco e porta Rolex

A Copa do Mundo é nossa!

O Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014.

Mais festa das empreiteiras!

Que sutileza

Cena de alguma dessas novelas da Globo ontem a noite:

A mãe diz que vai colocar o filho num curso de inglês e ele responde:

"Pra que se eu quero ser jogador de futebol?"

Ela responde: "Isto é mais um motivo. Se você quisesse ser presidente não precisava, mas pra ser jogador de futebol tem que falar inglês sim."

E segue-se a cena normalmente.

A Globo já foi mais sutil... Na verdade não. Sempre foi assim mesmo né.

29.10.07

Governo ou oposição?

Há dois PSDB's.

Um é de Efeagacê. Faz, ou tenta fazer, oposição rancorosa contra o governo Lula.

O outro quer ser governo. Desconfio que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente nacional do partido, faz parte desta segunda fatia.

O cearense é um dos senadores tucanos que negociam com o governo a possibilidade do PSDB apoiar a prorrogação da CPMF. A bancada do partido fez uma série de exigências para a apoiar o "imposto do cheque". Tudo bem, mas agora Jereissati quer a não criação da TV pública como requisito para manter a negociação.

Jereissati, um neo-liberal que sonha com a privatização da Petrobrás assumidamente, talvez não saiba, mas quem governa é o governo. Quer governar? Vem pro governo, ora bolas. Seria ótimo. Já falei que a aliança entre o PT e o PSDB seria ótima para o Brasil.

Jereissati ainda diz que não quer a criação da TV Brasil porque julga desnecessário. Ora, que surpresa... O PSDB está contente com a Globo, a Veja, A Folha e o Estadão reinando sem jornalismo público para competir em qualidade de jornalismo? Tô bobo.

O delegado voltou do além?

Alguma semelhança?


"A presidência do Senado? Isto não te pertence mais!"

Mais uma mulher no poder

A senadora Cristina Kirchner foi eleita ontem presidente da Argentina em primeiro turno.

Cristina, ao contrário do que podem pensar os machistas, tem brilho próprio. Não foi eleita pelo simples fato de ser esposa do atual presidente Néstor Kirchner. Ela tem toda uma história de militância, é carismática e ótima oradora.

Somando-se a nomes como a da chilena Michele Bachelet e a da argentina María Estela Martínez, "Isabelita Perón", Cristina é a nona mulher a se tornar presidente de um país americano. Os Estados Unidos, com Hillary Clinton, e o Brasil, com Dilma Rousseff, podem seguir o exemplo em breve.

27.10.07

Discutir um terceiro mandato consecutivo a esta altura seria golpismo

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) quer apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que dê ao presidente da República o direito que convocar plebiscitos sobre temas importantes. Aborto, casamento entre homossexuais, pena de morte, terceiro mandato consecutivo... "Opa! Terceiro mandato consecutivo?!" É, terceiro mandato consecutivo.

Vamos por partes.

A possibilidade de o presidente convocar plebiscitos é perigosa e sem razão de ser. O Congresso Nacional, e só o Congresso Nacional, deve ter essa prerrogativa. A propósito, há um projeto do senador Gerson Camata (PMDB-ES) que convoca oito plebiscitos sobres vários temas polêmicos (entre os quais não está a possibilidade de terceiro mandato consecutivo). Seria ótimo se este projeto fosse aprovado, se a sociedade discutisse com profundidade temas como aborto da mesma forma que o fez na época do referendo sobre a venda de armas. Mesmo que a minha posição tendo sido derrotada naquela oportunidade, valeu a pena pelo bom debate.

Quanto à possibilidade de um terceiro mandato o PT deve ficar longe desta discussão. Qualquer ação que possa ser interpretada como uma tentativa para viabilizar o terceiro mandato assim o será e qualquer partido pode propor esta idéia, menos o partido da estrela vermelha. O PT foi contra a reeleição e agora porque está na presidência e sem sucessor natural vai propor isto?! Não tem cabimento!

Porém, a reeleição só faz sentido se for nos moldes do presidente venezuelano Hugo Chávez. Ou ela é ilimitada, respeitando-se sempre a possível vontade do povo de perpetuar alguém no poder, afinal se esta é a vontade do povo não é antidemocrático, ou ela não deve existir. Esta segunda é a melhor proposta.

É bom lembrar que a reeleição foi criada no Brasil pelo casuísmo do primeiro governo FHC, que não tinha um candidato forte para suceder o príncipe dos sociólogos e encontrou nesta proposta, aprovada com compra de votos, sua melhor saída para se manter no poder. E também é bom lembrar que a compra de votos na aprovação desta matéria não é uma suspeita. Há provas, há gravações de telefonemas com negociações desta pouca vergonha. O que não se investigou é se o presidente FHC sabia ou não.

O governo Lula é a continuação do governo FHC em várias áreas, mas espera-se que ele não apóie a legislação casuísta como os tucanos fizeram.

26.10.07

Eleja o melhor blog do Brasil

BBB

Nem Renan fez isso

A mesa diretora do Senado Federal não dá uma dentro. Presidida interinamente pelo petista Tião Viana (PT-AC), a mesa decidiu fechar a Câmara alta à visitação de turistas.

Embora os senadores neguem, a decisão visa evitar manifestações como a feita pela juventude do PPS.

Um completo absurdo!

O Congresso, suposta casa do povo, parece esforçar-se dia e noite para aumentar a distância entre si e a sociedade. O povo brasileiro tem que ter o direito de entrar no Congresso, nos gabinetes, acompanhar as sessões e fiscalizar de perto seus supostos representantes.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) tem uma teoria interessante. A de que o enfraquecimento do legislativo é proposital para fortalecer o executivo. Pode ser coincidência, mas hoje o PT, partido do presidente Lula, comanda as duas casas do Congresso.

25.10.07

Covas X Maluf



Viva Mário Covas

Motoboy

Lançada a candidatura de Berzoini


Na noite de ontem a nata do "Construindo um novo Brasil" (ex-Campo Majoritário) se reuniu em Brasília e lançou a candidatura do deputado Ricardo Berzoini à reeleição à presidência do Partido dos Trabalhadores.

O tom da noite foi de otimismo. O ministro secretário-geral da presidência da República Luiz Dulci, sempre bem discreto, foi ao microfone e defendeu de forma veemente a militância petista. Mais tarde, em conversa com o blog, esbanjou otimismo. "O que a gente espera é vencer em primeiro turno. Tanto na eleição nacional com o Berzoini quanto lá em Minas com o Reginaldo Lopes", confidenciou.

O assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, aquele que deixou de ser sem nunca ter sido, também marcou presença e, em discurso, reiterou seu apoio inconteste à candidatura do CNB.

A estrela noite foi um dos poucos que destoou do discurso otimista. Berzoini preferiu frisar que a disputa será dura e que terá que trabalhar muito para garantir a vitória.

Cobrado pela ausência de jovens na sua chapa que concorre ao diretório nacional do partido, Berzoini se limitou a lamentar e a uma vaga declaração: "Não fui eu quem montou a chapa".

Deslisamento de terra interdita túnel Rebouças

"Culpa do presidente Lula. Impeachment nele."

24.10.07

E tem mais

Você, leitor otimista, talvez pense que o arquivamento do processo com o senador tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi a única pizza de ontem. Não foi.

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), pré-candidato a prefeito de São Paulo, mandou ao arquivo o requerimento que pedia a abertura de uma CPI para investigar os negócios supostamente ilegais entre o a editora Abril, que publica a revista Veja, e a empresa espanhola Telefônica.

Não estou dizendo que a Abril é crimosa. Eu não sei. E não vou saber. Não deram a chance de saber. Preferiram abafar a investigar.

Vote Marcola para senador

O "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, gastou 25 segundos dizendo que a acusação de caixa 2 contra o senador tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deu em pizza.

O "O Globo" colocou o tema na manchete da 1ª página, mas só aprofundou na 10ª matéria.

A "Folha de S. Paulo" preferiu dar destaque ao fato de ter havido uma suposta doação da empresa Cisco para o PT. A aprofundou logo na primeira matéria e deixou Azeredo para a 4ª.

O "Estado de S. Paulo" (um fanfarrão) não se deu o trabalho de fazer uma matéria sobre o tema. Falou sobre a suspensão do envio de mais uma denúncia contra Renan Calheiros ao Conselho de Ética e, no meio da matéria, discretamente, citou o nome do tucano mineiro uma única vez para dizer que, na mesma reunião, a mesa diretora arquivou o processou contra ele.

Imagine agora, caro leitor, se o pedido de cassação do ex-ministro José Dirceu, contra quem nunca se provou nada, tivesse sido rejeitado. Seria manchete de todos os jornais, assuntos das primeiras matérias, seriam o assunto dos comentaristas e colunistas, seria a capa de todas as revistas.

A desculpa esfarrapada para livrar a cara do tucano Eduardo Azeredo é a de que ele não era senador na época que o caixa 2 teria acontecido segundo a denúncia.

Este desculpa não tem cabimento. Imagine se o Marcola fosse eleito senador. Não importa que antes da sua eleição ele tivesse chefiado o tráfico, comandado ondas de terror em São Paulo, ordenado assassinatos e quebrado seguidamente as leis. Antes de assumir o cargo vale tudo!

Ora, se o cidadão cometeu, no passado, algo que o desabone a assumir um mandato parlamentar ele deve ser cassado sim. E isto pode ser considerado quebra de decoro parlamentar sim.

O que restará a Azeredo é a dúvida. Há uma denúncia e ela simplesmente não será investigada. Não se pode dizer que ele é culpado, nem que é inocente, mas sim que é suspeito.

É vergonhoso que ele tenha preferido assim. Preferiu deixar esta sombra de dúvidas sobre sua conduta a estimular a investigação que poderia provar sua inocência. É vergonhoso que a mesa diretora, hoje presidida por um petista, tenha tomado esta decisão. É vergonhoso que o resto do Senado fique calado. É vergonhoso que a imprensa não tenha dado destaque a esta pizza. Ela não estava errada quando fez todo aquele estardalhaço na época da crise do valerioduto que quase resultou no golpe branco do impeachment do presidente Lula. Ela está errada agora que não faz o mesmo estardalhaço em relação à denúncia contra o tucano Eduardo Azeredo.

A lógica da impunidade está ganhando no Brasil.

Lá vem outra tentativa de golpe

Cisco teria doado dinheiro ao PT

23.10.07

Impunidade fica pra amanhã

Desculpem a falta de atualizações, mas amanhã falo sobre a pizza do valerioduto mineiro.

Berzoini


O atual presidente do PT lança neste quarta-feira sua candidatura à reeleição aqui em Brasília

Em primeira mão está aí parte do jornal da campanha.

22.10.07

Tá tão sem graça

O coco caído, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), está fazendo falta.

Ele pediu licença de 10 dias do mandato de senador e acabou de vez com a pauta da imprensa.

Essa discussão sobre CPMF é muito chata. Ela vai ser aprovada. De um jeito ou de outro vai ser aprovada e todo mundo sabe.

Não tem mais graça cobrir o Congresso. Antes, estavam lá Franklin Martins, Helena Chagas e Tereza Cruvinel, meus gurus no jornalismo. Depois que o governo nos tirou eles restou os bate-boca, as sessões secretas, a crise aparentemente interminável. Agora? Terminou.

O Congresso anda muito chato.

Não dá mais pra levar a sério

No post abaixo eu estava desanimado com a possibilidade do xerife Antônio Lopes, um dos maiores técnicos da história do Vasco, voltar a assumir o clube.

Agora eu grito por Antônio Lopes.

O disciplinadíssimo atacante Romário será o técnico do Gigante da Colina no jogo de quarta-feira contra o América (Méx) pela Copa Sul-americana.

Quanta seriedade!

Imagino a reunião. "Quer saber de uma coisa? A coisa já tá ruim mesmo... Deixa o Romário aí vai!"

"Novidade" vascaína


O técnico Celso Roth se demitiu do comando do Vasco da Gama.

Um doce pra quem adivinhar quem está cotado para assumir.

"Foi a mais linda história de amor que me contaram...

...E agora eu vou contar"

O Judiciário deste país é uma piada mesmo (vote na enquete ao lado).

É o poder mais importante da República, ou pelo menos o que tem a maior responsabilidade, e só joga contra o patrimônio.

Além de dar uma bela mãozinho rumo à falência das instituições do país com duas interpretações sem base agora decide gastar mais de R$ 1 BI em construção de tribunais.

Só o porta-voz da sociedade ministro Marco Aurélio Mello vai colocar inicialmente R$ 336,7 milhões em uma nova sede para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É bom lembrar que este tipo de obra sempre acaba custando mais do que o previsto inicialmente. "Ninguém sabe o porquê".


Tê Tê Tê, Têtêretê Tê Tê Tê, Têtêretê Tê Tê Tê, Têtêretê

21.10.07

Alon Feuerwerker em dois momentos

A pergunta do capitão Nascimento, o prestígio de Che Guevara e a violência para o bem (30/09)


Ensinando a oposição a fazer oposição

Venceu o improvável

A Fórmula 1 ficou muito melhor depois que Michael Schumacher se aposentou e mais de uma única equipe passou a ter carro competitivo.

Esta temporada, que agora se finda, foi espetacular. O grande destaque foi Lewis Hamilton. Primeiro negro na história da categoria, Hamilton esteve nos nove primeiros pódios da temporada, venceu quatro corridas e teve o título nas mãos em vários momentos, mas as duas últimas corridas do ano foram decepcionantes. Na China ele errou infantilmente na entrada dos boxes deixando a corrida e no Brasil errou uma freada logo na primeira volta e teve problemas no câmbio pouco depois. Chegou em sétimo, o suficiente para garantir o vice-campeonato.

O finlandês da Ferrari Kimi Raikkonen venceu a corrida, graças a um jogo de equipe muito bem feito, e o campeonato. Curioso isso. Ele já teve temporadas bem melhores, mas, vítima de um azar inacreditável, ficou chupando o dedo. Agora, mesmo tendo vencido mais corridas do que qualquer outro piloto, seis, não foi o grande destaque, mas venceu quando teve que vencer e contou com uma sorte igualmente inacreditável.

Quanto a Rubinho. Bem. Terminou a temporada sem nenhum pontinho pela primeira vez na carreira, mas não adianta zoá-lo, coitado, o carro é muito ruim mesmo.

19.10.07

Mais recente do Rafinha Bastos

Só o Maracanã mesmo

Num dia a seleção do Dunga joga bem, no outro o Flamengo ganha do Vasco com gol do Toró.




OBS: Não mudo minha opinião. Golear a seleção equatoriana num Maracanã lotado não torna a seleção do Doni, do Maicon, do Fernando, do Vagner Love e do Afonso a altura de uma seleção brasileira.

16.10.07

A falência da República

Dizem que o Brasil não é um país sério, dizem que este é um país que não deu certo, dizem que as instituições brasileiras faliram. Eu queria rebater categoricamente este tipo de afirmação, mas fica cada vez mais difícil.

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de extender a fidelidade partidária inventada por ele próprio e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é mais um passo no caminho para a falência das intituições no Brasil.

A decisão de criar a a fidelidade na marra para os cargos de eleição proporcional já não tinha base constitucional, extendê-la aos cargos de eleição majoritário é de um invencionismo sem tamanho.

Não é que a fidelidade partidária não deva existir. O que não pode é ela ser inventada pela boa vontade do Judiciário. Vergonha para o Legislativo que não legisla e assiste o Jucidiário, com a faca no pescoço, a cumprir as obrigações que seriam suas.

As eliminatórias para 2010 ainda não começaram

A pesquisa CNT\Sensus mostra que não há um sucessor natural do presidente Lula. Nem na base aliada, nem na oposição. Se o governador José "compromisso" Serra (PSDB) na frente é porque foi o ministro do qual a imprensa mais falou "na história deste país", ele já chegou a um segundo turno de eleição presidencial e é governador do estado com o maior número de eleitores.

Para mim Serra já está virtualmente eleito. Vocês verão. O apoio que a grande imprensa, liderados pela Folha de S. Paulo, a Globo e a Veja, será algo também nunca antes visto.

Muitos dos candidatos a esta altura são nada. Nelson Jobim, José Arruda, Mangabeira Unger, César Maia... Tudo sem voto hoje, mas alguns podem crescer.

Na pesquisa senti falta do nome do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL). Ele não está fora do jogo não. Não seria eleito, mas poderia ser candidato e teria mais votos do que muitos presentes ali.

O que pode mudar tudo daqui pra lá é o presidente Lula assumir a paternidade de algum candidato. O segundo mandato dando certo, Lula será o principal eleitor do país. Não será escondido pelos aliados, como o ex-presidente Fernando Henrique foi e é, e pode ter o papel decisivo sobre a própria sucessão que ele tanto quer.

Quanto a possibilidade de ele jogar contra seus aliados para ter mais facilidade em voltar à presidência da República em 2014 eu não vou nem especular. Coisa da grande imprensa.

Política econômica – FHC e Lula

Em qualquer economia, os objetivos de política macroeconômica podem ser resumidos em quatro: a) manter ou elevar o nível da atividade econômica, ou seja, o volume de produção da economia tem que aumentar, no mínimo num nível superior ao crescimento da população; b) deve haver uma geração de emprego capaz de absorver cada vez um maior contingente de pessoas, além daquelas que passam a fazer parte da população economicamente ativa; c) em decorrência dos dois primeiros objetivos, deve ser gerada uma renda sempre crescente, de forma a que as pessoas possam desfrutar de uma melhor condição de vida; e d) os três primeiros objetivos devem ser perseguidos, mas os preços têm de se manter estáveis, ou seja, sem o dragão da inflação.

Para que isso aconteça, são delineadas as chamadas políticas econômicas que abrangem quatro áreas: política monetária, política cambial, política fiscal e política de renda.

Se esses objetivos são permanentes, e devem ser, não existe nenhum mal quando um governante dá prosseguimento aos objetivos definidos pelo seu antecessor, que não são dele. O que pode diferir são os meios utilizados para a consecução de tais objetivos.

Se um governante define os meios necessários para a consecução de um objetivo e ele não é alcançado na sua plenitude, mas apenas parcialmente, não há nenhum pecado, pois o seu sucessor pode encontrar a “casa arrumada” e dar prosseguimento à política definida.

Muito se tem discutido acerca da política econômica atual ser resultado do que já vinha acontecendo no governo anterior.

Analisemos inicialmente a política monetária. Já experimentamos taxa de juros de 45% ao ano e hoje estamos a 11,25%, o que ainda é muito alto. Em termos reais, a taxa de juros é de aproximadamente 7% ao ano. O Comitê de Política Monetária tem agido de forma sensata, independente e responsável, monitorando a taxa de juros em função dos cenários econômicos nacional e internacional. As pressões do empresariado não demovem o Banco Central do seu intuito de atender o que se estabelece no sistema de metas da inflação. Com todos os reflexos em termos de comprometer o crescimento econômico, em ambos os períodos (FHC e Lula) a taxa de juros tem sido um dos principais instrumentos utilizado na política monetária. As operações de open market tem se mostrado eficiente, mais neste governo que no anterior, pois passamos de um índice de 51% para 44% na relação dívida interna/PIB, no que pese a dívida interna ter superado R$ 1,1 trilhão.

A política cambial apresenta nuances diferenciadas. No governo anterior, a sobrevalorização cambial, talvez necessária por um certo período, propiciou crescente volume de importação, do que resultou um controle de preços internos, ou seja, da inflação. O que pagamos por isso foi uma redução das reservas cambiais que atingiu um nível crítico de US$ 15 bilhões. É a partir do final do governo FHC que o dólar assume um valor mais próximo da realidade e, em conseqüência, aumenta o volume das exportações brasileiras. Neste governo a balança comercial já obteve um saldo de US$ 44,6 bilhões em 2006 e em 2007 prevê-se algo um pouco inferior, mas em volta de US$ 40 bilhões. Isso significa entrada de dólares no país. Acresça-se a isso o volume crescente de investimentos estrangeiros no Brasil. Tudo isso faz com que, atendendo a velha lei da demanda, quando a quantidade de um bem aumenta no mercado, o seu preço cai. É o que está acontecendo com a moeda estrangeira e é o que reclamam os empresários que se dizem sacrificados no seu objetivo de exportar. São eles que dizem estar perdendo dinheiro na atualidade, mas não disseram que ganharam muito dinheiro em 2002 quando o dólar atingiu o valor recorde de R$ 4,00. Reclamam da não intervenção do governo no mercado cambial. São os mesmos que sempre defenderam o câmbio flutuante! Diferente do governo passado, o real não está valorizado artificialmente, mas reflete as condições de mercado.

A política fiscal pode ser analisada em duas facetas. A primeira é a arrecadação. Neste governo a arrecadação bate seguidos recordes, embora alguns setores tenham sido agraciados com a desoneração de impostos. Por conta desses recordes, a carga tributária tem aumentado, não necessariamente porque os impostos aumentaram e sim porque cresceu o numerador da fração. Pode ser que agora a Receita Federal tenha ganho melhores condições de trabalho ou algo que justifique a crescente eficiência do seu trabalho. Ambos os governos tiveram e tem na CPMF uma fonte adicional de recursos para implementar seus programas. Invertidos os papéis, quem era a favor agora é contra e vice versa, o fato é que ela faz parte da arrecadação (Atenção: os âncoras do Sistema Globo não falam da inversão citada acima. Dizem apenas que o PT que era contra, agora é a favor da CPMF, nada falando sobre o PSDB/PFL (atual DEM)).

A outra faceta da política fiscal é composta pelos gastos governamentais. Propala-se que o governo gasta muito. E tem que gastar mesmo! O que não pode é gastar mais do que arrecada. O objetivo de superávit primário foi alcançado em ambos os governos, mais agora que antes, o que tem propiciado o pagamento de parte da dívida interna e da conta dos juros. O outro instrumento é a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio para ficar e tem sido e vai ser sempre respeitada pelos governantes. Foi um ótimo instrumento instituído no governo anterior.

A política de renda não tem como comparar entre os dois períodos, porque neste governo ela não é acessória e sim um objetivo de governo. A unificação de diversos benefícios e a implantação do Bolsa Família merece um capítulo à parte, numa próxima oportunidade.

Em passant, para que não esqueçam, em 2008, pela primeira vez no Brasil o crescimento do PIB (4,70%) será maior que o crescimento da inflação (4%).


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

Os privatistas mostram as garras

14.10.07

Nova lógica em cima de outra Nova lógica

Ano passado deu a maior confusão no meio musical nacional, tudo por causa de um artigo chamado “O apagão das gravadoras”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, sobre a decadência das gravadoras no Brasil e as desesperadas formas de reverter a situação depois do advento da internet e de bandas independentes. No artigo, escrito por Jotabê Medeiros, falava-se em executivos sendo despedidos, salários caindo pela metade, cargos sendo cortados, a redução de artistas do catálogo da Universal Music, e por fim, a nova forma de vendas da EMI, que descentralizou os CD’s físicos e partiu para a distribuição pela internet. Fato é que depois muito se foi debatido, brigas e notas oficiais, quase processaram o jornalista, fóruns na internet, palvrões, teve até uma nota de repúdio da Universal contra o artigo e quase cabeças rolaram literalmente.

Na Folha de São Paulo de ontem (09/10), o Caderno Ilustrada volta com tudo nesse assunto, mas com outra proposta das gravadoras. O exemplo colocado é o da Sony BMG, multinacional que acaba de mudar sua razão social para não ser apenas gravadora, agora ela gerencia a carreira dos artistas e se chama Day1. Ou seja, de agora em diante, a “gravadora” fará as negociações de patrocínios, agendamentos de shows e ainda vão ter uma porcentagem na renda dos shows. Esse negócio de só vender Cd’s agora já ultrapassado.

Mas com toda essa formulação, onde fica o papel do empresário? Sim aquele que “antigamente” fazia tudo pelo artista. Pois é, não sei pra onde ele vai. A grande zanga é que a gravadora estaria tomando o espaço, tomando tudo na verdade. Já as gravadoras afirmam que muito já se ganhou às custas dela, antes destinava uma fortuna na produção do CD, mais outra grana na equipe e um pouco mais pra qualquer coisa, ao final do processo os três (artistas, empresários e gravadoras) ganhavam a mesma coisa. Rente a isso tudo bem, a bolada era tão grande que ninguém não queria brigar, só que a coisa mudou, vivemos hoje num país que se vende 22 milhões de Cd’s por ano, ao mesmo que são baixados pela internet 144 milhões de discos com 12 faixas. Fica difícil segurar os consumidores, que preferem baixar gratuitamente uma música, ou copiar o Cd de um amigo, só que ir na loja pagar um preço salgado por ele.

Vamos ver no que vai dar do mercado fonográfico brasileiro, quem ganha mais: A gravadora, o empresário, o artista ou Você? Façam suas apostas.



Dewis Caldas,
editor do Hellcity.blogger.com.br

13.10.07

CPMF - Sim e Não

A questão de tributos é sempre atual, contemporânea. Nos primórdios da civilização, era o pagamento de uma contribuição espontânea dos mais ricos para suportar as necessidades do Estado para com os menos afortunados. Quando os pagadores de tais contribuições sentiram que o peso dos tributos era desmedido criaram resistência e o Estado, então, impôs o pagamento de tal contribuição. Daí a imposição, daí o imposto.

E é fácil entender a função de um imposto, nas suas duas dimensões: da sua necessidade e do seu uso. Quando moramos num condomínio, este é composto por um grupo de pessoas com interesses comuns. Se for preciso fazer um grande reparo nas instalações elétricas ou hidráulicas, por exemplo, a comunidade deve decidir se a obra deve ser feita ou se vai conviver com os custos da decisão de não-fazer.

Da mesma forma que num condomínio residencial, onde as pessoas têm um nível de renda bastante aproximado, no caso do país (esse Condomínio chamado Brasil), os condôminos (a sociedade) devem decidir se vamos fazer os investimentos necessários ou vamos adiá-los. Neste último caso, não se trata de um simples reparo das instalações, mais sim de decidir se algumas pessoas devem continuar morrendo de fome, sem saúde e sem educação. A sociedade tem que tomar a decisão para que o governo possa agir.

A decisão é tomada de forma indireta, através dos representantes do povo, os parlamentares.

Refiro-me à questão atual da prorrogação da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

Aprovada ou não, o governo há de fazer valer a opinião da sociedade e definir o que deve e o que não da para ser realizado. São R$ 40 bilhões em 2008 que estão em jogo, volume de recursos suficiente para apoiar diversos programas sociais, dirigidos aos mais carentes.

Alguns argumentos falaciosos são veiculados na mídia (conservadora e golpista, segundo Paulo Henrique Amorim). A primeira é que a arrecadação aumentou muito e, portanto, o governo não precisa dos recursos da CPMF. É só raciocinar e estimar o que pode e o que não pode ser realizado com tal volume de recursos. A segunda falácia é a respeito da carga tributária. Os comentários (novamente a mídia) induzem o leitor/telespectador a acreditar que se a arrecadação está aumentando é porque os impostos foram aumentados, o que de fato não tem acontecido. Aliás alguns setores foram desonerados. Ainda assim a arrecadação aumentou, possivelmente devido a uma melhor atuação da receita federal (eficiência da máquina pública arrecadatória) ou a diminuição do número de sonegadores.

É curioso também notar que não se vê nenhuma entidade que represente os menos favorecidos questionando a CPMF. No entanto o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) chegou a Brasília com um milhão de assinaturas pedindo a extinção da CPMF. Tudo leva a crer que só os mais abastados não querem a CPMF.

O discurso da FIESP, como também o da CNI – Confederação Nacional da Industria - são convergentes com o posicionamento dos integrantes do DEM (ex-PFL), já que este representa aqueles no Congresso Nacional.

Também não podemos dar crédito a pesquisas que na sua origem já contém um viés. Quero dizer que isto acontece quando se faz uma pergunta e já se sabe a resposta. Ao se perguntar a um contribuinte simplesmente se ele apóia a cobrança da CPMF, na maioria das vezes a resposta deve ser não. Talvez se perguntasse se a CPMF deveria substituir outros impostos, obter-se-ia uma resposta diferente.

Foi o que aconteceu em pesquisa recente encomendada pela CNI ao IBOPE. Ninguém, em sã consciência, acorda e declama: “hoje estou com uma tremenda vontade de pagar imposto”.

Por isso ele tem que ser uma imposição do Estado.


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

Sucessão de Renan

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) "licenciou-se" da presidência do Senado, mas não voltará ao cargo. Assim o sendo, as discussões sobre a sucessão já começaram.

Tião Viana (PT-AC), presidente interino, não será candidato. Lula não vai deixar. O presidente sabe, mais do que ninguém, da importância da aliança com o PMDB (do B) e este não vai ver seu líder, Calheiros, ser abatido e não tentar manter a chefia do Senado.

Outros três motivos para o PMDB lutar por este posto:

  1. O PMDB tem as maiores bancadas no Senado e na Câmara, mas abriu mão da presidência da câmara baixa. Imaginem o partido ter as duas maiores bancadas e nenhuma presidência;
  2. As duas presidências do Congresso ficariam com o partido que tem também a presidência da República;
  3. A maioria do governo no Senado é muito apertada. Tendo a presidência da Casa o PMDB (do B) tem todas as oportunidades para manter o governo em suas mãos.

Dos peemedebistas os que mais têm chance de concorrer são:

  • José Sarney (PMDB-AP), a quem Lula é enormemente grato. Velha raposa da política que conhece os caminhos para o poder, mas possui sérias resistências;
  • Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE). Balão de ensaio inflado pela oposição, Jarbas é ferrenho oposicionista e, portanto, vetado pelo Palácio do Planalto.
  • Pedro Simon (PMDB-RS), o lobo solitário nas palavras de um líder oposicionista. É tão independente, mas tão independente que não tem o apoio de ninguém. Nem do governo, nem da oposição, nem do próprio partido.
  • Gerson Camata (PMDB-ES), uma saída fácil. Governista discreto que quer disputar e ficaria longe de confusão. Seria uma saída "a la Ramez Tebet".
  • Roseana Sarney (PMDB-MA). Ha!
  • Garilbaldi Alves Filho (PMDB-RN). Na falta de outra opção ele "está na pista pra negócio".

Se Sarney for candidato algo ótimo para política brasileira poderia acontecer. Ele perder.

A oposição veta o nome de Sarney e estaria até disposta a apoiar o presidente interino Tião Viana para evitar a eleição do maranhense. Viana é um homem de consenso, de diálogo, com amizades tucanas. O PSDB poderia apoiá-lo e, junto à base de apoio do governo, elegê-lo. A aliança PT-PMDB sofreria uma crise, mas alguém aí acha que o PMDB viraria oposição? O fato é que haveria uma aproximação entre PT e PSDB. Pronto. A aliança PT-PSDB-PMDB começaria a se desenhar.

Pode ser só otimismo meu, mas torço para que Sarney seja candidato.

12.10.07

O teatro brasileiro ficou mais pobre

É um clichê, mas não deixa de ser verdade.

Com a morte de Paulo Autran a dramaturgia brasileira perdeu o maior ator de sua história.

Na cena abaixo, da novela "Sassaricando", Autran contracena com Carlos Zara, outro grande ator brasileiro já falecido.



Em cena antolôgica com Fernanda Montenegro na novela "Guerra dos Sexos".

Basta a manchete

Clique aqui

Nem perca tempo lendo o corpo da matéria.

Trepa no coqueiro

Renan, clique aqui e escute essa.

E ele acertou

Música de Ney Matogrosso cantada por jovens para... ha, você sabe para quem


11.10.07

Lei da gravidade em ação

De tão graves as denúncias começaram a fazer Renan cair.

Extremamente abatido o senador Renan Calheiros gravou um pronunciamento que foi exibido pela TV Senado na qual ele anuncia sua licença da presidência do Senado pelo prazo de 45 dias dizendo que não precisa do posto para se defender das acusações.

As coisas vão se acelerando e Renan cairá. Se muito manterá o mandato de senador. Muito pouco pra quem era presidente do Congresso Nacional, canal de diálogo entre o presidente Lula e o Senado, influente membro do jogo interno do PMDB e pré-candidato a vice-presidente da República em 2010.

Vitória do Oráculo.

Vitória também do PT, que no próximo mês e meio comandará as duas Casas do Congresso Nacional. O senador Tião Viana (PT-AC) assume como presidente interino do Senado.

Dada a largada da corrida pela presidência do PT

Foram formalizadas as chapas que concorrem à presidência do PT nos níveis nacional, estaduais, municipais e zonais.

Clique aqui para conhecer as nove chapas nacionais.

Logo depois de sair do seu 3º Congresso Nacional se reafirmando como partido de esquerda e socialista o PT volta as costas para bandeiras esquerdistas.

O próprio Zé Dirceu disse que depois da derrota da reforma política a prioridade do partido deveria ser a juventude. Pois bem. A chapa favorita para vencer a disputa, Construindo um Novo Brasil, que conta com o apoio do próprio Dirceu, não é composta por um único jovem para contar história.

O discurso petista fica cada dia mais bonito, as ações é que não mudam muito.

Poeta, meu poeta

Passado e Presente / Privativismo e Concessão

Passados tantos anos, entre oito e dez lembro-me dos grandes embates havidos entre o governo de então, representado pelo ministro Sérgio Mota e os partidos de oposição, capitaneados pelo PT. Uma verdadeira guerra de liminares que adentrava pela madrugada nas vésperas de cada leilão de privatização.

Era um interesse desmedido dos defensores das privatizações. Após alcançado o intento, muitas comemorações. Segundo os mais íntimos, era altíssimo o consumo do whisky. Tudo pelo bem do Brasil.

Disseminaram (quem?) um ideário no qual ser contra as privatizações era sinal de atraso. A mídia (ah! a mídia) se incumbiu de cumprir o seu papel em defesa dos mais abastados, classe da qual o senhor Daniel Dantas é o grande representante e um dos grandes beneficiários de todo esse processo.

Na atual conjuntura muito se tem discutido sobre privatização. Certamente que somos forçados a conceber que o Estado não existe para comprar e vender gêneros alimentícios (como o supermercado da COBAL, que existia na 511 Sul ou a rede SAB, do Governo do Distrito Federal, dentre outras).

As pessoas clarividentes, começariam pela seguinte questão: o que deve ser privatizado? No Distrito Federal, até os serviços funerários, digo o cemitério, foram privatizados. O que a população ganha com isso?

Na minha idéia, privatização sim, privativismo não. Ninguém é contra as privatizações. Não se discute a privatização; discute-se o processo adotado para se privatizar.

O atual governo se convenceu que a privatização pode ser uma coisa boa, se bem conduzida. Durante todo esse tempo queriam que o governo decidisse “com a faca no pescoço”. O processo de concessão (e não privatização) de alguns trechos de rodovias foi demorado, eu diria seriamente estudado.

As rodovias para as quais foi concedido o direito de cobrar pedágio, desde que bem conservadas, foram construídas com o nosso dinheiro, condôminos do Condomínio Brasil, portanto bem público. Se alguém se dispõe a conservar um bem que é nosso para que tenhamos melhor condição de tráfego, não devemos ser penalizados. Afinal, foram os impostos que nós pagamos ao longo de tanto tempo que permitiram a construção de tais rodovias.

Nasce dessa consciência o critério básico adotado no novo processo de concessão: o menor preço para os usuários. Simples, elementar.

Procede, então, a seguinte comparação: no governo anterior o custo da concessão para os usuários foi de R$ 0,12 por quilômetro, enquanto agora, decorridos mais de dez anos, o custo foi de R$ 0,02 por quilômetro. Atenção: cinco dos sete trechos licitados foram ganhos por empresa espanhola, por um custo seis vezes menor! E o empresariado brasileiro? Será que estava acostumado a ganhos estratosféricos?

Um comentarista do Sistema Globo, aliás um cineasta frustrado que antes mamava nas tetas da EMBRAFILME, dizia há alguns dias que o “lulismo” e os petistas não gostam do empresariado, porque os bolchevistas e leninistas eram e são contra o capital produtivo…”. Eu nunca vi tanta besteira dita por um intelectual, num discurso ultrapassado, do qual os ex-petistas, quando muito radicais, optaram por outro partido também mais radical, que não é o PT.

Às vezes fico pensando: gostar do empresariado, do progresso, é pagar seis vezes, 500% a mais pelo seu trabalho? Será que nós gostamos mais do empresariado espanhol do que do empresariado nacional?

Será que não está aí a diferença entre os processos de concessão do passado e do presente?


Newton Braga,
Professor de Economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)


10.10.07

A polêmica da privatização petista

Ontem ocorreu em São Paulo o leilão para a concessão de trechos de rodovias federais de seis estados. Este fato pode ser interpretado de duas maneiras: Primeiro, que o governo do PT rasgou o discurso e resolveu ressucitar a "privataria". Lula é igualzinho ao FHC, não bastasse herdar e continuar a politica econômica, agora também privatiza. É o início do Estado mínimo de esquerda no Brasil.

Por outro lado, e é neste que eu acredito, podemos entender o leilão de ontem de maneira diferente da venda dos ativos das estatais que ocorreu no governo FHC. Não vejo no governo Lula o viés ideológico neo liberal que moveu as privatizações tucanas. Em nenhum momento há a intenção do Estado abdicar do seu papel de indutor do crescimento e do desenvolvimento do país. A participação da iniciativa privada em setores da economia não pode, e nem deve, anular a ação do governo, pois em qualquer economia dinâmica há a parceria entre o capital privado e as políticas estatais. Assim é também o espírito do PAC, por exemplo.

Não bastasse essa diferença, se analisarmos apenas a concessão em si, a opção pelo leilão reverso e modicidade tarifária já valeriam a pena. O governo federal não queria com o leilão somente arrecadar recursos para o Estado, mas sim garantir serviços adequados a preço justo aos usuários. Fora o fato de que abrimos as discussões sobre os absurdos pedágios cobrados por determinadas concessionárias no país. O leilão foi considerado um sucesso apesar da descrença de alguns "entendidos formadores de opinião" de que o modelo de leilão proposto pelo governo estaria fadado ao fracasso pois nenhuma concessionária estaria disposta a cobrar um pedágio tão "pequeno". Tanto elas estavam, como o deságio médio foi de 45%.

Portanto, acredito que seja positiva a "polêmica" levantada. Ao contrário do que muitos dizem, que os dois partidos são iguais, eu me permito afirmar que ontem eles ressaltaram suas diferenças.


Patrícia Vasconcellos,
mestre em economia pela Universidade Federal Fluminense

A propósito da eminente queda de Renan

O Blog do Braga vem, em linhas editoriais, apoiar o nome do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal em nome da instituição.

Não dá mais para Renan continuar

Todos os dias penso que o clima no Senado Federal não poderia piorar, e todo dia ele piora.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) pode brigar o quanto quiser, mas vai cair. E tem mais que cair mesmo. Quem sabe assim ele abra a boca e diga tudo que sabe, entregue quem tem rabo presso com ele.

A sociedade ganharia duas vezes.

Ainda sobre privatizações


Ri sozinho quando avistei esta placa no Metrô de Brasília.

Eu quero conservar meu metrô. O governador violador de painel José Arruda é que não quer conservá-lo sendo meu.

Depois de nós, contribuintes brasilienses, pagarmos milhões em impostos para a construção do Metrô o que o governo quer fazer? Privatizá-lo. Colocá-lo nas mãos da iniciativa privada para ela lucrar em cima da necessidade de quem? De nós, contribuintes brasilienses.

Não é que a iniciativa privada não possa ter metrôs, trens-balas, rodovias. Deve ter sim. É só ir lá e construir, ora bolas.

Os neoliberais brasileiros não querem o "Estado mínimo". Eles querem um Estado servindo a eles, e só a eles.

O Estado deve ser presente, sim senhor. A serviço da sociedade e priorizando aqueles que mais precisam dele, os mais necessitados.

Por isto o Estado não deve ser reduzido ao máximo, pelo contrário, deve também crescer onde for necessário. E a área de transportes é emblemática.

Falou-se incessantemente em crise aérea neste últimos 12 meses, mas menos de 10% dos brasileiros utilizam-se do sistema aéreo. Muito mais grave é o apagão terrestre.

O trabalhador brasileiro sofre nas grandes cidades com a situação caótica do transporte urbano com ônibus velhos, em baixa quantidade, sem condições de utilização por deficientes, sujos, sem manutenção, atrasados, que muitas vezes quebram no meio do caminho e com passagens absurdamente caras. Por que tudo isso? Por causa deste capitalismo selvagem. Porque toda empresa pensa como a TAM: Nada substitui o lucro. O objetivo é nenhum, senão a otimização dos lucros. Custe o que custar.

O prefácio do livro "Privatização das Telecomunicações" (Editora Notrya\ 1993) de Gaspar Vianna foi escrito por Barbosa Lima Sobrinho e lá ele diz:

“O que distingue as duas empresas (privada e estatal) é o objetivo que as separa. Para que se funda uma empresa comercial? Qual seu objetivo essencial, senão a obtenção do lucro máximo que possa conquistar? (...) (A empresa comercial) Poderia valer-se de todos os processos para chegar a esse resultado, contornando os obstáculos da legislação em vigor. Nem teria que dar satisfações a quem quer que fosse, livre da vigilância de um noticiário que não chega a interessar ao grande público. (...)

Já a empresa estatal é como se trabalhasse por detrás de uma vitrine, sob severa vigilância da própria imprensa. (...) Veja-se o destino, por exemplo, da Petrobrás. Parece até que dispõe de espaço cativo na imprensa a serviço da benemerência das empresas privadas. Quando, na verdade, sua principal finalidade não é o lucro, mas o serviço do povo. Se os seus déficits podem ser compensados pela utilidade social, não há motivos para censuras ou para desprestígio. Como acontece com uma empresa ferroviária que estende suas linhas a lugares pouco habitados, que poderão proporcionar possibilidades futuras de lucro, trabalhando pelo progresso de regiões, que possam trazer benefícios e vantagens mais adiante."

Barbosa Lima Sobrinho era simplesmente brilhante e expõe com extrema sabedoria os maiores motivos para se combater o neoliberalismo. Assim o sendo, o Estado não deve deixar o transporte urbano só nas mãos da iniciativa privada. Pegue-se o exemplo do Distrito Federal. Somos reféns de homens como Valmir Amaral e Wagner Canhedo.

Se o caminho não é a estatização das empresas privadas do setor, e acredito que não seja mesmo, devem-se, no mínimo, serem criadas viações estatais que não se preocupem com o lucro. Que trabalhem com o compromisso de servir à sociedade com ônibus que permitam a utilização do serviço por deficientes, que tenham passagens mais baratas, suficientes para manter a empresa, mas menores do que aquelas que se propõem a lucrar.

A idéia de aumentar o Estado parece ser coisa de comunista, mas não é. O transporte público (e lá é público mesmo) em Washington, capital do país mais capitalista que pode haver, é estatal.

Em linhas editoriais o Blog do Braga defende a estatização do transporte urbano em defesa dos interesses dos trabalhadores, e não dos grandes empresários.

Obs: Todas as fotos deste post foram tiradas em Brasília.


update 10 de outubro, 15:54: "75% dos paulistanos deixariam carro em casa"

Vence "Renovação e Transparência"

Foi eleito presidente do Sport Club Corinthians Paulista o líder da oposição Andrés Sanches.


Frase logo depois da vitória: "As coisas estão negras e nós temos que trabalhar para ficarem brancas".


Não é por nada não, mas tem que trabalhar para as coisas ficarem mais negras. Quem joga bem neste time é só o Filipe, o Betão e o Zelão.

9.10.07

Me divirto com a política neste país

O governo Lula colocou nas mãos da iniciativa privada, em grande maioria estangeira, o filé mignon das rodovias brasileiras.

Os principais trechos das rodovias das regiões sudeste e sul (as mais lucrativas) foram PRIVATIZADAS pelo governo que é certo, e não duvidoso.


O que diz o portal do Partidos dos Trabalhadores (PT), partido do presidente, partido que sempre lutou contra o neo liberalismo e qualquer tipo de privatização?


Manchete: "CUT e PT se mobilizam contra nova onda de privatização tucana em SP".

Isto é, privatização petista pode, tucana não.

A demissão do gerúndio: um factóide do cerrado

Eles estão nervosos

Da coluna Zapping da FolhaOnline:


"Depois de criticar a Globo, dizendo que não divulgaram direito sua novela, o autor de "Duas Caras" continua com a língua afiada. Em seu blog, Aguinaldo Silva questiona números do Ibope: "Desde o terço final de 'Páginas da Vida', de cada cem televisores da Grande São Paulo, 36 ficam desligados qualquer que seja o horário. Mistério total. Trata-se de um fenômeno que devia ser investigado. O que essa gente está fazendo? Vendo filme pirata, no orkut, no gatonet, no gatovelox?... Tem algo errado com os telespectadores brasileiros, que até pouco tempo eram tão fanáticos pelo que a TV lhes mostrava (grifo meu). O que é? Não sou eu quem vai descobrir, não tenho tempo de fazer isso agora, porque estou escrevendo a novela"."

Ora bolas, pelo contrário. Tinha algo de errado com o telespectador brasileiro, que hoje assiste mesmo televisão e menos Rede Globo.



Mais abaixo, na mesma coluna da FolhaOnline, podemos ler:

"O "Fantástico" não consegue mais chegar aos 30 pontos no Ibope, média que dava no ano passado. Neste domingo, ficou com 24. Não adiantou nem a Globo tentar popularizar o programa."

O Império está ruindo.

8.10.07

O negócio dele é jornalismo mesmo

O maior blogueiro do Brasil, Ricardo Noblat, entende tudo de jornalismo, mas muito pouco de política.

Disse hoje no seu famoso espaço na internet o seguinte: "Ou vale para todos os mandatos ou não vale para nenhum" (cadastre-se para ler).

Ora, nas eleições proporcionais (deputados e vereadores) os eleitores votam nos partidos, ou nas coligações, e os mais bem votados, respeitando-se a proporcionalidade são eleitos. Daí a lógica destes mandatos não pertencerem aos políticos e sim aos partidos. Nas eleições majoritárias (presidente, governadores, prefeitos e senadores) quem tem mais votos é eleito, independentemente do partido.

Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extender sua fidelidade partidária para estes últimos cargos irá mais longe ainda na sua saga legislativa. Mais um passo rumo à falência das instituições.

Há 40 anos

Hoje completa-se 40 anos da morte do guerrilheiro e líder esquerdista Ernesto Che Guevara.





"Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas!

(Che)

Sérgio Mallandro será candidato

Entre outras celebridades o apresentador Sérgio Mallandro será candidato a vereador de São Paulo pelo PTB.




Grande coisa. O Renan Mallandro está há muito mais tempo na política.

Macedo, herói ou vilão?

Muito bonito o bispo Edir Macedo querer se transvestir de herói da moralidade e da democratização da informação no Brasil.


Para saber um pouco sobre o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono de Rede Record:

7.10.07

Tereza não está de brincadeira

Em conversa com o Blog do Braga a jornalista Tereza Cruvinel reafirmou seu compromisso com o bom jornalismo.

Tereza presidirá a TV Brasil e a jornalista Helena Chagas será a responsável pelo jornalismo do canal. Tive o prazer de vez ou outra participar de conversas, entrevistas ou coberturas com elas duas no Congresso e falando sobre a dupla Cruvinel foi firme: "Não jogaríamos por água abaixo nossas carreiras para fazer isto que muitas gente anda falando, um canal para falar bem do Lula, fazer propaganda do governo. Vamos unir em uma só rede os canais públicos que estão separados Brasil a fora e um jornalismo com qualidade como há em vários países da Europa."


A conversa foi apenas informal. A indicação ainda não foi oficializada. A MP (sempre MP) que criará a TV Brasil deverá ficar pronta lá pela quarta-feira. Tereza promete uma exclusiva a nós assim que isto acontecer.

Sobre o fim de semana esportivo

A sensação da Fórmula 1 Lewis Hamilton errou. Saiu do Grande Prêmio da China cometendo seu maior erro da temporada e pode lhe custar o título.

Hamilton ainda lidera, mas a decisão da temporada ficará para a última corrida, em Interlagos. Matematicamente, Alonso e Raikkonem podem passar o inglês. Massa correrá em casa. A corrida promete ser ótima.



No campeonato brasileiro o líder São Paulo enfretará o sempre em crise Corinthians. Pela primeira vez na minha vida torcerei pelo clube do Parque São Jorge, mas torcerei para o Timão vencer por 1x0 com gol de Vampeta driblando Rogério Ceni.

É, não gosto do São Paulo.

6.10.07

PMDB do B é o do Renan

A bancada do PMDB no Senado Federal é liderada pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Eufenicamente, um homem limitado. Em vários sentidos.

Este senhor, aliado de primeira hora do presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL), expulsou os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a mais importante do Senado.

Jarbas e Simon são independentes demais. Honram seus compromissos com seus eleitores, com seus estados, com o país, e não com Renan Calheiros. Jarbas é um homem respeitado por muitos, Simon por todos. Não mereciam esta humilhação. Foram tirados para a inclusão dos senadores Paulo Duque (PMDB-RJ) e Almeida Lima (PMDB-SE). Aliados de Renan.

Esta atitude é a cara do PMDB renanzista, o PMDB de José Sarney, que presidiu o PDS, o PMDB de Raupp, de Ney Suassuna, de Almeida Lima, enfim, o verdadeiro PMDB do B. B de osta. É o PMDB que representa o que há de pior da política brasileira. Muito diferente do velho MDB autêntico de guerra. O MDB de Tancredo, Ulysses, Ramez Tebet, Teotônio e tanto outros bravos defensores da democracia e da moralidade política.

O gaúcho e o pernambucano não têm espaço neste PMDB. Ainda bem.

5.10.07

Posso ser bem sincero?

A torcida do Flamengo me emocionou ontem.

O Maracanã lotado para assistir o mandante na 12ª posição da tabela foi bonito.

A torcida foi o craque da partida, foi ela quem levou o Flamengo à heróica vitória sobre o líder São Paulo.

Estão de parabéns. Inclusive o São Paulo, que será o primeiro penta-campeão brasileiro.

Sobre o julgamento do Supremo

Ninguém duvida que a fidelidade partidária seja importante para a saúde moral da vida política brasileira, mas não é nisso que o Supremo deve se basear quando faz seus julgamentos. Ele deve interpretar a Constituição Federal (que hoje completa 19 anos) e as leis.

O que diz a Constituição? Transcrevo os artigos 54º e 55º:




"Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;

II - desde a posse:

a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;

b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a";

c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a";

d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.



Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;

IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;

VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º"



Não há, senhores, nada na Constituição que diga que o parlamentar deve perder o mandato em caso de infidelidade partidária. Pelo contrário. Estão previstos, em caráter restritivo, os casos nos quais isto deve acontecer e nada é dito sobre a troca de partidos.

Se a perda de mandato por troca de partido está prevista, e está mesmo, em outras linhas legais, estas não têm base constitucional, e, portanto, para elas terem validade legal o Congresso Nacional (que é quem deveria legislar) deveria criar uma Emenda Constitucional dando base na carta magna para a fidelidade partidária.

Julgar de acordo com o que opinião publicada quer é julgar com a faca no pescoço.

Berzoini volta atrás

A "Folha de S. Paulo" de hoje noticia que o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, teria reconsiderado sua decisão de não se candidatar à reeleição e terá o apoio do presidente Lula na disputa.

Ainda não confirmei a informação, mas não acredito que a Folha publicaria isto à toa.

Algumas ponderações:

  • Não acredito que a refugada de Berzoini fosse só cena. Acredito, ou quero acreditar, que ele não usaria o filho e toda a família para uma jogada política;
  • Marco Aurélio Garcia sai desgastado. Quando Berzoini se colocou fora da disputa ele pôs-se a disposição. Toda a corrente (Construindo um Novo Brasil) continuou pedindo por Ricardo Berzoini e ele acabou atendendo aos pedidos.
  • A idéia de uma chapa-ampliada vai por água abaixo. Se o candidato fosse o professor Marco Aurélio Garcia unir-se-ia (terceira mesóclise da história do blog, ando abusando) o CNB e o grupo “Mensagem ao Partido”, que gravita em torno do ministro Tarso Genro. Sendo Berzoini o candidato, a disputa promete ser dura. O PT se engalfinhará como sempre.

4.10.07

E a mídia brasileira é...

Segundo vocês, leitores do Blog do Braga, a mídia brasileira é conservadora e golpista.

Resultado:


Conservadora e golpista: 72%

Conservadora: 16%

Neutra: 1%

Esquerdista: 5%

Esquerdista e chapa-branca: 3%



A nova enquete é sobre a CPMF. Votem.

3.10.07

O Senado legisla pensando no presente

E não estou falando da rejeição da criação da Secretaria de Longo Prazo, não.

A aprovação na CCJ da Casa Alta do Congresso da proposta que afasta da mesa diretora ou da presidência de comissões senadores que tiverem processos no Conselho de ética é simplesmente absurda.

A oposição propôs e a base não quis ir contra o supostamente correto politicamente (o voto ali é aberto).

Tudo isso pensando na situação que se vive hoje. Querendo que Renan Calheiros (PMDB-AL) deixe a presidência do Senado.

O Oráculo (a imprensa) tem todo a partir disso.

Se a "Folha de S. Paulo", a "Veja", este blog ou a Rede Globo não gostar do presidente do Senado, seja ele quem for, derrubamos ele quando quisermos. Inventamos uma acusação (qualquer caso com fatos reais não é pura coincidência), o Psol pede abertura de processo do Conselho de Ética e ele é forçado a deixar o cargo até o processo acabar.

Isso vai dar merda.




Falando nisso...

O Senado também aprovou a indicação de Luiz Antônio Pagor para o Dnit.

Estou avisando: Vai dar merda.

Não é assim...

"Solteira, Manuela d'Ávila garante: 'I’m happy'

Apontada como musa do Congresso, ela admite que terminou um relacionamento.
A jovem deputada gaúcha jura que está feliz e sem pretendentes."


Opa! Sem pretendentes não, Manuela.

Olha eu aqui! ;)

Explicação

Conselheiro de Dunga: Celso Roth.


Tudo começa a fazer sentido.

Mais um vídeo de Rafinha Bastos

1.10.07

E não é que choveu mesmo

Depois da garoa da manhã a tarde foi cheia de nuvens no céu e de esperança de chuva.

Durante a noite, finalmente, choveu. Mas choveu mesmo. Com aquele cheirinho de terra molhada que deixa o bobo cheio de lirismo e tudo.

Esta primeira chuva geralmente é perigosa. O asfalto está cheio de óleo e outras substâncias que deixam a pista ainda mais lisa. Nestas primeiras semanas de chuva toda prudência é aconselhável.

Violador de painel, novo piadista

Saiu no g1, portal de notícias da Globo:

Governador do DF 'demite o gerúndio'

Que coisa de política de interior!

O gerúndio é para ser usado quando deve ser usado, ora bolas!

O gerundismo dói meus ouvidos, mas não tem o menor cabimento um governador "demitir" um tempo verbal.

O violador de painel deveria gastar seu tempo trabalhando para cumprir suas promessas de campanha.

Chegou uma multa aqui em casa de um dos pardais que o distinto governador prometeu tirar das vias do DF.

Quantas escolas do DF estão com dentistas para atender as crianças?

Além de demitir funcionários e tempos verbais o que Arruda gosta de fazer é agradar a classe média. E quanto mais alta melhor.

No lugar dos prédios que foram emplodidos serão construídos shoppings. Valorização (mais ainda) dos terrenos do Lago Norte.

Enquanto isso. Olhem a caótica situação da saúde e da educação. E o que ele faz? Diz que os professores daqui já ganham bem (¬¬) e promete privatizar a saúde pública. Nem Roberto Campos iria a tanto!

No meio desta ilha de fantasia que é Brasília também há um pouco, e nem é tão pouco assim, de Brasil real. Arruda é que não quer ver.


Ainda sobre o tema.

Finalmente chove em Brasília

Tá bom. Não foi bem uma chuva, mas foi um sereno.

Tá bom. Não foi exatamente um sereno, mas uma garoa.

Para quem está há tanto tempo nesta seca já é uma evolução.