31.7.07

Nova indicação

A blogosfera fica mais divertida a cada dia.

Dia desses a Lúcia Hippolito lançou seu blog, depois o deputado estadual Raul Pont (PT-RS), depois descobri o blog do ex-governador Lúcio Alcântara e agora, não satisfeito, me deparo com o blog do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT).

Indico todos.

Primeiro sinal da renúncia

O (ex-)governador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) negou a possibilidade de renunciar ao cargo. Como todo mundo que acaba renunciando.

Disse ainda que irá apelar da decisão do TRE-PB de cassar seu mandato.

E continuam a noticiar o caso com fotos do governador ao lado do presidente Lula. Oh imprensazinha!

George Clooney descarta ser ladrão novamente

(Alguns parlamentares não)

O ator principal da série negou que haverá um novo filme com mais um homem e mais outro segredo.

A morte e a morte de Antônio Carlos Magalhães

Serra, o co-presidente

Que anomalia!

Temos, senhores, dois presidente nesta República.

Um é o Lula. O ex-metalúrgico que veio do nordeste num pau-de-arara e ascendeu politicamente pelo sindicalismo. Ele gosta do Hugo Chávez, gosta do George W. Bush, gosta do Zé Dirceu, gosta do Tarso Genro, gosta do Nelson Jobim, gosta do José Sarney, deve gostar até do Galvão Bueno.

Lula é apaixonado por agradar as pessoas. Ele tenta agradar até quem jamais vai tolerá-lo, como a Globo.

O outro é o co-presidente José Serra. Nas horas vagas ele curte dar uma de governador de São Paulo, mas a co-presidência da República não lhe dá muita folga.

Lula falou que São Paulo deveria ter um terceiro aeroporto. Serra falou que não, que bastava uma terceira pista para Congonhas, aeroporto no meio da maior cidade do Brasil, numa área super povoada, com altos prédios por perto, histórico de acidente e, há até pouco tempo atrás, com um posto de gasolina, senhores, um posto de gasolina logo ao lado da cabeceira da pista, mas este já foi destruido com um certo acidente que ocorreu po ali há algumas semanas.

Não entendo nada de aeroportos. É verdade. Desde que me entendo por gente vivo na ponte aérea Brasília-São Luís, de onde sigo viagem para Chapadinha, mas meu conhecimento é só de fazer check-in, despachar as bagagens e entrar no avião. Quando muito comer alguma coisa, comprar alguma revista, coisa e tal. O fato é que não sei se São Paulo precisa de um terceiro aeroporto ou se basta uma terceira pista a Congonhas. O que sei, e isto podem escrever aí, é que vão acabar fazendo a tal terceira pista.

Quem viver verá!

Cunha Lima cassado

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) na noite desta segunda-feira.

Acusado de ter usado um programa social para intervir no resultado da eleição do ano passado, na qual foi reeleito, o governador ficará inelegível até 2009 e terá de pagar uma multa de R$ 100 mil.

Assumirá a chefia do poder executivo paraibano o segundo colocado nas eleições, ex-governador e atual senador José Maranhão (PMDB-PB).

Não sei se acusação realmente procede. Se a justiça diz que sim, que assim seja feito.

Agora, me vem o tal do portal G1, da Globo, e publica a matéria com a foto mostrada abaixo. O (ex-)governador ao lado do presidente Lula. Ora, o cara é até do PSDB e eles, mesmo assim, querem ligar sua imagem à do Lula.

A cada dia canso mais dessa imprensa brasileira.

30.7.07

Enquete no ConversAfiada

Enquete no site ConversAfiada, o blog do jornalista Paulo Henrique Amorim:



Tá bom que ele é fã do presidente Lula, mas não precisava errar no português também.

Memórias de um Pan

Sim queridos amigos, o Pan (e circo) acabou!

Já estava cansado. Na verdade, antes de começar já estava em overdose de pan.

O discurso do presidente da Odepa, Mario Vázquez Raña, na cerimônia de encerramento ficou marcado pela chuva de "oooooooooiiiii" por causa de uma confusão lingüística do espanhol com o português e mais uma vez as vaias. Não ao mexicano, mas quando agradeceu ao apoio do presidente Lula, do governador Sérgio Cabral Filho e do prefeito César Maia aos jogos o público vaiou os três(o governador um pouco menos). De qualquer forma foi outro papelão. Vaias ao governador e ao prefeito são praticamente tão ridículas quanto ao presidente.

Mas não vou gastar meu latim com isso.

O que achei bacana foi a comemoração da seleção de basquete já neste último dia de competições. Além de darem um "peixinho" na quadra, como a seleção de vôlei, fizeram a "dança do siri", famosa graças ao programa Pânico na TV.

Mas este Pan ficará na minha memória por dois motivos:

1º A farra com o dinheiro público. Já seria absurdo simplesmente a construção destes elefantes brancos que são as instalações esportivas usadas nos jogos, mas a diferença do projeto inicial para o gasto final ter ficado por volta de 800% é revoltante (se ainda conseguirmos nos revoltar com alguma coisa). O custo ficou na casa dos R$ 3,7 bilhões. Não vou nem apelar para o jornalismo marrom que diria: "Daria para construir não sei quantas casas populares, daria para comprar não sei quantos carros populares, daria pra isso, daria pra aquilo." A gente sabe pra que deu. Farra das empreiteiras.

O Blog do Braga aprofundará esta tema. Esperem.

O segundo motivo foi a música cantada pela torcida nos principais jogos. "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, e muito amor".

E nada! Só sabem ser brasileiros com orgulho na hora das competições esportivas! Como na Copa do Mundo que o país se veste de verde e amarelo, pendura bandeiras para todo lado e depois tira tudo, independentemente do resultado.

Parece não haver mais patriotismo neste país. Quanto fiquei (e sempre fico) em posição de respeito a cada execução do hino nacional as pessoas me olhavam como um ser de outro planeta, talvez de um outro tempo.

Sem falar no bando de voluntários que estiveram a posto para ajudar na realização do evento. Cadê os voluntários para ajudarem na reforma de um escola pública num bairro pobre?

As vezes desanimo, mas sigo acreditando. Não sei se por esperança ou por pura teimosia.

29.7.07

Abriram o portão

Não sei o que dizer

Matéria da Veja

A matéria da revista (ou folhetim de oposição) Veja sobre o acidente da TAM é bastante elucidante e se viesse de uma veículo com mais (ou alguma) credibilidade seria impactante nas investigações. Porém, é tudo ali muito precipitado, como tudo que esta revista publica.


Na mesma edição o colunista Zé Graça publica um texto o título: "Quando é que derrubaremos Lula?". E o cara ainda acusa o presidente de golpismo.

27.7.07

Texto de Juca Kfouri

Relaxa, top top top, e goza. É ouro!

"Impressiona como o país cada vez mais se acostuma a fingir e a viver, e a morrer, das próprias mentiras

PEGUE-SE QUALQUER exemplo, mas fiquemos com os mais recentes.

No esporte, para começar.

O milésimo de Romário é um bom caso.

O Pan-2007, outro.

Ora, todos sabemos que o Baixinho, fabuloso, maior jogador que uma grande área já viu, criou um objetivo para ele mesmo e todos entraram na festa. Viva!

Mentira inofensiva. Mas mentira. Mentirinha, digamos.

Com o Pan é mais grave, pelo uso do dinheiro público sem a menor cerimônia, um dinheiro que os passageiros que cruzam o país pelos ares agradeceriam se o vissem mais bem gasto.

E aí a falsidade é grave, porque mata.

Em torno do Pan, a omissão é medalha de diamantes.

Thiago Pereira, que é um nadador digno de todo respeito e não tem a menor culpa do que se omite, é tratado como quem superou Mark Spitz.

E, friamente, é verdade.

Mas meia verdade, muitas vezes pior que a mentira pura, por mais difícil de ser desmascarada.

Ora, Spitz, ao ganhar cinco ouros no Pan de Winnipeg, em 1967, simplesmente bateu três recordes mundiais, como bateu outros sete ao ganhar mais sete medalhas de ouro em Munique, nos Jogos Olímpicos de 1972.

Compará-lo a Pereira não honra nenhum dos dois.

Fiquemos por aqui, para falar do que é mais chocante, porque sempre com a cumplicidade da mídia.

A tragédia da TAM, que obscureceu o Pan, é rica em ensinamentos.

Começou não é de hoje, com o escândalo do Sivam, no governo anterior, e continuou impávida e colossal de lá para cá.

Uma frase debochada e ultrajante da ministra do Turismo, um gesto raivoso e moralmente pornográfico do assessor presidencial, um pronunciamento vazio e perplexo do presidente que nunca havia visto uma sucessão de acontecimentos tão caóticos nos aeroportos nacionais e pronto!

Tudo continua como antes, a não ser, é claro, para quem morreu e para quem ficou por aqui, na saudade.

Ora, nem Romário é um artilheiro comparável a Pelé nem Pereira é o novo Spitz nem este governo é mais ou menos culpado que o anterior.

Somos todos responsáveis, ou quase todos, que continuamos a voar como voamos, a votar como votamos, a festejar como festejamos e a reclamar mais dos que são rigorosos do que daqueles que são complacentes.

Dar ao Pan-2007 sua verdadeira dimensão é, para muitos, sintoma ou de bairrismo ou de mau humor.

E a crise aérea vira exploração política.

Mas o que se vê na TV no Pan, e o que se viu e ainda se verá na TV sobre o avião da TAM, é de dar vergonha de como se faz jornalismo/sensacionalismo no Brasil.

O ufanismo sem limites e a demagogia sentimentalóide não nos levarão a lugar algum, a não ser neste em que estamos, do caos, da falta de perspectiva e da acomodação cúmplice e criminosa.

Os resultados superdimensionados do Pan-2007 inevitavelmente se inevitavelmente se transformarão em frustração quando Pequim chegar, no ano que vem.

Ou alguém acredita mesmo que o Brasil superou o Canadá, que é mais saudável e pratica mais esporte que o país norte-americano?

Brasileiro com muito orgulho?

Quadro de medalhas: 200 mortos."

Juca Kfouri,
Comentárista esportivo

E disse Lúcio

Bom texto no blog do ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara.

Agora sim

Segundo o portal G1, da Globo, o presidente Lula foi alvo de novas vaias. Desta vez no nordeste, onde sua popularidade é ainda mais alta do que no Rio de Janeiro.

Agora sim. Não sendo em eventos internacionais vamos vaiar o presidente Lula. Vamos aplaudir o presidente Lula. Vamos nos manifestar. E melhor do que ser um bando de analfabetos políticos.

E se os manifestantes forem claques como aconteceu no Rio? Não tem problema. Faz parte do jogo político.

Vaia o representante maior do povo numa cerimônia internacional é que não dá!

25.7.07

Mais um ministério do PMDB

Nelson Jobim decidiu fazer as pazes de vez com o presidente Lula e aceitou o convite para assumir o abacaxi, digo, o ministério da Defesa substituindo Waldir Pires.

Para um renomado advogado, consituinte atuante, parlamentar decisivo no processo de cassação do presidente Collor, ex-ministro da Justiça e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal assumir este ministério é nada biograficamente. Há mais por trás disso.

Para não passar despercebido

O noticiário da semana que passou voltou-se quase que totalmente para a tragédia ocorrida no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Por conta disso, passou despercebido que o COPOM – Comitê de Política Monetária, reduziu em 0,5% a taxa de juros nominal da economia brasileira, do que resulta uma taxa real inferior a 7%; passou despercebido também que o mercado que sinalizava um crescimento do PIB em torno de 4%, aumentou a expectativa para 4,39% na semana passada e para 4,5% no último relatório do dia 23/07.

Posso estar sendo chato, mas os comentaristas não abriram espaço (e com muita razão) para dizer que o Índice Bovespa bateu um novo recorde, superando os 58.000 pontos, que o saldo da balança comercial esperado evoluiu para US$ 43,55 bilhões e que o dólar alcançou o patamar de R$ 1,85.

Para utilizar uma expressão da moda, pode-se dizer que a economia brasileira está “bombando”.

Por falar nisso, o Guido Mantega é mesmo uma cara de azar. Traduziram as suas palavras de acordo com a conveniência do tradutor. Tem algo a ver prosperidade com o “caos aéreo”?

O Ministro poderia ter se expressado (e todos os economistas sabem disso) da seguinte forma: serviços de transporte aéreo são classificados como um bem normal , ou seja aquele grupo de bens para os quais um aumento de renda resulta em aumento da demanda. Se a renda média do brasileiro aumentou, logicamente, as pessoas, no geral, passaram a viajar mais de avião e se as empresas não estão preparadas para atender essa demanda adicional, vira um caos, no curto prazo.

Não vamos confundir: prosperidade pode não rimar com crise aérea, mas renda pode rimar com aumento de demanda. No entanto, na crise não podemos relaxar, senão gozam com a nossa cara.


Newton Braga,
Professor de Economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

24.7.07

Reforma política, de uma vez por todas

Em linhas editoriais o Blog do Braga vem se posicionar em relação ao tema que sempre é falado, comentado, discutido, mas nunca sai do papel (em grande parte graças a Deus).

O jornalista Fernando Rodrigues chega a se declarar contra a reforma política. "Vão conseguir piorar algo que já é muito ruim", disse ao Blog. Não é para tanto, mas de fato há idéias das mais absurdas, inclusive entre os jornalistas, que nascem sob o manto da dita reforma. Pois bem, vamos por partes:

Fidelidade Partidária: A proposta de proibir quem troca de partido de se candidatar na eleição seguinte não tem razão de ser. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), articulista deste Blog, saiu do PT e logo depois se candidatou a presidente da República para levantar a bandeira da educação. Nada o desabona. O "senhor da ética" na Câmara dos Deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) saiu do PT, se candidatou à reeleição e foi campeão de votos no seu estado.

A proposta de fidelidade partidária benéfica e necessária é aquela que diz que o político investido em mandato, no mínimo os proporcionais (deputados e vereadores), o perde caso deixe o partido pelo qual se elegeu. O TSE fez uma interpretação da lei que diz isso, e a lei dos partidos políticos fala isto mesmo, mas não há base na Constituição Federal. É necessária uma emenda constitucional para validar este mecanismo.


Listas pré-ordenadas: Um engodo sem tamanho. Levante a mão quem confia no diretório estadual do PTB de Alagoas para definir uma lista pré-ordenada para a eleição de deputados. Este Blog não. Seria uma vitória do caciquismo e a impossibilidade da renovação na política. Os defensores da proposta dizem que a campanha se daria em torno que questões programáticas dos partidos. Ou vivem no mundo da Lua, ou só falam pensando que a proposta beneficiaria eles mesmo. As discussões desta proposta mostram como é um mundo político hoje. O PSDB virou ferrenho crítico porque beneficiaria os partidos que tem "marca" e ninguém tem mais marca do que o PT. Este, por outro lado, defende a proposta exatamente por isso. Elegeria mais deputados.

Financiamento público das campanhas: O financiamento privado é a legalização da compra de mandatos. Vamos deixar de hipocrisia! Por que um empreiteiro doaria dinheiro para a campanha de um deputado, de um governador? Para ele defender os interesses da sua empreiteira, ora! O financiamento privado só faz políticos de "rabo-preso" e abuso do poder econômico.

O financiamento privado, no muito, só poderia ser aceito se fosse feito por pessoa física, nos termos da lei (10% da renda bruta auferida no exercício anterior, limitado a R$5.000,00),

Clausura de barreira: Ou de desempenho, como queiram. Medida positiva, mas menos necessária do que dizem.

Coligações proporcionais: Devem ser extintas! É inclusive mais importante do que a clausura de desempenho.

Voto distrital ou distrital misto: Tolice. Deve ser respeitada a proporcionalidade e, para isto mesmo, deve ser diminuído o limite mínimo de deputados federais por unidade da federação de 8 para 6 e o limite máximo deve ser aumentado de 70 para 80.

Reeleição: Nunca foi uma boa idéia. Só s instituíram para o então presidente Fernando Henrique Cardoso continuar no cargo evitando a eleição do então radical Lula. A melhor saída é, e sempre foi, não haver este instrumento e aumentarem os mandatos executivos, e só os executivos, para seis anos.

Senado: Há muita coisa envolvendo o Senado. Depois farei uma post só sobre a Casa alta do Congresso.

Orçamento: Discuti-se incluir no pacote da reforma política alterações na forma de se fazer o Orçamento Geral da União. Uma coisa é certa: Da forma que está não pode continuar.

Parlamentarismo: Mais uma vez: Não cola.

Acabar com o horário eleitoral: Nem pensar!

Restrição à divulgação de pesquisas eleitorais: Seria bom. Elas são hoje mais um instrumento do abuso do poder econômico. Basta lembrar que na véspera da eleição para governador do DF as pesquisas mostravam Arruda com 60%, Maria Abadia 22% e Arlete Sampaio com 10%, abertas as urnas o resultado foi Arruda 50,03%, Maria Abadia 22% e Arlete Sampaio 20%. Não foi a toa. Esta proposta, porém, seria inconstitucional. Feriria o direito a informação.

Diminuir o número de parlamentares: Jogar para a platéia. O problema não está na quantidade, mas sim na qualidade dos parlamentares.

Coincidência de eleições: Besteira.

Fim do voto secreto: O cidadão comum tem que ter o direito sagrado de votar secretamente, o parlamentar, mero representante popular, não.

Fim do foro privilegiado
: O ministro Tarso Genro diz que ele tem vantagens e desvantagens, mas já está claro que no Brasil o foro privilegiado só gera impunidade.

Salvação pela renúncia: O parlamentar acusado que renunciar ao cargo não tem porque ter o processo arquivado. Ele deve continuar e, se for o caso, cassar os direito políticos do acusado.

Voto facultativo: O voto deve ser um direito e não uma obrigação.

23.7.07

Por que se calam, senadores do Partido dos Trabalhadores?

A todos os senadores do Partido dos Trabalhadores:
Por que não responderam às acusações levianas do senador Pedro Simon no Bom Dia Brasil?
Por que não apoiaram o ministro Marco Aurélio Garcia para que ele não tivesse de pedir desculpas?
Por que se calam, senadores?
O PSDB nunca pede desculpas.
O PSDB não perde tempo.
Quando é que vamos encarar a mídia golpista?
Quando for tarde demais?
Quando derrubarem o presidente Lula, eleito e reeleito com nosso voto democrático, com sangue, suor e lágrimas da militância petista?
Ou quando inviabilizarem o nosso sucessor, seja quem for?
Não tenho mais argumentos para defendê-los, para explicar a sua inércia, o seu silêncio, senadores. E no futuro não terei como defender suas campanhas.
No ponto em que chegamos só me resta concluir que a mudez dos senhores parlamentares se deve à covardia, talvez ao medo das Organizações Globo, ou então à subserviência ao oligopólio de toda a mídia golpista e das bancadas da mídia no Congresso, da qual alguns fazem parte.
Não quero explicações.
Quero que honrem o meu empenho e o meu voto, junto com o voto de quase 60 milhões de brasileiros que elegeram Lula, e que defendam o nosso governo dessa mídia golpista e falaciosa, pondo os pingos nos iii em seus microfones na tribuna, nas redes de TV e de radiodifusão.
Quero vê-los e ouvir suas vozes ecoando as vozes e a revolta de toda a militância do partido ao qual devem fidelidade e seus mandatos.

Alyda Christina Sauer,
Núcleo Rio Para Todos - Rio de Janeiro

21.7.07

Mandamento número 1 da TAM

Nada substitui o lucro

Me convençam

que os gestos de Marco Aurélio Garcia foram piores do que a piada de Gilberto Kassab sobre a tragédia do metrô de São Paulo, esta sim sob responsabilidade do governo estadual?



O que o povo de São Paulo tinha na cabeça quando o elegeu prefeito? Ah, é verdade. Eles elegeram o Serra prefeito, mas mesmo prometendo cumprir os quatro anos de mandato ele saiu para ser governador. Vale lembrar:

Que mané IPT o que!?

Quem precisa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) quando temos o Reinaldo Azevedo? Ele entende muito mais do assunto, é claro!

o.O

A propósito de Brizola e TV Globo



Simplesmente lindo!

Vão-se os coroneís ficam os conselhos

Conselho de ACM ao presidente Lula:

"Quem ganha com diferença de 20 milhões de votos não deve se submeter a ninguém para escolher os ministros"

Aos 79 anos, morre ACM

O ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito de Salvador, ex-governador da Bahia por três vezes, ex-presidente do Senado Federal por duas vezes, ex-ministros da Comunicações, ex-manda-chuva do governo FHC, ex-dono da Bahia e senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) faleceu nesta sexta-feira vítima de falência múltipla dos órgãos.

Deixo as condolências deste Blog aos familiares de ACM. Não sei se pela gentileza com que sempre me tratou nas poucas oportunidades que tive de estar com ele , mas a tristeza me bate como se tivesse um colega próximo.

Quando o encontrei pela primeira vez já cheguei dizendo: "Prazer senador. Meu nome é Luiz Eduardo, como seu filho, quem muito admirava". Pronto. Ganhei o velho. Nunca negou um pedido do Blog por uma informação.

ACM era o símbolo da modernização do atraso. Fazia política "com o chicote em uma mão e o dinheiro na outra", como ele mesmo disse certa vez. Sempre duro com os adversários, tinha a língua afiada e era muito mais movido pela emoção do que pela razão.

Fale o que se falar de ACM ninguém poderá negar seu amor pela Bahia. Seu amor pelo poder que ele tivera ali também, é claro, mas nunca deixou de defender seu estado no Congresso Nacional ou onde quer que fosse.

Desde o dia 21 de abril de 1998 ACM vinha morrendo um pouquinho por dia. A morte de seu filho Luís Eduardo Magalhães foi o início de um declínio político que não teve volta. "Ele tem todas as minhas qualidades e nenhum dos meus defeitos", dizia. De fato, ACM era amado ou odiado. Luís Eduardo era amado ou admirado. Se a morte não o tivesse alcançado prematuramente, com apenas 43 anos, o ex-presidente da Câmara dos Deputados seria candidato ao governo da Bahia em 1998 e à presidência da República em 2002. Teria uma carreira ainda mais brilhante do que a do pai.

Sem Luís Eduardo não será fácil dar seguimento ao projeto político carlista. Vários políticos que cresceram sob as asas de ACM acabaram virando adversários, como o senador João Durval (PDT-BA) ou se distanciando como o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) e o ex-governador Paulo Souto (DEM-BA).

O bastão carlista está agora nas mãos do jovem deputado ACM Neto (DEM-BA), 28 anos, filho de ACM Júnior (DEM-BA) (suplente que assumirá a vaga de ACM no Senado) e combativo oposicionista. Fora do governo federal, do governo estadual e da prefeitura de Salvador sua missão será difícil.

Para refletir melhor sobre o que foi ACM fiquem com o texto do ministro de Integração Nacional e adversário político do velho coronel Geddel Vieira Lima:

A trajetória política do senador Antonio Carlos Magalhães nos reserva importantes lições. Temos de tirar delas o seu precioso ensinamento. Aprender com seus imensos erros, para não repeti-los jamais. E nos inspirar nos seus relevantes acertos, para superá-los em benefício do Brasil e da Bahia.

Os homens públicos são medidos pela história e pelo que fizeram em seu tempo. O adeus ao mais poderoso e influente político baiano é também um adeus a um longo período marcado pela estirpe oligárquica de cepa populista que ele personalizou.

Não há dúvidas sobre sua competência administrativa. Em todas essas funções que ocupou - prefeito de Salvador, deputado estadual e federal, governador da Bahia, senador - foi um aglutinador de inteligências. Sob a liderança realizadora de ACM, a Bahia modernizou suas estruturas físicas, sobretudo na capital que tem a marca da reestruturação urbana simbolizada pelas grandes avenidas de vale.

Mas os avanços administrativos se realizaram num ambiente de atraso democrático. Incapaz de compartilhar poder e exercer autoridade sem autoritarismo, o senador dos grampos foi o maior exemplo nacional de deboche às instituições, pela adaptação ao nosso tempo dos antigos métodos do coronelismo. O a traso político do Brasil rural da primeira metade do século passado ecoou na Bahia durante toda a sua vida pública.

O neocoronel urbano subjugou Executivo, Legislativo, Judiciário, imprensa e organizações sociais e culturais pelo chicote e pelo dinheiro, como ele mesmo afirmava na sua recorrente incontinência verbal. ACM fornecia serviços que deveriam ser obrigatórios como favores e assim mantinha f idelizada sua clientela política e eleitoral.

Excessos indefensáveis por muito tempo sustentaram seu caciquismo, mas foram pouco eficientes para os objetivos que levam a história a reconhecer o verdadeiro homem público. Ao longo do império carlista, os indicadores sociais da Bahia sempre estiveram entre os mais baixos do país.

Para mim e para minha família, particularmente, este estilo de fazer política gerou situações indescritíveis. A Bahia sabe os duros ataques que sofremos por termos mantido uma postura de firmeza e denúncia contra tantos momentos tristes que seu poderio gerou na nossa história recente. Mesmo assim, tive uma relação de amizade e respeito por seu filho, o deputado Luís Eduardo.

O olhar para o passado e todas as reflexões que a partida do senador Antonio Carlos Magalhães traz para todos nós - sobretudo nós baianos - não deve servir, entretanto, para alimentar ressentimentos. É a hora de renovarmos nossa esperança e lançar nossos olhos para o futuro. ACM agora repousa no memorial da vida pública e seu julgamento não será feito pelos homens, mas pela história.

Manifesto meus sinceros sentimentos à sua família, deixando uma mensagem de fé aos irmãos e irmãs da Bahia. Quero reafirmar aqui o meu compromisso com o futuro do nosso estado. A responsabilidade de todos aqueles que militam na vida pública agora só aumenta.

A Bahia espera de nós que demos continuidade ao sonho de transformar em realidade os inúmeros anseios de nossa gente. Um dia o presente será passado e aqueles que nos perpetuarem deverão entender, como devemos entender agora, que renovar a esperança e construir um futuro melhor será sempre a nossa mais importante missão.



Geddel Vieira Lima
Ministro da Integração Nacional

20.7.07

Os gestos obscenos de Marco Aurélio

Caros amigos e amigas, um golpe está em marcha!



Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência da República e ex-presidente interino do Partido dos Trabalhadores, não comemorou. Ele reagiu, não em público, mas apenas na presença de um assessor próximo, com um gesto de "se fodeu".

Ora, as organizações Globo se foderam. Qualquer um que tentar jogar a culpa de mais de 200 mortes nas costas de inocentes tem mais que se foder mesmo.

Eu sempre reajo como o Marco Aurélio Garcia. Não chego a fazer os gestos dele. Não preciso.

Quando um governo é perseguido dia e noite. Mentiras são publicadas, verdades distorcidas, provas fabricadas e, mesmo assim, o ex-metalúrgico é reeleito com mais 60% votos. Não tenham dúvidas. A Globo se fodeu!

Depois da tentativa de uso político do acidente e agora a capitação clandestina das imagens de Marco Aurélio Garcia fica ainda mais clara a tentativa diuturna das organizações Globo de desestabilizar este governo a qualquer custo, de qualquer forma.

Continuo sem saber o porquê. Repito. Lula está aí há mais de quatro anos e nunca fez nada contra a Globo ou contra os grandes veículos de comunicação. Pelo contrário. Nomeou para ministro das comunicações Hélio Costa, ex-jornalista global.

Agora, se a Globo declarou guerra a este governo, ao PT e a toda e qualquer forma trabalhista quando este terão a coragem de fazer o mesmo? Quando o PT vai sair da sua covardia, vai parar de perder tempo lutando por carguinhos ou na interminável briga interna e vai pra cima deste império a ser derrubado.

A Globo quer derrubar o Lula. O PT, partido do presidente que ficou mais de 20 anos gritando Lula-lá e Lula de novo com a força do povo, tem a obrigação de tentar derrubar a Globo também.

Brizola, ilumina este pessoal.

19.7.07

A autofagia petista

O PT e o PCdoB sempre foram aliados, mas nunca morreram de amores um pelo outro. Pelo contrário. A aliança sempre foi firmada pela convicção de haver um inimigo forte e comum do outro lado do espectro político. Hoje já não é assim. A esquerda nunca esteve tão forte no Brasil e na América Latina e os dois partidos distanciam-se dia-a-dia.

Os comunistas, ao lado do PSB, do PDT e afins, movimentam-se para demarcar seu território na esquerda anti-petista com vistas na eleição de 2010, a primeira desta era democrática sem Lula como candidato. O PCdoB, portanto, não apoiará o candidato próprio que o PT certamente lançará e provavelmente encaixará o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como vice na chapa encabeçada pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), se este continuar onde está.

Toda essa movimentação não é recente, mas se agravou na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados neste ano, quando o PT não apoiou a candidatura à reeleição de Aldo, se uniu em torno da candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e venceu com pequena margem.

Tudo isso é natural. Faz parte do jogo político. O que não dá pra entender é parte do PT apoiar esta jogada comunista. Foi isto que aconteceu no 50º CONUNE (Congresso da União Nacional dos Estudantes).

A UJS (União da Juventude Socialista), a juventude do PCdoB, comanda há anos a UNE com todo o centralismo possível e agora decidiu que a entidade deveria romper com o governo Lula. O grupo denominado “Mudança”, a garotada ligada ao ministro Tarso Genro, simplesmente apoiou. E mais. Fechou aliança mais uma vez com a UJS ungindo a jovem comunista Lúcia Stumpf à presidência da entidade e garantindo uma indicação sua para a 1ª vice-presidência da entidade.

De que lados eles estão?

Os petistas (de direito e de fato) tiveram lado no 50º CONUNE. A militância tentou ao máximo construir uma unidade da juventude do PT referendada depois por grandes líderes do partido como o presidente nacional Ricardo Berzoini, a vice-presidente Maria da Rosário, o secretário de Relações Internacionais Valter Pomar e o membro da executiva nacional Marcus Sokol.

A partir daí parece que o clima ficou ainda mais tenso. Só a “Mudança” e a “Kizomba” não aderiram à unidade petista e, mais uma vez, serviram de massa de manobra para o UJS e seu curral eleitoral.

Chegou a haver briga, empurra-empurra, latinha de cerveja voando de um lado para o outro, óculos quebrado e para fechar com chave de ouro ameaçaram aqueles que foram a Brasília de carona nos seus ônibus e não votaram no cabresto.

As vésperas do 3º Congresso Nacional do PT parece haver alas do partido que priorizam a disputa interna e que fazem questão de expor esta disputa para fora do partido.

Lamentável.

Mas fica a lição. Quando o PT se une, como na eleição da Câmara, é vitorioso. Quando racha e prioriza a disputa interna é derrotado e usado para fomentar o interesse alheios.

O que de fato explodiu

"O que explodiu em Congonhas não foi não apenas o Airbus da TAM e suas quase 200 vítimas, mas a própria credibilidade do sistema aéreo brasileiro. Recompô-la exige, como premissa inadiável e inapelável, o afastamento imediato de todos aqueles que estão envolvidos na má gestão do espaço aéreo brasileiro. É necessária a imediata instalação de rigorosa investigação para apurar responsabilidades, em todas as instâncias envolvidas.


Há menos de dez meses, o país foi impactado pelo então maior desastre da história de sua aviação civil. A tragédia do Boeing da Gol, em setembro do ano passado, levantou o véu do inferno aéreo em que vivíamos --e ignorávamos.


Desde então, o país presenciou, entre indignado e estupefato, sucessivos transtornos em seus aeroportos, sem a contrapartida de qualquer providência concreta por parte das autoridades.


Constatou o desarranjo na política de pessoal dos controladores de vôo. Constatou que, não obstante a montanha de dinheiro do contribuinte gasta na reforma de aeroportos em todo o país, em faraônicas obras de fachada, a infra-estrutura de segurança continua precaríssima.


Aeroporto não é shopping center. E esse equívoco criminoso, perpetrado com dinheiro público, tornou o ato de viajar uma temeridade, conspirando contra a segurança do cidadão e contra a própria economia e a indústria do turismo.


Não há outra palavra para designar a tragédia de Congonhas: vergonha!"


Cezar Britto,
presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Há coisas acontecendo

Com o Pan e o acidente da TAM o resto dos acontecimento ficaram sem destaque. Vale a pena lembrar:

  • Decidiram fazer alguma coisa contra a lavagem de dinheiro praticada por "empresários" estrangeiros no Corinthians;
  • O Copom cortou a taxa Selic em 0,5% chegando ao marca histórica de 11,5%. A menor da nossa história e já não mais a maior do mundo.
  • A tal timemania foi sancionada pelo presidente Lula;
  • Cristina Kirchner, primeira-dama, lançou sua candidatura a presidência da Argentina.

TAM 3054

Sobre o acidente

A imagem divulgada pela INFRAERO do pouso normal de uma aeronave e da tentativa de pouso da aeronave que se chocou com o prédio da TAM Express é elucidante.

A alta velocidade da aeronave deixa claro que o problema não foi o ponto no qual ela tocou o chão.

A questão é: Por que o avião não freiou? Falha mecânica, humana ou da pista?


Sobre o aeroporto


A pista de Congonhas, segundo especialistas, é pequena, não tem área de escape e não tem groooving (as tais ranhuras na pista). Além de ficar numa área extremamente povoada.

Já passou da hora de se discutir o fechamento de Congonhas e a construção de um novo aeroporto (nova farra das empreiteiras).


Sobre os interesses


Foi determinado algumas vezes o fechamento de Congonhas por falta de condições de uso, principalmente com o tempo chuvoso. Por que então ele voltou a ser liberado?

Ora, simples. Congonhas fechado dá prejuízo.

Este sistema capitalista que visa o dinheiro, o lucro acima de tudo foi que forçou a reabertura de Congonhas, mesmo sem condições ideais de uso.


Sobre a reunião de Lula

O presidente Lula se reuniu hoje com alguns ministros para discutir as causas envolvendo o acidente da TAM e os problemas dos aeroportos de forma geral. Porém, entre os ministros chamados não estava o ministro da Defesa Waldir Pires.

Se Lula ainda não o demitiu para ele não sair desmoralizado não adiantou nada. Pires está totalmente deslegitimado. Assim como o presidente da ANAC, ele deve pegar o banquinho e sair de mansinho.


Sobre Júlio Redecker


Tive a oportunidade entrevistar o deputado algumas vezes. Foi um dos que mais lutou pela criação da CPI do Apagão Aéreo.

Era um dos mais combativos deputado tucanos. Sem dúvidas uma grande perda para o PSDB.


Sobre o apagão aéreo

Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O apagão é o atrasado dos vôos por sabotagem ou qualquer outra coisa envolvendo os controladores de vôo. Neste acidente os controladores são isentos.

18.7.07

Tragédia

O Blog do Braga gostaria de externar seus sinceros pêsames pela tragédia ocorrida com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas/SP.

Aproveitamos também para repudiar qualquer tentativa de uso político deste acidente e apoiar o fechamento do aeroporto. Área habitada não é lugar de aeroporto.

17.7.07

Papelão armado?

Vamos recaptular:

  • Lula teve 78,9% dos votos para presidente no 2º turno das eleições de 2002 no Rio de Janeiro, estado que lhe deu a maior porcentagem de votos naquela eleição;
  • Em 2006, foram 69,6%;
  • O governo nunca esteve tão bem avaliado;
  • Lula sempre apoiou a realização do Pan;
  • Seu governo liberou as verbas necessárias para a realização do evento, mesmo o preço final tendo sido MUITO acima do preço inicial (festa das empreiteiras);
  • Lula apoiou a candidatura de Sérgio Cabral Filho para governador. Ele foi eleito e acaba de realizar uma ofensiva contra o crime organizado bem avaliada pela população;
  • O prefeito da cidade é da oposição. É, inclusive, o único prefeito de capital que o PFL elegeu em 2004. (Gilberto Kassab é prefeito de São Paulo, mas era o vice de José Serra que usou a prefeitura da capital paulista como trampolim político e deixou o desconhecido no comando)


Depois de tudo isso o cara é vaiado e ainda tem gente querendo me dizer que foi espontaneamente. Faça-me o favor!

Este é o nosso senado

Reportagem do G1

Carta aberta ao senador Renan Calheiros

Ao Senhor

Presidente do Senado Federal

Senador RENAN CALHEIROS

BRASÍLIA – DF

Carta Aberta ao senador Renan Calheiros.

Caro Renan,

Não se aborreça e nem me leve a mal, mas bateu uma vontade incontida de falar um pouco da vida cotidiana do Brasil da planície, que já o aguarda com certa ansiedade.

Continuo tocando com entusiasmo minha militância política. Agora, sem as atribuições inerentes ao mandato de senador, que você ajudou a retirar de mim com bastante empenho.

Tendo em vista a situação inusitada da instituição que você preside e levando em conta os acontecimentos nos quais você figura com destaque e excepcional desenvoltura, me pergunto se não seria o caso de agradecer o mal que você me causou.

Talvez você, em função da estressante e diversificada responsabilidade política, empresarial e familiar, tenha apagado da memória qualquer registro a meu respeito.

Portanto, permita, em poucas palavras, dizer em que momentos nossos caminhos se cruzaram.

Sou aquele senador que, antes de completar o 3º ano de mandato, foi expurgado do Senado sem direito a defesa e substituído, com pompa e circunstância, por um senador do PMDB, o seu partido. Lembra-se deste episódio?

Pelo sim pelo não, melhor garimpar os labirintos da memória.

O PMDB, vinte dias após as eleições de 2002, impetrou recurso junto ao TRE pedindo a cassação do meu mandato e de minha companheira Janete, pela compra de dois votos por R$ 26,00 cada, pagos em duas suaves prestações. Acusação sustentada por duas testemunhas, que até hoje sobrevivem por conta deste processo. O feito não prosperou e fomos declarados inocentes.

Mas o PMDB recorreu ao TSE. Entrou com um recurso dito “especial” que foi cair nas mãos do então ministro Carlos Veloso.

Este senhor, como juiz relator, agindo mais como advogado de acusação e menos como juiz, convenceu seus pares de que eu e minha companheira Janete éramos culpados, reformando a sentença do TRE do Amapá, provendo, por inteiro, o recurso proposto pelo candidato derrotado Gilvam Borges.

Por último, relembro um momento raro na história da Casa que você ainda preside e à qual um dia pertenci.

Refiro-me a sessão do dia 25 de outubro de 2005. Naquele dia, você avocou para si os poderes da Mesa, do Regimento Interno, da Constituição Federal e do Plenário, fazendo ouvido de mercador aos apelos de cinqüenta e dois senadores e senadoras que se revezaram na tribuna clamando para que eu tivesse respeitado o direito constitucional de defesa, garantido até mesmo aos que cometem crimes hediondos com requintes de crueldade.

Você manteve-se inflexível e cassou o meu mandato, para em seguida, em clima festivo e triunfante, dar posse ao seu então assessor de gabinete Gilvam Borges. Decisão revertida em menos de 24 horas pelo STF, que considerou sua decisão uma afronta à Constituição Federal e determinou minha reintegração. Você acatou a decisão, mas pressionou a Mesa Diretora a criar um rito sumário de cinco dias para a minha defesa, um prazo inexeqüível para uma mínima investigação.

Bem, agora, com tudo fresquinho em nossas memórias, vamos ao assunto que gostaria de compartilhar com você.

Não resta dúvida, que se trata de um sentimento que poucos ousam confessar, entretanto, como sou franco, admito que sinto uma ponta de inveja ao comparar sua situação de desassossego, com a que tive de enfrentar.

Não pretendo descer no varejo dos sentimentos, falemos do que é fundamental para esclarecer as acusações que lhe atingem para comparar com as que me atingiram.

A diferença é que você ganhou o direito de ser investigado pelo Conselho de Ética, pela Polícia Federal e, sobretudo, pela imprensa. É sobre esses aspectos que não posso esconder que realmente invejo a sua situação, pois tudo que queria era ser investigado.

No entanto não me foi dado esse direito. O Ministério Público Eleitoral não investigou por que, segundo ele, não havia crime, o TRE, por isso, declarou nossa inocência e a imprensa não procurou contar o nosso rebanho, para saber se teríamos bois suficientes para pagar os dois votos, que supostamente eu e minha companheira compramos para nos eleger.

No nosso caso, bastou a acusação do candidato derrotado do PMDB para nos cassarem os mandatos. É por isso que o considero um homem de muita sorte, pois dispõe em abundância de tudo aquilo que você me negou: os meios necessários para provar minha inocência.

Para finalizar, me surpreendo pensando em voz alta - se diante daqueles absurdos, cometidos por você, contra mim, tivesse o Senado agido como determina o exercício do poder republicano, certamente não chegaríamos à situação caótica do presente.

Atenciosamente,

João Capiberibe*

*ex-preso político e exilado, ex-prefeito de Macapá, ex-governador do Amapá 1995-2002, ex-senador da República, 3º vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro.

Príncipe dos sociólogos, o humilde

Comentando as vaias ao presidente na cerimônia de abertura do Pan, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ou melhor, o FHC disse que Lula tem que ter mais humildade.

O consumo consciente e a integração responsável do homem ao planeta

Ensaio do papelão

15.7.07

Quem diria?

Depois de assistirmos a primeira medalha de ouro do Brasil no Pan e o 7º título da seleção de vôlei na Liga Mundial nos deleitamos com a seleção do Doni, do Maicon, do Fernando, do Mineiro, do Josué, do Júlio Baptista (marcando golaço), do Vágner Love (jogando bem) entre outros vencendo dos somos hermanos por sonoros 3 a 0.

Dá-lhe Brasil.


OBS: post publicado hoje mais cedo.

Eu tenho medo da Regina Duarte

Medo

A Argentina é favorita

Sim. A seleção é a favorita no jogo de logo mais contra a seleção brasileira na final da Copa América.

Palpite do Blog: É assim mesmo que a Argentina gosta de perder. Quando ninguém espera. Lembrem da última Copa América.

Piada pronta

De Eurico Miranda sobre a possível saída do técnico Celso Roth:

"Se ele quiser sair, pode sair à vontade. O Vasco só tem um pessoa indispensável: sou eu, que pago as contas do clube"

Como surgiu o papelão

Vale a pena ler

Sinal Amarelo

Nunca o Brasil teve tantos indicadores que apontam os riscos que o ameaçam adiante. E nunca esteve tão sem esperança de encontrar um rumo alternativo que lhe permita dobrar uma esquina, evitando chegar ao sinal. Esgotaram-se as propostas e perderam-se as esperanças. Democracia, Diretas, Constituinte, um presidente de esquerda, outro mais de esquerda ainda - nada conseguiu mudar nosso passo rumo ao sinal amarelo.

Ainda pior, os partidos e os políticos perderam o papel de alerta crítico que exerciam antes de chegarem ao governo. Assumiram o mesmo passo rumo ao desastre, e deixaram o povo acomodado, afirmando que o sinal é verde, a estrada é sem fim, e o futuro, promissor. Obscurecem a realidade que antes denunciavam. Deixam de ver o sinal amarelo como um alerta, e consideram-no motivo de comemoração, como se indicasse trânsito livre. Recusam-se a considerá-lo um indicador do fracasso óbvio, da ameaça palpável de um país dividido pela pobreza.

Repetem que a desigualdade diminuiu, baseando-se numa redução mínima na concentração de renda, provocada por esmolas de bolsas. Ignoram o fato de que a pobreza não se resolve com a renda de algumas dezenas de reais, mas somente com a oferta pública de serviços essenciais, especialmente de educação de qualidade.

Comemoram o aumento na venda de automóveis, ignorando o risco do trânsito das grandes cidades ficar ainda mais pesado. Farão o que foi feito nas últimas décadas. Desviarão recursos públicos de saúde, educação e saneamento para viadutos; substituirão as plantações de alimentos pela produção de etanol, esgotarão as reservas de petróleo mais rapidamente. Mas esses sinais amarelos serão apresentados como verdes, comemorados como indicadores de progresso.

A dinamização da economia brasileira graças à produção de etanol para o mundo todo é vista somente pelo lado positivo. Ignora os riscos da destruição de florestas, elevação do preço de alimentos, expulsão ou exploração dos trabalhadores, poluição dos rios. A transformação da floresta amazônica em deserto de areia, pasto ou cana é ignorada, rebatida com a afirmação de que o desmatamento está sendo reduzido. O sinal está amarelo, mas ninguém admite que essa destruição contribui com o desastre maior do aquecimento do planeta e com suas conseqüências devastadoras para toda a civilização.

Os dez centavos adicionais por criança por ano, garantidos pelo Fundeb, são apresentados como solução para a crise na educação, ignorando os riscos que ameaçam uma sociedade incapaz de produzir o capital mais importante do século XXI: o conhecimento. Um modesto Plano de Desenvolvimento da Educação é apresentado como solução. O perigo do fracasso social logo à frente, provocado pela falta de uma educação básica de qualidade e por uma universidade deficiente, continua ignorado. Ninguém repara nos indicadores de alerta, ninguém indica um novo rumo. Ao contrário, escamoteia-se o risco.

O apagão educacional é mais um sinal amarelo disfarçado, que não assusta ninguém, embora aponte para a formação de um exército de milhões de brasileiros sem educação. Exército que, por desespero ou falta de alternativa, acabará optando pela violência, transformando nossas ruas em campos de batalha, numa guerra que já é visível.

Mas até esse risco é ignorado. Os sinais amarelos têm sido sistematicamente pintados de verde pelo marketing político, que é financiado por dinheiro público, retirado das necessidades do povo para financiar a publicidade do auto-engano.


Cristovam Buarque,
Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador do Distrito Federal e senador da República pelo PDT

14.7.07

Show do Brasil, papelão dos brasileiros

Começou o Pan do Rio (e não do Brasil como diz a Globo).

A abertura foi linda, as coreografias deslumbrantes, Elza Soares cantando o hino nacional emocionante, as vaias ao chefe maior do Estado brasileiro um papelão sem tamanho.

O presidente Lula foi vaiado por seis vezes. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ), seu aliado, puxou uma salva de palmas e o prefeito do Rio César Maia, membro do Democratas e ativo oposicionista teve a hombridade de seguir os aplausos.

O narrador de cerimônias de abertura Galvão Bueno acertou ao se referir a Lula como "Sua Excelência o presidente da República Federativa do Brasil Luís Inácio Lula da Silva" e principalmente quando disse "a democracia permite a manifestação do povo". O único errado neste caso foi o "povo", ou melhor, os presentes na cerimônia que vaiaram o, repito, chefe maior do Estado brasileiro.

Onde já se viu?! Nem os democratas estadunidenses vaiariam o presidente George W. Bush numa cerimônia internacional.

Enquanto escrevo este texto vejo uma enquete em um dos mais famosos portais da internet brasileira com a pergunta "você concorda com as vaias à Lula na cerimônia do Pan?"

Resultado parcial:

Sim = 57,53%

Não = 42,47%.

Ótimo. Vamos vaiar Lula na internet, vamos vaiá-lo na frente do Palácio do Planalto, em inaugurações, em discursos, mas não em cerimônias internacionais pô. Ali estava o maior represente da Nação, democrática e legitimamente eleito por duas vezes.


Quem acompanha este Blog sabe das críticas que faço ao presidente. Considero-o um frouxo. Tem medo da elite e da grande imprensa (se forem coisas diferentes), fez muito menos do que poderia até agora, se curvou ao fisiologismo dos parlamentares, etc... Mas as vaias a ele foram falta de patriotismo, uma enorme deselegância e um papelão.



Para completar a reflexão: Abertura dos Jogos Pan-americanos

13.7.07

Roger no Flamengo

Flamengo contrata Roger

Não vou nem brincar com o fato desta contratação ser anunciada numa sexta-feira 13, mas a matéria vir dizer: "Roger estava treinando com o time reserva do Corinthians ..." já é muito sarcasmo.

11.7.07

Fora, Renan?

O famoso (e irresponsável) jornalista Ricardo Noblat fez um editorial no seu famoso (e irresponsável) blog pedindo a cabeça do presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL). Pois bem, não serei eu, nem será este blog, que sairá em defesa do senador alagoano, mas não queria me calar.


Renan disse há algumas semanas que é perseguido pela imprensa. Eu ri, mas ele está certo. Quando a imprensa brasileira pega um para Cristo ela não desiste até derrubá-lo. Orestes Quércia, José Dirceu, Ibsen Pinheiro... Muitos são os exemplos. Alguns inocentes, outros não. No caso de Renan estou convencido de sua inocência. Pelo menos no que diz respeito àquela primeira acusação, de que a pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso era paga pela empreiteira Mendes Junior. O dinheiro, mesmo sendo entregue por um lobista da empreiteira amigo comum do senador e da jornalista, pertencia ao próprio. Porém, ele teve que explicar de onde então vinha seu dinheiro. Ele não soube explicar. Poucos senadores saberiam explicar.


Também não estou dizendo que Renan é o ideal de político, um homem de conduta ilibada ou qualquer coisa assim, mas o que estão fazendo com ele é perseguição. Todos sabem a quem interessa a queda dele: à oposição. O governo não tem uma maioria folgada no Senado e Renan é único membro da base de apoio que sabe (ou melhor, sabia antes da crise) conduzir a oposição para um entendimento com o governo.


Se a questão é ética não seria o caso de derrubar Renan, mas todos os corruptos do Congresso. Da base e da oposição. Não é esta a posição de Noblat. O que ele quer é derrubar um membro importante da base do governo.


Depois, quando dizem que a imprensa é golpista, dizem que é censura.


Renan é só um bode expiatório!

Serra, o homem do trololó

Falando para grandes empresários do setor calçadista, atacado pela baixa cotação do dólar, o governador de São Paulo José Serra criticou a política cambial do governo e disse que as justificativas não passam de "trololó de economistas".

Nem a Globo, sua fiel cabo eleitoral, ficou do seu lado. "Não passa de trololó de político. Se tivesse falando com um setor beneficiado com a atual cotação do dolar ele teria falado o contrário", disse o especialista ouvido pelo Jornal da Globo.

7.7.07

Alto lá

- Imagine se o Fernandinho Beira-Mar fosse eleito senador. Não o processaríamos por quebra de decoro antes de assumir o mandato? - pergunta Romeu Tuma (DEM-SP), Corregedor do Senado, em relação ao futuro ex-senador Gim Argello (PTB-DF).

Opa, olha a ofensa... ao Fernando.

Mais uma do Tarso

Foro previlegiado tem vantagem e desvantagem, diz Tarso

Pra quê?

Para aqueles que duvidam que a grande imprensa é contra o presidente Lula.

Manchete do G1, portal de notícias da Globo, às 2:00 do dia 7 de julho de 2007:

"Aeronáutica comprará dois novos helicópteros para Lula"



Mentira! Se fosse para o Lula ele ia levar os helicópteros para São Bernardo do Campo depois que acabasse o governo. Os helicópteros serão para uso do presidente da República, que atualmente é o Lula (mesmo contra a vontade da grande imprensa), e dos ministros de Estado.

Deus, por que?

Pra que mentir? Pra que distorcer a vontade? Pra que atacar levianamente um presidente com tão altos níveis de popularidade? Para que tentar derrubá-lo? Para que tentar impedir a reeleição dele?

É sério, eu não tenho a menor idéia de porque a grande imprensa é tão contra o Lula. Ele tem medo dela e de toda a elite do país. Está há quatro anos e meio como presidente e nunca fez nada contra os privilégios dos mais ricos. Pelo contrário. Seu ministro das comunicações é Hélio Costa, ex-funcionário (ou atual) da Rede Globo.

Além do ódio de classe, como insiste Mino Carta, não vejo motivo para isso tudo.

5.7.07

Gim não quer

Roriz renunciou querendo que seus suplentes também o fizessem para forçar uma nova eleição para senador aqui no DF, na qual ele mesmo poderia concorrer. Seu segundo suplente, Marcos de Almeida Castro topou, na verdade ele deu a idéia. Já o primeiro suplente, Gim Argello (PTB-DF), não quis conversa, sumiu e deve assumir o cargo semana que vem.

Ha!

O Gim Argello não quer sair?! Tudo bem. Ele não precisa querer. Roriz e Pedro Passos (lembram?) são fichinhas perto de Gim. Basta querer fazer uma investigação um pouquinho séria que ele cai também.

Íntegra da carta de renúncia do ex-senador Joaquim Roriz

"Esta é, para mim, mais uma hora - dentre as inúmeras que já vivi, em que devo tomar uma grave decisão. Volto-me para o grande mistério da vida, a força da consciência, o mal ativo e o mal passivo, o mal que causamos e o mal que sofremos.

E sinto que somente me pesa na consciência o mal que venho sofrendo, que tanto me tortura e procura turvar uma vida pautada na dignidade pessoal, no respeito ao meu semelhante, no resguardo da coisa pública, no profundo sentimento cristão.

Minhas reminiscências somente fazem aflorar a longa jornada já percorrida, que têm como timbre minha dedicação à administração pública atestada nas grandes obras que realizei, no transcurso das quatro vezes que governei o Distrito Federal.

Sinto acima de tudo que não se pode viver feliz olhando apenas para si mesmo. É preciso viver para os outros, sobretudo, para os humildes, os necessitados, como opção para viver para si mesmo. É o que tenho procurado fazer por toda minha vida, buscando, na gestão pública, no Governo, certificar no cidadão que os tributos que pagou receberam bom uso diante da presença ativa do governante atento às lídimas aspirações da população.

Ocupei a tribuna da Casa à qual pertenço em defesa do meu mandato político. O desapreço dos Senadores pelo destino do colega foi notado. Apenas doze eminentes senadores compareceram à sessão.

Por outro enfoque, lamento que o corregedor, Senador Romeu Tuma, antes mesmo de o Senado Federal ser formalmente provocado a promover as apurações dos fatos veiculados na mídia, ou quiçá, de apreciar a farta documentação que franqueei a todos, pela qual ficou demonstrada cabalmente a lisura da minha conduta, não se atreve, entretanto, às cautelas éticas impostas ao exercício da importante e elevada posição que ocupa. Ao contrário, agiu despido da imprescindível serenidade, ponderação e senso de justiça, máxime ao externar um juízo de valor em detrimento da honra de seus pares, no caso, ao condenar-me publicamente pela imprensa, sem direito a uma defesa que merecesse a mesma repercussão.

Minha inocência, por mim proclamada e insistentemente repetida, não mereceu acolhida. O furor da imprensa, o açodamento de alguns, as conclusões maliciosamente colocadas lamentavelmente ecoaram mais alto. Pesou apenas o propósito de destruir, neste momento, uma vida pública coroada por relevantes serviços prestados à sociedade, particularmente ao povo mais humilde do Distrito Federal. Meu alento está em que até mesmo o Ministério Público fez ressaltar que os fatos a mim imputados não guardam a mínima correlação com a malfadada Operação Aquarela.

Mais que isso, nesse ponto lamento ter tido acesso aos autos apenas na data de ontem. É importante ressaltar que esse procedimento apuratório se contrapõe às
injustiças insistente e maliciosamente divulgadas, embora sem qualquer vinculação o objeto das apurações relativas à já mencionada Operação Aquarela.

São essas as razões motivadoras do posicionamento a que sou obrigado a tomar, ato, tanto mais em respeito ao povo do Distrito Federal que tantas vezes me confiou voto.

Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher de quem vive os fatos da história. É que às vezes, de renúncias depende a honra do cidadão, colocada em risco, não por faltas que tenha cometido, senão pela pusilanimidade de alguns e pela voracidade de interesses políticos - que não se acanham em fazer pré-julgamentos - daqueles que deveriam protegê-la sob a boa sombra das instituições criadas para assegurar o devido processo legal.

À gente de Brasília, os humildes aos quais nunca faltei com meu carinho e assistência - o povo, enfim, haverá de me entender. E todos me farão justiça, compreendendo o sentido do meu gesto: disso tenho plena convicção.

São essas as razões pelas quais devo comunicar a Vossa Excelência e à Mesa do Sena minha RENÚNCIA ao mandato de Senador da República que o povo de Brasília conferiu, fazendo-o ainda, com fundamento no artigo 29 do regimento Interno dessa Casa Legislativa.

Joaquim Domingos Roriz,
Senador da República.

4.7.07

Nasce bezerra com duas cabeças

Clique aqui


Será que essa vale R$ 300 mil?

Piadinha da hora

Os piadistas não perdoam.


Motivo pelo qual os senadore estão tão solidários a Renan: Depois que o careca de óculos perdeu uma mulher daquelas vocês ainda querem puni-lo?!

Renan se diz perseguido pela mídia

Tadinho.

Pobre retirante, com algumas cabeças de gado, é verdade, mas a imprensa não perdoa seu passado pobre...

O X da questão

Em 22 de abril último eu já dizia que o mercado acenava com um crescimento do PIB de 4,2%, mas eu acreditava que logo logo o mesmo mercado trabalharia com um taxa que oscilaria entre 4,7 e 5%.

Em 08 de junho, o Caio Megale, em entrevista ao Jornal da Globo já dizia que o setor industrial poderia crescer a uma taxa de 5%, com igual crescimento do PIB.

Eis que o último Relatório de Inflação do Banco Central já prevê um crescimento de 4,7%. Produto do achismo? Não.

Jean Baptiste Say, economista francês do século passado, dizia que “a oferta cria a sua própria demanda”. Trocando em miúdos, tudo o que fosse produzido, encontraria comprador; por outro lado, sempre que alguém se oferecesse para trabalhar encontraria uma oportunidade de emprego, o que faria com que as economias estivessem sempre em equilíbrio.

Nos idos de 1929/30 ocorreu uma quebradeira geral dos sistemas econômicos.

Apareceu um iluminado, John Maynard Keynes (esse foi um Mainardi sério), que colocou tudo pelo avesso. Em suma, Keynes disse: “ao contrário do que se pensa, é a demanda que cria a sua própria oferta”. Isto veio a se chamar a “revolução keynesiana”, pela importância e pelo tumulto que causou no meio dos estudiosos de Economia. Dizia mais o Keynes: “se quiser aumentar a produção da Economia, é preciso aumentar os gastos governamentais”.

Claro que se aumentam os gastos governamentais há o perigo da inflação. De qualquer maneira, podemos interpretar Keynes como:

Se houver demanda, as fábricas produzirão mais e a economia cresce;
Se aumentarem os investimentos, a economia cresce.

Quando se fala em demanda, temos que estar atentos à demanda interna e também à demanda externa.

Pronto. Está desvendado o “mistério”. A renda média do brasileiro está aumentando, as facilidades do crédito permitem um aumento da demanda, as expectativas favoráveis do consumidor fazer não temer um retrocesso da Economia e as expectativas dos empresários atuam no mesmo sentido. Isso quer dizer mais investimentos.

O aumento exagerado da demanda faz voltar a inflação. De fato, quando a procura pelos produtos for maior que a capacidade da economia produzir os bens teremos inflação. Só tem uma saída: aumentar os investimentos. Que tipo de investimento? O público e o privado. Desonerar os investimentos, induzindo os empresários a investir mais é o caminho para o desenvolvimento.

Newton Braga,
Professor de Economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

3.7.07

A Verdadeira Economia

Quando estudamos Economia nos cursos de graduação, ou mesmo na pós graduação, utilizamos muitos gráficos, tabelas, quadros, equações algébricas e mais uma infinidade de instrumentos que nos permitem entender o funcionamento de um sistema econômico e até fazer as estimativas, previsões, alimentados ainda por uma disciplina chamada Econometria.

Num dos capítulos da Economia, aprendemos também que existe uma diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. Enquanto o primeiro tem a ver com o crescimento do volume de produção da economia, o outro está preocupado com as condições de vida da população.

Aprendemos também que a função do Estado é compatibilizar interesses, muitas vezes conflitantes, das diferentes classes que compõem a sociedade – empregados e empregadores, dirigentes e dirigidos, pobres e ricos.

Somos forçados a relembrar que desde a nossa colonização, desde o advento das capitanias hereditárias e seus donatários, foi criado um fosso (que perdura até hoje) entre ricos e pobres.

O que há de se fazer? O Governo, em nome do Estado, tem de desenvolver ações para reduzir este fosso, fazendo com que parcela da população pobre passe a ter direito a comer, a vestir, a se abrigar e a ter acesso aos diversos serviços tão necessários – educação, saúde e outros.

O fim, em si, da Economia é o bem estar social. Os quadros, tabelas e equações são meros meios utilizados para entender como chegar lá. O que queremos, de fato, é a inclusão social. E é o governo, que tem poder político, que deve tomar as medidas necessárias. Nesse sentido, Economia e Política andam de mãos dadas.

Isto é bem diferente do que pensa um elitista, polêmico e preconceituoso colunista da Revista Veja (só podia ser!) ao dizer que “podemos parar de nos preocupar com eles (os pobres). Quanto menos a gente se preocupar com eles, melhor para eles e melhor para nós”.

Ainda bem que, com a internet, não precisamos pagar para ler tamanha besteira dita pelo Diogo Mainardi.

Newton Braga,
Professor de Economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

2.7.07

Transferências na Europa

As transferências de jogadores nos clubes europeus pegam fogo neste época do ano. Algumas informações para você, leitor do Blog do Braga:

Thierry Henry, como já falei, saiu do Arsenal para o Barcelona;
Mas o Arsenal contratou o brasileiro Eduardo Silva, do Dínamo Zagreb;
Eto'o afirmou que continua no Barcelona;
Liverpool deverá anunciar a contratação de Fernando Torres, do Atlético de Madrid;
O Real Madrid negocia a contratação do holandês Arjen Robben, do Chelsea;
O zagueirão argentino Roberto Ayala deixou o Valência e seguiu para o Villareal;
Giovani van Bronckhorst deixou o Barça e foi para o Feynoord;
O Newcastle quer contratar dois jogadores do Barcelona sem pagar nada: Edmílson (vai tarde) e o islandês Eidur Gudjohnsen;
A Inter de Milão, de brincadeira (só pode), ofereceu ao Barcelona 10 milhões de Euros pelo meia Deco. Por pior que ele seja é uma quantia ridícula para os padrões europeus considerando-se a moral que o luso-brasileiro tem;
Outra contratação do vice-campeão espanhol foi o lateral francês Abidal;
Outra possível saída do time do Barcelona é o "jogador" Belletti;
O técnico campeão espanhol Fabio Capello foi demitido do Real Madrid;
Além do jovem Anderson, do Porto, Nani, do Sporting, acertaram com o Manchester United;
Hargreaves saiu do Bayer de Munique e foi também para o Manchester United;
Lampard não renovou com o Chelsea e pode ir para o Barcelona ou para a Juventus;
Juninho Paulista, ele mesmo, pode ir para o Hull City; ¬¬
O alemão Klose é mais uma contratação do Bayer de Munique;
Makaay deixou o clube rumo ao Feynoord;
O Sporting Braga contratou o Lenny, ex-Fluminense;
Andrade, ex-Vasco, pode estar deixando o futebol português e chegando no Santos;

Pobres para um lado, ricos para o outro

Na coluna desta semana na Veja o Zé Graça expoem, mais uma vez, todo seu preconceito de classe.

"O grande mérito do lulismo foi separar claramente as duas categorias: uma para cá, outra para lá. Tome-se a última pesquisa CNT-Sensus, publicada alguns dias atrás. Entre os eleitores que ganham até 380 reais, 72,3% festejam Lula com um alegre e ruidoso Oba!. Entre os que ganham mais de 7 600 reais, há apenas 31,7% de Oba! e uma arrasadora maioria composta de 65,9% de censuradores e escandalizados Epa!.

É bom que os que ganham até 380 reais estejam dizendo Oba!. Podemos parar de nos preocupar com eles. Quanto menos a gente se preocupar com eles, melhor para eles e melhor para nós. Agora que o lulismo reintroduziu no Brasil uma pitada de identidade de classe, contrapondo ricos e pobres, temos de encontrar um jeito de preservá-la."



Desta vez Diego, o Zé Graça III , não foi engraçado, foi simplesmente preconceituoso, descriminador e ridiculamente elitista.

Arruda 2010

Quem sabe dos meus sentimentos pela revista Veja e pelo governador violador de painel José Roberto Arruda (DEM-DF) deve imaginar a náusea que senti lendo a matéria desta semana na qual a citada revista lança o carequinha simpático candidato a presidência em 2010.

Aproveito para lançar um desafio.

Se em 2010 todas as grandes cidades do Distrito Federal tiverem, cada uma, um Campus da Universidade de Brasília (UnB), todas as escolas públicas tiverem, cada uma, um dentista e uma quadra poliesportiva e os problemas do transporte "público" urbano forem solucionados eu apoiarei publicamente, inclusive neste Blog, a candidatura de José Roberto Arruda a presidência da República nas eleições daquele ano.

Tava pensando nisso

Quando comprei meu carro, o Batata (sim, meu carro tem nome), quis faze-lo a vista, no ato e fui, portanto, sacar o dinheirinho que tinha na minha conta poupança. Foi quando fui apresentado à burocracia bancária. Havia um limite, se não me engano, de R$1000,00 para transferência no caixa eletrônico. Fiz a transferência na boca do caixa, mas fui me informar sobre o funcionamento do banco com grandes trasnferência. No país da burocracia os bancos não fogem desta realidade.

Carlos Alberto Sardenberg, ele mesmo, fala no seu artigo publicado hoje no "O Estado de S.Paulo" sobre o tema e a facilidade do boiadeiro e senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) em descontar um cheque de R$ 2,2 milhões. Segue trecho:


"Você já tentou fazer um saque, em dinheiro, de um cheque de R$ 50 mil em um banco qualquer? Mesmo se o cheque for de você para você mesmo - de modo que esteja retirando dinheiro de sua própria conta - não vai ser fácil. Se for de outra pessoa, então, será quase impossível. O caixa sente-se inseguro diante dessa operação. Vai chamar o gerente, este vai sugerir que você deposite ou faça uma transferência eletrônica. Vai pedir tempo para juntar e contar o dinheiro, enfim, vai torrar sua paciência para ver se você desiste. E, se fizer, vai comunicar aos superiores e ao Banco Central (BC).

Mesmo no caso de transferência eletrônica não é simples. Você resolve raspar suas poupanças e aplicar na Bolsa. Assim, vai transferir R$ 100 mil de sua conta para a conta da corretora, em outro banco. Não conseguirá fazer pela internet, porque excede os valores habituais. Vai ter de mandar um fax ao gerente, se ele o conhecer muito bem, ou terá de ir pessoalmente à agência preencher alguns documentos para explicar direitinho o que está fazendo com o dinheiro - o seu dinheiro. E a informação vai para o BC e para o tal Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Agora imagine o que aconteceria se você chegasse a um banco com um cheque de R$ 2,2 milhões, emitido por outra pessoa, de outro banco, a favor de terceira pessoa e dissesse que quer receber tudo aquilo em dinheiro vivo?

Talvez o gerente não chamasse a polícia, mas, certamente, nem colocaria as mãos no cheque.

Pois o senador Joaquim Roriz conseguiu. Vamos supor que a partilha dos R$ 2,2 milhões tenha sido um negócio privado e legal. Mas, não fosse ele senador e ex-governador de Brasília, não teria conseguido descontar em dinheiro vivo, no Banco Regional de Brasília (BRB), pertencente ao governo do Distrito Federal (DF), um checão do Banco do Brasil, emitido por terceira pessoa, em favor de uma quarta, o empresário Nenê Constantino."

Agora vai

A pior coisa do governo Lula é a falta de espírito revolucionário. Na situação de desilusão social que vivemos não bastam apenas avanços.

Segundo o portal G1, o presidente Lula disseChega de ser pequeno, chega de ser o país do futuro, chega de ser a esperança do mundo, um monte de adjetivos que nunca se concretizam. O mundo precisa aprender que o Brasil resolveu assumir a sua grandeza territorial e no seu comportamento político.” e falando sobre a situação das favelas no Rio de Janeiro emendouSão favelas com mais de 300 mil pessoas. Nós queremos entrar lá com estrada, com luz, com hospital, com escola, porque se o Estado não cumprir com seu papel de dar condições para o povo, o narcotráfico dá, o crime organizado dá”.

Agora sim. Este é um discurso que um presidente do Brasil deve ter. Ainda mais o Lula. Ele tem o apoio do povo, do Congresso, não tem nenhuma crise institucional batendo a porta do seu gabinete, a economia está trilhando o caminho certo (mesmo que conservador). Com tudo isto só falta ter a coragem de mudar o país de verdade. Ele tem todas as condições de dividir nossa história. É o primeiro filho do Brasil real, diria Ariano Suassuna, a chegar à presidência da República. Não pode, portanto, fazer a mesma coisa que todos os outros já fizeram.

Se não ficar só no discurso e ele se propuser a atacar os privilégios da elite, continuar governando para os mais pobres com o espírito de mudar a face do Brasil poderemos um dia ocupar o lugar que nos é de direito no cenário internacional com uma economia forte e uma sociedade justa.

OBS

Robinho = Craque