31.3.07

E se houver expulsão?

Pensando na polêmica interpretação que o TSE fez da lei (não sei qual lei, não há uma linha na constituição que justifiquei tal decisão) lembrei dos deputados que deixaram o PT na legislatura passada. Chico Alencar (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Orlando Fantazzini (Psol-SP), Maninha (Psol-DF) e entre outros podem ser simplesmente taxados de oportunistas. No momento mais difícil da história do partido fugiram e foram fundar uma nova agremiação que deveria ser a nova detentora única da moral na política, mas antes de 100 dias de existência enfrentou o escândalo de um senador, então filiado ao partido, cobrar parte dos salários dos servidores do seu gabinete.

Fernando Gabeira
(PV-RJ) foi outro que usou a legenda petista para se eleger e depois a abandonar o barco. Hoje posa de defensor-mor da ética e da moralidade, mas continuou com o mandato de deputado concedido-lhe pelo PT.

Por outro lado tivemos os casos de expulsão de Heloísa Helena (Psol-AL), Luciana Genro (Psol-RS), Babá (Psol-RJ) e João Fontes (PDT-AL). Com exceção de HH todos eram deputados eleitos sob o brilho da estrela vermelha. Pois bem, segundo a interpretação do TSE eles deveriam ter mantido os mandatos? Os partidos políticos ganharam o poder de cassar mandatos de deputado e vereadores eleitos pelos por suas legendas? Aviso de antemão: Isto é extremamente perigoso observado o poder das gangues partidárias dentro da burocracia interna de cada agremiação. Democracia interna, no sentido pleno da expressão, praticamente não existe em partido nenhum.

Piadinha infâme

Piada de Leonardo Alencar:

"Pô, tudo bem que o cara, nos 40 anos em que mora no Brasil, não tenha aprendido a falar português direito, mas nem o básico do furto, aí já é demais!”

30.3.07

Depois de Heráclito...

...Fortes (PFL-PI) dizer no plenário do Senado Federal que tinham de instalar um CPI para investigar a ONG Amigos de Plutão (que nunca chegou a existir fora de uma brincadeira do jornalista Carlos Chagas) foi a vez do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) ir brigar com quem não existe. A empresa Arkhos Biotech, fantasiosa e inventada em um jogo em jogo patrocinado pela Guanará Antarctica, queria privatizar a floresta Amazônica e o senador tucano denunciou na tribuna do Senado.

Opa, e o Vasco?

A FIFA reconheceu o Palmeiras como o primeiro campeão mundial de clubes pelo título da Copa Rio conquistado em 1951. O Vasco, é bom lembrar, venceu este torneio em 1953. Seria também, portanto, campeão mundial.

Outro título mundial que a torcida vascaína quer ver reconhecido é o conquistado em 1957 no torneio internacional de Paris. No intuito de formar um torneio mundial anual a federação francesa fez esse campeonato. A primeira versão foi vencida pelo time cruz-maltino com um quatro a três na final contra o Real Madrid de De Stefano.

Os outros brasileiros com supostos títulos mundiais seriam o Fluminense com a Copa Rio de 1952 e os torneio internacionais de Paris 1976 e 1987, o Santos com os torneios de Paris de 1960 e 1961 e as Copas Intercontinentais de 1962 e 1963, o Botafogo com o torneio de Paris de 1963, o Atlético Mineiro com o torneio de Paris de 1982, o Flamengo com a Copa Toyota de 1981, o Grêmio com a Copa Toyota de 1983, o São Paulo com as Copas Toyota de 1992 e 1993 e o Mundial de Clubes da FIFA de 2005, o Corinthians com o Mundial da FIFA de 2000 e o Internacional com o Mundial da FIFA de 2006.

Eu, humildemente, reservo-me ao direito de só considerar mundiais os títulos do Corinthians em 2000, do São Paulo em 2005 e do Internacional em 2006. Não só entre os brasileiros, mas em todo o mundo só considero campeões mundiais estes três. Estes três anos foram os únicos em que todos os times do mundo realmente tinham a oportunidade de concorrer ao título. A quem ganhou os outros campeonatos, inclusive o Vasco, parabéns, mas mundial mesmo não é.

Do blog do Zé Dirceu

Diagnóstico feito por José Dirceu:

"De acordo com dados do portal da Câmara dos Deputados, excluindo-se as trocas de Arena para PDS e posteriormente para PFL, dos seus atuais deputados federais (58 em atividade e 5 licenciados), 31 iniciaram sua carreira política em outros partidos. O próprio presidente recentemente eleito dos Democratas, Rodrigo Maia, teve uma passagem pelo PTB, entre 1999 e 2001."

"STF determina desarquivamento do pedido de CPI"

Esta é a manchete correta sobre a decisão do Supremo sobre a CPI Aérea. O assunto será tratado, aí sim de forma definitiva, pelo plenário do tribunal.

Esforço pelo gol mil

Romário aparece em treino do Vasco


O engraçado é um jogador ir treinar clube que paga seu salário e isso ser notícia.

29.3.07

Falando em falar besteira

A ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, deu uma bola fora daquelas. "Não é racismo quando uma negro se insurge contra um branco", declarou a ministra. E ainda explicou: "Quem foi açoitado a vida intera não tem obrigação de gostar de quem o açoitou".

Estas declarações deveriam ser suficientes para a ministra ser exonerada. Ela deveria promover a igualdade racial e não dizer uma besteira dessas que só vem para aumentar a distância entre as raças.

Mas como abobrinha pouca é bobagem o vice-presidente da República, repito, o vice-presidente da República José Alencar tentou defender a ministra com outra pérola: "Não existe problema racial no Brasil. (...) "O que existe é a necessidade de inclusão dos desfavorecidos atrás do desenvolvimento, da melhor distribuição de renda e, obviamente o trabalho da ministra é importante porque há realmente alguns preconceitos no País." disse Alencar segundo o site imirante.

Eu podia ficar calado...

mas não me censuro.

O vereador de São Paulo Agnaldo Timóteo (PR-SP), que também não se censura, fez um discurso polêmico na tribuna da câmara municipal. Alguns trechos:

“Agora, assume a Marta Suplicy (como ministra do Turismo) e a primeira proposta dela é para acabar com o tal do turismo sexual. Pelo amor de Deus minha gente, vai prender um turista porque ele levou pro motel uma menina de 16 anos?”

“As meninas com um 'popozão' desse tamanho, os peitos como uma melancia e rodando bolsinha, aí o turista pega e passa a ripa. Tenha piedade".

"Os meninos aos 15 anos já estão ripando e as meninas não podem fazer sexo aos 16? Vou ver para a gente fazer um trabalho para diminuir a idade sexual dos jovens. Para acabar com esse negócio que só pode transar depois dos 14. As meninas estão lá na rua rodando bolsinha, os estrangeiros chegam, levam para o motel. Não podem ser punidos, não é justo. Isso é frescura. A mulher tem que ter o direito de usar o corpo aos 16 anos”.

Depois de ser duramente criticado por, supostamente, defender o turismo sexual o vereador publicou nota em seu site oficial defendendo-se:


"Em relação ao massacre da grande mídia em torno da minha opinião gostaria de dizer o seguinte: Não sou irresponsável e nem toxicômano, por isso não defendi, não defendo e não defenderei jamais o turismo sexual mas, se os governantes e a sociedade não oferecem às adolescentes de 16 anos ou mais, oportunidades para que as mesmas sobrevivam através do trabalho digno, torna-se impossível imaginarmos que as mesmas não façam uso do próprio corpo para as suas necessidades básicas"



Eu também jamais defenderia o turismo sexual, mas as declarações de Timóteo podem ser vista por outro ponto de vista. A questão da liberdade sexual dos jovens é algo a ser discutido. É correto um casal de namorados de 15 anos ter uma vida sexual ativa? Eu, como todo esquerdista, defendo a liberdade, acredito que devemos aproveitar cada dia que temos ao máximo. Com responsabilidade, com segurança, e não se prostituindo, os jovens devem ter o direito de gozar (sacou o trocadilho?) de uma saudável e prazerosa vida sexual. As afirmações de Agnaldo Timóteo foram infelizes e eu espero que ele tenha apenas se expressado da forma errada.

28.3.07

TSE acabou com o prazer político?

Frase do líder do PSDB no Senado Arthur Virgílio sobre a decisão do TSE de que os mandatos proporcionais pertencem aos partidos e não aos candidatos eleitos:

-É uma chicotada naqueles que acham que partido é motel para darem uma "rapidinha" política.

Todos riram, a maioria concordando.

MINISTRO DA SAÚDE DEFENDE LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Clique aqui.

E eu também!

27.3.07

E a constituição?

O TSE decidiu por 6 votos a 1 que os mandatos de deputados e vereadores (que são eleitos em sistema proporcional) pertencem aos partidos, e não aos candidatos eleitos. Como conseqüência o deputado que sair do partido pelo qual foi eleito deve perde o mandato. A decisão não tem efeito imediato, mas deve gerar uma série de ações na justiça vindas dos partidos que vem perdendo deputados federais para a base de apoio do governo Lula e os que estão perdendo deputados estaduais nas assembléias legislativas.

Lindo, ótimo, maravilhoso para o sistema político brasileiro. Este Blog já defendeu esta interpretação no último mês de novembro. Clique aqui e veja. Porém, a lei não prevê isso. A constituição prevê no seu artigo 55 os casos nos quais os deputados perdem seus mandatos. Na íntegra os artigos 54 e 55:

“Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;

II - desde a posse:

a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;

b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a";

c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a";

d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 55”. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;

IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;

VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º"


Houve uma interpretação difícil de entender. A constituição se cala no que diz respeito a esta questão. Não consegui encontrar base legal para esta decisão da justiça em outras leis, nem mesmo na Lei dos Partidos Políticos. O papel do judiciário é interpretar a lei. As decisões dos ministros do TSE têm de ter base legal. Por melhor que seja o mérito da decisão parece que o judiciário, mais uma vez, extrapolou o limite das suas atribuições.

Devia-se, isso sim, mudar a constituição e deixar claro que o eleito proporcionalmente (deputado ou vereador) que deixar o partido pelo qual foi eleito perde sumariamente o mandato.

PDT fora da previdência

O grande compositor e cantor mediano Chico Buarque disse certa vez que deveria haver um "ministro do vai dar m...". Seria alguém para estar sempre com o presidente e adverti-lo: "Presidente, não faça isso. Vai acabar dando m...".

Alguns dizem que este será o cargo de Franklin Martins. Não sei, mas se for ele já deve ter começado a trabalhar. A primeira missão pode ter sido aconselhar o presidente Lula a desistir de colocar o presidente nacional do PDT Carlos Lupi no ministério da Previdência Social. “Ia dar m...”. Convenhamos, há um rombo na previdência. Mais cedo ou mais tarde será necessário fazer uma reforma no setor (leia-se "diminuir os direitos previdenciários do cidadão") e o PDT, e principalmente Lupi, é declaradamente contra qualquer movimento neste sentido. Ao invés de caçar problema por aí Lula decidiu nomear Lupi, único ministro indicado pelo PDT, para o ministério do Trabalho*. O atual ministro dali, o petista Luiz Marinho, ex-presidente da CUT e pré-candidato a prefeito de São Bernardo do Campo, deverá ser colocado na previdência. O atual da previdência, o petista Nelson Machado deve seguir para a secretaria-executiva do ministério da Fazenda. E o atual secretário-executivo Bernard Appy? Sei lá, dizem que ele não se dá bem com o ministro Guido Mantega, mas não deve ficar desempregado não. Banco querendo-o não vai faltar.



*Aula de história política. Em 1945, sob a liderança de Getúlio Vargas foi fundado o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A este partido pertenceram nomes como João Goulart e Leonel Brizola. A ditadura militar (1964-1985) acabou com os partidos existentes e criou no Brasil o bipartidarismo. Passaram a existir legalmente apenas o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) (oposição ao regime) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de apoio dos ditadores que amanhã ganhará o nome de Democrata. Quando o bipartidarismo acabou, em 1980, Brizola tentou re-fundar o PTB, mas perdeu na justiça o direito de usar esta sigla para uma sobrinha de Getúlio Vargas, Ivete Vargas, que não o queria no partido. Decidiu então criar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em outras palavras: O que hoje tem o nome de PDT é o antigo PTB de Getúlio, Jango e Brizola. O que hoje tem o nome de PTB é um partido presidido por Roberto Jefferson (precisa dizer mais alguma coisa?).

Contador de acessos

Por motivos técnicos o contador de acessos do Blog do Braga teve de ser reiniciado.

Não vou falar, não vou falar, não vou falar... tá bom, vou falar

Se toda a imprensa fala sobre o tal caos aéreo eu também vou falar. E falo, inclusive, com a autoridade de quem já foi afetado diretamente duas vezes pelos atrasos dos vôos.

Que besteira. E daí que eu tive que esperar durante duas horas e meia para entrar num avião que depois ficou mais uma hora parado numa fila de aviões feita da pista de decolagem esperando poder levantar vôo? É um incômodo? É. É absurdo? É. A culpa é do governo? Em parte. E daí?

E as condições do transporte público urbano? E os trabalhadores que têm que enfrentar diariamente o desafio de conseguir um ônibus velho, sujo, lotado, sem condições de segurança para levá-lo ao trabalho e ainda lhe cobra uma passagem com preço absurdo? Por que a crise aérea, que atinge a classe média, tem tanta importância e o estado caótico do transporte público urbano nas grandes cidades, que atinge o trabalhador humilde, não merece nem um comentariozinho, nem uma notinha num jornalzinho. Por que não propõem uma CPI para melhorar este problema muito mais grave?



A propósito, não me lembro do deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) e dos outros tucanos fazendo obstrução para abrir uma "CPI do apagão" para investigar as responsabilidades da crise elétrica que atingiu o país todo (todas as classes) durante o segundo governo FHC. ¬¬

26.3.07

Acorda Mão Santa


Segunda-feria vazia no Congresso Nacional. Como de costume, diga-se de passagem, mas agravada pela situação do caos aéreo.

Quase no final da sessão plenária do Senado Federal, durante discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS), o senador Mão Santa (PMDB-PI) foi flagrado supostamente tirando um cochilo sentadinho na sua cadeira. O presidente da sessão, senador Gilvam Borges (PMDB-AP), não perdeu a chance de brincar: "Vossa excelência é o guardião do plenário. Não pode cochilar", falou arrancando gargalhadas de Serys Slhessarenko (PT-MT). Mão Santa tentou se explicar: "Como médico, professor de biologia e fisiologia posso lhe assegurar que estava de olhos fechados para compreender melhor as palavras deste que é o melhor orador da história do Brasil".

Então tá. Já que ele está dizendo.

Agripino se dando bem (?)

A apresentadora Hebe Camargo, famosa entre outras coisas por gostar de destribuir "selinhos" aos convidados do seu programa, não deixou o senador José Agripino Maia (PFL-RN), casado com Anita Louise Catalão Maia, escapar. Após ele resistir um pouco pensando na reação da sua esposa a apresentadora conseguiu seu desejado beijo.


O PFL só fala em renovação e o cara beija logo a Hebe!

25.3.07

Imparcialidade

Tem gente que não gosta de ler este blog por causa da minha falta de imparcialidade (e deixou claro que nunca foi minha intenção ser imparcial neste espaço). E o que dizer desta matéria da revista Época?

"Ninguém gosta de FHC?


EDUARDO PLARR

Uma das perguntas mais intrigantes da cena política brasileira contemporânea é a seguinte: por que ninguém gosta de Fernando Henrique Cardoso? Que os adversários lhe atirem dardos, está bem. É do jogo. A campanha de Lula em 2006 foi baseada numa comparação que transfor4mava a gestão de FHC num catálogo de fracasso, em oposição às supostas conquistas formidáveis de seus primeiros quatro anos. Isso se entende. Mas que os próprios aliados e venham sistematicamente evitando é uma esquisitice brasileira.

José Serra fez isso na campanha em que perdeu para Lula, em 2002. Quatro anos mais tarde, Geraldo Alckmin fez o mesmo. A derrota de ambos poderia ser uma espécie de consolo para FHC: definitivamente não foi sua culpa.

Pelos dados lógicos, FHC deveria ser um gigante perante os brasileiros. Foi ele quem devolveu, com o Plano Real, a e stabilidade4 à economia do país. Estabilidade e, mais importante, dignidade: uma economia instável é uma piada. Uma impossibilidade. Depois de décadas de inflação tonitruante, imune a sucessivos planos mirabolantes e patéticos, FHC triunfou onde tantos fracassaram. A e4stabilidade é a base de qualquer projeto de crescimento econômico, e por ai se tem uma idéia da magnitude do feito de FHC. Milhões de brasileiros pobres cujo dinheiro pequeno era massacrado pela corrosão inflacionária melhoraram de vida com a vitória de FHC sobre a alta obsessiva dos preços. Seus oito anos de Presidência , além disso, incluíram o Brasil no cenário globalizado moderno. Um currículo tão expressivo, e ainda assim um ex-presidente mal-amado, a quem resta apostar, como Napoleão em Santa Helena, no julgamento da posteridade.

Considere a personalidade de FHC. Também por aí se chegará à conclusão de que deveria ser fácil gostar dele. É inteligente, espirituoso. Saber rir e fazer rir. Charmoso. Um homem para quem o cargo parecia um prazer, e não um fardo, como fora para o antecessor, Itamar Franco, e tantos outros presidentes que o Brasil teve. Criador de frases instigantes, depois copiadas mesmo por rivais em tributos involuntários: o clássico "chega de nhenhenhém" com que FHC reagiu à conversa miúda e mesquinha de políticos foi, na semana passada, repetido por Lula. Em seus dias de poder, FHC foi um notável representante do Brasil entre pares no mundo e um homem que, por isso mesmo, devera merecer a gratidão admirada de seus compatriotas por honrar a pátria.

E, ainda assim, repita-se, um mal-amado para quem aprece restar a posteridade.

Como explicar? Uma justificativa possível e até provável é que o mundo não gosta de FHC porque FHC mesmo, em muitos pontos, não gosta de FHC. O processo de privatização em seu governo, por exemplo. Um único caso. Os brasileiros ficavam numa fila de anos para conseguir uma linha telefônica e pagavam um bom dinheiro por ela caso optassem pelo atalho do mercado paralelo. Veja o que aconteceu hoje. A razão do avanço foi a privatização. Pode-se reclamar não do que foi feito nas privatizações, mas do que deixou de ser feito. As privatizações de FHC foram uma conquista e uma inovação. O estado obeso, metido em tudo, diminuiu depois de um ciclo interminável de crescimento. Desordenado que levou à quebra do país.

Pois FHC sempre pareceu um privatizador contrariado. A sensação é que ele fez o que fez não porque acreditava na causa, mas porque não via saída. Na última campanha presidencial, o embaraço com que Geraldo Alckmin tratou do tema é filho da forma como FHC tratou do mesmo tema. A posteridade pode dar a FHC o merecido lugar de um dos maiores estadistas que o Brasil teve. Deve dar, por justiça. Mas antes FHC tem de rever FHC."

E o Vianna?

Esqueceram o Jorge Vianna (PT-AC)? Ex-prefeito de Rio Branco e duas vezes governador do Acre Vianna não se candidatou nas eleições do ano passado. Não podia se candidatar a uma terceiro mandato consecutivo ao governo do seu estado e a única vaga no Senado, caminho natural dos ex-governadores, teve como candidato seu irmão, Tião Vianna (PT-AC) , que estava no fim do seu mandato e foi reeleito com o maior percentual de todo o Brasil, 88%. A opção de Tião ser candidato ao governo e Jorge ao Senado é impedida pela lei que não permite que um parente de primeiro grau suceda outro no comando de um estado.

Jorge, que durante toda a carreira política fez várias amizades com os atuais membros da oposição, era nome dado como certo para o ministério de Relações Institucionais. Com a ida de Walfrido dos Mares Guia para este posto parece que ele vai ficar a ver navios. Lula teve reunião com nesta semana última. O teor da conversa ninguém sabe.

Da coluna da Tereza Cruvinel

Segundo Tereza Cruvinel na coluna Paronama Político do "O Globo":

"A melhor notícia dos últimos anos agora sairá em livro do Ipea: a queda da desigualdade brasileira. Ela caiu forte de 2001 a 2005, e é a menor em 30 anos. Nos cinco anos, caiu 20% a razão entre a renda dos 20% mais ricos comparada com a dos 20% mais pobres. (...)

No nosso caso, os pesquisadores do Ipea constataram que houve também ganhos de renda dos mais pobres. É uma dupla boa notícia, e aconteceu apesar de ser um momento de baixo crescimento. (...)

O Brasil tem sido um país emblemático de desigualdade. Encontrar os caminhos do acerto e persistir neles é realizar um velho sonho. Sonho que ficou um pouco mais perto nos últimos anos."

24.3.07

Cada um ouve o que quer ouvir

Ontem, ao dar posse a três ministros (Walfrido dos Mares Guia nas Relações Institucionais, Marta Suplicy no Turismo e Reinhold Stephanes na Agricultura) o presidente Lula falou sobre a coalizão que seu governo formou: "Mas uma coalizão que pudesse mostrar ao Brasil que é possível fazer política no país com P maiúsculo e que é possível construir um país pensando nos próximos 20 anos, e não apenas nos próximos quatro anos", afirmou. Ao noticiar o fato a "Folha de S.Paulo" segue a matéria dizendo: "A idéia de um projeto de 20 anos de poder era acalentada pelo ex-ministro tucano Sérgio Motta, morto em abril de 1998."

E daí? O que tem uma coisa a ver com a outra? Sérgio Motta, nada saudoso ministro de FHC, declarou: ""O PSDB não é um partido de tertúlias acadêmicas e sim um partido que tem projeto de poder" e afirmou textualmente que o PSDB pensava em ficar no poder por pelo menos 20 anos.

Uma coisa é ter sede pelo poder. Outra é se preocupar com o futuro do país e parar de ficar pensando no Brasil em períodos separados de 4 anos.

Um ano no PT

Hoje completa um ano que eu assinei a minha ficha de filiação ao Partido dos Trabalhadores.

Filiei-me porque sempre fui de esquerda, defensor da liberdade, das mudanças e da justiça social, e no momento que a direita tentou escorraçar a esquerda do poder utilizando uma crise do sistema político brasileiro para tentar forçar o impeachment do presidente Lula vi que não podia assistir tudo aquilo inerte. O apoio à idéia de tirar Lula do poder à força teve pouco alcance na população. A maioria se dividiu em dois grupos: Os que não apoiavam o impeachment e os que eram declaradamente contra essa idéia absurda. Ao me filiar ao PT deixei claro ser membro do segundo grupo.

Cresci muito neste período. Passei por experiências que me marcaram. Assumi a secretaria de movimento estudantil secundarista da Juventude do PT/DF, fui membro da coordenação de campanha da candidatura da companheira Arlete Sampaio ao governo do DF, militei, panfletei, discuti, lutei pela reeleição do presidente e, mais ainda, contra a volta dos tucanos ao poder, participei do Seminário Nacional de Juventude, conheci o PT por dentro, a conturbada convivência das diferentes tendências internas. Também tive ótimas experiências pessoais. Conheci muita gente, fiz amigos e companheiros com os quais espero contar por toda a vida.

Deixo claro porém que meu compromisso maior não é com o PT, mas com o Brasil. Estou neste partido porque acredito que ele é, hoje, a melhor opção para o Brasil caminhar rumo a uma sociedade mais igualitária, mas socialista. É utopia, dirão alguns. Respondo com as palavras de Eduardo Galeano: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia então? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".

Obrigado aos companheiros e às companheiras que me receberam de braços abertos e com os quais estive fazendo a minha parte para construir uma sociedade mais livre, justa e solidária.

“Ousa lutar, ousa vencer, aqui está a juventude do PT”

22.3.07

Ministro Franklin Martins


Está confirmado. O jornalista Franklin Martins vai virar ministro. Ele declarou ao reporter Ricardo Amaral, da Reuters, que aceitou o convite que o presidente Lula o fez no início do mês. "Tive hoje uma segunda conversa com o presidente e aceitei o convite", disse.

Franklin comandará uma nova pasta. Além de cuidar do relacionamento com os jornalistas ele será o responsável pela publicidade oficial do governo, pela Radiobrás e pelo polêmico projeto de implantação de uma rede nacional de TV pública.

Sua nomeação será importantíssima para o governo. A área de comunicação social, seja na parte de responsabilidade do porta-voz André Singer, ou do ex-ministro Luiz Gushiken, ou do ministro Luiz Dulci, foi muito mal. Não basta o governo ser bom, tem que parecer ser bom.

Pedro Simon, o senador do Brasil

Como prometido o senador Pedro Simon (PMDB-RS) subiu ontem à tribuna do Senado Federal para rebater a versão do senador Fernando Collor (PTB-AL) de que seu impeachment teria sido um injustiça.

Assim como Collor fez na semana passada Simon começou de forma factual. Lembrou de fatos que marcaram aquela investigação. Collor, que não é bobo nem nada, pediu um aparte e evitou que o senador gaúcho pegasse o embalo do discurso, se o fizesse não daria para rebatê-lo.

Para quem não sabe Simon é conhecido pelos seus belos e inflamados discursos. Já houve até ministro que pediu para sair do governo depois de ser "aconselhado" pelo senador em um dos seus mais memoráveis pronunciamentos.

Collor disse e repetiu várias vezes que foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É verdade. Mas se for assim temos a mais ilibada classe política do mundo já que o Supremo NUNCA condenou político nenhum. "Nem um deputadozinho, nem um senadorzinho", como disse ontem Simon. "O Supremo arquivou o processo por falta de provas. Jamais poderia ter feito isso. A CPI havia encontrado provas robustas.", completou. "Se as provas eram tão robustas porque o Ministério Público não as acatou?", perguntou em tom irônico o ex-presidente.

Simon: "O Brasil é considerado o país da impunidade".
Collor: "Essa impunidade não serviu para mim".

Enfim, Simon defendeu o trabalho da CPI do PC, da qual foi um dos protagonistas, e Collor continuou dizendo-se vítima de injustiças, atropelos, abusos...

Alguns daqueles que apartearam Collor semana passada fizeram questão de apartear Simon também. Aloízio Mercadante (PT-SP) retificou o espírito público e o sentimento de ética na política que predominaram naquela CPI. Os tucanos Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) também falaram. E quando Tasso falou sobre as coisas graves que aconteceram no governo Lula Pedro Simon, sempre independente, respondeu: “E o que houve no governo anterior? O mais grave que houve foi a venda da Vale do Rio Doce por 3 bilhões sendo que hoje ela tem um lucro semestral maior do que isso. Porque não abrir a caixa-preta das privatizações? O que aconteceu na privatização da "teles"? O que significa "limite da irresponsabilidade" que um graduado membro do alto escalão do governo FHC disse?"

Que orgulho de ter um senador como este.

Por fim, Pedro Simon deixou claro que o afastamento de Collor foi tão legítimo quanto sua volta pelo voto popular. Ao descer da tribuna fez questão de abraçar o novo colega.

Por isso que 2 X 0 é um placar perigoso

Eu não poderia deixar de ir assistir o jogo Gama X Vasco ontem no estádio Mané Garrincha. Era a última chance que tinha de ver pessoalmente Romário jogando.

O primeiro tempo foi desanimado e sem gols. Teve como ponto alto a expulsão do zagueiro Ciro que deixou o Gama com um jogador a menos. Porém foi o time cruzmaltino, durante a maior parte do tempo, que se viu sendo dominado. E nem pode dar como desculpa o fato de o jogo ter sido em Brasília. A presença maciça da torcida vascaína fez o Vasco jogar em casa mesmo longe do Rio de Janeiro.

No começo do segundo tempo o Gama abriu o placar. O meia Valdeir arriscou da intermediária e o goleirão Cássio aceitou fazendo feio. Romário foi chamado pelo técnico Renato Gaúcho e logo depois de entrar em campo viu o gol de cabeça do atacante Neto Potiguar deixar o Gama em situação, teoricamente, confortável na partida.

A torcida vascaína convocou o time para jogar, chamou o técnico de nomes impublicáveis num "blog família" como este. Quando o Periquito começou a querer administrar a partida e os vascaínos davam os primeiros sinais de desequilíbrio em campo o Vasco diminuiu a diferente em lance confuso com chute de Romário na trave e chute certeiro de Fábio Braz. :o .


Eu já estava me preparando para ouvir muita gente me enchendo a paciência pela derrota quando Abedi mandou um balaço de fora da área. O lateral Flávio Mineiro tentou cortar e acabou botando a bola para dentro. Empate com gosto de vitória.

No último lance Romário ainda rolou para André Dias, sozinho, chutar pra fora.

Sem vitória do Vasco, sem gol 1000, sem, nem ao menos, gol 999, mas valeu pena. Obrigado por tudo Romário.

Palpite

Começo a ver com mais otimismo a chance de Franklin Martins virar ministro de Lula mesmo.

Seu blog está parado há semanas. O último post foi no dia 9/3 pelo então interino Ricardo Amaral. Franklin ainda não voltou de suas férias? Ou voltou e está ajustando os últimos detalhes para trabalhar no Palácio do Planalto?


PS: O Diogo Mainardi deve está se mordendo de inveja.

O que antes era PIBinho virou PIBão

Não vou tomar nenhuma posição sobre a mudança na fórmula do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB)

21.3.07

CPI aérea

Não sou contra o instituto das Comissões Parlamentares de Inquérito, mas elas devem ser repensadas. Elas não podem ser banalizadas nem usadas de forma incorreta.

Na última legislatura, por exemplo, a oposição criou no Senado Federal uma CPI que deveria investigar os bingos e acabou investigando o assassinato do prefeito Celso Daniel, a acusação do PT receber doláres vindos de Cuba, a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo. Assim não dá...

E a verdade é que governo nenhum gosta de CPI. O PT critica o PSDB por barrar 69 CPI's na Câmara Legislativa de São Paulo, onde o PSDB é governo. Ora... Se a oposição propusesse 69 CPI's no congresso e o governo tivesse condições de barrar todas barraria.

Fazer uma CPI, é bom deixar claro, não vai fazer com que os vôos não atrasem, é só para atacar o governo, é, salvo as honrosas exceções, sempre para atacar o governo, qualquer governo.

Seria melhor, politicamente, o governo parar de fazer força para evitar a abertura do inquérito parlamentar e arrumar uma forma de controlar a comissão como tentará fazer com a CPI das ONG's que será aberta no Senado. Não tem maioria no Congresso? Respeitando-se a proporcionalidade terá maioria na CPI.

Tá bom...

Vou escrever sobre a reforma ministerial.

Primeiro. Esse assunto é importante, mas nem tanto. Não fará diferença na vida do cidadão comum. Serve, mais do que qualquer coisa, para conseguir apoio para o governo no Congresso e para manter a imprensa ocupada.

Há uns cinco meses Lula vem empurrando a reforma ministerial com a barriga. "Ele está todo enrrolado, não sabe o que fazer, não sabe demitir, não tem pulso firme...". Tanta besteira que a gente ouve. Lula quis demorar para fazer essa reforma. Ela atrapalha o governo? Não, enquanto a esplanada estiver ocupado por ministros tecnicos o governo funciona melhor. A verdade é que a principal função dessa reforma é manter ocupada grande parte da imprensa, que se não tivesse essa ocupação poderia está enchendo o saco do governo com algum assunto mais constrangedor.

Alguém acha que o brasileiro vai para um happy hour na tardizinha de uma quarta-feira reclamar porque o Balbinotti quase virou ministro da agricultura? Tanto faz.

De resto é importante frisar o sucesso que o governo, mais precisamente o próprio Lula, vem tendo. Ele está fazendo o ministério que ele quer. Ninguém botou uma faca no pescoço dele pela nomeação de ninguém. Só pareceu pressionado quando quis. Como no caso da Marta Suplicy. Custava ele ter garantido a nomeação dela no primeiro pedido que o PT fez? Não, mas ele fez o partido dar valor ao pequeno ministério do turismo.

A propósito, sobre o PT é curioso perceber a movimentação interna que Lula faz. O partido é hoje rachado, a grosso modo, entre o grupo do José Dirceu e o grupo do Tarso Genro e Lula, que sempre foi do grupo de Dirceu, deu a maior moral pra Tarso. Além de nomeá-lo para o mais importante ministério do Estado brasileiro, o da Justiça, manteve, apesar de todas as pressões, Fernando Haddad, indicação de Tarso, no ministério da Educação, um dos ministério com os quais "não se brinca".

O outro "ministro sério" é o sanitarista José Gomes Temporão. Que lindo lance político. Lula o queria cuidando da saúde e fez valer o artigo 84 da Constituição. Aquele que diz que compete privativamente ao presidente da República nomear e exonerar ministros de Estado. O PMDB, que não é besta nem nada, disse amém. Agora quer ocupar o segundo escalão do ministério de R$ 40 bilhões.


Quanto ao apoio? Lula tem o PT, o PCdoB, o PSB (fazendo birra), o PMDB do Senado, o PMDB da Câmara, o PTB, o PP, o PR (fazendo uma birra que chega a ser engraçada)... e ainda conta com uma oposição em frangalhos, sem rumo... Depois que Lula foi visitar Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) então... ACM deve ficar mansinho que é uma beleza.

O império está ruindo

Não bastasse o fracasso do início da novela "Paraíso Tropical" que vem tendo índices de audiência mais baixos do que o normal para o horário global a Rede Globo, pasmem, ainda perdeu a concorrência pela exclusividade das Olímpiadas de 2012 em Londres.


A exclusividade caberá a Rede Record.

:o

Simon X Collor

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) irá ao Palácio do Planalto ás 18h pela primeira vez desde quando saiu dali expulso pela vontade popular. A bancada do PTB do senado (cinco senadores) terá reunião com o presidente Lula.

Antes, por volta das 15h, o Senador (com "S" maiúsculo) Pedro Simon (PMDB-RS) fará discurso rebatendo a versão que Collor deu na semana passada quando disse ter sido vítima de uma injustiça.

Antes mesmo de ouvir já concordo com Simon.

20.3.07

Deu no Jornal da Band

"Durante mais de 15 anos uma sala da secretaria de segurança pública da Bahia foi usada, imaginem só, para esconder dezenas de inquéritos com origem no Ministério Público denunciando político e prefeitos baianos. A prática vigirou no período que o PFL governou o estado."


Não sou eu quem estou falando não, é o Boechat.

Ah, pra quem não lembra quem tirou o PFL do poder no ex-feudo baiano foi o PT com Jacques Wagner.

Cada uma....

A oposição tentando abrir um CPI "para investigar os atrasos dos vôos". O governo querendo evitar. No meio de uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça que discutia o assunto o presidente, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) (quem é ele para presidir uma comissão como essa?), muda a pauta de votações e a oposição se sente atingida. Começam os protestos e gritaria. De repente o ilustre presidente da comissão diz: "Aqui não é lugar para histéricos".

Hã? Como assim?

Reconheço

Tenho postado pouco no blog. CPI do Apagão sendo evitada, obstrução, reforma ministerial, crise aérea (de novo), BBB com um hermano argentino e tantas outras coisas acontecendo e eu quase não tenho publicado nada neste espaço.

Ando meio recolhido a reflexões internas, que depois externarei aqui. Nos últimos dias, por exemplo, tenho dedicado meu pouco tempo livre para pesquisar o que é o Amor (com "A" maiúsculo mesmo).

Prometo me dedicar mais ao nosso blog.

De "O Globo"

"Se o presidente Lula indagasse ao colega da Colômbia, Alvaro Uribe, o que fazer contra o narcotráfico, talvez se arrependesse de ter tocado no assunto. O GLOBO perguntou a Uribe quais seriam as recomendações, e o presidente disse que Lula deveria chamar o problema para si, transformando-o em questão de Estado. Recomendaria também o emprego de todas as forças disponíveis, inclusive o Exército."

Tem meu apoio.

19.3.07

998

Não queimei a língua. Dei Romário como morto para o futebol porque ele realmente estava, mas parece renascer das cinzas. Está jogando mais do que nos últimos dois ou três anos. Não está dando o show que dava com 20 e poucos anos, quando pegava a bola no meio driblava, quem aparece e jogava no fundo da rede matando o goleiro, mas duvido que algum outro jogador já tenha feitos três hat-tricks (marcar três gols numa só partida) com 41 anos.

A contagem regressiva para o milésimo, nas contas do baixinho, está acabando. Só faltam dois e ele pode acontecer em qualquer partida apartir de agora. Quarta-feira o Vasco jogará contra o Gama aqui em Brasília e eu estarei lá. Presenciar este feito histórico seria emocionante, mas ainda prefiro que ele ocorra no Maracanã no clássico contra o Flamengo no próximo domingo (25).

16.3.07

Aniversários

Fazem aniversário hoje o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu e o governador da Bahia Jacques Wagner.

Faria aniversário hoje se ainda estivesse vivo o deputado Luís Eduardo Magalhães.



Interessante. Luís Eduardo e Dirceu já foram dados como candidatos certos a presidência da República, mas, por motivos diferentes, acabaram sendo impossibilitados. Agora, Wagner também é pré-candidato a presidência.

Collor, o injustiçado?

O ex-presidente da República, ex-candidato dos descamisados, ex-caçador de marajás e agora senador Fernando Affonso Collor de Mello (PTB-AL) fez na tarde um ontem um (longo) discurso dando a sua versão sobre a crise que o levou a ser afastado da presidência da República há 15 anos.

Diz-se vítima de farsas, abusos e preconceito. Disse que o então presidente da Câmara dos Deputados Ibsen Pinheiro aceitou a abertura do seu processo de impeachment motivado por vingança política. Nada de bombástico, nada de novidade. O destaque ficou nos apartes que recebeu.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi o primeiro a pedir a palavra. Usou parte do tempo para atacar o governo Lula, que ele acusou de não ter projeto, e declarou que conviverá com Collor no Senado sem nenhum preconceito.

Falando sobre como as coisas aconteceram 15 anos atrás Collor citou o então diretor-geral da Polícia Federal e atual senador Romeu Tuma (PFL-SP). Com lágrimas nos olhos o senador paulista contou que acabara de receber uma ligação de sua esposa que disse que ele não podia ficar calado diante da forma carinhosa que foi citado. Confirmou ainda o que Collor havia dito. Ele nunca tentou atrapalhar as investigações, pelo contrário, sempre mandou investigar tudo.

Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente do PSDB hoje e na época do impeachment, disse não se arrepender da postura tucana naquela ocasião e falou que a postura da elite brasileira mudou nestes anos. Lembrou que as acusações que o governo Lula sofreu também eram graves, mas não houve o rigor que houve com Collor.

O senador Aloízio Mercadante (PT-SP), único petista a pedir um aparte, defendeu a CPI que apurou as acusações contra Collor e da qual ele mesmo foi membro. "Tenho orgulho de ter sido membro daquela CPI. Alguns viraram de lado na última hora graças à pressão popular, outros não. Fiz o que minha consciência e meu mandato julgavam correto", declarou firmemente.

Sempre em tom educado Collor disse que o que aconteceu foi uma violência contra o Estado de direito democrático. Mas admitiu falhas. "Éramos um grupo de jovens idealistas querendo mudar o Brasil e achávamos que essa mudança podia ser rápida", confessou.

O senador Mão Santa (PMDB-PI) não mediu esforços para elogiar o ex-presidente. "Vossa excelência foi o mais extraordinário presidente da República. Eu era prefeito de Parnaíba e tinha medo. O Lula ia invadir tudo. Eu lutei pela sua eleição mais do que pelas minhas", disse o senador.

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que governava o Distrito Federal na época do impeachment, não se calou. Pediu um aparte e disse: "Nada me deixa mais indignado do que injustiça e desprezo aos pobres. E quanta injustiça! Vossa excelência passou 15 anos sem dar uma palavra de agressão a quem quer que seja. Isto é uma lição. Fui e sou solidário ao seu governo e a sua postura. Vou até retirar minha inscrição para discursar depois de vossa excelência para que seu discurso repercuta ainda mais". Os senadores e as pessoas que acompanhavam o discurso na tribuna de honra e nas galerias aplaudiram efusivamente. Respondendo ao aparte de Roriz Collor se emocionou ao lembrar que quando saiu do Palácio do Planalto entrou no helicóptero e pediu ao piloto que antes de deixar-lhe no destino sobrevoasse a construção de uma escola que seu governo fazia em parceria com o governo Roriz. O piloto disse que não poderia porque o helicóptero não tinha combustível suficiente e ali, segundo ele mesmo, Collor entendeu que, de fato, estava tudo acabado.

Collor declarou-se membro da bancada de apoio do governo Lula quando respondeu ao aparte do líder do governo na Casa senador Romero Jucá (PMDB-RR): "Sou um soldado seu. Sou seu liderado e estou apenas esperando suas ordem para ajudar o governo", declarou.

Muitos elogios, muitas palmas, muitas lágrimas e tal. Isso muda o passado? Não. Tenho sobre Fernando Collor a mesma opinião que tinha antes. Não sei se ele era culpado daquelas acusações.

Para a minha geração, crianças na época do impeachment, Collor é corrupto e ponto. Aprendemos desde sempre que Collor é sinônimo de corrupção. É mesmo? Não sei. Talvez até seja, mas se ele não foi vítima de uma injustiça, foi sim um cassado político. Assim como José Dirceu, Roberto Jefferson e tantos outros. Não quer dizer que sejam inocentes, nem que são culpados, mas que tiveram suas cassações motivas por questões políticas.

  • Collor foi arrogante. Achou que, pela quantidade de votos que recebeu na eleição, não ia precisar do apoio da mídia e do Congresso;
  • Seu apoio popular era superficial, sem raiz. Diferente do apoio que Lula tem hoje;
  • A economia estava em estado caótico. A inflação era altíssima e para combatê-la ele determinou o seqüestro à poupança da população (quer coisa mais impopular do que pegar o dinheiro da classe média?).

O fato de ele ser culpado ou não era um detalhe no meio disso tudo.

Agora ele diz que só vai olhar para o futuro. Qual futuro? Será candidato a presidência em 2010?

Antes do discurso de Collor

O senador Mão Santa (PMDB-PI) geralmente arranca gargalhadas dos seus colegas senadores quando sobe à tribuna, mesmo que seja para fazer o discurso que sempre faz. E na tarde de ontem não foi diferente.

Mão Santa começou dizendo que estava fazendo apenas a preliminar para o discurso do ex-presidente Fernando Collor visto que a grande expectatica do dia era pelo pronunciamento do senador alagoano. Como constuma fazer Mão Santa falou das lembranças sobre o futebol carioca da década de 50, quando estudava medicina no Rio de Janeiro, chegando até a citar de cor a escalação do Fluminense campeão estadual de 1950. Lembra ele que ninguém sabia durante os idos anos 50 quem seria o campeão. O "seu" Fluminense, o Flamengo, o Botafogo, o Vasco... mas o último colocado era certo: Canto do Rio, time de Niterói. Depois faz uma analogia dizendo: "A Copa do Mundo é de quatro em quatro anos, mas a campeonato das riquezas é todo ano e todo ano tem o Haiti que é o Canto do Rio livrando o Brasil de ser o último colocado", e de fato a economia brasileira só vem crescendo mais do a economia haitiana na América Latina.

Ontem havia um dado novo do discurso. O Brasil é o segundo país que pior usa o dinheiro público na América perdendo só para a Colômbia. "Lá é todo mundo maconhado mesmo", declarou o senador de forma preconceituosa em relação ao povo colombiano.

Socialismo e propriedade privada

China aprova sua primeira lei sobre propriedade privada

A China deixou, portanto, de ser socialista? Ora a China deixou o socialismo de lado há muito tempo. O povo dali trabalha praticamente em estado de escravidão. Que socialismo seria este?

A questão é: O que é socialismo hoje?

15.3.07

Maranhão do Sul

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou ontem projeto que convoca a população do Maranhão para decidir sobre a divisão do estado criando o Maranhão do Sul.

O novo estado é de interesse ao grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), que ganharia mais um governo de estado. Porém, deixando as questões políticas de lado esta divisão poderia ser boa para aquela região. Basta ver o que aconteceu com o Mato Grosso do Sul e com Tocantins ao se separarem do Mato Grosso e de Goiás respectivamente como lembrou o senador Edson Lobão (PFL-MA), histórico aliado de Sarney e autor do projeto.

O Maranhão é muito grande e muito pobre. É difícil a região de Imperatriz, Carolina, Açailândia e outras cidades do sul maranhense receberem a devida atenção do governo estadual.

O projeto, que não decide pela divisão e sim convoca os eleitores para decidir por meio do voto, vem a calhar. Agora cabe a população discutir bem a proposta e votar conscientemente.

A Record toma as Olimpíadas da Globo

Deu no blog do Lauro Jardim:

"A Record acaba de obter uma vitória emblemática contra a Globo. A emissora do bispo Macedo venceu a rede da família Marinho na disputa pelos direitos de transmisão das Olimpíadas de 2012, em Londres. A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) não chega a ser uma surpresa diante dos valores que a Record botou na mesa: 30 milhões de dólares, segundo a Record. Ou, 60 milhões de dólares, pelas contas da derrotada Globo. Para se ter uma idéia do que isso significa, a Globo pagou 12 milhões de dólares para transmitir os Jogos Olímpicos do ano que vem, em Pequim. A proposta da Record foi em muito superior à da Globo."

14.3.07

Reforma Ministerial

Não gosto de especulação pura. Só publico aqui o que tenho certeza de ser verdade e isso não ocorre com as informações que disponho sobre a reforma ministerial. A essa altura parece que há pouco mistério. Basta ler os blog listados nos nossos links aqui ao lado e vocês terão boas informaçãoes.

Eu prefiro me recolher e só comentar depois da reforma feita.

Porém, fica aqui a torcida deste blog para que o jornalista Franklin Martins assuma a área comunicação do governo como o presidente Lula deseja.

Congresso petista adiado

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu nesta última terça feira adiar o 3º Congresso Nacional do partido para os dias 17,18 e 19 de agosto. A decisão terá de ser confirmada pelo Diretório Nacional (percebeu a quantidade de coisa nacional nessa notícia?).

O Congresso estava marcado para os dias 7, 8 e 9 de julho, mas seu adiamento deve ser confirmado por dificuldades logísticas.

13.3.07

Ô povinho que gosta de falar em crise

O comentarista de economia Carlos Alberto Sardenberg, empregado da querida família Marinho, publica no seu blog:

"Lá vem a crise de novo

Bolsas americanas voltam a ter perdas pesadas – na casa dos 2% - e a Bovespa segue atrás, com queda de 3,4%, até aqui, 17 hs."

Agora é assim. É só as bolsas de valores terem algumas quedas, mesmo o IBOVESPA estando ao nível de 42749 pontos (por onde anda a "Economia ao alcance de todos"?), que eles já usam a tal palavra: crise.

Desde que o ex-metalúrgico assumiu a presidência da República foi-se o tempo em que o pessoal da Globo maquiava o que podia para fazer parecer que tudo no Brasil é um mar de rosas.

Serra e Folha, um caso de amor

O governador de São Paulo José Serra (PSDB), visitou ontem o Jornal Folha de São Paulo, onde foi recebido em almoço. Gesto em gratidão pelo apoio na campanha do ano passado? Não sei, mas Serra, pra mim, já é presidente virtualmente eleito pela imprensa em 2010.

Está na constituição

O PT devolveu ao presidente Lula a decisão de convidar ou não Marta Suplicy para ser ministra?


"Constituição Federal de 1988

Capítulo II
Do Poder Executivo

Seção II
Das Atribuições do Presidente da República


Art. 84 Compete privatizamente ao Presidente da República:
I - nomear e exonerer os Ministros de Estado;"


Em outras palavras: Quem tem a caneta é o Lula, e, portanto, ele é quem decide.

ACM sai da UTI

O senador Antônio Carlos Magalhães saiu da UTI e foi tranferido para um quarto no Instituto do Coração (InCor).

A melhoria do seu estado de saúde veio depois da visita que o presidente Lula fez de passagem pelo hospital para fazer um check-up.

Este blog está ansioso para ver o senador baiano de volta à tribuna. Será que manterá o risco
tom grosseiro quanto falar sobre o presidente?

Falando em PFL

Apesar do processo de extinção pela qual o partido esta passado, há salvação.

Eles deveriam se reafirmar como partido de direita, defensores da classe média e conduzir um nome como Guilherme Afif Domingos para presidir o partido, mas é melhor que não ouçam meus conselhos mesmo.

Esse é o PFL que a gente conhece

O futuro presidente do futuro Partido Democrata (ainda Partido da Frente Liberal) poderá ter o seu mandato de deputado federal cassado.

Rodrigo Maia (PFL-RJ), filho do blogueiro e prefeito do Rio de Janeiro César Maia, é acusado pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro de utilizar a máquina administrativa municipal em favor da sua campanha a deputado no ano passado.

Primeiro rebaixamento

A (linda) assistente (lê-se bandeirinha) Ana Paula de Oliveira errou no clássico disputado neste último fim de semana entre Santos e São Paulo pelo campeonato paulista anulando um gol do alvi-negro praiano que era legal. Errou como tantos outros erram. Ela mudou o curso da partida sim, mas puni-la rebaixando-a para trabalhar em jogos da segunda divisão do futebol paulista foi um exagero.

Será que se ela fosse homem isto teria acontecido?

12.3.07

Dirceu, guerreiro do povo brasileiro



O campo político "Construindo um Novo Brasil" (ex-campo majoritátio) do Partido dos Trabalhadores realizou um seminário regional em Brasília neste último final de semana.





A presença mais prestigiada foi a do ex-deputado e ex-ministro José Dirceu. Recebido no auditório das plenárias com gritos de "Dirceu... Guerreiro... Do povo brasileiro". O ex-manda-chuva do governo Lula criticou a idéia de uma refundação do partido defendida pelo ministro Tarso Genro e principalmente pela Democracia Socialista (outra corrente interna do partido). Defendeu a coalizão do governo e deixou claro que, no que depender dele, o PT pode apoiar um candidato de outro partido em 2010. "O PT pode e deve ter um candidato. Mas se a coalizão não pode ter um candidato que não é do PT, não é coalizão. Se só nós podemos ter candidato não queremos mudar e sim governar”.

Ao final, o presidente do PT/DF, Chico Vigilante, perguntou: "Zé, que dia você nasceu?". "Dia 16 de março", respondeu. Neste momento ele foi homenageado com um bolo e uma torta de aniversário ao som de "Pra não dizer que não falei das flores" de Geraldo Vandré. Depois de cantarem também o tradicional "Parabéns pra você" Dirceu pegou o microfone e disse: "Vocês sabem que podem sempre contar comigo. Essa militância sempre esteve presente comigo. Eu sou militante do PT. E espero honrar e continuar honrando esta militância. Eu me sinto muito bem como militante do PT. Eu não preciso ser deputado, não preciso ser presidente do PT, eu não preciso ser ministro para fazer política. Pra ajudar o presidente Lula a governar o Brasil, o PT a se consolidar e a transformar o Brasil basta ser militante do PT. Portanto, essa homenagem que vocês me fazem é, na verdade a vocês mesmos, ao PT e a nossa militância. (aplausos) E eu ainda vou viver muito hein. Ainda vou viver muito!"

Durante a tarde de sábado foi a vez do presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), fazer uma exposição sobre o socialismo petista. "O PT deve se reafirma como partido de esquerda, revolucionário e socialista", decretou.

Aécio, o governador que legisla

Para os tucanos que reclamam que o governo federal abusa do uso das Medidas Provisórias tirando do congresso o papel de legislar a "Folha de S. Paulo" noticia:

"Aécio ganha aval para "fazer" leis

Com autorização da Assembléia mineira, governador tucano bate recorde de leis delegadas no Estado

Aécio edita 67 normas em janeiro deste ano para reformas administrativas do "choque de gestão"; governo de Minas nega excessos"

9.3.07

Deu na Folha

"Lula vai trocar seu secretário de imprensa

Jornalista Franklin Martins, da TV Bandeirantes, foi convidado para assumir cargo de André Singer, mas ainda não deu resposta (...)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o jornalista Franklin Martins para assumir a área de comunicação e imprensa do governo. O atual secretário de Imprensa e Divulgação, André Singer, pôs o cargo à disposição em 2006 e considera ter cumprido sua missão, segundo apurou a Folha. (...)

A Folha apurou que Franklin não gostaria de atuar como porta-voz. Na conversa com o jornalista, o presidente expôs a idéia de reunir num único órgão parte das atribuições da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo) e da Secretaria de Imprensa e Divulgação."

Entrevista de Franklin ao Blog do Braga

Bush no Brasil

Ainda não tinha escrito uma linha sobre a visita do presidente estadunidense George W. Bush ao Brasil. E, na verdade, nem gostaria de escrever. Não tem muito a ser dito.

Bush é senhor da guerra. O líder do imperialismo assassino. Porém, precisamos destes imperialistas filhos da mãe.

Eles que não esperem o Brasil para apoia-los em suas intervenções, mas os acordos econômicos são importantes para os dois lados, mais ainda para o Brasil.

Quanto ao Etanol: O Brasil tem tudo para ser uma grande potência mundial energética, quiçá a maior de todas.

ACM na UTI

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), 79 anos, foi transferido para a UTIdo Instituto do Coração (Incor) na tarde de ontem por conta de um problema nos rins.

ACM trabalhou normalmente na manhã de quarta-feira presidindo a Comissão de Constituição Justiça (CCJ) do Senado Federal. A tarde viajou para São Paulo onde foi fazer um check-up atendendo a recomendações de familiares e acabou sendo internado.

Diferenças políticas a parte, este blog espera pela melhora do estado de saúde do senador.

Eleição anulada

O juiz titular da 15ª vara cível, Renato Ricardo Barbosa, anulou a eleição para o Conselho Deliberatico do Clube de Regatas Vasco da Gama ocorrida em novembro último. A eleição, cheia de irregularidades, havia sido vencida por uma chapa que tinha como líder Eurico Miranda.

Uma nova eleição deverá ocorrer no prazo de 30 dias.

"Não estou preocupado. Mas vou tomar conhecimento do caso para depois me pronunciar melhor sobre essa situação", afirmou Eurico.

7.3.07

Só semana que vem

Não queria dizer isso não, mas...

... a verdade é que o ex-candidato a presidente do PMDB Nelson Jobim não tinha mais chances, com ou sem o presidente Lula receber Michel Temer (PMDB-SP) no Palácio da Alvorada. Preferiu renunciar e jogar a culpa em Lula do que ir pra disputa e perder no voto.

Dia de COPOM

O Comitê de Política Monetária anuncia hoje a nova taxa Selic. Ela está em 13% (o menor índice da história) e deve cair 0,25%, mas não ficaria surpreso se os astrônomos do Banco Central, como diz Mino Carta, decidissem manter a taxa no valor atual.

6.3.07

Estamos liberados, disse Renan

Em meio a tantos jornalistas vi o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sendo entrevistado sem conseguir ouvir muita coisa. Nem precisava. Bastava ver seu semblante.

Em suas poucas palavras disse que não lhe cabia falar sobre se houve interferência no processo eleitoral interno do PMDB por parte do presidente Lula, cabe sim se preocupar com as obrigações de um presidente do Senador Federal. Declarou-se 100% solidário ao candidato desistente Nelson Jobim. Mas o mais importante na sua fala foi dizer que seu grupo considera-se, a partir de agora, "liberado" em relação ao presidente Lula. Um jornalista insistia: "O que significa liberado, senador? O que significa liberado?". Ficou sem resposta.

Será que Renan Calheiros e José Sarney (PMDB-AP), lulistas desde criancinhas, farão oposição ao presidente no Senado, logo onde o governo tem mais dificuldade de conseguir maioria? Ora, tolice. Quer bons motivos para eles continuarem apoiando Lula?
Eles indicaram (e manterão) Hélio Costa (PMDB-MG) para o ministério das Comunicações;
O senador José Sarney indicou (e manterá) Silas Rondeau, antigo amigo seu, para o ministério de Minas e Energia;
Há várias outras indicações do PMDB do Senado no segundo escalão do governo;

O líder do governo do Senado é (e continuará sendo) Romero Jucá (PMDB-RR);
Roseana Sarney (PMDB-MA), filha do Zé, será indicada para a liderança do governo no Congresso*.

Isso é, vão fazer biquinho? Vão, mas política é assim mesmo. É entre tapas e beijos.



*Essa indicação deve ter sido para tirar atenção de outra péssima: José Múcio Monteiro (PTB-PE) para a liderança do governo na Câmara. O.o

Bolsonaro, um homem família

Andava tranquilamente pelo salão verde da Câmara quando vi um grupo de jornalistas entrevistando um deputado. Aproximando-me vi que se tratava do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) visivelmente alterado com uma veia quase a explodir no alto da testa. Ele havia sido perguntado sobre o fato de ter contratado para seu gabinete dois parentes. Algumas frases suas:

“Eu tenho um filho que é deputado estadual e outro que é vereador. Se eu perder meu mandato aqui não posso trabalhar no gabinete de um deles porquê? Eu sou algum idiota?"

"Quando o Lula me ofereceu a superintendência do aeroporto Santos Dumont para eu votar com o governo na reforma da previdência em 2003 eu podia ter aceito e colocado minha mãe pra trabalhar lá ganhando R$ 200 mil, mas botar um parente no gabinete ganhando R$ 2 mil não pode?"

"Colocar gente em cargo nos ministérios e rachar o dinheiro é que é moral? As vezes o deputado faz isso pra pagar dívidas de campanha. Se eu tivesse aceito mensalão para pagar minhas dívidas seria moral?"

"Bolsonaro: A gente tem que parar com essa hipocrisia. Duvido que na imprensa também não esteja cheio de parentes. Eu renuncio ao meu mandato agora se vocês também não empregam parentes nos seus jornais.
Jornalista: Mas o jornal é uma empresa privada.
Bolsonaro: Mas é concessão pública! Você é concessão pública! E todos os deputados que têm concessão pública votam com o governo. Dizem aos eleitores que vão lutar aqui por mudanças e tal, mas quando chegam fazem um acordo para manter as benesses do governo."

"Se eu quiser empregar até uma prostituta no meu gabinete eu emprego. Isso é problema meu."

"Eu não me importo com reeleição. No dia que eu me preocupar com isso eu vou passar a ser só mais um deputado. Quem não quiser mais votar em mim que não vote."


Depois, para amenizar o clima, o deputado foi perguntado sobre questões de segurança pública.

"Nós temos que ter pena de morte. Temos que reduzir a maioridade penal. A verdade é que desde quando o presidente Figueiredo deixou este país isso virou uma bagunça."
Para finalizar:

"Nada do que eu disse aqui vai aparecer em jornal nenhum porque vocês não tem culhões."

Deputado, eu tenho culhões.

E disse Alberto Fraga

Frase do secretário de Transportes do Distrito Federal Alberto Fraga:

"Quem faz o planejamento de um metrô e não coloca banheiro é porque não sabe o que é uma diarréia."

Jobim está fora

O blog do jornalista Fernando Rodrigues noticia que o ex-ministro da Justiça, ex-presidente do Supremo e agora ex-candidato a presidente do PMDB Nelson Jobim desistiu desta candidatura. Eis a nota oficial:

"Os acontecimentos das últimas horas enunciam opção objetiva do governo quanto à disputa no PMDB. Diante disso resta-me afastar-me em definitivo da contenda.

Brasília, 6 de março de 2007

Nelson Jobim."


Com isso o atual presidente do partido, deputado Michel Temer (PMDB-SP) está reconduzido ao cargo sendo o candidato único na disputa.

5.3.07

E disse Agripino Maia

Palavras do senador José Agripino Maia (PFL-RN), líder do PFL (futuro PD) na Senado Federal:

"Eu falar sobre uma coisa que eu me preocupo muito que é a reforma agrária!"


PFL? Falando sobre reforma agrária? Isso é que é esforço pra mudar a cara do partido.

Opa, parem tudo, nada é feito sob comoção

Menina morta em igreja em Joinville foi violentada


Morre menina baleada no Morro dos Macacos, em Vila Isabel

Dizem que não podemos mudar as leis sob o impacto da emoção. Pois não vamos mais mudar lei nenhuma. Supõem que passará o momento de comoção, haverá um momento de tranqüilidade e aí sim poderemos mudar as leis. O problema é que não haverá mais esse momento de calma. Quando ocorre uma tragédia todos ficamos comovidos, mas antes desse sentimento passar outra tragédia ocorre em seguida e o estado de choque, de inércia é mantido.

Do jeito que está não dá pra continuar. Temos mudar (não só as leis) e rápido.

Texto de José Serra

Em meio à discussão sobre a redução da maioridade penal finalmente encontrei alguém sensato. E logo quem. José Serra. Seu texto publicado no "O Globo" de ontem apresenta a melhor saída para o problema que enfretamos.


"Em nome da razão


A violência praticada por adolescentes que já podem distinguir o bem do mal, o legal do ilegal, o lícito do ilícito preocupa todas as grandes cidades do país. Está evidente que os instrumentos legais hoje disponíveis não respondem mais às urgências postas. Se a mudança da maioridade de 18 anos para 16 mais divide a sociedade do que a une, isso não significa que devamos ficar de braços cruzados. É preciso adotar medidas que respeitem as regras da boa administração: foco, reconhecimento da dimensão de um problema, trabalho intenso e permanente.

A maioria dos estudiosos concorda que o número de adolescentes violentos, capazes de cometer até crimes hediondos, é pequeno, em termos relativos. Na maioria dos estados, envolve 5% do total de internados. Em São Paulo, onde a população de jovens internados fica em torno de 5.000, os indivíduos mais perigosos são cerca de 750, não passando de 15%. Em outras regiões do país, as proporções devem ser parecidas.

É nesse universo que estão os jovens que produzem tragédias que deixam o país em estado de choque, seja a morte do pequeno João Hélio, no Rio, ou o massacre de um casal de namorados que decidiu acampar na cidade do Embu, na Grande São Paulo, há pouco mais de três anos. São sintomas de um problema mais geral, de que essas ocorrências são exemplos extremos. Anteontem, a polícia deteve um jovem que participava do seqüestro de um bebê de sete meses, bem como da mãe e da avó do menino.

Por mais que se possa associar a ocorrência de crimes à falta de oportunidades na vida - e, muitas vezes, é correto ressaltar essa relação -, estamos falando de adolescentes que carregam traços particulares e distúrbios pessoais e familiares. Seu drama faz parte do drama social do país. Mas seria absurdo considerá-los efeito direto somente da má distribuição de renda ou das baixas taxas de crescimento econômico. Representam a si próprios, em seu abismo e seu horror. E a sociedade não pode deixar de se defender.

Não acredito que o rebaixamento da maioridade penal seja necessário, desejável ou factível, dada a discórdia que provoca. Mesmo quem patrocina a idéia concorda que é uma proposta de difícil aprovação e complicada execução. Precisamos de respostas eficientes, para serem aplicadas o quanto antes. Por isso, considero mais efetivo e racional promover mudança no artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente, aquele que define que, "em nenhuma hipótese, o período de internação excederá a três anos" e que "a liberação será compulsória aos 21 anos de idade".

São regras criadas pela boa intenção, própria de um mundo menos perverso, mas que caducaram na ineficácia. O limite para a internação deve ser ampliado para dez anos nos casos de adolescentes excepcionalmente violentos. E não há motivo para que uma pessoa de comportamento comprovadamente perigoso seja colocada na rua apenas porque tenha completado 21 anos.

Ninguém pretende abrir mão do papel do Estado para tentar reeducar e recuperar essas pessoas. Por essa razão, também defendo a criação de um regime de internação em separado para os jovens que já completaram 18 anos e que permaneceriam sob a guarda do Estado. Não poderiam conviver nem com adultos do sistema penitenciário nem com outros adolescentes que cometeram infrações menos graves.

A experiência de educadores e profissionais indica que teríamos benefícios variados com essas mudanças. A primeira vantagem seria prática. Na cidade de São Paulo, os internos são adolescentes de 16 anos, em média. Dadas as regras em vigor, são soltos, no máximo, em três anos. Uma parte deles cai na reincidência depois de voltar para a rua. A ampliação do período de internação para dez anos altera muita coisa.

Outro efeito seria o de separar o jovem envolvido num pequeno delito daquele que cometeu latrocínio, estupro ou outros crimes graves. O teto atual de três anos nivela os crimes por baixo e cria uma situação geral de injustiça e impunidade. O exame do perfil dos internados demonstra que seus períodos de internação costumam ser definidos de acordo com a resposta do adolescente ao tratamento e conforme a convicção de cada juiz, apoiado em laudos técnicos.

São compreensíveis os esforços das autoridades para manter em regime de internação aqueles adolescentes de alta periculosidade, pois o bom senso recomenda que permaneçam em instituições fechadas. A criação de uma legislação mais adaptada às necessidades da vida moderna também reforçará o estado de direito. Não se imagina que a violência de adolescentes infratores será eliminada exclusivamente com medidas repressivas. Esta é uma ilusão, de valor idêntico ao argumento de que é preciso cruzar os braços até que a distribuição de renda seja resolvida. Não se podem ignorar a importância da educação, de uma assistência social digna desse nome e da geração de mais empregos para as famílias. Sem esse esforço, não há horizonte possível. Mas também é preciso deixar claro qual é o papel do Estado na defesa dos cidadãos.

As sociedades andam sempre mais depressa do que as leis, seja nas coisas positivas, seja, infelizmente, nas negativas. A boa legislação é aquela que procura disciplinar essas realidades e responder aos problemas, tendo como horizonte a paz social e o cumprimento da lei maior, a Constituição. Não adianta afirmar que inexiste solução mágica para a violência. Disso todos já sabemos. Os brasileiros não estão cobrando uma resposta dos mágicos, mas das autoridades públicas, que têm o mandato das urnas e da lei para responder às suas angústias. Ora, se esse arcabouço legal se mostra ineficaz - e, eventualmente, contraproducente -, que seja, então, mudado. Dentro das regras da democracia e do estado de direito. É o que queremos."

José Serra, fundador do PSDB e governador do estado de São Paulo

4.3.07

Viva o Tricolor suburnano

Torcedor declarado e fanático do Madureira (quando ele joga contra o Flamengo) fico ansioso para a grande final da Taça Guanabara. Saímos na frente vencendo o primeiro jogo, mas tudo pode acontecer.

2.3.07

11 anos sem os Mamonas Assassinas

Saudade daquela irreverência conscientemente irresponsável.

Jarbas com moral

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez ontem seu primeiro discurso como senador da república tocando em várias questões de interesse nacional, principalmente a reforma política.

Aparteado por quase todos os senadores presentes Jarbas aparece como um ponto de equilibro dentro do seu partido e do Senado Federal. Fará oposição ao governo Lula sem radicalismo. Apontando erros e melhores rumos para o país.

Jarbas já declarou que votará em Nelson Jobim para a presidência do PMDB.

1.3.07

Achado o corpo de Cristo?

Há cerca de uma semana o site da Folha de S.Paulo noticiou:

"Dois sarcófagos descobertos em 1980 no norte de Jerusalém foram enviados aos EUA, onde, na próxima segunda-feira, serão expostos ao público para a apresentação do documentário televisivo "A Tumba de Jesus".

O documentário foi realizado por James Cameron, mesmo diretor de "Titanic", e Simcha Jacobovici, durante as investigações de três anos que envolveram especialistas de diversas áreas.

Os autores afirmam ter localizado a gruta da sepultura de Jesus e familiares nas proximidades de Jerusalém, segundo publicou nesta sexta-feira o jornal "Yediot Ahronot". Jacobovici afirma ter tido acesso em 2005 à cripta em questão, localizada hoje debaixo de um condomínio israelense.

No meio do caso se encontra um sarcófago com a legenda "Santiago filho de José, irmão de Jesus" ("Yaakov Bar Yosef Ahi Yeshu", em hebraico).

Frente à expectativa internacional, a peça foi estudada por especialistas israelenses, que chegaram à conclusão, em 2003, de que o sarcófago parecia efetivamente datar do primeiro século d.C., enquanto a inscrição parecia duvidosa, pelo conteúdo, a caligrafia e o revestimento que o cobria.

O jornal escreveu ainda que os autores do documentário estão convencidos de poder provar de maneira definitiva que a "tumba de Jesus" foi localizada."

Fonte: Folha Online



Seria este o fim do cristianismo? Achado o corpo de Jesus Cristo ficaria evidente que ele na verdade não ressuscitou e não subiu aos céus, fatos que consumaram a fé dos cristãos em sua santidade.

Ora, tolice. Ninguém acredita na santidade de Jesus porque a ciência o convence a fazê-lo. As pessoas simplesmente têm fé e não é porque os cientistas dizem o contrário que esta fé, se verdadeira, vai acabar. A ciência alguma vez deu alguma indicação de que um homem construiu um enorme barco, colocou ali um casal de cada espécie de animal e ficou ali dentro por 40 dias e 40 noites sob forte chuva? Não, mas por mais absurda que pareça esta história as pessoas acreditam que ela seja verdadeira.

Para mim, séptico "não-praticante", com ou sem a confirmação desta suspeita Jesus foi um grande homem, um exemplo a ser seguido, mas não mais santo do que qualquer outro homem.