2.2.07

Chinaglia, o terceiro homem da república

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi eleito ontem presidente da Câmara para um mandato a ser cumprido nos próximos dois anos num segundo turno apertado com placar final de 261 a 243 contra Aldo Rebelo (PCdoB - SP).

Já disse aqui que Chinaglia não é o nome ideal, nem Aldo seria, mas também discordei da eleição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) quatro anos atrás e ele acabando presidindo bem a Casa. Vamos esperar para ver.

4 comentários:

Marcelo Luis Cardoso e Silva disse...

Opa...
Descobri o seu blog pouco tempo atrás e estou gostando.
Apenas uma pergunta: quem você acha que seria o nome ideal para a presidência da Câmara??

Luiz Eduardo disse...

Vixi... Me apertou sem me abraçar.

Apesar de vários picaretas existem também grandes nomes na Câmara.

Nome ideal mesmo não existe mais. Dr. Ulysses morreu há algum tempo.

Alguns nome em mente:

Alberto Silva (PMDB-PI) pela experiência e respeitabilidade;
Ciro Gomes (PSB-CE) pela maior votação proporcional do país;
Henrique Fontana (PT-RS), expoente da bancada petista;
José Eduardo Cardozo (PT-SP), outro grande expoente da bancada petista;
Luiza Erundina (PSB-SP), mulher de garra e ética;
Walter Pinheiro (PT-BA), para sinalizar a "nacionalização" do PT (a bancada não gosta do termo "despaulitização").

Mas se Chinaglia não é o nome ideal também está longe de ser um dos piores. Lembre-se que temos na Câmara Paulo Maluf (PP-SP), Vadão Gomes (PP-SP), Valdemar da Costa Neto (PL-SP) entre outros.

Marcelo disse...

Beleza...
Também gosto de alguns desses nomes que você citou, principalmente os três do PT. O Ciro é meio intempestivo para o cargo, não??
Gostaria de perguntar: como você acompanha a Câmara??

Luiz Eduardo disse...

Bem,

Apoiei a candidatura de Ciro durante a maior parte da corrida presidencial de 2002. Só desistir por essa tempestividade que você fala. Vi que ele ainda não estava preparado para a presidência e se ele não conseguir se controlar isso pode fazer muito mal ao futuro polílico dele que quer ser presidente.

Sobre minha cobertura na Câmara posso dizer que faço mágica. Atualmente estou no nordeste onde acompanhei a posse de Jacques Wagner tirando uma oligarquia do poder e agora estou acompanhando o início do governo de Jackson Lago acabando com outra oligarquia aqui no Maranhão. Em breve voltarei a minha cidade natal, Brasília. Lá, sempre que os compromissos das faculdades e do PT deixam, vou ao congresso com um bloquinho de notas e uma caneta tentar cobrir aquele mundo por conta própria sem ter credencial de imprensa.

É difícil trazer para vocês as informações que consigo lá.