28.2.07

Confusão da CCJ


Depois de aprovarem a clausura de barreira os senadores da Comissão de Constituição e Justiça passaram a discutir o projeto de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

O senador Aloízio Mercadante (PT-SP) apresentou voto em separado contrário ao do relator senador Demóstenes Torres (PFL-GO), que defende a redução. Após muita discussão e ficar claro que, mesmo sem consenso, a mudança da lei seria aprovada o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) deu uma idéia que foi aceita pela comissão: Foi criado um grupo especial de trabalho composto por seis senadores que será presidido pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Os membros serão escolhidos pelo próprio senador baiano que declarou abertamente ser a favor desta mudança da lei. Até agora só o nome do próprio senador Tasso está confirmado no grupo de trabalho. Em 45 dias eles deverão apresentar propostas de mudança na legislação que diz respeito a segurança pública.

Depois desta decisão tomada um grupo de jovens contrário a medida de redução da maioridade penal que acompanhava a sessão começou a gritar:
"Por um país com mais decência,
educação pra combater a violência"
O presidente da Comissão senador ACM recriminou: "Não façam palhaçada porque aqui não é lugar de palhaço". O presidente da União da Juventude Socialista (UJS), Marcelo Gavião, saiu da sala declarando que a UNE é contrária a medida. "O senado é o que há de mais conservador no Brasil. Quem está aí é ACM, é Marco Maciel, são os mesmo que sempre mandaram no país. Eles querem aprovar isso para fazer média com parte da sociedade que é a favor disso. Quanto tempo demoraram para aprovar o Fundeb? Por que não debater educação? Formas de gerar empregos? Acesso a universidade pública para todos?". Depois de bater boca com alguns jornalista no corredor das comissões Gavião foi para o gabinete da senadora Patrícia Saboya onde conversou com o blog:

Blog do Braga: A UJS é contrária a qualquer mudança na maioridade penal?
Marcelo Gavião: Sim. Essa medida não ajudaria em nada e ainda traria mais problemas. Iríamos maquiar a situação e não resolver nada.

BB: O que esperar deste grupo especial de trabalho que foi formado?
Gavião: Na verdade isto foi uma vitória. Se tivessem votado hoje teriam aprovado a redução da maioria penal. Agora temos 45 dias para tentar reverter essa idéia de que a sociedade é a favor da redução.

BB: Mas pesquisas mostram o contrário.
Gavião: Assim como pesquisas mostravam que a sociedade era a favor da proibição da venda de arma e ela acabou votando contra no referendo.


Enquanto isso no corredor das comissões o relator da proposta Demóstenes Torres declarava que a intenção é avançar nas questões sociais como a educação em tempo integral, mas deixou claro que a violência não tem motivos apenas sociais e que a discussão sobre a redução da maioridade penal é antiga: " O tema está maduro, se amadurecer mais cai de podre", brincou.

Clausura de barreira aprovada em comissão do Senado


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal se reuniu nesta quarta-feira para analisar a aprovação da clausura de desempenho (ou de barreira) e a redução da maioridade penal.

Na primeira discussão o senador Sibá Machado (PT-AC) defendeu a clausura, mas declarou-se a favor da federação de partidos. O senador Marco Maciel (PFL-PE) lembrou que esta medida não extingui os partido que não conseguirem o desempenho mínimo, só dificulta seu funcionamento. Já o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), relator do projeto, citando algumas exceções como o PCdoB e o PPS, lembrou da importância da medida para acabar com os partidos pequenos que viram partidos de aluguel.

Durante a votação o presidente da Comissão, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), chamando os senadores a votar convocou um tal "Roseana Wellington". O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) (foto), membro da comissão, indagou surpreso: "Roseana Wellington?!" e o baiano, sempre brincalhão, não titubeou: "Me confundi, é por causa do cabelo". "Depois desse comentário a senadora Roseana nunca mais vai falar com o ACM", completou o senador Aloízio Mercadante (PT-SP).

Por fim o projeto que institui a clausura de desempenho acabou sendo aprovado na comissão por 13 votos a 5.

27.2.07

Entrevista com Pedro Simon


Na tarde de ontem o senador Pedro Simon (PMDB-RS) concedeu entrevista ao Blog do Braga no Senado Federal. Defendeu a política externa do governo Lula, o entendimento interno do PMDB, uma reforma política ampla e uma aliança de alto nível entre seu partido e o PT.

(No “túnel do tempo” caminhando em direção ao gabinete do senador)
Blog do Braga: Senador, o PMDB está, finalmente, unido?
Pedro Simon: Ainda não existe esta união. Nós estamos tentando unir os dois grupos e seria melhor para o partido que houvesse esse entendimento com (Nelson) Jobim assumindo a presidência e o (Michel) Temer virando ministro ou mais tarde presidente da Câmara.

BB: Mas o senador José Sarney (PMDB-AP) quer voltar a presidir o Senado. Não seria ruim o mesmo partido presidindo as duas casas do congresso?
PS: Isso é uma outra questão.

(O prefeito de Maripá, a cidade das orquídeas, interrompe a conversa para tirar uma foto com o senador)

PS: Sim, estava falando sobre o entendimento interno. O PMDB, por mim, poderia até ter só três ministérios. O PMDB do senado, através do Renan (Calheiros) e do (José) Sarney, já foi contemplado. O importante é o PMDB e o PT terem um entendimento de alto nível, sem com a corrupção que houve no primeiro mandato, para salvar este governo.

BB: Salvar o governo? Mas o governo está com uma popularidade tão alta.
PS: Mas uma nova crise poderia acabar com isso. Não haverá meio-termo. Ou nós vamos sentar, nos entender e fazer um governo realmente bom ou os erros vão se repetir e desta vez não haverá salvação. Ou melhora ou explode.

(Entramos no gabinete do senador onde ele é recebido com cumprimentos e olhares visivelmente de admiração por parte de cada servidor. Seu assessor de imprensa vem conversar sobre o discurso que ele acabara de fazer no plenário do Senado sobre a política externa do governo Lula)

PS: O Brasil é o único país que realmente luta pela consolidação do Mercosul. Muita critica o presidente pela relação com os países da América Latina, o líder do PSDB Arthur Virgílio (PSDB-AM) queria aprovar um requerimento transformando o presidente Evo Morales em persona non grata. Eu o aconselhei a desistir da idéia. Se déssemos as costas à Bolívia, à Venezuela, ao Peru, etc eles poderiam se aliar em separado e seria pior. Seria como os Estados Unidos que estão vendo todos os países tirando as tropas do Iraque, hoje eles só têm o apoio de Israel.

BB: Voltando a falar sobre o PMDB. Já tem muita gente pensando em 2010.
PS: Sim. E poderemos ter um outro alinhamento dos partidos em 2010. Se conseguirmos fazer esse entendimento de alto nível com PT poderemos seguir juntos e fazer a sucessão. Teríamos uma candidatura de centro-esquerda de PT, PMDB e talvez até do PSDB, outra da esquerda que deverá ser a do Ciro Gomes, outra do centro que poderia ser, para dizer um nome mais palatável, o prefeito do Rio de Janeiro (César Maia).

BB: Algum nome do PMDB?
PS: Ainda não. Teríamos que ver nessa aliança se o candidato seria do PT ou do PMDB.

BB: Vossa Excelência foi pré-candidato a presidente em 2002 e em 2006 para manter a idéia da candidatura própria do PMDB. Pensa em ser candidato em 2010.
PS: Ainda é cedo para falar em nomes.

BB: E a reforma política? Quais os pontos que vossa excelência defende?
PS: O voto distrital, a lista fechada, a clausura de barreira, a fidelidade partidária, o financiamento público das campanhas, o horário eleitoral ao vivo. Eu sou bem radical nessa questão. Acho que temos de fazer várias mudanças. Se fizermos apenas duas ou três não vai mudar tanto quanto esperamos.

BB: E a revogação de mandatos que a OAB defende?
PS: Não. Acredito que existem idéias que ainda não dá pra gente botar na prática. A revogação de mandatos, o terceiro mandato. Não tenho nada contra nem a favor dessas idéias.

BB: Muito obrigado pela entrevista senador.
PS: De nada.

Obina

O atacante Obina vai reforçar o time do Flamengo ficando cerca de seis meses fora dos gramados.
Ele virou xodó da torcida flamenguista, a maior do Brasil, por marcar gols contra o Vasco, mas continua sendo o mesmo atacante limitado de sempre.

Nessa manhã ouvi um cometarista do canal SporTv dizendo que Obina é um bom jogador. E não havia sinal de sarcarmos na voz dele. ¬¬

Querem elogiar o Tevez. Tudo bem. Querem elogiar o Eto'o. Tudo bem. Querem elogiar o Adebayor. Tudo bem. Agora, o Obina é sacanagem né.


OOOO Obina consegue ser pior do que o Eto'o.

Renovar sim, mas nem tanto

Perguntado pelo blog o senador José Agripino Maia (PFL-RN) confirma que seu partido pretende ter candidato a prefeito em todas as capitais nas eleições do ano que vem.

Blog: Terão prioridade os nomes mais novos?

Agripino Maia: Não necessariamente os mais novos, mas sim os mais fortes.

Mudanças na loteria


Pronunciando-se no plenário do Senado Federal o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) (foto) denunciou fraudes no pagamento de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal com base em informações de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) aparteou seu discurso para dizer que pensa em apresentar um projeto que mude a forma de pagamento dos prêmios das loterias fazendo com que estes pagamentos não sejam feitos de uma só vez, mas sim de forma parcelada.

Um engraçadinho presente da tribuna reclamou: "Espere eu ganhar a Mega-Sena. Na próxima semana podem mudar."

Ao trabalho

Tradicionamente as segundas-feiras são dias muito monôtonos no congresso, praticamente sempre esvaziados com a ausência da maioria absoluta dos parlamentares. Chinaglia vem mudando isso.

Ontem, primeira segunda-feira depois do carnaval, haviam registrado presença no plenário da Câmara 350 deputados.

É, para limpar a imagem da casa será necessário muito trabalho mesmo.

24.2.07

23.2.07

Mainardi

No seu mais recente texto na revista "Veja" o "jornalista" Diogo Mainardi deixou claro que não gosta do Brasil nem do presidente Lula. Isto não é conscidência.

22.2.07

Mares Guia tem moral, mas não tanto

O presidente Lula admira o trabalho de Walfrido dos Mares Guia a frente do ministério do Turismo e o considera um político com faro para articulações, mas mante-lo no seu atual ministério e ainda transforma-lo em ministro das Relações Institucionais parece loucura. Duvido que uma idéia dessas chegue a vingar.

Walfrido poderia sair para o ministério do Desenvolvimento, mas deve mesmo é ficar no Turismo. Para a articulação política o nome será o do ex-governador do Acre Jorge Viana.

E disse Mino Carta...

" O Brasil é o único país do mundo onde o ano não começa no dia 1º de janeiro e sim depois do carnaval.
O Brasil é o único país do mundo onde os jogos noturnos de futebol se iniciam depois da novela da Globo.
O Brasil é o único país do mundo onde no cruzamento de ruas há quatro faixas para pedestres que ninguém respeita.
O Brasil é o único país do mundo onde as pessoas pretendem entrar no elevador antes que você saia.
O Brasil é o único país do mundo onde um comunista, no caso Roberto Freire, presidente nacional do PPS, troca socos com quem o chamou de “comunista”. Em meio ao Carnaval, no camarote da Brahma, na Marquês de Sapucaí.
Aliás, o Brasil é o único país do mundo onde a terça-feira gorda é feriado nacional."

(Mino Carta)

De volta à realidade (?)

Depois de ótimos dois meses no nordeste regressei hoje a Brasília.

Maior do que a vontade de rever os amigos daqui só a saudade dos amigos de lá, mas o trabalho me chama.

Noticiado sobre o fim do canaval o Brasil começa a acordar para 2007, mas continua se espreguiçando na cama. Levantar para o trabalho mesmo só na segunda feira (se não estiver chuvendo).

A partir de amanhã este blog voltará a sua programação normal.

19.2.07

Perigo!!!

"A nova lei sobre a distribuição do fundo partidário estabeleceu que os partidos com representação no Congresso recebem muito mais. Os que não têm representantes, ganham bem menos. Algo assim: um partido criado regularmente e que não tem deputado ou senador, receberá cerca de R$ 17 mil por mês. Se conseguir filiar um parlamentar, passa a receber R$ 146 mil por mês. Resultado: suspeita-se de que já tenha partido nanico oferecendo mesada aos parlamentares que quiserem se filiar. Dá para distribuir uns R$ 20 mil ao mês por dois ou três políticos e ainda sobra uma grana para o dono da legenda."

18.2.07

É carnaval

Chapadinha deveria ser a Mecca do carnaval. Todos deveriam foliar, pelo menos uma vez, neste paraíso.

Eu, que tive a chance de crescer aqui e tenho por este lugar um amor de cidade natal, aproveitarei as festas junto ao povo (leia-se mulheres).

Não escrevo nada no blog até acabar o carnaval devido ao nível etílico do meu sangue (ou seria o nível sanguíneo do meu álcool?). Ficamos por conta dos nossos colunistas.

15.2.07

Péres se curva

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) fez dura e equilibrada ao governo Lula nos últimos anos. Chegou a dizer que não voltaria a ser candidato a nada devido ao seu desanimo diante a crise política pela qual o país passou, mas agora é o mais novo governista do Senado.

"Achava que o PDT devia ficar independente.(...) O partido resolveu apoiar. Eu me curvei. Tinha dois caminhos. Ou aceitava isso ou deixava o PDT. Fui escolhido líder da bancada, mas não abdicarei. Vou dar apoio crítico. Sempre que entender que o governo merece críticas, as farei."

A sensatez foi mais forte.

14.2.07

Deve ser bom ser presidente

Comumente ouço algum amigo ou familiar me dizendo que vou acabar sendo presidente. Nunca gostei da idéia. A presidência me parece mais um sacrifício do que um prazer, mas tem muita gente que discorda.

As movimentações na corrida presidencial de 2010 já começaram e não faltam candidatos.

O PSDB não têm rumo, mas tem, pelo menos, três pré-candidatos. José "compromisso" Serra, Aécio Neves e, sim, Geraldo Alckmin (não pensem que ele desistiu). É claro que um candidato que tem menos votos no segundo turno do que teve no primeiro não começa sendo o favorito para uma nova disputa, mas que ele ainda quer disputar não tenho dúvidas. Os outros dois devem entrar num acordo e deixar o velho (Serra) ter a preferência.

O PFL quer ter candidato próprio. Quem poderia ser? César Maia? José Roberto Arruda? A verdade é que eles não têm nenhum bom nome hoje, o que não quer dizer que não possam criar uma alternativa nos próximos três anos.

O PT não terá Lula, mas terá candidato. Não gosto de trocadilhos, mas o PT só sabe brincar se for a estrela. Abrir mão de ter candidato próprio para apoiar alguém de outro partido não parece ser uma opção real e como não há nenhum candidato natural, já que José Dirceu não é mais uma opção, as especulações correm soltas. Tarso Genro, Marta Suplicy, Dilma Rousseff e Jacques Wagner são os nomes mais falados. Wagner teria chances, mas é melhor se reeleger governador da Bahia e não deixar o carlismo voltar ao poder por lá, Dilma teria poucas chances, mas faria uma boa defesa dos oito anos de governo Lula, Marta vem de um grande colégio eleitoral e com a força do voto feminino e Tarso Genro, bem, tem muita gente no PT que o defende.

O PMDB sempre quer ter candidato próprio, mas nunca tem. A não ser Ulysses Guimarães que foi abandonado pelo partido no meio da campanha de 1989. Nomes como Bernardo Cabral (pré-candidato a vice), Roberto Requião e uma infinidade de outros estão a postos.

O grupo PSB e PC do B deve alçar vôo próprio demarcando seu espaço no campo da esquerda independentemente do PT. Ciro Gomes é o candidato natural com um nome comunista na vaga de vice, provavelmente Aldo Rebelo.

Se mantiver a popularidade que tem hoje, Lula será o eleitor mais ilustre do país. Seu voto, que não necessariamente irá para o candidato do PT, poderá decidir a eleição.

12.2.07

Sobre o PT

Para quem quer entender um pouco mais sobre o que anda acontecendo dentro do Partido dos Trabalhadores um bom artigo Rudolfo Lago:

"O PT briga internamente desde que nasceu. A novidade agora é que a pendenga não é entre as suas várias tendências, mas dentro do Campo Majoritário, o espaço hegemônico que criou as condições para a vitória de Lula em 2002. Rachado, que riscos ele traz para a tranqüilidade do governo?

No final de novembro do ano passado, o ministro das Relações Institucionais e Articulação Política, Tarso Genro, convidou a cúpula do Movimento PT – tendência liderada pelo hoje presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP) – para uma reunião. Tarso foi direto ao ponto: propôs ao Movimento PT que se incorporasse a ele na criação de uma nova corrente dentro do partido. “Desculpe, Tarso, mas isso não faz sentido”, respondeu Chinaglia. “Nós já somos uma tendência”. Àquela altura, o Movimento PT, grupo que tem cerca de 14% do domínio do partido, já articulava uma aliança tática com o campo dominado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que também estendia seus domínios aproximando-se da ex-prefeita de São Paulo e do grupo liderado pelo terceiro vice-presidente do PT, Jilmar Tatto. Algumas semanas depois do encontro com Tarso, Arlindo Chinaglia anunciou a sua candidatura à Presidência da Câmara, alavancado pelos comandados de José Dirceu.

O episódio narrado acima, que até então mantinha-se oculto nos bastidores, foi um dos momentos decisivos dos últimos rounds da luta que José Dirceu e Tarso Genro protagonizam no interior do PT. Disputas e discussões em torno dos rumos que o partido deve tomar são coisa comum no PT desde a sua fundação. A novidade é que, desta vez, a briga não é entre as várias tendências que existem dentro do partido. Ela acontece dentro da própria cúpula petista. Dentro do Campo Majoritário, a corrente que comanda o PT há mais de dez anos e que domina cerca de 44% das estruturas de poder do partido. A unidade obtida por essa cúpula e a amplitude do comando que ela conseguiu exercer sobre o PT é um dos fatores fundamentais da construção da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder em 2002. Poucos mais de um mês depois do início do segundo mandato de Lula, essa unidade agora está quebrada. Durante a semana, o presidente procurou botar uma pedra em cima da disputa. Ele até pode ter refreado os impulsos fratricidas mais agudos de Tarso e Dirceu. Pode ter adiado os momentos mais sangrentos para mais adiante. Mas a verdade é que, ainda assim, a briga continuará no mínimo latente. E voltará mais cedo ou mais tarde (e muita coisa indica que mais cedo). Se foi a unidade que produziu a enorme hegemonia do Campo Majoritário e de seu modo mais moderado de pensar que levou Lula a se eleger, é bastante provável que o fim dela agora traga conseqüências. E elas poderão acabar comprometendo a tranqüilidade do presidente em seu segundo governo. O que vem se dando no interior do PT está longe de ser sinceramente um debate de idéias, como a produção de documentos para discussão na semana passada pode fazer crer. É uma luta mesmo por poder. Um lado briga para ultrapassar o desgaste que os escândalos do ano passado geraram e permanecer no comando. O outro – que eleitoralmente já cresceu após esse desgaste – busca valer-se do fato de ter passado à margem dos escândalos para crescer no vácuo que imaginam ter ficado. O episódio contado no primeiro parágrafo mostra como cada um trabalha arduamente nos bastidores para arregimentar seus aliados.

Na verdade, Tarso tem um comando pequeno sobre o partido. Tido como alguém que age de forma muito independente, ele perdeu mesmo boa parte da influência que tinha sobre o PT do Rio Grande do Sul, quando disputou internamente com Olívio Dutra a candidatura ao governo do Estado e os petistas acabaram perdendo a eleição para Germano Rigotto, do PMDB. Tarso, porém, é um dos melhores formuladores do PT. E não tem medo de dizer o que pensa. Por conta dessas características, foi sendo alimentado por petistas de fora de São Paulo que, realmente, têm força de comando sobre parcelas do partido. Tarso vem sendo respaldado pelos governadores de Sergipe, Marcelo Déda, pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcelo Pimentel, pela governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, entre outros. O grupo passou a articular uma troca de comando sem troca de tendência. Vencedores em seus estados enquanto a cúpula paulista atolava-se nas denúncias do mensalão, percebiam que tinham a oportunidade de conseguir uma ascensão que o domínio de Dirceu sempre sufocara. Nesse plano, a adesão do Movimento PT seria fundamental. O grupo de Chinaglia vinha sendo o fiel da balança no partido, ora pendendo para o Campo Majoritário ora para as esquerdas que, somadas, são cerca de 40% do PT. Se puxassem o Movimento PT, os não paulistas podiam dar o golpe que pretendiam em Dirceu.

O problema é que a articulação imaginada ameaçava outros interesses, de paulistas do comando do partido que, até então, não eram tão alinhados a Dirceu. Na disputa pela Presidência da Câmara, associou-se à guerra interna petista uma disputa na base do governo. Fazendo um raciocínio semelhante ao dos não-paulistas, o PSB e o PCdoB imaginaram que poderiam tomar dentro do governo espaços que estavam com o PT desgastado pelas denúncias. Habilmente, Dirceu valeu-se dessa ameaça para rearticular o seu domínio. A candidatura de Chinaglia – alguém que, como secretário-geral do partido, costumava fazer contraponto a Dirceu quando ele era o presidente do PT – não foi idéia de Dirceu. Mas o ex-ministro rapidamente encampou-a. E, com os contatos e poder que acumulou quando era o segundo homem mais poderoso do país, somado ao seu estilo agressivo, logo Dirceu passou ao comando. Nunca de forma explícita, mas a partir de intermediários.

Definida a candidatura de Chinaglia, seus aliados tomaram um susto quando aportou sem aviso em Brasília o recém-eleito deputado Cândido Vaccarezza. Embora só fosse tomar posse em fevereiro, Vaccarezza já montou seu gabinete de deputado. E demonstrou, de saída, uma desenvoltura que impressionava a um deputado em primeiro mandato. Sugeria alianças e estratégias. Sabia exatamente como atrair para a candidatura Chinaglia os líderes dos outros partidos, especialmente do PP, PTB e PR. Logo, o gabinete de Vaccarezza tornou-se o bunker da campanha de Chinaglia, e ele o coordenador da campanha. Ninguém teve dúvida: por trás de Vaccarezza, estava José Dirceu. A desenvoltura, as estratégias, as definições, não eram do novato Vaccarezza. Eram do veterano José Dirceu.

Dirceu vencia, assim, o primeiro round. Na semana seguinte, liquidou o segundo. O grupo dos não paulistas indicou para disputar a liderança do PT o deputado pernambucano Maurício Rands, que ganhou projeção no ano passado pela defesa fiel que fez ao governo na CPI dos Correios. Ele foi derrotado pelo bem menos conhecido deputado fluminense Luís Sérgio. Dirceu voltava a mostrar a sua força. Disputa-se agora o terceiro round. Embora Lula tenha pedido pessoalmente a Tarso Genro que diminua o grau da tensão interna que lidera, o ministro, ainda assim, foi capaz de reunir 214 petistas de gabarito como subscritores do documento em que prega a “refundação” do PT. Um texto final que, se não chega a falar claramente em corrupção e punição de quem cometeu irregularidades, como nas suas versões preliminares, continuar a criticar a postura “autoritária” de quem esteve no comando do partido no passado recente. Menção clara a Dirceu. Em revide, Dirceu conseguiu um ato em sua homenagem em Salvador na quinta-feira, durante os festejos dos 27 anos do PT. Tarso e Dirceu (e é bom que se diga que na luta estão também todos aqueles que respaldam cada um dos lados) trocam seus golpes. Dirceu hoje leva clara vantagem. Mas a briga está longe de acabar. Até porque a vitória de Dirceu não era o desfecho que Lula gostaria. O presidente pode fingir que a briga não é com ele, como esforçou-se para fazer durante toda a crise do mensalão. Ou poderá em algum momento interferir. O fato é que o PT que elegeu Lula já não existe mais. Vive em seu interior um violento terremoto. A sorte do presidente é que a mesma coisa acontece agora na oposição, no confuso PSDB, e no PFL que tenta se renovar. Mas isso já é tema para um outro artigo."

"Só" faltam 10

Romário só não fez chover. Começando como reserva entrou no segundo tempo e fez três gols na goleada vascaína de 6 X 1 contra o Volta Redonda. Duvido que tenha havia um outro jogador com 41 anos de idade que tenha feito três gols em uma única partida oficial.

É verdade que eu torci para que a FIFA não liberasse o baixinho para jogar pelo Vasco pensando a avançada idade do craque, mas antes que alguém diga que eu queimei a língua é bom deixar claro que o Romário não faz três gols por jogo, ele fez três num jogo. É diferente.

Quanto à marca de mil gols a Revista Placar fez um levantamento segundo o qual faltam 111 gols para o baixinho por comemorar. E mesmo se só faltassem 10 ele ainda ia demorar para conseguir.

11.2.07

Besteiras que o povo fala

No meio da comoção pelo assassinato bruto do garoto carioca que foi arrastado por 7 Km preso ao carro pelo cinto de segurança alguém, contra a redução da maioridade penal e a mudança das leis, disse: "O fracasso não é jurídico, mas sim social"


Correção: O fracasso é generalizado

Com a palavra o metalúrgico

"- Um país onde é possível um metalúrgico chegar à Presidência, um petroquímico chegar ao governo da Bahia, um advogadozinho ainda meio chumbrega chegar a governador de Sergipe, um bancário chegar a governador do Piauí e uma mulher com a perna quebrada chegar ao governo do Pará só pode ser uma democracia."

(Presidente Lula no jantar em comemoração pelo 27 anos do PT)

9.2.07

Economia ao Alcance de Todos

Aquecimento global (e da economia brasileira)

O grande dilema dos governantes é satisfazer as demandas dos diversos segmentos da sociedade. Ontem (dia 06/02/2007) o dólar alcançou o patamar de R$ 2,08/dólar. Certamente é uma cotação baixíssima, o que afeta diretamente a renda dos exportadores; ainda bem que a cotação das nossas mercadorias no exterior está alta, o que ainda é compensatório. Num cenário bastante realista não se pode prever reação substancial da taxa de câmbio porque as exportações estão com um bom desempenho em 2007 e já se prevê que as questões relacionadas ao aquecimento do planeta vão fazer o mundo repensar a sua agressão ao meio ambiente e, tudo leva a crer, abre-se um tremendo espaço para o nosso etanol e bio-diesel.

A se confirmar essa tendência, mais dólares aumentarão o fluxo dessa moeda para o Brasil, o que tornará a taxa de câmbio ainda mais baixa. Qual a solução? Os produtores/exportadores querem juros baixos e taxas de câmbio mais altas; os produtores não exportadores desejam juros mais baixos; os economistas e comentaristas já discutem a necessidade de aumentar as importações de forma a diminuir a oferta de dólares. A FIESP é contra as importações, para evitar a concorrência com a produção interna. O certo é que as nossas reservas cambiais, aquela quantidade de dólares depositada no Banco Central, já ultrapassaram a casa do US$ 90 bilhões.

Parecem que todos estão discutindo num cenário muito positivo para o Brasil. É bom lembrar que nos idos de 2002 o Brasil tinha apenas US$ 15 bilhões de dólares de reserva cambial, a dívida externa ultrapassava os US$ 200 bilhões e a taxa de juros (a SELIC) era de 25% ao ano e os cavaleiros do apocalipse achavam que esse país não tinha jeito.


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB)

Cuidado comigo!

O Partido da Frente Liberal (PFL) pretende mudar de nome. A partir de março deverá se chamar Partido Democrático (PD).

Mas do que adianta mudar o nome se o partido continua a ser, na verdade, a velha Aliança Renovadora Nacional (ARENA) que dava sustentação política ao regime militar (1964-1985)?!

Um dos principais nomes do partido, o prefeito do Rio de Janeiro César Maia (o único prefeito de capital do PFL), escreve no seu "ex-blog" exatamente o que pensa a velha direita reacionária. Defende abertamente a criminalização do jovem como se fôssemos o problema e não parte da solução.

Alguns trechos:

"MUDAR O ESTATUTO DO MENOR JÁ! O CRIME É JUVENIL E MASCULINO!"

"(...) Fora do Brasil estar na rua não é direito de um menor. Só aqui é assim. Quando se tenta legislar a respeito vêm os pseudo-defensores dos direitos humanos, como se ficar desocupado na rua fosse direito humano."

"(...) É hora de se dar respaldo legal para a retirada de menores da rua, compulsoriamente, quando circulam sem destino. Se a matrícula no ensino fundamental é obrigatória, por que estar na rua fora da escola é um direito? Mudar o estatuto nestes pontos, já!"

Depois eles elegem só um governador e não sabem o porquê.

O que aconteceu esta semana no Rio de Janeiro, cidade que vossa excelência governa (ou deveria governar enquanto fica escrevendo no seu “ex-blog”) foi uma barbárie e não pode passar em branco, caro prefeito.

A participação de um menor de idade no crime trás de volta a discussão sobre a redução da maioridade penal, que eu inclusive defendo, mas, apoiado nisso, dizer que todo homem jovem é suspeito até que se prove o contrário mostra o quão atrasado é o pensamento de vocês direitistas brasileiros.

7.2.07

Mais uma derrota de Tarso Genro

Na disputa pela liderança da bancada petista na Câmara o grupo político do ministro Tarso Genro apoiava o melhor nome, Maurício Rands (PT-PE). Resultado final: Luiz Sérgio (PT-RJ) foi o escolhido.

Depois de um ano sob a liderança do carioca outro nome será escolhido, aí Rands deve tentar de novo.


OBS: Depois tem gente que ainda reclamara quando eu digo que o Tarso Genro não dá uma dentro.

6.2.07

Clô dá show

O deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) começou bem. No seu primeiro discurso no plenário da Câmara fez um belo discurso. Ninguém tava ouvindo (o que sempre acontece na Câmara), ele reclamou e foi ouvido por todos em silêncio. Foi aparteado por Paulo Maluf (PP-SP) e aplaudido por Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Tô bobo.

5.2.07

Kassab, o desenquilibrado

Deu no site do Estadão:

"O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), expulsou um homem que protestava na manhã desta segunda-feira, 5, durante a inauguração de um posto de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), em Pirituba, na zona oeste da cidade.

Segundo informações da reportagem da Rádio Eldorado AM, Kaiser Paiva, que estava em companhia do filho de sete anos, aguardava para ser atendido por um dentista e começou a protestar contra a lei do Cidade Limpa, que tem como objetivo eliminar a poluição visual em São Paulo, proibindo todo tipo de publicidade externa, como outdoors e painéis em fachadas de prédios.

Durante o protesto, o Paiva contou que está desempregado há três anos e que a lei está prejudicando seu pequeno negócio de fabricação de placas e faixas. O prefeito, que estava dentro da AMA saiu correndo em direção ao homem, que foi retirado aos empurrões por Kassab, conforme a Rádio Eldorado AM. Kassab chegou até a insultá-lo, o chamando de vagabundo.

O prefeito seguiu gritando, pedindo para retirar Paiva do local. Em entrevista coletiva, Kassab justificou sua atitude dizendo que Paiva estava errado por protestar num local onde há pessoas doentes que precisam de atendimento. "Aqui não é o local adequado para fazer manifestação", declarou Kassab. Ele defendeu a lei da Cidade Limpa e disse que tomará a mesma atitude toda vez que for necessário."


1º A lei da Cidade Limpa é uma vitória urbanística;

2º O povo de São Paulo não esperava isso quando elegeu Gilberto Kassab... Opa, é verdade, o povo não o elegeu. Quase ia me esquecendo.

3.2.07

Novos vídeos

Novos vídeos foram adicionados ao acervo do blog:

Paulo Francis, erros de fravação

Dublador do Seu Madruga

Seu Madruga e Professor Girafales no Festival da Boa Vizinhança

Vasco Campeão Carioca de 1988 com Cocada fazendo história

Economia ao alcance de todos

Economia ao alcance de todos

Sem a pretensão de ensinar Economia, começo hoje a discutir ou a colocar minhas opiniões sobre os fatos econômicos, principalmente o caso Brasil. Muito acostumado a tratar do assunto em sala de aula, aceitei o desafio do meu filho de trazer o assunto em uma linguagem mais branda. .

Assim como hoje em dia se discute o “Direito de rua”; da mesma forma poderá existir uma “economia do nosso dia-a-dia”, como estamos acostumados a ver nos diversos noticiários.

Sem mais delongas falemos sobre já famoso PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. O que é um Plano? Um elenco de objetivos aonde se quer chegar, para o que se conta com um montante de recursos, públicos ou privados, priorizando setores dinâmicos, capazes de promover ou acelerar o crescimento da economia. Nesse sentido, o PAC não é completo. (Aliás, nenhum Plano é completo). Como os recursos são sempre limitados, só se pode fazer aquilo que é condizente com o volume de recursos disponíveis.

Um Plano que prevê o crescimento da economia de um país tem que nascer de uma decisão política e também tem que ter apoio político, de todos aqueles que tem poderes para tanto. Vem aí o caso dos governadores. Eles estão certos? Sim. Existe um problema de repartição tributária? Sim. Mas... vamos e venhamos: independente do PAC essa questão tem que ser discutida. Colocar como condição para aprovar o PAC é p’ra lá de insensatez!!!

O PAC e a imprensa
Tantos comentários bons e tantos descalabros! Outro dia na CBN estava sendo entrevistado um professor de economia da PUC Rio. A pergunta era: e a limitação para os reajustes dos funcionários públicos é uma coisa boa ou ruim? Ele responde: “se for sobre o salário de cada categoria é péssimo, mas se for sobre os gastos totais com o funcionalismo é ótimo”. Quero dizer com isso que antes de responder à pergunta ele deveria se inteirar do assunto. De qualquer forma, como a decisão é sobre o volume total de gastos com pessoal, (mesmo eu sendo funcionário público), é ótimo, o que frustraria o comentarista, o qual eu identifico um cavaleiro do apocalipse.


Acertos e contradições
Quando se compara a última decisão do COPOM sobre o comportamento da taxa de juros, alguns mal informados podem supor uma contradição entre crescimento da economia e a reduzida queda da taxa de juros. Convido todos a ler a Ata do COPOM. Lá está a explicação. Chama a atenção dos economistas o comportamento dos diversos componentes do PIB no ano de 2006 e particularmente do último trimestre. Numa brutal simplificação, se só existisse os componentes Consumo e Investimento, e como o consumo cresceu exageradamente não tendo acontecido o mesmo com o investimento, com uma redução mais significativa da taxa de juros a tendência seria uma aceleração do consumo que não poderia ser atendido com o atual volume de produção da economia. Só tem uma saída: aumenta-se o Investimento e contenha-se o consumo.
O crescimento da economia depende diretamente da sua capacidade de ampliar o volume de investimento. Por isso, o PAC, privilegiando o Investimento, pressupõe uma elevação da taxa de crescimento da Economia. De quanto? 5%? Ninguém sabe, mas, sem dúvida, um desempenho melhor do que o do passado.
Não existe contradição, entre o papel desempenhado pelo COPOM e o PAC, como alguns comentaristas da Rede Globo quer nos fazer acreditar. E se o Banco Central fosse autônomo? O que diriam os neoliberais?

O PT e as privatizações
Recentemente, o governo decidiu adiar a licitação sobre a privatização de trechos de rodovias no Brasil. Como o interesse social deve sempre prevalecer sobre os interesses individuais, o governo deveria adiar três, quatro ou mais vezes, desde que se esteja preservando o direito do cidadão e não do empreiteiro.


Newton Braga,
Professor de economia do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)

2.2.07

Me recuso

Não é porque Renan Calheiros foi reeleito presidente do Senado Federal com 51 votos que eu vou dizer que a eleição dele foi uma boa idéia.

hã hã... entenderam o trocadilho?

Romário está livre para jogar pelo Vasco

1º Romário foi (eu disse foi) um dos maiores de todos os tempos;

2º Só nas contas dele que o milésimo está próximo;

3º O Vasco tem que lutar por conquistas do clube e não de pessoas, mesmo sendo a pessoa em questão o Baixinho;

4º Romário ainda joga mais do que o Obina.

Chinaglia, o terceiro homem da república

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi eleito ontem presidente da Câmara para um mandato a ser cumprido nos próximos dois anos num segundo turno apertado com placar final de 261 a 243 contra Aldo Rebelo (PCdoB - SP).

Já disse aqui que Chinaglia não é o nome ideal, nem Aldo seria, mas também discordei da eleição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) quatro anos atrás e ele acabando presidindo bem a Casa. Vamos esperar para ver.

1.2.07

Calheiros é reeleito

Como já era esperado o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi reeleito presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional derrotando o senador José Agripino Maia (PFL-RN).

Com o placar de 51 a 28 Calheiros deverá continuar na presidência da Casa no próximo biênio.

Uma vitória de Agripino seria mais surpreendente que a seleção brasileira não vencer a Copa do Mundo, mas só de pensar em ter um pefelista presidindo o parlamento o governo todo tinha calafrios.