25.1.07

Aí também já é demais

Nunca gostei de criticar decisão de quem sabe mais do que eu, por isso busco mais entender do que falar mal dos reajustes da taxa Selic que o Conselho de Política Monetária (COPOM) faz, mas minha paciência tem limite. Compreendo que temos de ser implacáveis na luta pelo controle da inflação sem vacilar em nenhum momento, mas agora exageraram.

Nas cinco últimas reuniões, o corte da Selic vinha sendo de meio ponto percentual – e antes delas, o ritmo de queda nos juros era ainda mais intenso, agora reduziram a taxa em apenas 0,25% chegando a marca de 13% ao ano (a menor da história). O pior é que a justificativa é a de que ainda existem incertezas sobre o controle da inflação na nossa economia. Ora, essa eu vou guardar para rir mais tarde.

O governo se mexe de todo jeito para fazer um pacote de crescimento e o Copom vem frear a economia desse jeito.

Por outro lado é importante deixar claro que pior do que a Selic baixar menos do que o devido é as taxas de juros cobradas pelos bancos e financeiras não abaixarem, nem mesmo, na mesma proporção. Quando Lula assumiu a presidência a Selic era, nominalmente, quase o dobro do que é hoje, mas os juros cobrados ao consumidor não são, hoje, metade do que eram antes. Motivo: Cartel.

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