15.11.06

Reforma Política: Financiamento Público

Quando ouvi falar sobre esta idéia pela primeira vez fui absolutamente contra. "Imaginem só, dinheiro público financiando campanhas políticas". Só depois, quando fui estudar sobre o tema vi que é o melhor caminho.

Se você é dono de uma empresa que constroi viaduto você financiaria a campanha do Roriz ou do Cristovam? Do Roriz, ele que gosta de construir viaduto. E se você for um professor, qual das duas campanhas você financiaria? Nenhuma, professor não tem dinheiro pra financiar campanha.

Os grupos mais ricos financiam que bem querem (o que é até um dinheiro legítimo) mas só eles podem fazê-lo e mantêm no poder quem mantem eles lucrando.


O sistema atual faz com que a compra de parlamentares ocorra antes mesmo da eleição. Quando o candidato vai a um empresário pedir dinheiro para sua campanha e o "bondoso e altruísta" burguês lhe concede a ajuda este futuro representante do povo fica comprometido com os interesses do empresário.

Exemplificando: Se você é candidato a deputado federal e recebe uma contribuição de uma empresa que fabrica armas de fogo para a sua campanha você, se eleito, vai ser contra todo e qualquer projeto que proíba ou restrinja a venda de armas (não é mesmo Alberto Fraga?). Não necessariamente por gratidão, mas já pensando na próxima campanha. Quem vai querer doar para suas futuras campanhas se você recebe dinheiro de um empresário e não trabalha para ele?

Os grandes empresários já doam para as campanhas pensando nisso e só doam para aquelas campanhas que eles acreditam terem chance de vencer. O que ganhariam doando para um candidato que não terá mandato e, portanto, de quem não poderiam cobrar nada?

Com o financiamento público isso talvez não acabaria, já que continuaria ocorrendo o caixa 2, mas seria reduzido substancialmente.

Quanto cada candidato receberia? O dinheiro seria repartido entre os partido como já é repartido o fundo partidário e até o tempo no horário eleitoral, isso é, de acordo com os votos que cada um recebeu nas últimas eleições para deputado federal.

Seria um custo mínimo para termos representantes sem "rabo-preso".

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