31.10.06

PFL

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu de uma dissidência do PDS (ex-ARENA) na época da eleição de Tancredo Neves a presidência pelo colégio eleitoral. Quando na eleição de 1994 a aliança entre PSDB e PT foi vetada pela esquerda do partido vermelho os sociais-democratas acabaram de aliando ao PFL num casamento que parecia perfeito. O PFL entrava com os votos que tinha no nordeste, e o PSDB com sua elite pensante do sudeste.

Por duas vezes eles foram vitoriosos na eleição presidencial assim, em 1994 e 1998. Em 2002 não aliaram pela invasão da polícia federal tucana ao escritório do marido da então pré-candidata a presidência Roseana Sarney, do PFL. Voltaram a se alinhar na campanha de 2006, mas foram atropelados pelo fenômeno Lula. Agora o PFL parece buscar sua independência. Foi bom enquanto durou, mas basta.

O partido que tinha como principais pilares Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Marco Maciel (PFL-PE) vê os três caciques em fim de carreira. O primeiro perdeu o governo da Bahia e uma das três cadeiras do estado no Senado. O segundo deixa a poítica no ano que vem. O terceiro viu seu candidato a governador levar uma surra de 65,36% a 34,64%.

Novas lideranças têm de assumir o partido. Rodrigo Maia (PFL-RJ), Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Onyx Lorenzoni (PFL-RJ), Paulo Octávio (PFL-DF), José Carlos Aleluia (PFL-BA), Kátia Abreu (PFL-TO) e Robson Tuma (PFL-SP) são possíveis novas lideranças. José Thomaz Nonô (PFL-AL) que era deputado desde 83 ficará sem mandato assim como Moroni Torgan (PFL-CE) e Pauderney Avelino (PFL-AM) que também perderam as disputas pelo senado no seu estado.

O que acontecerá com o PFL?

Mais sobre a crise pefelista no texto de Franklin Martins.

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