10.7.06

Para encerrar o assunto Copa do Mundo

Em 1982 a Itália, defensiva como sempre, tirou o Brasil da Copa e depois sagrou-se campeã. A defensividade passou a ser moda no futebol mundial cuminando com a Copa 90 que foi a pior de todas. Estamos entrando em um novo ciclo de defensividade. E este ciclo não começa com o título italiano desse domingo. Começa com o título brasileiro de 2002. Jogamos sem encantar, na retranca de 3 zagueiro e fomos campeões. E não dá pra culpar os técnicos. Vamos pegar o exemplo de 2002:
Todo mundo criticava o Felipão. "Esse esquema com 3 zagueiros vai dar errado" "O que esse cara tem na cabeça para não levar o Romário!?" "Esse time não encanta, só joga na retranca". Se tivêssemos perdido o Felipão teria sido crucificado como grande culpado, mas vencemos. Com um penalti inexistente no 1° jogo, um gol da Bélgica mal anulado nas oitavas-de-final, um gol absolutamente fora do comum contra a Inglaterra e tantos outros pequenos detalhes (olha o detalhe decidindo de novo). Fim da história = Felipão queridinho da torcida. É o 1° nome da boca do torcedor para assumir a seleção agora.
Moral da história = não da pra culpar um técnico por ele fazer o time jogar só por resultado, o problema é quando joga pelo resultado e o resultado não vem, né Parreira.

O lance que ficará para a história da final de domingo é a cabeçada do Zidane, não como aquelas da final de 98, nem aquela que o Buffon defendeu sabe-se lá como, mas a cabeçada no peito do zagueiro Materazzi. Duas observações:
1° Considerando-se que Materazzi teria ofendido o craque francês, assim como sua mãe, sua irmã, cachorro, papagaio, cunhado, vizinho e agregado ele também merecia ser expulso. A agressão moral é tão ruim ou pior do que a física, mas o juiz não viu. Na verdade o árbitro argentino não viu nada. Expulsou o Zidane confiando no que contaram para ele (com ou sem a ajuda de vídeos);
2° Notaram quantos ângulos do fatídico (um dia vou aprender o que isso significa) lance foram mostrados? Num momento totalmente fora do lance de bola. Quanta tecnologia.

Faça-se justiça: Quem assitiu a reportagem do Fantástico com o lateral Roberto Carlos pôde ver que realmente não foi culpa dele o Henry estar sozinho naquele lance do gol. Faltou foi orientação tática para alguém cobrir aquele setor. E considerando a estatura do ex-nosso lateral pigmeu não devia ser ele mesmo.

Essa foi a 1ª final de Copa que assisti sem o Brasil. Ficamos mal acostumados.
Mas peraí, não saímos de mãos abanando não. A FIFA concedeu a seleção brasileira o prêmio Fair Play que nós dividiremos com a seleção espanhola por terem sido as duas seleção que jogaram de forma mais limpa no mundial.
Ufa, se não fosse isso sairímos decepcionados da Copa do Mundo hein.

PARABÉNS A ITÁLIA PELO TÍTULO DA COPA DO MUNDO

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